Arquivo: August, 2008

Bosque dos Direitos Humanos

Postado em from posterous no dia 31/08/2008
Elevado Costa e Silva

Elevado Costa e Silva

Alguns poderão estranhar o Elevado Costa e Silva (Minhocão) neste domingo. Na altura da Estação de Metrô Deodoro serão expostas 2.183 mudas de árvores, número que representa o total de homicídios no primeiro semestre de 2008 no estado de São Paulo. As árvores serão plantadas no Parque Anhangüera, local onde está sendo criado o Bosque dos Direitos Humanos – Um Tributo à Vida, projeto lançado em dezembro de 2007 se propondo a valorizar a cultura de paz por meio de uma parceria que envolve a organização, realização e manutenção de um espaço especial no Parque Anhangüera.

Interessante que já trabalham na construção do Bosque prestadores de serviços que cumprem penas alternativas -e este tema me lembra a Tânia Defensora. “O cumprimento da pena alternativa está relacionado diretamente a ações de direitos humanos, valorização da cidadania e cultura de paz. Pensamos também em grupos de crianças, excursões escolares, usando o Bosque para compreender a importância na não violência, da cultura de paz”, explica Ariovaldo Ramos, coordenador do São Paulo pela Paz.

Os quatro “A”s do respeito

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 30/08/2008
Vejam que coisa bonita li no blog da Simone, De tudo um pouco… (http://simonezelner.blogpost.com)
“Respeito envolve 4 passos básicos:
(1) Aceitação das pessoas como elas são hoje e aceitação de tudo que elas tenham dito ou feito antes, o que não significa aprovação de suas condutas;
(2) Agradecimento pela presença delas nesse momento em minha vida;
(3) Apreciação pela presença e por aquilo que são como seres humanos livres de qualquer história;
(4) Afirmação do valor inato e da bondade das pessoas através da consideração positiva incondicional.”
Mike George
P.S. Estou com vários amigos no #blogcampsp, acompanhem a tag em tempo real no link.

Os quatro “A”s do respeito

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 30/08/2008
Vejam que coisa bonita li no blog da Simone, De tudo um pouco… (http://simonezelner.blogpost.com)
“Respeito envolve 4 passos básicos:
(1) Aceitação das pessoas como elas são hoje e aceitação de tudo que elas tenham dito ou feito antes, o que não significa aprovação de suas condutas;
(2) Agradecimento pela presença delas nesse momento em minha vida;
(3) Apreciação pela presença e por aquilo que são como seres humanos livres de qualquer história;
(4) Afirmação do valor inato e da bondade das pessoas através da consideração positiva incondicional.”
Mike George
P.S. Estou com vários amigos no #blogcampsp, acompanhem a tag em tempo real no link.

Os quatro “A”s do respeito

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 30/08/2008
Vejam que coisa bonita li no blog da Simone, De tudo um pouco… (http://simonezelner.blogpost.com)
“Respeito envolve 4 passos básicos:
(1) Aceitação das pessoas como elas são hoje e aceitação de tudo que elas tenham dito ou feito antes, o que não significa aprovação de suas condutas;
(2) Agradecimento pela presença delas nesse momento em minha vida;
(3) Apreciação pela presença e por aquilo que são como seres humanos livres de qualquer história;
(4) Afirmação do valor inato e da bondade das pessoas através da consideração positiva incondicional.”
Mike George
P.S. Estou com vários amigos no #blogcampsp, acompanhem a tag em tempo real no link.

Os quatro “A”s do respeito

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 30/08/2008
Vejam que coisa bonita li no blog da Simone, De tudo um pouco… (http://simonezelner.blogpost.com)
“Respeito envolve 4 passos básicos:
(1) Aceitação das pessoas como elas são hoje e aceitação de tudo que elas tenham dito ou feito antes, o que não significa aprovação de suas condutas;
(2) Agradecimento pela presença delas nesse momento em minha vida;
(3) Apreciação pela presença e por aquilo que são como seres humanos livres de qualquer história;
(4) Afirmação do valor inato e da bondade das pessoas através da consideração positiva incondicional.”
Mike George
P.S. Estou com vários amigos no #blogcampsp, acompanhem a tag em tempo real no link.

Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 29/08/2008

CLIPPING PATH! Mother with daughter on the sofa

Recebi há pouco um comentário num texto antigo no Desabafo de Mãe, chamado Caligafia e os Palms.  Erick (sem sobrenome) me criticava por eu estar falando de uma mudança na educação focando simplesmente na realidade de escola particular que eu vivo, menosprezando a duríssima realidade das escolas públicas. Ao sugerir uma mudança (que se preocupem menos com caligrafia e deixem mais tempo para os alunos lerem, se aculturarem, pesquisarem) eu teria sido injusta e leviana, porque não considerei os problemas maiores que a educação no Brasil vive.

Bom, eu já fui voluntária em muitas ações sociais (não sou atualmente por pura falta de tempo) e praticamente só estudei em escolas públicas. Aqui mesmo, no blog, eu falo sobre educação com certa frequência. Mas como mãe eu não conheço outra realidade, eu só posso criticar e procurar melhorar a minha. Bradar contra as falhas do ensino público sem nunca ter visitado uma escola pública de são paulo (sou do Paraná e moro aqui há 4 anos) seria uma hipocrisia à qual não me atrevo.

Outra crítica dele me doeu de verdade. Como eu comentava no texto que a escola poderia se comunicar com os pais por e-mail (ou até bluetooth, brinquei, mas enfim, enviar os avisos de forma tecnológica também, porque a gente vê antes o e-mail do que a agenda do filho e não custaria nada nos brifar do conteúdo das reuniões!), ele me disse que ver os cadernos e agendas é “ser mãe”, como se por buscar mais tecnologia e praticidade eu estivesse deixando este papel de lado. Doeu e esta não posso aguentar calada, né?

Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”! É ser profissional, atenta ao mundo, estar ligada na realidade profissional na qual os filhos estarão inseridos num futuro próximo. As mães da escola dos meus filhos são todas conectadas, a escola também, então não vejo motivos para eu “não desejar” que os comunicados se reciclem. E são estas mudanças em ambientes particulares que criam exemplos a serem seguidos nos ambientes públicos. Continuo querendo updates por e-mail, briefing e conclusões de reuniões e tudo mais que a tecnologia puder fazer para a comunidade da escola estar mais atenta, ser mais ativa e trocar mais.

Ontem eu estive numa reunião com o Secretario Municipal de Comunicação, Marcus Vinícius Sinval, e, num grupo de blogueiros, pude colaborar com idéias e sugestões para a democratização e o acesso real às informações públicas e uteis. Sem minha visão geek (inclusive como mãe e cidadã, não só como profissional) não creio que isso seria possível. Eu estaria ainda brigando por “livro prá comida e prato prá educação”, como diz a música dos Paralamas do Sucesso, discutindo o sexo dos anjos sem chegar a lugar algum nem contribuir de fato com uma melhoria da sociedade. E fazer isso definitivamente não combina comigo.

P.S. A reunião foi uma consequência da série de encontros que Manoel Fernandes, publisher da Bites, promove neste ano entre blolgueiros e empresários e neste período eleitoral foi ampliada para os candidatos a prefeito de São Paulo. Do encontro com Kassab surgiram algumas sugestões e o Secretário, que não estava presente na ocasião, quis nos encontrar ontem. Estiveram comigo Edney Souza, Wagner Fontoura, Helton Kuhnen, Juliano Spyer, Ricardo Cobra e Pedro Markun. Ainda vai render um post, prometo. :)

Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 29/08/2008

CLIPPING PATH! Mother with daughter on the sofa

Recebi há pouco um comentário num texto antigo no Desabafo de Mãe, chamado Caligafia e os Palms.  Erick (sem sobrenome) me criticava por eu estar falando de uma mudança na educação focando simplesmente na realidade de escola particular que eu vivo, menosprezando a duríssima realidade das escolas públicas. Ao sugerir uma mudança (que se preocupem menos com caligrafia e deixem mais tempo para os alunos lerem, se aculturarem, pesquisarem) eu teria sido injusta e leviana, porque não considerei os problemas maiores que a educação no Brasil vive.

Bom, eu já fui voluntária em muitas ações sociais (não sou atualmente por pura falta de tempo) e praticamente só estudei em escolas públicas. Aqui mesmo, no blog, eu falo sobre educação com certa frequência. Mas como mãe eu não conheço outra realidade, eu só posso criticar e procurar melhorar a minha. Bradar contra as falhas do ensino público sem nunca ter visitado uma escola pública de são paulo (sou do Paraná e moro aqui há 4 anos) seria uma hipocrisia à qual não me atrevo.

Outra crítica dele me doeu de verdade. Como eu comentava no texto que a escola poderia se comunicar com os pais por e-mail (ou até bluetooth, brinquei, mas enfim, enviar os avisos de forma tecnológica também, porque a gente vê antes o e-mail do que a agenda do filho e não custaria nada nos brifar do conteúdo das reuniões!), ele me disse que ver os cadernos e agendas é “ser mãe”, como se por buscar mais tecnologia e praticidade eu estivesse deixando este papel de lado. Doeu e esta não posso aguentar calada, né?

Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”! É ser profissional, atenta ao mundo, estar ligada na realidade profissional na qual os filhos estarão inseridos num futuro próximo. As mães da escola dos meus filhos são todas conectadas, a escola também, então não vejo motivos para eu “não desejar” que os comunicados se reciclem. E são estas mudanças em ambientes particulares que criam exemplos a serem seguidos nos ambientes públicos. Continuo querendo updates por e-mail, briefing e conclusões de reuniões e tudo mais que a tecnologia puder fazer para a comunidade da escola estar mais atenta, ser mais ativa e trocar mais.

Ontem eu estive numa reunião com o Secretario Municipal de Comunicação, Marcus Vinícius Sinval, e, num grupo de blogueiros, pude colaborar com idéias e sugestões para a democratização e o acesso real às informações públicas e uteis. Sem minha visão geek (inclusive como mãe e cidadã, não só como profissional) não creio que isso seria possível. Eu estaria ainda brigando por “livro prá comida e prato prá educação”, como diz a música dos Paralamas do Sucesso, discutindo o sexo dos anjos sem chegar a lugar algum nem contribuir de fato com uma melhoria da sociedade. E fazer isso definitivamente não combina comigo.

P.S. A reunião foi uma consequência da série de encontros que Manoel Fernandes, publisher da Bites, promove neste ano entre blolgueiros e empresários e neste período eleitoral foi ampliada para os candidatos a prefeito de São Paulo. Do encontro com Kassab surgiram algumas sugestões e o Secretário, que não estava presente na ocasião, quis nos encontrar ontem. Estiveram comigo Edney Souza, Wagner Fontoura, Helton Kuhnen, Juliano Spyer, Ricardo Cobra e Pedro Markun. Ainda vai render um post, prometo. :)

Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 29/08/2008

CLIPPING PATH! Mother with daughter on the sofa

Recebi há pouco um comentário num texto antigo no Desabafo de Mãe, chamado Caligafia e os Palms.  Erick (sem sobrenome) me criticava por eu estar falando de uma mudança na educação focando simplesmente na realidade de escola particular que eu vivo, menosprezando a duríssima realidade das escolas públicas. Ao sugerir uma mudança (que se preocupem menos com caligrafia e deixem mais tempo para os alunos lerem, se aculturarem, pesquisarem) eu teria sido injusta e leviana, porque não considerei os problemas maiores que a educação no Brasil vive.

Bom, eu já fui voluntária em muitas ações sociais (não sou atualmente por pura falta de tempo) e praticamente só estudei em escolas públicas. Aqui mesmo, no blog, eu falo sobre educação com certa frequência. Mas como mãe eu não conheço outra realidade, eu só posso criticar e procurar melhorar a minha. Bradar contra as falhas do ensino público sem nunca ter visitado uma escola pública de são paulo (sou do Paraná e moro aqui há 4 anos) seria uma hipocrisia à qual não me atrevo.

Outra crítica dele me doeu de verdade. Como eu comentava no texto que a escola poderia se comunicar com os pais por e-mail (ou até bluetooth, brinquei, mas enfim, enviar os avisos de forma tecnológica também, porque a gente vê antes o e-mail do que a agenda do filho e não custaria nada nos brifar do conteúdo das reuniões!), ele me disse que ver os cadernos e agendas é “ser mãe”, como se por buscar mais tecnologia e praticidade eu estivesse deixando este papel de lado. Doeu e esta não posso aguentar calada, né?

Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”! É ser profissional, atenta ao mundo, estar ligada na realidade profissional na qual os filhos estarão inseridos num futuro próximo. As mães da escola dos meus filhos são todas conectadas, a escola também, então não vejo motivos para eu “não desejar” que os comunicados se reciclem. E são estas mudanças em ambientes particulares que criam exemplos a serem seguidos nos ambientes públicos. Continuo querendo updates por e-mail, briefing e conclusões de reuniões e tudo mais que a tecnologia puder fazer para a comunidade da escola estar mais atenta, ser mais ativa e trocar mais.

Ontem eu estive numa reunião com o Secretario Municipal de Comunicação, Marcus Vinícius Sinval, e, num grupo de blogueiros, pude colaborar com idéias e sugestões para a democratização e o acesso real às informações públicas e uteis. Sem minha visão geek (inclusive como mãe e cidadã, não só como profissional) não creio que isso seria possível. Eu estaria ainda brigando por “livro prá comida e prato prá educação”, como diz a música dos Paralamas do Sucesso, discutindo o sexo dos anjos sem chegar a lugar algum nem contribuir de fato com uma melhoria da sociedade. E fazer isso definitivamente não combina comigo.

P.S. A reunião foi uma consequência da série de encontros que Manoel Fernandes, publisher da Bites, promove neste ano entre blolgueiros e empresários e neste período eleitoral foi ampliada para os candidatos a prefeito de São Paulo. Do encontro com Kassab surgiram algumas sugestões e o Secretário, que não estava presente na ocasião, quis nos encontrar ontem. Estiveram comigo Edney Souza, Wagner Fontoura, Helton Kuhnen, Juliano Spyer, Ricardo Cobra e Pedro Markun. Ainda vai render um post, prometo. :)

Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 29/08/2008

Recebi há pouco um comentário num texto antigo num portal colaborativo, chamado Caligafia e os Palms.  Erick (sem sobrenome) me criticava por eu estar falando de uma mudança na educação focando simplesmente na realidade de escola particular que eu vivo, menosprezando a duríssima realidade das escolas públicas. Ao sugerir uma mudança (que se preocupem menos com caligrafia e deixem mais tempo para os alunos lerem, se aculturarem, pesquisarem) eu teria sido injusta e leviana, porque não considerei os problemas maiores que a educação no Brasil vive.

Bom, eu já fui voluntária em muitas ações sociais (não sou atualmente por pura falta de tempo) e praticamente só estudei em escolas públicas. Aqui mesmo, no blog, eu falo sobre educação com certa frequência. Mas como mãe eu não conheço outra realidade, eu só posso criticar e procurar melhorar a minha. Bradar contra as falhas do ensino público sem nunca ter visitado uma escola pública de são paulo (sou do Paraná e moro aqui há 4 anos) seria uma hipocrisia à qual não me atrevo.

Outra crítica dele me doeu de verdade. Como eu comentava no texto que a escola poderia se comunicar com os pais por e-mail (ou até bluetooth, brinquei, mas enfim, enviar os avisos de forma tecnológica também, porque a gente vê antes o e-mail do que a agenda do filho e não custaria nada nos brifar do conteúdo das reuniões!), ele me disse que ver os cadernos e agendas é “ser mãe”, como se por buscar mais tecnologia e praticidade eu estivesse deixando este papel de lado. Doeu e esta não posso aguentar calada, né?

Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”! É ser profissional, atenta ao mundo, estar ligada na realidade profissional na qual os filhos estarão inseridos num futuro próximo. As mães da escola dos meus filhos são todas conectadas, a escola também, então não vejo motivos para eu “não desejar” que os comunicados se reciclem. E são estas mudanças em ambientes particulares que criam exemplos a serem seguidos nos ambientes públicos. Continuo querendo updates por e-mail, briefing e conclusões de reuniões e tudo mais que a tecnologia puder fazer para a comunidade da escola estar mais atenta, ser mais ativa e trocar mais.

Ontem eu estive numa reunião com o Secretario Municipal de Comunicação, Marcus Vinícius Sinval, e, num grupo de blogueiros, pude colaborar com idéias e sugestões para a democratização e o acesso real às informações públicas e uteis. Sem minha visão geek (inclusive como mãe e cidadã, não só como profissional) não creio que isso seria possível. Eu estaria ainda brigando por “livro prá comida e prato prá educação”, como diz a música dos Paralamas do Sucesso, discutindo o sexo dos anjos sem chegar a lugar algum nem contribuir de fato com uma melhoria da sociedade. E fazer isso definitivamente não combina comigo.

P.S. A reunião foi uma consequência da série de encontros que Manoel Fernandes, publisher da Bites, promove neste ano entre blolgueiros e empresários e neste período eleitoral foi ampliada para os candidatos a prefeito de São Paulo. Do encontro com Kassab surgiram algumas sugestões e o Secretário, que não estava presente na ocasião, quis nos encontrar ontem. Estiveram comigo Edney Souza, Juliano Spyer, Ricardo Cobra e Pedro Markun. Ainda vai render um post, prometo. :)

O cinema e seus gêneros

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 29/08/2008
NORTH BY NORTHWEST, Cary Grant, 1959

NORTH BY NORTHWEST, Cary Grant, 1959

Eu costumo indicar os cursos da Casa do Saber, apesar de nunca ter conseguido ir lá. Minha vida de mãe de família me impede de programas noturnos -e confesso que nem reclamo, porque sei que terei muito tempo para cursos quando os meninos crescerem.

Mas este eu queria fazer. Cinema e Ana Maria Bahiana não são motivos para se desejar este curso. E ele me lembrou alguns blogs amigos que eu gosto de ler sobre o tema.

Quando se começa a compreender melhor a linguagem do cinema, a apreciação do que passa na tela – e na cabeça do espectador – fica mais rica e profunda. Com elementos emprestados do teatro, da crítica literária e do cotidiano, os filmes igualmente obedecem e desobedecem a uma série de convenções estilísticas, os “gêneros” ou modos distintos de compartilhar a narrativa com o público. O curso aborda os principais gêneros cinematográficos e como eles foram definidos, transformados, desconstruídos, e reconstruídos.

Aulas:

  • Abraçando o clichê: o que são gêneros cinematográficos. Drama. Definições, temas e premissas. Principais subgêneros: épico, histórico, dramédia, melodrama, romance dramático, tragédia
  • Comédia. Definições, temas e premissas. Principais subgêneros: comédia romântica, sátira, comédia screwball, comédia rasgada (besteirol), black comedy
  • Ação e aventura. Definições, temas e premissas. Subgêneros: ação pura, ação épica, policial, fantasia, artes marciais, noir
  • Ficção científica. Definições, temas e premissas. Como a sci fi se mistura com praticamente todos os gêneros cinematográficos para falar sobre nossos medos, ansiedades e desejos
  • Suspense. Definições, temas e premissas. Subgêneros: mistério, terror, thriller, sobrenatural
  • Professora: Ana Maria Bahiana
  • Duração: 5 encontros
  • Dia: Terças-feiras, às 20h (02/09, 09/09, 16/09, 23/09, 30/09)
  • Local: Casa do Saber (Jardins)
  • Valor: R$ 237,50 na inscrição + 1 parcela de R$ 237,50
  • Inscrições pelo telefone (11) 3707-8900. Vagas limitadas.

Precisa mesmo apresentar? Ana Maria Bahiana é jornalista e escritora, com uma carreira que cobre três décadas de reportagem e comentário de cultura no Brasil e no exterior, em imprensa, rádio, televisão e internet.

Dia Sem Tabaco

Postado em Cotidiano e sociedade, Saúde e Bem Estar no dia 29/08/2008

Cigarros

Estava na editora Globo na terça-feira e vários avisos faziam contagem regressiva para o Dia Sem Tabaco. Os colegas me contaram que a partir do dia 29 seria completamente proibido fumar por lá e mesmo os “fumódromos” seriam extintos. Fiquei imaginando o desespero de alguns e o alívio de outros.

Há alguns meses eu contei minha saga de filha de fumantes.

Não sou fumante por exclusiva opção que eu não propago por aí – apesar de ser contra o tabagismo, não gosto de me meter na vida dos outros. Mas admito com naturalidade e sinceridade: mesmo sem nunca ter fumado, já fui dependente do cigarro.
É isso que acontece com quem força outras pessoas a conviverem com sua opção de fumar: o outro se vicia, inevitavelmente, sem estar de fato escolhendo. Leia tudo aqui

Considerando meu pai, que tem uma dificuldade imensa de parar de fumar, acredito que esta decisão precisa de grande apoio. Mas é possível, tenho amigos, familiares (minha mãe, meu sogro, minha prima) que deixaram de fumar mesmo sendo um imenso sacrifício.

Recebi um release de um livro no qual o psicanalista Flávio Gikovate parte da sua própria experiência como ex-fumante (e usa o vasto conhecimento na área da psicologia) para dizer que é possível largar o cigarro. Cigarro: um adeus possível (208 pp., R$ 39,60, MG Editores) afirma aquilo que meus filhos já sabem e não cansam de repetir ao avô: a dependência do cigarro é tão terrível quanto a que decorre do uso de drogas ilícitas. Embora nas últimas décadas os malefícios do fumo tenham sido comprovados cientificamente, são poucos os que conseguem largar o vício com facilidade. E os que, à custa de muito sacrifício, conseguem fazê-lo vêem-se a todo momento na iminência de voltar a fumar. O que, de fato, aconteceu algumas vezes com meu pai – ele me diz que o cigarro é sua melhor companhia! Exatamente como explica Gikovate:

“Muito mais que adição química, o cigarro provoca dependência psicológica. A pessoa que fuma, ao ver-se sem seu “companheiro”, não sabe como agir, onde colocar as mãos, o que fazer com a boca. Sente falta do aconchego que o cigarro provoca, de seu efeito calmante ou estimulante. Nem a dependência química nem a psicológica podem ser superadas sem dor. Qualquer tratamento para abandonar o vício impõe uma boa dose sofrimento. Por isso, é tão importante se conscientizar de que se trata de uma empreitada difícil, que requer muita determinação”, explica.

Enfim, ele prejudica o organismo (aumenta as chances de desenvolver doenças respiratórias, cardiovasculares e doenças como câncer), mas o dano psicológico é o pior.

“O cigarro acaba se tornando uma muleta, sem a qual o indivíduo não parece ter forças para viver. E o maior problema na fase inicial do tratamento é a “fissura”, relacionada à dependência química. De tempos em tempos vem um desejo lancinante de pegar o cigarro e inspirar a fumaça bem profundamente. É fato que o desejo passa de forma espontânea quando não se inala a fumaça com nicotina, mas a impressão é a de que o desconforto só passa fumando um cigarro”, diz Gikovate.

No livro, ele desvenda o ciclo de dependência em relação ao cigarro e mostra como é difícil parar de fumar. Porém, partindo de sua experiência pessoal e clínica, mostra que é possível largar o cigarro usando a racionalidade e o bom senso, por mais dolorido que seja o processo. É preciso estar disposto a mergulhar nos verdadeiros motivos que levam alguém a viciar-se em qualquer objeto externo. Neste Dia Sem Tabaco, torço para que meu pai tome esta decisão e saiba que pode contar comigo. :)

Crédito das imagens: Stock.Xchng

[update] Motivos para parar de fumar.

[update 2] Danilo Gentili fala sobre o cigarro.