Kit terremoto
Postado em Cotidiano e sociedade, são paulo no dia 01/05/2008[update] Dica da @doduti neste dia de tristeza por conta do Terremoto de Toquio:
Outra coisa que acho importante é combinar um ponto de encontro da família. Se acontecer alguma coisa, como faremos para nos reencontrar? Voltamos todos pra casa? Pra escola mais próxima? As comunicações demoram a se reestabelecer em situações de crise, então o melhor é já ter combinado com antecedência pra onde todo mundo vai =)
E eu reuni em um post os perfis de Twitter e blogs de Brasileiros no Japão, além de postar um relato de um brasileiro que estava em Toquio.
[/update]

Nos dias que se seguiram ao terremoto em São Paulo , conversei com muita gente (até no ônibus e metrô) e a curiosidade sobre o fato de eu ter vivido alguns terremotos quando morava no Japão foi imensa. Prometi que ia escrever aqui sobre o kit terremoto, que deixou muita gente curiosa nas conversas.
No Japão, ele segue um padrão e pode ser comprado pronto em home centers ou supermercados grandes, mas aqui vai uma lista que imaginei para a realidade brasileira. Meio absurdo, porque na verdade as casas brasileiras não suportariam os abalos, como comentou Lunna , e uma das providências seria ter menos coisas que possam cair na sua cabeça ou obstruir sua passagem para escapar. Páre um minutinho e pense no quanto temos coisas assim nas casas brasileiras e imediatamente entenderá porque falo que é meio absurdo pensar nisto aqui. Mas vale como um insight para pensar sobre a forma como organizamos tudo. Se sua casa não tiver mesmo escape fácil, uma medida no caso de terremoto é se abrigar embaixo de uma mesa. Neste ponto a mesa de copa que herdei da minha avó, com tampo e pés firmes de imbuia, é perfeita, abrigaria nós todos.
Nunca usei o meu no Japão, mas em dois abalos eu cheguei a pega-lo nas mãos para escapar pela porta. Dizem que manter este kit a mão pode garantir a sobrevivência até que a situação se normalize. Se desejar se aprofundar sobre o tema, há uma lista bem completa da Cruz Vermelha Americana no San Francisco Chronicle. Nos EUA os terremotos são mais frequentes e há vários textos e fotos elucidativos sobre o tema.
Confira alguns ítens essenciais de um suposto do kit terremoto brasileiro: (more…)
35 anos para ser feliz
Postado em from posterous, mulher, youtube no dia 01/05/2008
Terça-feira foi aniversário de uma amiga e ela postou no seu blog um texto legal sobre a idade que temos. Lembrei do aniversário de 16 anos dela, quando éramos amigas adolescentes, e eu coloquei uma música do Ira para surpreendê-la na escola. A música era Envelheço na Cidade e hoje penso no quanto ela fazia e ao mesmo tempo não fazia qualquer sentido. Risos.
35 anos para ser feliz
Martha Medeiros Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado. A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes. Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança. Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara. Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.
Passagens aéreas a R$ 1
Postado em from posterous no dia 01/05/2008Dica rápida: a Gol está com mais uma promoção de tarifas a partir de R$ 1, que vale para compras feitas pelo site entre 0h de hoje e 23h59 de domingo para viagens entre 1º de maio e 26 de junho, para todos os destinos domésticos atendidos pela empresa. Condições: viagens de ida e volta, com estadia mínima de duas noites, deve ser combinada com a tarifa regular e com valor mínimo para combinação dos bilhetes de R$ 30.
Já avisei minha mãe e irmãs e quero aproveitar para trazer toda família para cá em junho, pois os festejos do Centenário da Imigração coincidendem com o aniversário de 66 anos do meu pai. (Sim, ele nasceu no dia 18/06, data da chegada do famoso navio Kasato Maru) Mesmo com o lanchinho fraquinho e os assentos apertados das aeronaves, vale a pena aproveitar.