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Expedicionários Brasil afora

Posted by Sam Shiraishi on Sep 9, 2008 in agenda cultural

“É somente deixando ir que aprendemos o real valor de ficar”.

Esta frase me ganhou. Nem precisava saber que veria fotos lindas, sonhar com lugares maravilhosos para saber que eu - que amo viajar de carro - ficaria tentada a deixar de ter uma vida sedentária e pensar em levar uma vida de viajante. Cinco viagens com cinco destinos bem diferentes reuniram equipes formadas por jornalista, fotógrafo e cinegrafista num Porsche Cayenne V6 (se é para se aventurar, que seja com estilo!). Estas viagens, que aconteceram entre no Brasil entre junho de 2007 e junho de 2008, documentaram um projeto cultural chamado Expedicionários.

A idéia é bárbara e tem tudo a ver com este blog, por isso estou louca para ver o livro e DVD (lançados pela Auana Editora) que mostram a aventura. Cada roteiro retratou a história de um expedicionário do passado, abrangendo cada século transcorrido desde o descobrimento oficial do Brasil, em 1500. Os cinco homenageados são interessantíssimos:

  • Padre Antônio Vieira: Escritor e jesuíta, conselheiro de reis e rainhas no século XVII, morou no Maranhão por duas vezes. O trajeto percorreu desde Fortaleza até São Luiz do Maranhão, passando pelo Delta do Parnaíba, no Piauí e pelos Lençóis Maranhenses, o mundo das areias e lagoas multicoloridas do nordeste brasileiro. 
  • Cabeça de Vaca: Espanhol que esteve no Brasil no século XVI em busca de uma rota secreta para o império Inca (já ouvi esta história e vi desenhos de possíveis mapas do caminho). A equipe de novos expedicionários saiu de Florianópolis até o território das Missões e terminou a viagem em Foz do Iguaçu. 
  • James Wells: Inglês que no final do século XIX percorreu o centro-oeste brasileiro. O deserto do Jalapão, em Tocantins exigiu da equipe fôlego para enfrentar o fogo e o isolamento dessa vasta área do Brasil.
  • Percy Fawcett: lendário coronel inglês que desapareceu no Mato Grosso em 1925 e inspirou Spielberg a criar seu personagem Indiana Jones. Dizem que Fawcett buscava o portal de entrada para um mundo perdido e tornou-se um mito mundial, inspirando várias expedições, muitas delas com mortes e tragédias.
  • Paulo Bertran: historiador, economista e um bandeirante contemporâneo, caçador de ouro e de histórias. Deixou um imenso legado de livros publicados e a febre do ouro viva em cidades antigas de Goiás, como Pirenópolis e Goiás Velho.

Retomando a idéia iniciada nos guias de campo Brasil Aventura, Ana Augusta Rocha e Roberto Linsker, continuam a mostrar o Brasil e seus lugares para o brasileiro que, grosso modo, desconhece seu pais. Quem já conhece os livros anteriores afirma que EXPDs lembra os livros feitos pela dupla, mas com o complemento visual do dvd feito pelo diretor Guto Carvalho que participou de todas as viagens. Bem sensorial, feito de imagens, paisagens e sonoridades, o dvd complementa a obra a medida que “leva” o leitor para cada roteiro.

Se a gripe me deixar, pretendo ir hoje à noite no coquetel do lançamento do livro e DVD no Shopping Cidade Jardim. ;)
Serviço:

  • Livro Expedicionários, de Ana Augusta Rocha e Roberto Linsker, Auana Editora e Terra Virgem
  • 176 pg., 260 fotos, 5 mapas
  • ISBN 978-85-85981-50-1 (português) e ISBN 978-85-85981-49-5 (inglês)
  • Preço sugerido: R$100,00
  • Créditos: Criaram o projeto a jornalista Ana Augusta Rocha e o fotógrafo Roberto Linsker. Marcelo Macca, Victor Rebouças e Edu Petta participaram também escrevendo; mais os fotógrafos Fifi Tong e Rui Faquini; e o cinegrafista Guto Carvalho.
[update] Esta dica cabe perfeitamente aqui:
Mapa com grandes trajetórias literárias e históricas - A interessantíssima Good Magazine publicou um mapa interativo com grandes trajetórias históricas e literárias. Explore esse mundo. Via Recanto das Palavras.
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Abraços e beijos

Posted by Sam Shiraishi on Sep 9, 2008 in comportamento

Fernanda postou sobre abraços e não resisti, tinha que comentar aqui porque eu tenho uma historinha sobre beijos e abraços também. Eu falava para meu padrinho que não gostava muito de beijos e que carinho de verdade a gente dava com abraços. Ele sempre lembra disto e até nos e-mails me manda abraços (e ele me manda mensagens quase que diariamente). Só que, com sou muito baixinha, é meio sofrido me abraçar… hahahaha.

Vou seguir o conselho dela e dar um abraço em quem amo tão logo possa. O que acha de fazer o mesmo?

P.S. Também acho estranho este negócio de mandar abraços e beijos no telefone/e-mail (fato que o marido da Fernanda comenta e ela cita no texto), mas confesso que me acostumei. Demorou, mas acostumei e hoje até dou beijos à brasileira nas pessoas quando encontro. :) A cada dia fico menos curitibana, será bom ou ruim?

 
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Blip.fm

Posted by Sam Shiraishi on Sep 9, 2008 in geek, música, redes sociais

Há duas semanas uma novidade tomou conta do twitter e está viciando muita gente. Chama-se Blip.fm e é um espaço onde você pode ser DJ, ter fãs de suas músicas e opiniões (curtas, ao estilo microblog) e ser fã de outros. É mais um rede social sim, quem pensou isso tem toda razão, podai ser parecida com o Last.fm e o My Space, mas a diferença é, além da interação com o FriendFeed e o Twitter (que muita gente detestou), é a praticidade com que blipamos as músicas. Tudo funciona a um toque intuitivo, com ícones como estrelinha (favoritar) e um jóia (polegar para o alto para dizer que é bom), dentre outros. Não achei todas as músicas e versões que queria, nisto admito que o Last.fm é melhor, mas me diverti ouvindo as rádios de outros e descobri que , o saudosismo que Gui e eu temos dos anos 1980 é comum a muitos da nossa geração! :) E de gerações mais novas também. Meu amigo está todo feliz porque tem muitos listeners lá. 

Ah, você pode comprar faixas de mp3, como no Terra Sonora,  o que, de certa forma, desestimula a pirataria na web. Se bem que sobre isso continuo achando que é impossivel controlar e proibir a troca entre amigos de música. Mas o gostoso é que você pode ouvir músicas, se distrair e descobrir novos mundos diferentes daqueles que estão nos seus CDs ou mp3. 

Fica aqui uma música que o Ale me indicou hoje de manhã lá - acho que a dica era para o Giorgio, porque o e-mail era sobre meu escorpiãozinho. Mas é uma das favoritas do Enzo e da mamãe também. E fica como minha música tema para o dia de hoje, com uma ressalva: gripado não devia trabalhar também não! Nem ter trabalho.

Sobre o mesmo tema: 

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