A crise dos 25
Não passei exatamente por esta crise, possivelmente porque eu era recém-casada, recém-formada e mudei de país um dia depois de fazer 25 anos, mas noto que esta crise existe. Se é uma crise da vintolescência dos hobbits ou uma novidade da geração que demora a sair da casa dos pais, não sei. Outro dia li um post no Goiabas Verdes Fritas e me veio à mente um livro que minha irmã leu quando estava nesta idade -e que eu não li, porque à época estava mais na fase Criando Meninos (huahua). Como não li vou deixar uma resenha curtinha aí e esperar que alguém que leu conte em detalhes se ajudou ou não!
A Crise dos 25: Como Lidar com os Desafios da Transição para Vida
Embora a fase entre os vinte e os trinta anos seja uma das melhores da vida, também é marcada por uma dura e nem sempre reconhecida transição para o “mundo real.” A Crise dos 25 é o primeiro livro a tratar desse fenômeno. Ele conta as histórias de jovens que descrevem seus desejos, dúvidas e desafios em relação a trabalho, dinheiro, independência, realização pessoal e relacionamentos. A combinação de novas responsabilidades com uma liberdade nunca antes obtida deixa os jovens indecisos e vulneráveis, fazendo-os alternar fases de euforia e de insegurança, quando questionam se estão mesmo no caminho certo. Read more…
Tokai Jishin
Sempre me dizem que no Brasil reclamamos à toa, porque aqui não vivemos furacões e terremotos. É a mais pura verdade, por isso voltei para cá quando me descobri grávida morando e trabalhando no centro de Tokyo. Eu fugia do Tokai Jishin, o famoso terremoto que poderia acontecer no Japão no primeiro decênio do novo milênio.
Meu amigo virtual Alexandre Tomio - que foi um dos primeiros da comunidade que tenho no orkut, Movimento Dekassegui no Japão - me contou agora no msn que a TV japonesa está informando que estão intensificando os treinamentos para sobrevivência caso o novo Grande Terremoto de Tokyo aconteça, pois segundo as estatísticas e informações do governo, o tremor seria iminente. A região de Shizuoka, aonde se prevê o epicentro, estará de sobreaviso a partir do sábado.
Alguns pontos devem ser considerados aqui. Primeiro, eles realmente avisam com antecedência e este terremoto é tão anunciado que eu vim embora de lá há quase 9 anos de medo dele. Infelizmente, os mais de 300 mil brasileiros que moram lá não têm o hábito de ler jornais japoneses ou mesmo ver TV local, informando-se pela Globo Internacional que lá é concessão da IPC. Eles prestam bom serviço, mas não é just in time. E em Shizuoka (onde fica o famoso Monte Fuji) está uma das maiores concentrações de famílias nipo-brasileiras, a tal ponto que se sobrevive muito tempo lá sem falar uma única palavra de japonês. Aichi, a província vizinha (cuja capital é a terceira maior cidade do Japão, Nagoya) tem a segunda maior concentração de nipo-brasileiros e numa eventualidade de um terremoto grave, seria afetada. A outra questão é que enquanto os japoneses se preparam com seriedade para enfrentar esta que é uma realidade deles (a possibilidade de terremotos sérios, porque o arquipélago está sobre muitas falhas ativas), os nipo-brasileiros que residem no país ainda são muito displicientes e sentem-se - sei porque fui um deles - provisórios e talvez por isso mais seguros. Muitos não têm nem um kit terremoto!
Enfim, conversei com algumas pessoas agora e todos vão apurar o que puderem para mim, peço a Deus que proteja a todos e que tanto meus compatriotas quanto os compatriotas de meus avós se preparem atendendo aos avisos governamentais. E que se lembrem do Terremoto de Chuuestsu (em Niigata) e Hanshin-Awaji (de Kobe) para tomarem com seriedade os cuidados preventivos.
Atenção rima com proteção
Este release me pareceu interessante, vejam só, é uma lista de coisas que devemos evitar pra não sermos vítimas de mal-feitores. Foi enviado por uma empresa de segurança nordestina:
Distração não combina com segurança. Quem vive no “mundo da lua” facilita, e muito, a vida dos ladrões, dos batedores de carteira e até dos seqüestradores. Atenção rima com proteção.
Como não ser surpreendido por “amigos do alheio”; uma dica para cada mês do ano:
1. Não caminhe enquanto fala ao celular. O ideal é conversar pelo telefone móvel em local fechado, em casa ou no trabalho.
2. Jamais fale ao celular enquanto dirige. Nesse caso, o risco é triplo: descuidar-se do trânsito, ser multado e assaltado. Mesmo que o veículo esteja estacionado, só use o celular se o local for seguro.
3. Não carregue todos os documentos, cartões de créditos e do banco na mesma carteira.
4. Não ponha a carteira em cima da mesa, de cadeiras ou de outros locais públicos.
5. Não deixe jaquetas de couro, paletós e demais casacos ou agasalhos na cadeira, enquanto se serve em um bufê. Há pessoas que estão lá somente para roubar esses artigos do vestuário.
6. Também, obviamente, não ‘reserve’ sua mesa no restaurante por meio de celulares, carteiras ou bolsas.
7. Atenção quando sair com bolsas ou pastas. Em multidões, é relativamente simples cortar uma alça ou abrir um zíper.
8. Parar em aglomerações públicas, na rua, para assistir performances circenses ou artísticas, muitas vezes executadas por camelôs, é um convite ao furto.
9. Carteira no bolso de trás da calça e dinheiro no bolso da camisa, em ônibus ou metrô lotado, também gera oportunidade de furtos.
10. Antes de sair de casa em seu automóvel, para ir a ruas que não conheça, consulte o guia de ruas, ou pergunte a alguém se as conhece, para não se perder e aumentar o trajeto e a insegurança. (Use o GPS ou trace a rota no google maps!)
11. Mesmo que não esteja dirigindo, beba moderadamente. Uma pessoa alcoolizada é um alvo fácil para qualquer crime ou violência.
12. Não comente em voz alta, principalmente em locais públicos, sobre seu salário, compra de automóvel, viagem para o exterior, enfim, a respeito de qualquer tema que atraia a atenção de bandidos.


