Foto da nossa mesa no evento, na companhia de @rcobra e @cabianca.
Hoje estive no Café.com Blog Finanças, a última edição do ano do evento que ao longo deste ano procurou aproximar quem faz mídia social dos empresários interessados em investir – ou apenas em conhecer este novo espaço.
2008 foi um ano de grandes mudanças na blogosfera e acredito que estas mudanças estiveram espelhadas nas edições do encontro que Manoel Fernandes, publisher da Bites, promoveu. Estive só nas duas últimas edições, mas conto quase como três porque participei do Conexão Bites, um evento semelhante que contava com palestrantes de renome internacional.
(Vou confessar uma coisa aqui: não ia antes porque, sinceramente, achava que o evento era para os convidados do Manoel. De certa forma é, mas hoje sei que é possível se inscrever via blog ou facebook e que os convites são para garantir a presença de quem – digamos – não poderia faltar. Se você pensava assim, faça como eu, arrisque-se a ir num próximo encontro!)
A questão hoje era pensar conjuntamente como como a mídia social pode impactar o mercado de relações com investidores e foi tratada por Rodrigo de Macedo Alves, Head of Operations da MZ Consult, uma das maiores empresas de RI da América Latina, e Ricardo Pereira, editor do Dinheirama, um dos blogs de finanças mais relevantes do País.
Foi interessante um tema tão próximo ao universo do Gui neste que foi o primeiro contato efetivo dele no mundo blogosférico onde me encontro profissionalmente. Meu marido já tinha passado no Blogcamp e participou de inúmeras discussões de mesa de bar com amigos blogueiros, mas insistia que não era do meio e via nossos movimentos de fora. Agora ele começa a fazer parte e fiquei contente. Como ele, várias pessoas que antes viam a mídia social com desconfiança, indiferença ou simplesmente não a notavam começam a procurar um lugar neste novo espaço de atuação profissional.
Mas como empresa é importante ter em mente que “antes de se aventurar nas mídais sociais é preciso ter uma identidade digital e antes de buscar audiência é preciso ter relevância de conteudo e imagem”, como afirmou hoje um dos jornalistas especializados em economia que participaram do bate-papo. Outra questão que me chamou atenção foi notar, do ponto de vista corporativo, uma preocupação com a universalidade da informação (quer dizer, um alto executivo e um calouro de faculdade podem se arriscar a falar sobre o mesmo tema e se considerarem igualmente aptos para opiniar), considerando esta característica da blogosfera um risco que as empresas consideram ao se inserir nas mídias sociais. Será que há tanta maturidade na opção das empresas por uma janela nas mídias sociais?
É o que vamos descobrir em 2009.
P.S. Não resisto, preciso postar estas duas fotos:
Eu e meu amor pela primeira vez juntos num evento de mídias sociais.
Ler pode mudar a vida de uma pessoa – ou de muitas. Está ao nosso alcance escolher ler e ajudar as pessoas a descobrirem o prazer da leitura. Basta, simplesmente, começar.
Você pode começar como O menino que aprendeu a ler, o Joãozinho, aquele personagem do livro da Ruth Rocha. Ele não via nada nos escritos, eram só símbolos inúteis. Um dia ele começou a reconhecer o A, o O, o E e assim chegou um dia em que identificava sozinho o nome do ônibus que ele e sua mãe tomavam para a escola. Se quiser, você pode continuar lendo a conta do bar, a lista de mercado, a bula do remédio (ugh), os créditos na novela, algumas tirinhas do jornal do vizinho, o outdoor bonito no farol, até que, um dia, quem sabe você se aventura a ler um livro inteiro?
É assim, bem assim, que a criança começa a ler. Ninguém nasce sabendo falar e da mesma forma ninguém nasce leitor. Nascemos com uma incrível capacidade como seres humanos, mas ela se desenvolve na medida em que somos estimulados, reconhecidos, apoiados.
Um amigo meu me mostrou outro dia o brinquedo super caro que vai dar para a sobrinha de seis anos. Falei: “dá um livro”; e ele me respondeu: “se eu der um livro, as crianças correm comigo!, eles não são como seus filhos”. Deve ser verdade, pois meus filhos gostam de ler. Giorgio nem tanto, Enzo um pouco mais, mas ambos sabem apreciar a leitura, cada um na sua medida. Sabem porque, como quem aprende a gostar de boa comida ou bebida, eles tiveram a chance de provar.
Para conversar sobre esta chance de ler e provar os livros infantis, eu e alguns pais estamos iniciando um projeto pioneiro e arriscado em uma rede social no ning chamada Little Readers: vamos dar voz às crianças. Como? Num espaço onde eles poderão contar o que acharam de livros, escrevendo suas próprias resenhas, opinando, criticando e avaliando o que consomem em termos de cultura infantil. Além dos livros, falaremos de TV, filmes, música, mas o foco que une esta turma é a literatura infantil. Abrimos a rede há poucos dias e já temos algumas dezenas de mães, pais, professoras, avós ou simplesmente gente boa interessada no tema. Crianças ainda são poucas, apesar de minhas garantias de que estou filtrando pessoalmente tudo que passa pela rede e que tentarei com todas as forças manter a rede social um espaço familiar. Mas acredito que elas virão e serão muitas, porque sinceramente acredito na capacidade delas de farejar, encontrar e optar pelo que é bom e construtivo. Sempre que podem escolher sem serem bombardeados por adultos que lhes tolhem e oprimem, elas são maravilhosas em suas escolhas.
Se você quer contribuir, junte-se a nós e traga seus pequenos leitores. Se não os tem, avise aos amigos e – familiares. Nós – e a posteridade – agradecemos.
P.S. Se você se perguntou, como meu amigo Cabianca, por quê o nome é em inglês, não sei a resposta. Foi automático, abri a rede com este nome e depois que já tinha formatado tudo e convidado amigos é que me “caiu a ficha” de que Pequenos Leitores ficaria tão lindo e sonoro quanto Little Readers e aí ficou um nome no link, outro fantasia. Enfim, fala imensa, mas vai ficar assim, com esta minha forma de pensar que não tem fronteiras. (huahuauhua)
Para definir a relevância ou qual os links mais importantes, o Google utiliza-se de um sistema chamado Pagerank, que é atualizado, em tese, a cada 3 meses. Muito se discute sobre relevância nos blogs/sites e, tecnicamente, a grande questão é se relevância está ou não relacionado a número de visitantes, ou se a relevância serve apenas para buscadores?
A atualização do PR aconteceu há poucos dias e foi bem comentada por aí. Estava lendo o post do Helton (de onde tirei o trecho acima) e pensei: será que as mães da blogosfera – dentre outros não-blogueiros ou blogueiros amadores que identifico como leitores aqui – entendem esta mania de falar de PR? Confesso que nunca dei bola para isso e Helton insiste no trabalho de evangelização comigo, me convencendo da importância. Segundo suas dicas, cerca de 65% dos acessos dos blogs são de buscas orgânicas. O que isso quer dizer?
Bem, o PR foi o grande diferencial que Larry Page e Sergey Brin trouxeram à intenret enquanto ainda cursavam a Universidade de Stanford em 1998 e criaram o Google porque o sistema usado pelo motor de busca Google determina a relevância ou importância de uma página de acordo com as indicações e citações que ele recebe na internet. Define-se assim, teoricamente de forma democrática e muito justa, que relevância o site/blog tem para os visitantes/usuários.
Há controvérsias e a opinião dos blogueiros de tecnologia se dividem. Troquei direct messages com a @cynarar (Mundo Techno) e ela me falou que “tem um bom peso nas buscas, mas não é a métrica mais importante nem a mais confiável. E ninguém sabe a fórmula, que é mais secreta que a da Coca-Cola. (risos aqui) Então há mais especulação que qualquer coisa sobre PR que TAMBÉM é importante, como outras métricas como Backlinks e Pageviews, tanto para blogs quanto sites comuns.”
Gostei muito da opinião do Gabriel Tonobohn. Ele afirmava categórico (como sempre, pois o Tonobohn não tem meia opinião, é sempre firme nas suas convicções) que “não é o mais importante, com certeza. O importante é sempre a relevância do conteúdo. Não adianta ter PageRank 10. Se fizerem uma busca por um tema que é pouco falado no seu blog, você não vai estar bem posicionado. Pagerank deve ser encarado como um critério de desempate. Ajuda muito a ganhar posições nas buscas, mas é só mais um critério.”
E você, acha importante ou não? Mais tarde terei mais respostas, pois outros editores de blogs de PR alto me responderam via e-mail e vamos conversar em seguida – e farei update – e vamos ver o que a blogosfera está achando desta insanidade em busca de PR.
Você sabe qual o PR do seu blog ou dos seus favoritos? É só escrever o link aqui e o resultado sai na hora.
Museu do Futebol no Pacaembu, fotos de Fernando Pilatos
Na semana passada escrevi sobre o Museu do Futebol no Nossa Via. Não sou fanática por futebol e, como contei lá, cada dia fico mais desligada, porque depois de anos procurando o Paranázinho na zona de rebaixamento da primeira divisão, me nego a procurar meu time quase no rebaixamento da segunda divisão. Mas, enfim, meu marido é um sãopaulino apaixonado pelo time. Domingo aqui em casa tem futebol e ouvir a CBN no carro nos dias de jogos se tornou tão habitual que eu às vezes – pasmem! – ligo o rádio e ouço sozinha no trânsito.
Ontem íamos ao jogo no Morumbi com uns amigos e, quando eles furaram, desanimamos e acabamos fazendo outro programa. Para ir ao jogo a gente “perde” o dia todo, pois é chegar cedo, estacionar, comer (sim, tem um sanduíche que só na frente do Morumbi, sabe como?) e esperar muito até o jogo começar de fato. Então, pudemos fazer várias coisas, ver/ouvir um show no Shopping Tatutapé (o programa masculino virou passeio no shopping para mamãe fazer compras e depois almoço na churrascaria preferida da família) e bagunçar um pouco com os meninos em casa.
Aí, bingo!, pensamos em comprar o jogo no Pay-per-view… Sabem quanto custa? Cinquenta reais! Fala sério, pode a exibição de pouco mais de 3 horas de futebol custar isso – um filme de PPV custa R$ 1,99 – e não ter acontecido ainda um movimento para baixarem este valor?
Vou conversar com a Fabi Neves do Futebol Sim, o Kako do Pontapé e outros para fazermos um movimento no sentido de deixar estes valores mais reais! O que acham?
[update] Acabei trocando idéias também com a @anarina no twitter e nem tinha relacionado a menina que conheci no Gafanhoto ao futebol. Preconceito saindo de mim é bem triste! Shame on me! [/update]
… foi maravilhosa. Não foi um senhor espetáculo e por isso mesmo foi incrível. Chegamos sem grandes expectativas nem pretensões ao CCSP e paramos logo na entrada dos espaços de teatro quando vimos um espaço para brincadeiras. Preciso dizer que paramos lá? Ficamos por duas horas com a arte-educadora Priscila Okino e nem vimos o tempo passar, conhecemos duas Anas, meninas de 11 anos, e várias crianças pequenas como o Bruno e sua irmãzinha Maria Clara. Divertidíssimo, feliz, como a vida deve ser.
As atividades faziam parte do último final de semana da oficina Tatu-bola em família e aconteciam em torno de um carrinho do mobiliário educativo tatu-bola, uma caixa mágica que convidava crianças e pais a brincar. Segundo o site do CCSP, o projeto resgata “possibilidades de articulação de raciocínios, de expressão visual, corporal e cultural” e “o caráter lúdico da construção de brinquedos está aliado à consciência ecológica na utilização de materiais reaproveitados”.
Quando vi que Gui ia chegar para nos encontrar – e que eu estava monopolizando a atenção da Priscila, porque achamos tanta identidade que engatamos numa conversa bárbara sobre arte-educação que eu não queria que acabasse – seguimos para a biblioteca do CCSP onde acontecia de fato a feira.
Visitei alguns stands de editoras com calma, outros apenas de passagem, com um único critério para me demorar ou não: perceber que editores tinham de fato habilidade para interagir com meus pequenos leitores. Se a conversa engatava com eles, eu entrava e aí parecia que não iria mais embora. É ótimo poder trocar idéias com pessoas que gostam das mesmas coisas que nós, neste caso, da cultura infantil e da democratização – para alguns apenas popularização – do consumo de literatura por crianças e adolescentes. Destaco aqui o pensamento lúcido, aberto e amistoso do pessoal da Mercuryo Jovem que tem um projeto de literatura para jovens leitores, da Editora Biruta (que presenteou os meninos com mini-livros escritos por Carolina Maluf, adolescente filha de uma das donas da editora e uma escritora talentosa) e da Editora Peirópolis, que me encantou por ter títulos de Lalau e Laurabeatriz, dentre eles Japonesinhos, que citei há poucos dias aqui.
Não resisti e comprei alguns livros imperdíveis para os meninos – presente de dia das crianças antecipado, eles adoraram – e breve os resenharei na companhia dos meus pequenos leitores. Por quê? de Lila Prap (Editora Biruta, 2008), Portinholas e O Cavaleiro do Sonho, de Ana Maria Machado com ilustrações de Cândido Portinari (editora Mercuryo Jovem, 2003) e Raimundo – Cidadão do Mundo, de Fábio Yabu com ilustrações de Ana Terra (Panda Books, 2007).
Para terminar e ficar mais online este meu sábado quase offline, conheci Fábio Yabu e ficamos encantados com o olhar sincero e honesto dele para as crianças durante a oficina de desenho que ele ministrou para os peuqenos aprenderem a desenhar suas Princesas do Mar e outros animais marinhos (sim, ele é o criador dsa princesas que passam no Discovery Channel). No final, pedi a Rosana, assessora de imprensa da Panda Books que nos apresentasse, ganhamos dedicatórias nos livros (comprei um das princesas para minha afilhada Dora) e ganhei a promessa de uma entrevista com ele sobre os pequenos leitores. Quer saber mais do moço? Ele tem twitter, é fabioyabu e é amigo de vários blogueiros.
Que pena, uma confusão (mental) minha me fez esquecer de divulgar a Primavera dos Livros aqui. Estive no CCSP numa das edições e nós adoramos. Achei que tinha postado sobre o evento, que começou na quinta-feira, mas ao tentar checar aqui no blog os horários percebi que não!
Antes tarde do que nunca, vamos lá:
São dias de uma feira de livros, com oficinas infantis e debates para adultos interessados em cultura infantil, especificamente em literatura para os pequenos leitores. O evento é responsabilidade da Libre (Liga Brasileira de Editoras) e parceiros e neste ano conta com várias editoras listadas aqui.
A entidade tem algumas metas, como favorecer a troca de experiência entre pequenos editores (o que é bárbaro, porque torna o mercado maior e, de certa forma, “menos comercial” e lotado de “lista dos dez mais vendidos”), o encontro entre pequenos editores e leitores (amei, claro), o incentivo à leitura com descontos (de 20% a 40% para o público em geral e de 50% para professores) e intercâmbio com outras feiras, entidades e instituições. Gostei especialmente deste trecho da apresentação do evento no site da Libre:
O leitor ideal dos livros produzidos pelas editoras independentes que participam da Primavera dos Livros – livros de qualidade, que se destacam não só pelo conteúdo, mas também pelo esmero da edição, se sente cada vez menos atraído por bienais do livro e eventos do gênero e não consegue encontrar determinados títulos divulgados pela mídia (parceira das pequenas editoras) nas grandes redes. A Primavera dos Livros: por sua concepção, na qual o livro se torna novamente o foco principal do evento, é um momento raro de encontro entre os pequenos editores e seus leitores ideais, ou, em outras palavras, logramos nela uma consolidação e ampliação de nossos nichos de mercado. Antes de mais nada, e esse é um dos diferenciais da Primavera dos Livros, quem apresenta e vende os livros é o próprio editor, cuja presença é obrigatória para a participação da editora na feira. Assim, o diálogo entre leitor e editor é concreto e efetivo.
Por conta do meu atraso para o evento – e para postar – não poderei listar aqui todas as atividades da Primavera dos Livros 2008, mas deixo o link do Centro Cultural São Paulo que tem todas as informações. Bom sábado para todos e quem sabe nos encontramos por lá?
P.S. Acredito que lá o Giorgio descobriu os livros do Clifford, que ele aproveitou tanto e agora a Gisele curte - a sobrinha da Evellyn e foi a ganhadora do concurso cultural Clifford e o comportamento infantil.
Na manhã deste sábado os famosos Doutores da Alegria estarão na Livraria Cultura do Conjunto Nacional numa apresentação das melhores cenas da Roda Artística, esquetes e gags criadas a partir do trabalho dos palhaços nos hospitais e encenadas geralmente a cada dois meses pela organização. Detalhes postei aqui. Não sei se conseguiremos ir – se alguém já viu os Doutores me conte!
Quero ir à Oficina Menino Maluquinho que a Livraria Sobrado oferece às 17h, com confecção de chapéu de panela e criação de histórias em quadrinhos. Faz parte do projeto Formação de Leitores que a Ophicina Recreare desenvolveu exclusivamente para a Livraria Sobrado e acontece no último sábado de cada mês. Os detalhes do evento estão aqui.
O projeto atua resgatando a dimensão prazerosa da vivência da leitura, resignificando para a criança o hábito de ler e a sua relação com o livro, visando maior qualidade e efetividade da leitura na vida do cidadão. Neste sentido, são apresentadas múltiplas vivências temáticas, correlacionando o cotidiano e propostas de diferentes autores em suas obras, propiciando novas descobertas e perspectivas aos participantes.
O convite que recebi contava que a Ophicina Recreare “nasceu do sonho de uma equipe de educadores que, no exercício de múltiplas funções profissionais e pessoais, perceberam que os caminhos da formação vão muito além das salas de aula e dos livros didáticos. O despertar para as próprias capacidades, a busca por um mundo diferente, em que de fato alcançaremos condições de igualdade e bem estar.”
Celina Bragança, a coordenadora do projeto, é formada em Ciências Econômicas e Pedagogia, consultora da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) em desenvolvimento sustentável, e trabalha há mais de dez anos como educadora social e coordenadora de projetos de inclusão e desenvolvimento sustentável em todo o Brasil e na América Latina.
Ontem estive (na companhia da querida Kaká, do Meu Veneno) num brunch no Bar Brahma a convite da Femama para o lançamento da campanha Não aceite informação pela metade e das ações do Outubro Rosa.
Únicas blogueiras no evento, fizemos uma mini-cobertura no Twitter (que pode ser lida aqui) e ficamos algumas horas pensando em como divulgar as informações preciosas que recebemos lá da Dra. Maira Caleffi (da Femama) e da jornalista Glória Maria (é, a apresentadora do Fantástico que está num “ano sabático” e se dedica a causas sociais).
(Parêntesis para contar que a assessora Giuliana Altieri nos deixou numa mesa VIP, bem em frente à Glória e ela é realmente linda, não é magérrima como eu pensava, é um verdadeiro mulherão, com aquela voz inconfundível e uma simplicidade e simpatia que eu não esperava mesmo! Adoro quando a vida me surpreende e quando eu me vejo forçada a admitir que tinha preconceito equivocado com alguém)
De tudo que ouvi, posso resumir em duas frases:
A mulher precisa se conscientizar de que a mama é sua, não é do marido, nem do filho.
Parece óbvio, mas não é. Convencer as mulheres a se tocar, a fazer o auto-exame, foi um longo trabalho de quem trabalha com saúde feminina. Ainda tem muita mulher que vê os próprios seios como atrativo para o homem, inveja para as mulheres ou simplesmente o alimento do filho. Fora destes contextos, é de ninguém. Quando a mastologista falou: a mulher tem que se apoderar de sua mama, fiquei encantada. A frase é perfeita.
O auto-exame é importante, mas é preciso fazer mamografia a partir dos 40 anos – 30 se tiver casos da doença em parentes muito próximos.
Dentre as novidades que ouvi ontem, esta é a maior. Mas não estou só. Uma pesquisa do Datafolha levantou o conhecimento das brasileiras sobre o câncer de mama e revelou que mesmo sabendo que o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura, somente 31% das entrevistadas citaram a mamografia como principal forma de diagnóstico.
A alternativa que encontrei para nós que atuamos em mídia social contribuirmos efetivamente foi disponibilizar aqui as informações que recebi e convidar as amigas (e os amigos que forem generosos a ponto de divulgar um assunto feminino nos seus blogs, google reader ou twitters) para escrever também e ajudar na desmistificação da saúde feminina. Quem topa? Kaká e eu estamos marcando uma blogagem coletiva para o dia do lançamento oficial da campanha Outubro Rosa, dia 01/10, quarta-feira que vem.
Vamos usar alguns minutos deste dia para nos informar sobre o tema (a campanha lançou um site com informações sobre saúde feminina o www.mulherconsciente.com.br) e escrever um post com nossa opinião ou história familiar, apoiando a causa.
Participe, independemente de ser do nosso círculo de amigos ou de simpatizar conosco, divulgue as informações pensando que a cada ano 8 milhões de pessoas em todo planeta recebem diagnóstico de câncer de mama e que uma em cada três mulheres tem, tiveram ou terão algum tipo de câncer em sua vida e, destas, uma em cada dez desenvolverá câncer de mama. Suas informações e a divulgação das novidades sobre o tema podem significar o diagnóstico e o tratamento precoce de uma – ou mais – destas mulheres. Em nosso país 10 mil mulheres morrem em decorrência do câncer de mama por ano. O INCa (Instituto Nacional do Câncer) estima que são 49 mil casos por ano, o que seria equivalente a 134 novos casos por dia e 5 novos casos por hora.
Para nos organizar (e só por isso, não para aumentar o Page Rank) avise-nos fazendo trackback para este post. É só citar que soube da ação aqui e inserir o link. Se você não tem blog, participe mandando uma mensagem com estas informações para suas amigas no e-mail, msn, orkut, facebook e onde mais estiver presente nas redes socais.
P.S. A Pam Gonçalves muito generosa, fez um banner para a campanha:
Assistindo ontem à noite ao jornal na TV, pensei em como temos trabalho pela frente como país para melhorar não só os índices oficiais – como estes que “passam de ano” crianças que nem sabem ler e chegam ao ginásio sem saber os nomes dos estados brasileiros, mas nos deixam com números altos para fins de estatística de ensino formal. Há muito o que melhorar no cotidiano e cidadania. A moça que trabalhava na minha casa até o meio do ano tinha concluído o ensino fundamental, mas não conseguia entender o preço das coisas no supermercado, precisava da ajuda do filho para fazer compras. Um analfabetismo funcional que me deixava entristecida e que não consegui ajudar a amenizar.
Segundo o Jornal Nacional, esta minha observação doméstica foi confirmada por um estudo do IBGE.
O IBGE divulgou nesta quarta uma análise das condições de vida dos brasileiros em 2007. A pesquisa mostrou avanços na área social, mas a qualidade da educação está prejudicando milhões de alunos.
(…)
Apenas 17% das crianças com até três anos vão à creche no Brasil. O acesso é maior para quem ganha mais.
Quando as crianças chegam à idade escolar, surge um outro problema. O acesso ao ensino fundamental já está praticamente resolvido no Brasil, mas o que ainda precisa melhorar é a qualidade da educação. São muitas as crianças que não sabem ler e escrever.
E o que surpreende, a grande maioria delas está na escola: 1,3 milhão crianças, entre 8 e 14 anos, são analfabetas. E um 1,1 milhão freqüentam a sala de aula.
(…)
Na universidade, o número de brancos dobrou e o de pretos e pardos, segundo a classificação do IBGE, mais que triplicou em uma década. Para chegar à faculdade, o caminho ainda é longo para uma estudante do Nordeste.
Aos dez anos, na primeira série, ela ainda não sabe escrever o próprio nome. O que mais quer é aprender a decifrar o mistério das letras. “Eu quero ler para ‘mim’ ler um livro como este”.
Vou passar a tarde de amanhã no 3º Simpósio de Educação. O evento será realizado na quinta-feira, 25 de setembro, na FAPCOM – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação e tinha inscrições livres.O tema principal “O desafio de educar: saberes e práticas na formação do educador” não me encantou, por isso vou apenas à tarde, quando acontecem palestras sobre literatura infantil, contação de histórias e música para crianças. Detalhes sobre o evento e os palestrantes postei no Meu Clipping.
Serviço:
3º Simpósio de Educação PAULUS
“O desafio de educar: saberes e práticas na formação do educador”
Rua Major Maragliano, 191 – Vila Mariana – São Paulo
No dia do aniversário de dez anos do google como empresa, o Universal Channel está reprisando o filme A Rede (The Net, 1995, com Sandra Bullock) e vi uns dez minutinhos na volta do almoço.
(Pensar que a gente trabalha em casa e dá para ver sessão da tarde e vale a pena ver de novo no home office é pura ilusão, viu?)
Fiquei impressionada! Em 1995, com aqueles disquetes e animações horrorosas no computador (sem falar no monitor imenso), a gente se achava moderno! huahuahua Éramos uns estranhos sem google, isso sim. Andei pensando e lembrei do buscador que eu usava antes do Google: All the web. Era ótimo – para a época – mas ficou obsoleto com a nova forma de entender e a rede pela relevância dos links. Mas será que não ficamos completamente dependentes desta única forma de entender a relevância dos conteúdos?
Pensei um pouco disto quando vi, no domingo, um documentário no Discovery Channel sobre Internet (que tem novo capítulo amanhã, as 23h) que se mostrou um vídeo corporativo do Google. Mas enfim, a historinha de Sergey Brin e Larry Page é digna de filme e de mil papos de empreeendedor, então, a gente dá um descontão.
História engraçadinha: Li no G1 que com pouco dinheiro e nenhum funcionário, Sergey Brin e Larry Page não dispensaram as “gambiarras” na hora de colocar o Google no ar, em 1998. O primeiro rack para organizar os discos rígidos onde eram gravadas as informações de busca, por exemplo, era feito de peças de Lego.
P.S. Helton indicou no Hitechlive o projeto Projeto 10^100 no qual Google pede idéias para mudar o mundo. Segundo ele, o 10^100 (pronuncia-se dez elevado a 100) reunirá idéias de internautas de todo o planeta sobre o que fazer para mudar o mundo, ajudando o maior número possível de pessoas.