Meu lado B (meu primeiro meme)
Postado em moda e estilo, mulher no dia 18/04/2008Hoje no Nossa Via Max tocou – em Salão de Móveis de Milão… ou, meu lado B queria ser designer! – num tema que tinha tudo para render um post meu. Mais do que isso, comentei lá com ele que valia um meme – e vejam, nunca antes eu criei um meme ou blogagem coletiva. Mas aqui está, deixo o convite para quem me lê contar do seu lado B. Desafio e tanto, não é? Mas quem vai me dizer que ao ver aquela propaganda do cara imitando a pose de “Bee Gees” na rua (e sua linda Brastemp Club em casa) não parou para pensar no seu lado B? Eu pensei, Gui e eu rimos à beça imaginando-nos e até os meninos entraram na onda.
Meu lado B tem tudo a ver com o Salão de Milão, porque nele deixo aflorar a futilidade, o gosto por coisas requintadas (mais do que sofisticadas, admito) e a queda por objetos inovadores em decoração. Se vierem no meu apartamento verão o contrário, vivo numa decoração típica sulista: com conforto, discrição e quase nada de luxo e estilo. Mas namoro revistas de decoração e o lado B aflora. Ter uma madrinha que é decoradora e cujos projetos em Casa Cor conheci com privilégios pesa, claro. E ter a antiga melhor amiga da faculdade (e madrinha do meu casamento) que fez pós em moda em Milão ajuda ainda mais. Mas o que conta é a força com que o lado B vem à tona, independente da nossa vontade, como aquela mãozinha esticada do cara no comercial de TV. Involuntário, por isso tão real, causando tanta empatia. (Aliás, tem um blog, que eu visito há um tempo, onde você pode criar uma imagem do seu lado B, é bem divertido)
Eu sou de uma família meio fashionista (até meu pai é vidrado em roupas e não vai desarrumado nem na esquina comprar pão) e minha mãe é para muitos sinônimo de elegância e sofisticação. Quando eu era bem pequena, lembro dela saindo nas colunas sociais dentre as mais elegantes da cidade e as fotos dos jornais me provam que era verdade. Eu saí meio patinho feio nisto, no meio de uma irmã que é fashionista assumida (ela sempre está na última moda, mas guardando o requinte da mãe) e outra que é adepta do clássico (pudera, médica cardiologista tem que ser meio séria). No meio disto, eu saí como mais descolada e avessa às imposições da moda. Será? No fundo não, sucumbo a tudo que é belo, mas não queria ser designer, meu lado B é consumista! (risos) E nestes dias, o sonho de consumo está no blog Milão, que Max comentou. Nele Camila Cecchi conta detalhes do evento e de quebra dá notícia de sua busca por objetos e lugares inspiradores na cidade italiana que é uma das capitais da moda e berço das melhores escolas de design do mundo. Até Milão tem um lado B inimaginável! Vale ver as fotos dela lá para entender.
P.S. Consumir de verdade ainda não dá, mas encontrei dois amigos online que estão se tornando companheirões offline e adoram ver coisas bonitas. Helton, que também comentou sobre o Salão no nosso blog Style, e Renata Ruiz, que está me convencendo a começar a freqüentar os desfiles e eventos fashion de São Paulo!
P.P.S. O convite para o meme está aberto para quem topar o desafio, é só avisar nos comentários. Mas a intimação é para Luma Kimura, Evellyn, Veridiana, Anny, Kaká, Luma Rosa e minha prima Leninha. Mas se a Palpiteira, a Carla do Brasil e meu novo amigo Zé quiserem aderir, vou adorar saber seu lado B também.
Era Edo na Pinacoteca
Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 18/04/2008
Se você não sabe bem o que fazer no feriado, tenho uma sugestão: cerca de 160 peças inéditas no Brasil compõem o acervo da exposição “O Florescer das Cores: A Arte do período Edo” que abriu ao público no dia 17/04 (e fica até 22/06) na Pinacoteca de São Paulo e traz peças provenientes de mais de 15 museus japoneses. A curadoria é de Saito Takamasa, da Agência de Cultura do Japão. Os objetos expostos são, em sua maioria, produzidos ao longo do período Edo (1603- 1867), que tem como principal característica a dominação do xogunato Tokugawa (governo militar centralizado) e o isolamento quase completo do Japão em relação ao resto do mundo. É meu período favorito na história do país de meus avós, especialmente depois da leitura do livro Musashi (de Eiji Yoshikawa, ed. Estação Liberdade), que retrata o início do xogunato após a batalha de Sekigahara. Mas uma boa noção do final do período está no filme O último samurai.
Serviço:
- O Florescer das Cores: A Arte do período Edo
- Pinacoteca do Estado de São Paulo
- Praça da Luz, 2 – Luz – São Paulo
- De 17 de abril a 22 de junho. De terça a domingo, das 10h às 18h
- R$ 4 e R$ 2 (meia). Grátis aos sábados
- Tel.: (11) 3324-1000 Site: www.pinacoteca.org.br
A mostra é dividida em quatro partes: (more…)
Mulher de fases (ou quem levou o livro da Maitê Proença)
Postado em mulher no dia 18/04/2008No sábado, ao chegar ao Newscamp, fui recebida com comentários de que minha aparência não era mais de mais mãe e sim de executiva. E muita gente só puxou papo mãe comigo por conta do Desabafo de Mãe. Aí lembrei -e como não – dos estereótipos que se formam e dos mil preconceitos que rondam as pobres das mulheres que escolhem ser mais de uma coisa na vida.
Eu sempre fui jornalista, antes de ser mãe, sempre fui militante das causas que acredito, não sou politicamente correta (embora busque ser ética), sou consumista quando dá na telha (já disse que é meu lado B) e uma espartana quando acho bom sê-lo, sou meio irmã mais velha em tempo integral (Helton e Kaká que o digam), admito que vejo TV (a cabo) e nunca cometi orkuticídio e, mesmo não falando palavrão e nem gostando de cigarro, gosto de ir no bar e tomar chope black da Brahma com amigos. Lembram-se daquela música que dizia Complicada e perfeitinha? Mais ou menos naquela confusão… Bom, não era sobre mim nem sobre o Newscamp. Cumpro aqui um compromisso meu que já está atrasado: contar o ganhador do livro da Maitê Proença. Demorei mais do que tinha prometido, quis primeiro terminar a leitura do meu exemplar. Não li de sopetão como o Max, mas saboreei as aventuras femininas dela.
Maitê se mostrou uma caixa de surpresas e eu fiquei honrada por saber que partilhamos o mesmo signo e assustada por notar a mesma espontaneidade e improviso em mim. Digo isto porque, como ela conta no livro, muita coisa boa e ruim adveio do seu jeito prático e meio “não estou nem aí” de levar a vida. Um exemplo foi o primeiro contrato que ela fechou com a Globo, no qual chegou querendo ser protagonista de novela das oito e de cuja reunião saiu com um contrato melhor do que o do Francisco Cuoco (na época, 1979, um galã global). Ela conta que sua negociação rendeu um contrato de 5 anos no qual foi mal-tratada e viveu no ostracismo dentro da emissora, duvidando até da sua capacidade de ser atriz – e ela só se achou na famosa Dona Beija, na TV Manchete. Em outros momentos, suas reflexões sobre a atualidade (como quando fala da China) guardam muita profundidade, mas são apresentadas com leveza, como nas discussões do Saia Justa, sem o peso de quem é catedrático no assunto, mas com a tranquilidade de um papo com uma amiga. Aliás, no mesmo estilo estão as várias lembranças de viagem dela. Quando ouvi Irene Ravache comentar no lançamento do livro (ela esteve lá interpretando trechos do livro enquanto Maitê autografava) que se surpreendeu porque amiga tinha viajado muito, não imaginei que fosse tanto! São incríveis tanto a experiência como mochileira dela, quanto a cultura que ela teve na sua formação familiar. E deve ser por isso mesmo que ela consegue conservar aquela aura de que não sabe de nada, deixando o que verdadeiramente tem de bom para as pessoas que conseguem ver sem preconceito. Li o livro assim e recomendo.
Mirian Bottan, que estava comigo na noite de autógrafos, também comentou sobre o livro no post Revendo conceitos.
Enfim, deixa eu contar quem vai receber o livro autografado em casa: Maurício José Ferreira da Silva. Lendo o livro fui lembrando dos comentários e fui optando por oferecer o livro para ele, porque não tinha preconceitos, pelo contrário, idolatra a Maitê e por certo que para ele o livro autografado terá um valor imenso. Outra razão é que, nesta confusão de falarem mal do orkut e das comunidades de lá, o cara é moderador de uma comunidade da Maitê Proença. Aliás, falei do orkut pro Julio Dario Borges e o Gil Giardelli (lembra Kaká?) no Newscamp, porque o conceito que se tem de usuário de orkut é uma farsa. As pessoas estão lá porque querem privacidade nos foruns, pela rapidez do retorno das “conversas” de scrap e de forum e pela chance de encontrar pessoas que gostam de coisas parecidas.
P.S. Como estamos vivendo uma caça às bruxas, é bom deixar claro: a promoção não fui publieditorial. A Editora mandou dois exemplares de presente para alguns blogueiros, através de uma agência de publicidade, e só. Mas adorei e como eventualmente recebo livros de outras editoras, estou planejando outras promoções aqui.
Dengue e crianças
Postado em Mãe com filhos, Saúde e Bem Estar no dia 18/04/2008
Há tempos quero comentar aqui sobre a dengue, que vai chegando, aos poucos, ao quintal da casa da gente. Pela primeira vez eu invejo menos quem mora em Pinheiros, perto do querido parque Villa Lobos, e me acho mais segura em meu bairro. Mas será? Na quarta à noite Giorgio teve um febrão e ontem passamos a manhã no Pronto Socorro. Como ele não tinha sintomas de sinusite nem nada na garganta (males que o acometem depois da cirurgia de adenóide e amídalas), ficamos preocupados. O médico pediu observação, não falou nada, mas ficamos com aquela sensação: pode ser dengue. Aí cuida com o que dá de antitérmico, cuida de hidratar, enfim, ficamos meio neuróticos. Fui ver os sintomas da dengue e, felizmente, não bateram: febre súbita e alta (único que bateu), dor na cabeça, dor atrás dos olhos, nos ossos e articulações, falta de apetite e paladar, moleza e cansaço, naúsea e vômitos, manchas vermelhas na pele (parecida com sarampo). Mas é bom sempre saber os sintomas e cuidar, porque “período de incubação” é de 3 dias até que os primeiros sinais comecem a aparecer e o primeiro é a febre repentina e muito alta (que pode passar dos 40º C) e depois dos sintomas se desenrolam até mais ou menos uma semana. Mas aqui em casa, acredito que tudo bem, não evoluímos e acredito mais numa somatização pelo excesso de trabalho e compromissos da mamãe! Nada que um feriado em casa não resolva!


