Histórias do Brasil
Postado em from posterous no dia 24/07/2008Quando estava no hospital em Curitiba, contei minha história num post para o Nossa Via. Ele já estava rascunhado para publicação – um convite para que as pessoas conhecessem o site e no espaço Histórias do Brasil contassem da sua vida – mas não esperava escrever minha própria história de superação, como foi o caso do meu filho mordido por um pitbull.
O caso reverberou no meu blog e em outros espaços amigos, aproximando todos, criando correntes de orações e reunindo pessoas distantes fisicamente, mas que partilham de valores, raízes e legados. A internet é fundamental para que todas as vozes, não só a de profissionais de comunicação, sejam ouvidas e para que as micro-histórias sejam contadas.
Quando vou ao MCDonald’s ou passo pela Sé, vejo que os pontos de acesso gratuito à internet reúnem pessoas muito diferentes e interessantes. Confesso que tenho o hábito de observar o uso que fazem, não para xeretar, mas para deixar minha imaginação correr solta e viajar no que seria a história de vida de cada um. Imagine se este uso que fazem de recados no orkut pudesse ser reunido para contar suas histórias?
Bem, alguns contos pessoais podem e merecem ser públicos. Um colega (editor da Bites e um jornalista que considero ótimo para contar histórias) me disse que leu que na cidade de Salgueiro, no sertão pernambucano, havia uma quantidade enorme de lan houses em relação à população urbana. Curioso, ele foi conferir e descobriu que eram pequenas lan houses, mas todas ativas, o que fazia da cidade um lugar muito geek. A democratização da informação – que já se alardeou tanto que a internet traz – caminha assim, pelos rincões do Brasil, pela lan house que tem apenas dois ou três computadores. Os veículos que agora convidam o telespectador, ouvinte, leitor, internauta, a enviar a notícia que testemunham (ao vivo, in loco) tira proveito desta novidade e da nossa tradição de ser um povo gregário e solidário.
Há muito que se contar nas fotos, vídeos e textos pessoais e, no final, serão parte da história do nosso país. Vou contar minhas histórias também porque quero ser parte desta mudança de foco, na qual o cidadão pode ser o protagonista. E você, qual a sua história?
HQ Férias
Postado em from posterous no dia 24/07/2008Dentre os lugares que eu gosto de freqüentar em Sampa estão os SESCs e dentre eles o Sesc Pompéia é o favorito – se bem que dizem que o Sesc Belenzinho (aqui pertinho de casa) será ainda melhor, vamos ver! Antes de viajar para Curitiba eu tinha guardado aqui um rascunho sobre o 20º Troféu HQ Mix, que teve sua noite de gala ontem – Paulo Ramos (Blog dos Quadrinhos) foi premiado como Articulista de quadrinhos. A entrega dos 60 troféus (a lista de vencedores está aqui) , que nesta edição homenageiam o personagem Samurai, do quadrinista veterano Cláudio Seto.
O legal é que a entidade aproveitou a deixa para incrementar sua programação ligada aos quadrinhos. Uma delas é a exposição A História dos Quadrinhos no Brasil, montada pela primeira vez 15 anos atrás, mas que ganhou nova roupagem dos seus curadores – e criadores do HQ Mix- Gualberto Costa e José Alberto Lovetro, o Jal.
Faziam parte da programação apresentações de grupos de teatro, com peças que têm algo em comum com a linguagem dos quadrinhos, e o Cine Teatro HQ, uma mostra de animações que exibirá trabalhos como Wood & Stock – Sexo, Orégano e Rock’n’Roll, de Otto Guerra, com os personagens de Angeli; CineGibi 2 e Turma da Mônica – Uma Aventura no Tempo, de Mauricio de Sousa; Curtas de Allan Sieber; Tiras Animadas, de Daniel Messias; Rock & Hudson, de Otto Guerra, com os caubóis gays de Adão Iturrusgarai; Princesas do Mar, de Fabio Yabu; e diversos curtas-metragens.
O HQ Férias começou no dia 5 de julho e vai até 3 de agosto. A participação no evento é gratuita. O Sesc Pompéia fica na rua Clélia, 93, no bairro da Pompéia, em São Paulo. Para mais informações, visite o site oficial da entidade ou telefone para 0XX-11-3871-7700.
P.S. Claudio Seto é um ícone nikkei e uma personalidade curitibana. Tive honra de entrevista-lo no lançamento de seu livro Ayumi – Caminhos Percorridos (Imprensa Oficial, 2002, 360 págs. e que faz um levantamento histórico das primeiras famílias japonesas a se estabelecer no Paraná, escrito em parceria com a jornalista Maria Helena Uyeda) e encontra-lo em outras ocasiões porque meu primo Gilberto Yamamoto (editor de arte da Gazetinha, suplemento infantil do jornal Gazeta do Povo) é amigo pessoal dele.
