É hoje! Centenário da Imigração Japonesa.
Postado em tradição no dia 18/06/2008
É hoje. Dia do imigrante, festa do Centenário da Imigração Japonesa e, para mim, dia do aniversário do meu pai. Curiosamente ele, meu vínculo mais real com o Japão, é do dia em que se comemora a chegada do primeiro navio japonês ao Brasil. E meu pai, o tio Dinho (apelido de Eiji, nome que só tem em casa, porque nasceu na guerra e não pode ser registrado com pré-nome japonês), é um japonês de araque, como se diz, falsificado, do Paraguai. Apesar da carinha japonesa, do biotipo (baixinho, magro, olhinhos puxados) ele não faz questão de comida japonesa, não fala quase nada (entende um pouco) do idioma e já não tem mais nada da culturade seus pais. Dez anos atrás, quando comemoramos esta data em Tokyo e por coincidência era o domingo de dia dos pais lá, ele me pediu para fazer uma rabada de almoço. Pode? Pode sim, meu pai, como muitos filhos de imigrantes, é na verdade um brasileiro .
Creio que esta é a grande surpresa que os "japas" viveram ao chegar no Japão – a percepção de que mesmo japas aqui, eles (nós) são (somos) muito brasileiros – e a questão que a sociedade brasileira encara neste momento em que esta etnia completa cem anos aqui e coreanos completam 40 anos, alemães 150 anos, italianos cento e poucos, e portugueses sabe-se lá ao certo (brincadeira). Acima de tudo somos brasileiros!
No entanto, acho lindo e me emociono com as homenagens que a sociedade brasileira tem feito aos pioneiros e seus descendentes neste mês. Apesar de ser mestiça e neta de japoneses, cresci imersa nas atividades e bebendo valores e tradições da "colônia japonesa" no Paraná. Meu pai nasceu em Paraguaçu Paulista, mas passou a infância no Norte Velho paranaense, na cidade de Ribeirão do Pinhal, onde meus avós Sadanari e Matsuno se estabeleceram depois da Segunda Guerra Mundial. Nossas raízes brasileiras são da comunidade do norte velho e da região de Castro e Ponta Grossa (cidade natal de minha mãe, onde as famílias Dietzel e Hoffmann se estabeleceram com secos e molhados no tropeirismo do final do século XIX). Meus pais foram preletores da Seicho-no-Ie por 20 anos e as atividadades desta filosofia, junto a festividades no kaikan de Paranaguá e Rolândia, marcaram minha vida nikkei. Hoje, com meu marido trabalhando na Liberdade, numa empresa nipo-brasileira de recrutamento de dekasseguis, sou eu a pessoa que liga a família ao Japão. E, como um retrato da imigração japonesa no Brasil, é o Gui (brasileiro, descendente de italianos, espanhóis e portugueses) quem me ensina muito da cultura mais tradicional, do idioma, da etiqueta e da ética japonesas.
Posso repetir as palavras escritas hoje por outro blogueiro nikkei, pois meus familiares também "como os 781 japoneses pioneiros que estiveram a bordo do navio Kasato Maru, que em 18 de junho de 1908 chegou no porto de Santos trazendo os primeiros imigrantes que vieram ao Brasil, conseguiram, com muito trabalho e persistência, reconstruir suas vidas e deixar suas marcas por aqui. "
A história dos meus avós eu contei no ano passado, neste mesmo 18 de junho, num post intitulado Nada como um bom blend! e no meu perfil do Abril nos 100 anos da imigração. E o mundo dos descendentes eu tento retratar diariamente no blog Nihon Nikkei – Movimento Dekassegui .

Medo do McCain
Postado em midia tradicional, Política e Cidadania no dia 18/06/2008
McCain é muito mais intervencionista que Bush, diz biógrafo. O pesquisador Matt Welch diz que candidato republicano é diferente do presidente. Segundo ele, McCain acredita na ideologia dos EUA como império global e polícia do mundo.
“Para o mal”, segundo ele, porque é um político “muito, muito, muito mais intervencionista de que Bush jamais foi”, em relação à política externa. Para Welch, McCain acredita que os Estados Unidos têm que reforçar seu papel de império global, polícia do mundo, mesmo que precise continuar com a doutrina de guerras preventivas.
“Para o bem”, porque se trata de um unificador, capaz de trabalhar junto com adversários políticos para atacar problemas que considera reais, como o aquecimento global, que foi ignorado pelo governo Bush.
Autor de “McCain – the myth of a maverick” (McCain – o mito de um dissidente, não publicado no Brasil), Welch diz simpatizar com a personalidade de McCain, mas admite que não vai votar nele por “discordar politicamente”. Segundo ele, McCain tem, sim, chances reais de vencer as eleições, mas teria ainda mais, se os Estados Unidos fossem atacados por terroristas até novembro.
E o Jornal do Brasil publica hoje com exclusividade, entrevistas dos candidatos à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, e John McCain. O jornalista Osmar Freitas Jr, correspondente do JB em Nova York, ouviu o democrata Obama e o republicano McCain sobre temas de interesse do Brasil, como concessão de subsídios para a produção de etanol e sobre a política de meio ambiente, entre outros assuntos. Aliás, JB tem um especial sobre eleições norte-americanas bem interessante.
Maria Rita arrecada mais de quatro mil latas de leite na gravação de DVD
Postado em Música no dia 18/06/2008
Tenho falado muito de celebridades? Será? Bom, não sou fã da Maria Rita (não desgosto, só não sou fã de ter música dela no meu mp3), mas quando vi esta notícia, eu achei que merecia um post. Ela arrecadou mais de quatro mil latas de leite na gravação de DVD como mostra na foto, que tirou no Instituto da Criança Maria Rita. Além do leite, cerca de 1.500 livros foram arrecadados na gravação do DVD "Samba Meu" . Os ingressos para o show, que foi realizado no Vivo Rio no dia 10/06, acabaram em apenas 12 horas.
Isso me lembrou uma história que li no 30 & Alguns que convidava a passar para a frente… uma atitude desta. Veri contou que um casal de amigos pediu aos convidados da festa de aniversário de 4 anos do filho que levassem 2kg de alimento não perecível como presente ao invés de brinquedos. Lindo, lindo, lindo. Nos comentários, uma pessoa contou que é voluntária da Pastoral da Criança e foi a um aniversário de 1 aninho em que os pais pediram leite em pó e fizeram uma boa doação depois. O que é tão pequeno para alguns, é uma bênção sem igual para outros. Quando sei de coisas assim vejo que o Brasil tem jeito mesmo!
