Posted by Sam Shiraishi on Sep 15, 2008 in
desabafo de mãe,
educação

Turma do Giorgio no Jardim 1, quando ele ingressou na atual escola
Falar de metodologia de ensino me deixa sem jeito. Não sou educadora e fiz o primário numa escola pública no interior, o que deixava a metodologia da escola para segundo - ou terceiro - plano, mas quando converso com as mães dos coleguinhas, noto que a história se repete e que a maior parte de nós veio de uma formação que não discutia ainda metodologias de ensino. Mas estamos conseguindo mudar isso, nos informando e buscando uma educação de qualidade para nossos filhos. Quando digo que as mães atuais são “mães profissionais” poucos me entendem, mas o fato é que trazemos para a maternidade toda força de trabalho, toda capacidade que temos no ambiente corporativo. Os resultados estão aí, visíveis, numa geração que mostra muito cedo sua capacidade acima da média.
Meus filhos estão numa escola sócio-construtivista, que considero um bom formato para atender a curiosidade e ânsia de aprendizagem de ambos. Escolhi-a pela internet quando soube da mudança do trabalho de meu marido para São Paulo. Verdade! Googlei Mooca e escolas infantis e achei vários links. Dos links parti para o fórum de uma comunidade no orkut na qual várias mães, solidárias e generosas, estavam me oferecendo dicas para a mudança. Absurdamente web 2.0, eu sei hoje, mas na época foi uma ação instintiva que deu certo.
Relembrei esta história porque o grupo Mulheres na Rede e o Desabafo de Mãe este mês promovem alguns concursos culturais sobre ESCOLA e LEITURA. Seis blogs - A Vida Como A Vida Quer, Acontece Aqui e Lu Ivanike (sobre escola) e Repórter Mãe, Meu mundo e Nada Mais e Onde está a Oli? (sobre leitura) - vão promover debates diferentes sobre os temas a partir de hoje até dia 15 de outubro. E você pode participar de todos debates: basta fazer um comentário em um dos blogs - escrever um texto replicando o debate no seu blog ou mesmo fazer um desabafo de mãe - para concorrer a diferentes prêmios.
E este blog ficou de levantar a questão da metodologia da escola. Qual a metologodia de ensino da escola do seu filho. Como você a escolheu? E porquê? Que dúvidas têm sobre esta escolha? E que certezas?
Da mesma forma que contei com várias mães da web na minha escolha - que tem se mostrado acertada nestes 3 anos e meio - o grande prêmio que ganhamos com concursos como este é a troca com mães e pais interessados em um mundo melhor para seus filhos.

Por isso, participe você também!
Obs. Os vencedores dos debates promovidos através de comentários serão divulgados no dia 20 de outubro de 2008 e os prêmios serão entregues, via Correios, até 30 dias depois do anúncio dos vencedores, diretamente pela equipe do
Desabafo de Mãe.
P.S. Este tema voltou a me perturbar porque Enzo está ficando desanimado na escola, mas Giorgio adora o ambiente e obtém excelentes resultados. Tem mais valor a metodologia ou a segurança emocional que o ambiente dá? Será possível conciliar estes dois critérios?
P.P.S. Para quem me visita há pouco, uma explicação: eu me considero uma das mães postiças do Desabafo, estive na formação do portal meses antes de seu lançamento, em outubro de 2006, e o setor de cultura infantil foi um filho postiço que amamentei com vigor e amor sinceros. Saí oficialmente do portal em fevereiro, mas continuo ligada na rede maravilhosa de mães e amigas que fiz lá e apoiando as ações das idealizadoras, Ceila e Sueli, em prol da democratização da cultura infantil.
Posted by Sam Shiraishi on Sep 15, 2008 in
agenda cultural,
japão

Já comentei aqui que Sonhos, de Akira Kurosawa, está entre meus filmes favoritos, no melhor estilo Top 10. Bem, no dia 26 um espetáculo trará a São Paulo uma das obras da coreógrafa do filme, Michiyo Hata. Ganhadora de vários prêmios, é membro da Federação Japonesa de Artistas Dançarinos e conselheira da Sociedade Japonesa de Dança. Por nove anos consecutivos, de 1997 a 2005, os membros do Kikunokai ganharam sucessivos prêmios na Competição Nacional de Dança, Divisão de Dança Japonesa, patrocinada pelo jornal “Tokyo Shimbun”.
Seu espetáculo que vem ao Brasil será apresentado no Teatro Alfa pela também premiada Companhia de Dança Tradicional Japonesa
Kikunokai - que em 1976 foi agraciado com o prêmio artístico no Festival Cultural patrocinado pelo Ministério da Cultura do Japão, um dos mais importantes do País.
Rodeado pelo mar pelos quatro lados, e com as quatro estações bem definidas, as canções e danças japonesas freqüentemente remetem à natureza. São inúmeras canções sobre a alegria das cidades, a degustação do saquê, a vida dos pescadores, a garra das mulheres, além de muitas canções de amor.
No Brasil, o Kikunokai deverá apresentar músicas e danças tradicionais, além de peças folclóricas de áreas rurais, todas encenadas com muito dinamismo e vigor, enchendo os olhos e o coração dos espectadores. (Nota do blog da redação do Abril no Centenário da Imigração)
De sua formação de dança clássica japonesa o grupo busca inspiração para criar suas apresentações no folclore, que no Japão têm grande influência do clima local, transformando e transportando esses elementos para o palco, de forma bem atual e criativa. A companhia se tornou uma propagadora da cultura nipônica. O Kikunokai foi criado por Michiyo Hata em 1972. Hata estudou por muitos anos sob orientação de Onoe Kikunojo I, seguidor da Escola de Dança Onoe, fundada pelo grande ator de kabuki, Onoe Kikugoro VI.
Serviço:
- Data: 26 de setembro às 21h
- Local: Teatro Alfa, rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, SP
- Ingressos: R$ 40,00. Estudantes, professores da rede estadual, aposentados e idosos acima de 60 anos, menores de doze acompanhados, mediante apresentação de documento identificação, têm direito a 50% de desconto no valor do ingresso
- Platéia: 1.100 lugares
- Estacionamento: Valet R$ 20,00 - Self R$ 10,00
- Ingressos: Bilheteria do Teatro Alfa: 5693-4000 | Comercial Akashi 3208-1833 | Ingresso Rápido 4003-1212
Posted by Sam Shiraishi on Sep 15, 2008 in
blogosfera,
midia social,
publieditorial
Outro dia um seguidor do Twitter me perguntou com que eu trabalhava e quando eu respondi “trabalho com mídia social” senti, mesmo teclando no msn, aquele momento de silêncio que sucede situações inesperadas numa conversa. Mesmo tendo blog e sendo profissional de TI, ele não esperava que uma comunicadora (no meu caso jornalista, mas são muito comunicadores nesta nova mídia) “trabalhasse” nisso que é para muitos é apenas um hobby.
Na ocasião, além contar que é um trabalho como outro qualquer, sem toda diversão e/ou glamour que as pessoas pensam e explicar que dá muito trabalho, eu apenas ri sozinha. Engraçado imaginar que tem gente que pensa que para produzir tanto, pesquisar para embasar idéias, dedicar-se para manter uma network e tantas coisas mais que envolvem qualquer trabalho bem feito a gente ainda mantém (ou deve manter) blogs apenas por diletantismo.
Por vezes este trabalho de mídia social é mais desgastante e exigente que outro “tradicional”, porque ser blogueiro ainda é ser empreendedor demais. Exige abrir novas frentes como os bandeirantes abriam picadas, em meio a seres que não falam sua língua e acreditam que seu objetivo é roubar o seu território (analogia à chegada deles nos espaços antes exclusivos das nações indígenas). E igualmente arriscamo-nos a levar flechadas ou sermos atingidos por machadinhas de quem, naturalmente, apenas defende seu território. Mas também contamos com aqueles que enxergam no novo uma oportunidade de negócio.
Neste sábado estive no Starbucks num café da manhã com algumas blogueiras, motivado pela visita da Gisele Ramos, do Diva Diz e Blog na TV. Creio que, das presentes, apenas Liliane Ferrari ainda mantém um blog como diário virtual - Lili é produtora cultural, mas imagino que, mesmo sem querer, o blog já seja um pouco portfolio dela. Todas as outras têm no blog parte de seus rendimentos e investem nele tempo considerável como um trabalho sério. Renata, jornalista e blogueira como eu, mantém o Moda para usar com uma dedicação que invejaria alguns editores de revistas femininas. Gisele e Simone Miletic (Só seriados de TV), com seus blogs de seriados de TV, são incansáveis e eu imagino como o lazer delas ficou prejudicado porque devem assistir à TV toda noite pensando no que vão contar aos leitores em seguida. Uma amiga delas, a Fernanda Furquin do Revista Teleséries (que eu conheci no café) lançará em outubro um livro sobre a evolução dos papéis femininos na sociedade norte-americana com base na sua projeção e mudanças nos seriados. Incrível, né? E ainda tem gente que pensa que a gente deveria blogar de graça para sempre, porque é errado receber por este trabalho todo.
P.S. Por falar em monetização e etc, todas as meninas que citei e que levam o blog como seu segundo trabalho fazem ações de publieditorial para agências. Queria ter conversado com elas para saber se acham que deveríamos pensar nisso como informe publicitário e ganhar como redatores publicitários ou continuar seguindo esta tabela de freelance jornalistico que tem regido os trabalhos nesta área. Fica para o próximo café, mas quem quiser opinar, saiba que sua visão será bem vinda aqui. :)