Arquivo: July 23rd, 2008

É preciso saber viver!

Postado em youtube no dia 23/07/2008


Estava lendo agora com minha mãe (que está passando uns dias comigo) um post da Vitoria em que ela citava um texto do Drauzio Varela sobre a Arte de Não Adoecer e minha mãe falou:

É preciso saber viver!

eu, que nem sou fã dos Titãs, lembrei desta música deles que (prá variar) cabe nos dias que acabei de passar. Nesta madrugada em que Giorgio teve uma leve insônia, vimos o filme Yours, Mine and Ours (Os seus, os meus e os nossos , 2005) e a personagem principal (Rene Russo) falava para o marido (Denis Quaid) que na sua família a única regra era o amor, porque tudo podia acabar de um dia para outro.

Quem sou eu para falar algo diferente? Passei os últimos 15 dias vivendo cada hora e quero guardar no meu coração esta experiência que no fundo me foi libertadora: a de aproveitar cada momento e cada pequena alegria com quem eu amo, sem planejar em excesso o futuro, sem me prender ao passado. Mas enfim, já falei isso outro dia.

Zemanta Pixie

Contentando-se com menos

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 23/07/2008

Estamos em Sampa desde segunda à noite. Voltamos bem, Giorgio se recupera rápido e a vida começa a voltar ao normal.

Ainda em Curitiba, caí no blog do Zeca Camargo e um post me fez refletir e me causou identificação, tanto que os trechos que coloco abaixo em negrito poderiam ter sido escritos por mim. Pode ser que você que me lê sinta o mesmo, pode ser que me veja (porque enfim fala de visitar exposição de arte, dentre outros temas que me são tão caros) e pode acontecer de lhe abrir uma janela na alma.

Em Contentando-se com menos ele falava do Agente 86, de Sex and The City e acima de tudo do fato de não nos contentarmos com menos. Ele dizia:

“Eu queria mais, claro. Mas, ao mesmo tempo, pensava: ah… artes plásticas… quem é que hoje em dia tem o tempo, a paciência e a abertura para se entregar a uma exposição de arte? [grifo meu] Aliás, “hoje em dia”, não! Não foi sempre assim? Não era isso que eu pensava já no início dos anos 80, quando trabalhava naquela que era, então, uma das melhores galerias de arte de São Paulo, que pertencia ao saudoso Paulo Figueiredo? “Arte” – seguindo esse raciocínio – nunca vai ter, no mundo moderno, o mesmo impacto, a mesma ressonância que outros produtos da cultura de massa, como música pop e cinema. Então, quanto a esses magros (porém valiosos) comentários do último post… tudo bem! Melhor eu me contentar com isso mesmo, com pouco – com menos do que eu esperava.

E aí veio o clique: é isso! É isso que eu quero ver – ler, ouvir, admirar, acompanhar. Não quero mais me contentar com menos, com algum filme, algum livro, nem com alguma música (…) enfim, não quero gostar mais ou menos de mais nada, não quero ficar disfarçando que uma coisa é legal só porque eu deveria achar que ela é legal.

Não quero um texto decorado – quero interpretação. Não quero escracho – quero humor. Não quero uma regurgitação de uma experiência pessoal – quero um texto arrebatador. Não quero um som ordinário – quero uma música que nunca ouvi antes (…). Não quero menos – quero mais.

Quero imaginar que tantas pessoas se envolvam com artes plásticas quanto com música, filme, livro, TV – e dança e teatro e performance e qualquer outra manifestação artística! Quero apreciar as coisas pela experiência única de vivê-las – e não revivê-las, sem as referências do passado. E quero reclamar o direito de ficar extasiado com alguma coisa que me tocou, poder falar sobre isso sem que ninguém venha com seu dedinho impertinente dizendo que eu não devo fazer isso. Quero usar este espaço aqui para me comunicar com quem tem as essas mesmas aspirações. E, se for o seu caso – como eu acho que é, já que me acompanhou até aqui) –, venha comigo.

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