Arquivo: July, 2008

Santos II

Postado em from posterous no dia 31/07/2008
Viagem rápida a Santos para procurar apê para vovó por você.

Estivemos novamente em Santos hoje, pois minha mãe encontrou um apartamento e queria conferir antes de voltar para Curitiba. A decisão é deles, mas claro que torço para tê-los mais perto, né? Vamos ver o que meu pai e meu irmão dizem…

O que valeu foi ver os meninos correndo na areia – estava bem nublado e eu deixei pelo menos pisarem na areia, por dez minutinhos, apesar dos cuidados que devo ter com a pele do Giorgio – sentindo-se soltos e felizes. Depois de um mês como o que passamos, um dia perfeito. :)


Empreededor de sucesso

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 31/07/2008

Apesar de assistir há mais de uma década o programa de TV Pequenas Empresas, Grandes Negócios (minha mãe sempre adorou ver nos domingos – bem cedo – e meu marido idem) e estar ligada a um projeto com a revista homônima (além de, de quebra, trabalhar com um entusiasta – e referência – do empreendedorismo), vivo à distância minha grande simpatia e torcida por este modelo empresarial. Não me considero empreendedora embora ame ver mulheres vencendo nesta área. Mas ao saber do Prêmio Empreendedor de Sucesso no blog do meu amigo Vinícius, fiquei com vontade de ter algo para concorrer.

(huahua, brincadeira, quem sabe um dia!)

Segundo o texto dele

A disputa se dará em três categorias , sendo elas Oportunidade (para as empresas que souberam desfrutar de uma bela oportunidade oferecida pelo mercado), Inovação (para as empresas que tiveram um produto, serviço ou processo administrativo inovador) e Crescimento (para as empresas que tiveram crescimento expressivo e contínuo nos últimos anos). O prêmio máximo de Empreendedor de Sucesso 2008 será dada à empresa que mais se destacar nos três quesitos.

Os vencedores serão retratados na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios e convidados a participar da Semana do Empreendedorismo da Fundação Getulio Vargas .

Para participar sua empresa (micro, pequena ou média) deve estar constituída e existir formalmente a mais de três anos. Veja o regulamento aqui .

Você tem um negócio bem-sucedido? Uma boa história pra contar? Inscreva-se aqui e boa sorte!

Ele, Maluf, Trajetória da Audácia

Postado em são paulo no dia 31/07/2008

Não sou paulistana, para mim a simpatia ou antipatia por políticos ainda tem a cara do Paraná. Mas eu sei quem é Maluf – e quem não sabe – bem como tenho boa noção da sua má fama. Nas eleições de 1989, quando eu defendia (pobre inocente de 16 anos) o voto no PCB e no PT, um dos meus tios falava que o bom candidato era o Paulo Maluf, que “rouba, mas faz”. Bem, que rouba, estão aí Celso Pitta e o próprio Maluf para atestar, e ele deve fazer. Creio que é equivalente ao Jaime Lerner em Curitiba (ambos prefeitos “biônicos no começo da década de 1970, fizeram obras colossais e sua garantia de honestidade era o fato de não precisarem do dinheiro do povo por serem bem sucedidos), que sabemos que este tipo “custa caro”, mesmo que faça bem para a cidade. ;)

Kaká está sorteando um exemplar da biografia Ele, Maluf, Trajetória da Audácia (Depoimento a Tao Gomes Pinto, Ediouro, 240 págs) e eu não poderia deixar de dar uma forcinha. Ela nem me pediu, mas amiga não precisa de autorização. Como disse hoje para outra amiga , a gente já tem autorização implícita quando fica amigo .  Segundo ela, as regras para participar são:

visitar ESTE TEASER SITE do livro e me fornecer as datas de todos os anos em que Maluf foi Prefeito e Governador de São Paulo e responder à seguinte pergunta:

Se, hoje, você tivesse a oportunidade de assumir a prefeitura de uma metrópole como São Paulo, em que investiria? Por quê?

As respostas devem ser dadas nos comentários, as duas pessoas inteligentes que acertarem as datas e derem uma resposta satisfatória à pergunta, levam o livro!

Não sei a resposta nem vou procurar, mas se fosse prefeita daqui, investiria em educação e saúde, antes de mais nada. E facilitaria a vida das mães trabalhadoras, oferecendo inventivos às empresas que criassem creches-berçários junto de suas sedes. Ah, e para completar, lembraria que estes catadores de papel são gente e os filhos deles precisam ser aceitos nas escolas porque senão estarão tão marginalizados quando chegarem à idade adulta que não conseguirão nem um ganha pão como este!

200 blogs mais populares

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 30/07/2008

Hoje a Cynara publicou no Mundo Techno uma lista dos 200 blogs mais populares do Brasil em 2008 . Soube pelo @alessandro_M , que consta na posição 66 da lista, que tem um ranking super criterioso, com pontuação estabelecida através da fórmula abaixo:

((PageRank *1000)+Backlinks do Google +(Backlinks do Yahoo /100)+Leitores de Feed +Quantidade de blogs que linkam no BlogBlogs )/100

Bem, só sendo profisisonal de TI como ela para fazer isso e mesmo sem este talento todo, eu fiquei contente com o levantamento. O Nossa Via aparece em 105o e o Hitech Live Blogs (onde estão meus blogs Style e Dinner Out ) está em 88o lugar. :D

Amigos estão lá e deixo meu abraço e parabéns a eles. Reconheci na lista Ale (Livros e Afins e Quero ter um blog! , Helton, Veri (Geek Chic e 30 & Alguns ) e Oscar (By Oscar Luiz e Flainando na Web ), sem falar no Wagner (Boombust ), no próprio Mundo Techno . Kaká (Meu Veneno ),  Tonobohn (Oito Passos ), Dani (Ah, Tri né! ) e o casal 20 Luiza (Eu Capricho ) e Caio (Brogui ).

P.S. A Cynara repete no post uma coisa que o Helton sempre me fala: é bom centralizar os assinantes de feed no Feedburner. Eu não tenho paciência de organizar isso, mas fica a dica. ;)

Os Lusíadas para crianças

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 30/07/2008

Na minha infância, meus irmãos e eu “infernizávamos” colegas e professoras dizendo que éramos nipo-teuto-lusitanos. Lindo, né? Depois do palavrão, dá-lhe explicar que a gente era descendente sim (não sei porque no Brasil descendente é um sinônimo de japonês) mas de japoneses, alemães e portugueses. Meus filhos não falam coisas assim (seria complicado aumentar com ítalo-hispânico a ascendência), mas o fato é que o que temos em comum, Gui e eu, é um quê de Portugal. Eu tenho pouco, ele tem 50% (bisavós vindos da ilha da Madeira, pelo que sei) e os meninos, alimentados num amor e respeito aos ancestrais de todos os lados, sabem que este é o mais forte.

Esta relação com as raízes foi um dos motivos que me deixaram exultante com o lançamento da Editora Martins Fontes, Os Lusíadas para crianças – Era uma vez um rei que teve um sonho, com texto de Leonoreta Leitão e ilustrações de José Fragateiro. Além disto, nela o poema épico de Luís de Camões, em interpretação para os pequenos, pode ampliar a auto-estima dos meninos. Estranhou? Bem, aqui só se faz piada de português e não é tão difícil juntar 1 + 1 e começar a se sentir mal pela “ascendência lusa”.

Luís de Camões, Portuguese's greatest poet..Este grande épico encanta milhares de pessoas há mais de quatro séculos com uma história no melhor estilo (imitação) de poemas da Antigüidade como os de Homero e Virgílio,  traduzindo em verso toda a história do povo português e suas grandes conquistas, tomando como tema central a descoberta do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama entre 1497 e 1999. Para ajudar as crianças (e os pais, por que não admitir?) a autora explica trechos e desvenda mistérios retratados por Camões. No texto do poeta há uma mistura de verdade e fantasia, referências a deuses adorados por gregos e romanos e figuras sagradas do cristianismo – aqui já se vê que Enzo e Giorgio vão amar! São fatos históricos contados com o sabor que só um grande escritor sabe criar. Vamos conferir, com certeza! ;)

Os autores são:

  • Leonoreta Leitão. Licenciada em filologia clássica, cedo se interessou pela literatura infanto-juvenil. Autora de vários manuais escolares e criadora de clubes de leitura, colaborou na revista Colóquio Letras e no Dicionário no feminino, neste ficando responsável pelas entradas relativas aos escritores de literatura infanto-juvenil. Membro da seção portuguesa do International Board on Books for Young People (ibby) desde 1972.
  • José Fragateiro. Estudou na Escola Secundária António Arroio, onde freqüentou o curso de Artes do Fogo (cerâmica). Deu continuidade aos estudos de cenografia no Conservatório de Lisboa. Trabalhou como ilustrador para várias revistas e jornais. Este é seu primeiro trabalho em livro para crianças.

Serviço:

  • Os Lusíadas para crianças – Era uma vez um rei que teve um sonho
  • Editora: Martins
  • Autora: Leonoreta Leitão e Ilustração: Jospe Fragateiro
  • 96 pp. / ISBN 978-85-61635-03-9 / 16 X 23
  • Lançamento oficial na 20ª Bienal Internacional do Livro
    Pavilhão de Exposições do Anhembi
    Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana – São Paulo – SP
    Data: 14 a 20 de agosto
    Horário: 10h às 22h
    Estande Martins Editora Livraria
    Avenida 4 entre as Ruas F e G
Crédito das imagens: Luís de Camões por François Gérard (wikipedia) e capa do livro (divulgação).

Santos

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 30/07/2008

Ontem fui a Santos, no litoral paulista, para que minha mãe, que acaba de se aposentar (era Defensora Pública), pudesse sondar a cidade. O sonho de meus pais sempre foi morar no litoral, mas eles não conseguiriam ficar sem o conforto da cidade. Tentando unir as duas coisas -e mais ainda, trazê-los para mais perto de mim – sugeri Santos. Vamos ver o que eles decidem, está nas mãos de Deus. (Se algum leitor tiver dicas da cidade, por favor, não se acanhe, toda informação é bem vinda!)

Aproveitei e visitamos Yasmin, ex-vizinha e uma grande amiga de Curitiba. Ela tinha 7 anos quando compramos um apartamento no mesmo condomínio dela e se tornou visita constante ao bebê Enzo quando ele nasceu, ampliando depois o carinho e cuidados com Giorgio. O orkut e msn ajudaram a manter nossa amizade quando nos mudamos – ela para Santos, nós para Sampa – e ontem pudemos nos encontrar. Está uma moça (fez 16 anos no domingo) e nos tratou com a meguice de sempre. Engraçado que, apesar da simpatia por sua mãe e avó, sempre me achei mais amiga da Yas, desconsiderando a diferença de idade. E ontem pareceu-me que é recíproco! Enfim, uma honra compartilhar amigos com os filhos, não é mesmo?

P.S. Por sorte, lá estava fresquinho e nublado e Giorgio não teve problemas com a viagem – e aceitou curtir a praia de dentro do carro, tirando fotos. ;) E ele estava bem tranqüilo no meio de pessoas estranhas, sem vergonha das cicatrizes, que, aliás, como mostram a foto ao lado, reduziram! Valeu!

Uma Introdução à Poética do Construir

Postado em from posterous no dia 29/07/2008

Cursos da Casa do Saber sempre me deixam com vontade de acompanhar, embora os horários (sempre à noite) me impeçam. Ainda prefiro ficar com os amores em casa, enquanto os pequenos ainda me querem por perto – logo, logo, as namoradas chegam e terei tempo meu!

Este curso é sobre arquitetura e a chamada é interessante:

A arquitetura está em todos os lugares. Nas cidades, nas casas, nas ruas, abriga as instituições com técnica e habilidade e, em seus melhores momentos, com poesia. Entender o processo cultural de construção do espaço pode revelar um novo mundo, cheio de história, arte e reflexão. O curso faz uma introdução à arquitetura, a partir de seus elementos fundamentais.

Aulas:

  • 06 Ago | 1. Projeto: desígnio e desenho / as categorias vitruvianas: construir/ habitar/ desfrutar
  • 13 Ago | 2. Arquitetura e forma / sistemas proporcionais / formas significantes e simbólicas
  • 20 Ago | 3. Arquitetura e memória / espaço e tempo / Zeitgeist
  • 27 Ago | 4. Arquitetura e lugar / em busca do genius loci
  • 03 Set | 5. Arquitetura, matéria e técnica / tectônica: a arte de construir
  • 10 Set | 6. Cidade e arquitetura: a arquitetura da cidade

Serviço:

  • Professor: Affonso Risi Jr, arquiteto e professor no curso de Arquitetura do ICET-UNIP. Suas obras foram publicadas e expostas em mostras nacionais e estrangeiras. Recebeu o Prêmio Rino Levi do IAB-SP (1983) e os Prêmios Destaque na 2ª e 6ª BIA-SP – Bienal Internacional de Arquitetura (1993 e 2005). É diretor do Instituto de Arquitetos do Brasil, Depto. de SP.
  • Duração: 6 encontros
  • Dia: Quartas-feiras, às 20h (06/08, 13/08, 20/08, 27/08, 03/09, 10/09)
  • Local: Casa do Saber (Jardins)
  • Valor: R$ 190 na inscrição + 2 parcelas de R$ 190
  • Inscrições pelo telefone (11) 3707-8900. Vagas limitadas.

Investimento ou passatempo?

Postado em Comportamento no dia 28/07/2008

 

Curioso, comecei o dia repensando o que eu queria ter nos 30 & Alguns e eis que agora vejo um post de uma das meninas do Rexona que trata de um ponto que marca minha vida atual: ter achado o cara certo. Ser mãe pesa muito para mim, sempre quis filhos e a presença dos meninos me realiza, mas minha vida será “para sempre” ao lado do meu amor. Ele é que vai me aturar, me amar, me desejar, enfim, é com ele que, no fundo, vou contar. Os meninos terão seus próprios amores para se dedicar e eu darei a maior força para que o façam integralmente. Enfim, segundo a lógica da Fernanda, posso dizer que o Gui foi aquele que eu achei que era um investimento – e deu frutos, acertei! – e não um passatempo, apesar de termos uma química que muitas vezes me fez pensar se eu estava conseguindo raciocionar direito – huahua – sobre nossa relação. Já fomos muito amigos, companheiros, parceiros (até de trabalho num período), mas nunca deixamos de ter afinidades e de sermos amantes. Mas sabem o que eu sempre noto que pesa mais do que tudo? Precisamos partilhar de valores para a coisa dar certo, porque nos apertos, é isso que nos faz sentir que estamos sós ou bem acompanhados!

P.S. Por falar no Rexona, Gisele Ramos postou no Diva Diz um Guia da Blogosfera Feminina Brasileira e hoje vi que o Rexona listou as que são do Fragrance Collection. Deixo a dica para conhecerem os blogs das meninas e meu arigatô às palavras gentis da Gi sobre mim.

Vou ser nada modesta e colar aqui para guardar:
A vida como a vida quer – A Sam Shiraishi é uma criatura iluminada por deus que eu conheci no dia do terremoto em São Paulo. O pessoal do jornal queria paulistas para entrevistar, e a descobri. A entrevista não foi aproveitada (nooobs), mas não perdemos contato. O blog é tudibom, com várias dicas e alguns relatos pessoais, alguns de cortar o coração.

Meme 30&Alguns

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 28/07/2008
30

Tenho mimos para agradecer e passar para frente, mas andei sem tempo e offline, como sabem. Os amigos me perdoam – pelo menos espero – e sabem que eu tardo, mas raramente falho. :)

Veridiana, do 30 & Alguns, criou um meme e eu me identifiquei de cara, talvez até por ter passado por um momento “divisor de águas” recentemente. Que bom que fui convidada para dar continuidade. ;) Devemos escrever:

1. 3 coisas relacionadas a época antes de chegar aos 30&Alguns: o que esperava da sua vida aos 30&Alguns

Engraçado, eu também me imaginava aos 30 casada, com dois filhos (sei lá porque, sempre imaginava 2) e trabalhando como profissional liberal. Certamente influência da minha mãe, que na minha infância advogava num escritório próprio. Depois, na adolescência, pensava apenas em morar no exterior (o que de fato fiz por alguns anos) – e tinha que ser numa metrópole. Enfim, creio que acabei realizando alguns planos, mesmo quase sem querer! ;)

2. 3 realizações aos 30&Alguns

Sei que parece clichê, mas me realiza ter constituído uma família e ser uma balzaquiana feliz no casamento e na maternidade, convivendo bem com suas raízes e cheia de planos para um longo futuro. Profissionalmente fico contente por poder desenvolver projetos com autonomia e liberdade – e por vê-los dando certo!

3. O que você mais gosta ou gostou aos 30&Alguns

Como a Veridiana, sinto que aos 30 & Alguns deixamos algumas “neuras” para trás. Nesta fase já nos adaptamos, aceitamos (ou mudamos!) nossa aparência e no geral realizamos algumas coisas que sonhávamos – ou passamos a ter sonhos exeqüíveis! Gosto desta sensação de poder estar em paz com o que sou e com o lugar que ocupo no mundo.

Deixo a adesão livre, mas gostaria de ler as respostas de alguns amigos: Andréa Zotelli, Tânia Matos, Gisele Ramos, Renata Ruiz e Max Reinert.

Crédito da foto: Tanya McConnell no Stock.Xchng.

Dia dos avós

Postado em Família, Mãe com filhos no dia 26/07/2008

avós e tios

Considero que sou uma pessoa abençoada, pois não passei por dificuldades na vida. Ao me deparar com relatos das dificuldades dos meus próprios avós ou pais eu me calo, pois não me sinto apta a dizer muito, apenas ouvir. E como saber das emoções, sofrimentos, vitórias, percalços deles me faz me sentir orgulhosa da minha origem!

Meus avós japoneses, de quem falo aqui com alguma freqüência, vieram para o Brasil com cerca de 14 anos, sem os pais e num país que na época era absurdamente diferente. Meu Ditian (avô) Sadanori era orfão de mãe e o pai lhe permitiu vir com o professor que se mostrou um alcoólatra e roubou meu avô deixando-o sem nada. Minha Batian (avó) Matsuno era órfã de pai e o irmão, autoridade absoluta na família, obrigou-a a vir para cá com parentes, pois as companhias de imigração exigiam que as famílias se compusessem de um casal mais um “adulto” capaz de trabalhar. De regiões distantes no seu país de origem – ela do norte, ele do sul – aqui eles encontraram afinidades numa união planejada por seus responsáveis.

Meus avós “brasileiros” não sofreram menos. Minha avó Maria Augusta era neta de ferroviários mineiros que se estabeleceram no norte do Paraná e perdeu o pai ainda bebê, numa briga dele com o irmão por ciúmes de minha bisavó. Sofreu nas mãos do padrasto na infância e foi mandada para morar (trabalhar gratuitamente com a desculpa de que cuidavam dela) na casa de uma familia rica de Curitiba e aos 16 anos casou-se com um militar. Casamento arranjado, marido bêbado, ela largou tudo e assumiu-se separada no meio da década de 1940, indo morar com uma tia em Ponta Grossa. Foi lá que, como vendedora numa loja, encantou meu avô Juca, um jornalista (dono do segundo maior jornal do estado) solteirão que caiu de amores por aquela moça simples e analfabeta. Viveram juntos (sem casar legalmente) até a viuvez dela e fizeram uma festa de casamento que durou dias. Viveram juntos até que o Golpe Militar o depôs (era prefeito e pelo PTB de Jango) e a depressão pela situação no Brasil o levou a um derrame e posteriormente um enfarto fatal. Minha vó continuou uma pessoa aberta, de certa forma uma pessoa pública e até o final da década de 1980 convivi com os afilhados de minha avó Maria, a maioria gente simples como ela, frequentando sua casa, ampliando nossa família e nos ofertando sua amizade, com suas aventuras cotidianas que fazem as histórias do Brasil.

E você, neste dia dos avós, qual a história dos seus?

P.S. Há um ano eu publiquei  Vovó única e insubstituível no qual conto mais da vida com minhas avós.

Cinderella

Postado em from posterous, teatro no dia 25/07/2008

No sábado passado minha prima Gisane nos convidou para ir ao teatro infantil e, apesar dos pontos no olho do Giorgio, colocamos um óculos escuros e fomos. Afinal, para manter a rotina familiar, nada melhor do que um bom  programa cultural. Gisane e Erlei são pais do Lorenzo, que nasceu alguns meses antes do Gio e nós sempre pensamos que eles poderiam ser amigos… não tiveram chance, mudamos quando eram bem pequenos, mas pude notar que eles se dariam muito bem se morassem perto.

Os meninos adoraram a Cinderella a versão musical com roteiro de José Wilker e direção de Eduardo Martini. A peça ( com o estilo espirituoso e extrovertido de Wilker) é bem humorada e divide bem os personagens masculinos e femininos.  A Cinderella era chatinha como sempre (afinal as excessivamente boazinhas são chatinhas, vamos admitir) e o Príncipe um menino mimado, mas o Arauto, a Madrasta e a Fada Sobrinha são personagens memoráveis.

Um rato, uma gata e um cachorro de rua são os narradores do clássico infantil numa versão escrita por Wilker em 1988  para as filhas Mariana e Isabel, que contribuiram com esta segunda montagem. A crítica dizia na estréia em São Paulo que “Eduardo Martini, que, além da direção assina a coreografia, apresenta um espetáculo que foge dos estereótipos. O trabalho está recheado de referências do cotidiano urbano atual”. Como tem acontecido atualmente nos textos infantis, há referências que divertem os adultos pinceladas com sutileza, trazendo a ficção para perto das questões do mundo moderno.  Segundo Martini, a idéia de colocar parte dos personagens para ler a estória é uma maneira divertida de estimular as crianças a ler.

O espetáculo conta a estória de três bichos: a gata Clarabela (Ana Paula Grande), o rato Pantaleão (Pablo Diego) e a cachorro Gardel (Andre Srur), que encontram um livro abandonado em um beco. Por intermédio dos poderes mágicos de uma fada (Juliana Hernandes), eles adquirem o dom da leitura e, animadíssimos, começam a ler passagens de Cinderella.

Assim, o espetáculo se divide em dois mundos paralelos: em um, há a bicharada torcendo por Cinderella (Paola Rodrigues) e no outro, existe o reino encantado onde se passa a estória. Pantaleão, Clarabela e Gardel decidem, então, interferir na trama e ajudar a menina pobre, ao descobrirem que há no reino um príncipe (Bruno Lopes) solteiro e entediado, e seus fiéis escudeiros o arauto (Edgard Jordão) e o corneteiro bobo da corte (Rogerio Tchusk). O Príncipe é cobiçado por Teolinda (Juliana Santos) e Teobela (Fabiana Vajman), filhas legítimas da madrasta (Noemi Gerbelli) de Cinderella.

P.S. Não, o texto não tem nada de publieditorial, mas deixo o recado de que o espetáculo está sendo apresentado no stand de vendas do condomínio Reserva Ecoville, em Curitiba, num patrocínio da empresa Abyara. Ingressos são obtidos em troca de livros infantis doados ao Hospital Infantil Pequeno Príncipe.