Arquivo: April 15th, 2008

Quando vidas se tornam forma

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 15/04/2008

miyake.jpg Estou no ritmo das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa , assumo. Mas como fugir? Se você gosta de arte e das novidades do design no Japão atual, o MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo apresenta a grande exposição de arte contemporânea brasileira e japonesa “Quando vidas se tornam forma: diálogo com o futuro – Brasil / Japão”, sob curadoria de Yuko Hasegawa, curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio (MOT).

A mostra marca as comemorações do MAM-SP por ocasião do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil (iniciadas em 2007 com a mostra “Semear”, de Rinko Kawauchi) e abrange aspectos da arquitetura, da arte, da moda e do design em cerca de 140 obras (de 21 artistas brasileiros e 18 japoneses) que usam a tecnologia e o cotidiano e guardam relações entre si, mesmo vindas de culturas tão diferentes quanto a brasileira e a japonesa.

A programação tem obras que dialogam entre si: 38 artistas, 21 brasileiros e 18 japoneses, expõem trabalhos sobre arte, arquitetura, moda e design. Entre as ligações feitas por Yuko, estão a das obras dos artistas Hélio Oiticica e Atsuko Tanaka e a dos arquitetos Lina Bo Bardi, Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa (estes dois últimos do estúdio Sanaa), entre outros.

Na exposição diferentes peças dos dois países podem ser apreciadas pelo público, como o Luxdelix, vestido confeccionado com sacos de lixo de Jum Nakao, ao lado do tecido A-Poc inside de Issey Miyake . O visitante também poderá ver A Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, que estabelece diálogo com a Flower House de Sanaa. Para ver mais peças, não deixe de visitar a galeria de fotos da exposição.

A realização da mostra é da Fundação Japão, juntamente com o Museu de Arte Moderna de São Paulo. A exposição fica em cartaz até dia 22 de junho.

Serviço:

  • Quando vidas se tornam forma: um diálogo com o futuro – Brasil-Japão
  • Museu de Arte Moderna – Grande Sala e Sala Paulo Figueiredo
    Parque do Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3 – São Paulo
  • De 11 de abril a 22 de junho. De terça a domingo das 10h às 18h
  • R$ 5,50. A Entrada é franca aos domingos, durante todo o dia, para crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos

[update] Crédito da foto: A-POC (tecido jeans) – Cary Wolinsky

Yoga com as crianças

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 15/04/2008

Ontem no Desabafo de Mãe um texto meu contando da experiência com yoga aqui em casa foi minha volta aos desabafos culturais, aqueles nos quais contamos a experiência dos filhos ao consumir cultura. Tem um mundão de textos meus sobre livros lá, outro dia a Simone é que me chamou atenção sobre o volume, mas não dá para imaginar quantos ainda tenho para escrever, porque os meninos adoram ler. Enzo lê tanto que estou deixando para ele mesmo fazer resenhas no seu blog, porque não dou mais conta. Mas este livro em especial foi muito querido, por ser de uma editora que adoramos – a Cosacnaify – e por ser um convite ao movimento e à interação.

Yoga para crianças?
Hoje o yoga é relativamente popular e muita gente tem certa noção de que a prática é meditativa e faz o corpo ficar muito flexível. É isso – e muito mais. Apesar de não ser mais praticamente, fiz hatha yoga na adolescência e a experiência foi excelente para mim e minha irmã. Fomos abençoadas, é verdade, porque a academia era muito boa e a instrutora tinha formação superior em Fisioterapia. E a profundidade da filosofia do yoga sempre me fez pensar nela como uma atividade para adultos, aliás, em certa época até pensei que era uma “coisa culta”.
Foi com esta lembrança (e ainda com estes resquícios de preconceito) que decidi testar a série de ássanas (as posturas) propostas por Katia Canton no livro Yoga para crianças, da editora Cosacnaify. Autora de várias obras de arte-educação – ela é PhD em Artes Interdisplinares pela Universidade de Nova York, professora da USP e curadora do Museu de Arte Contemporânea (MAC) – Kátia trouxe para este livro uma beleza e leveza surpreendentes. O projeto gráfico, de Luciana Facchini e as fotos de Tadeu Jungle têm a leveza do texto e trazem um jeito divertido de mostrar para as crianças esta arte milenar.
Continue lendo lá no Desabafo as reações dos meninos e nossas dicas para praticar em casa!

P.S. Alessandro Martins, jornalista e blogueiro dos melhores, me surpreendeu há poucos dias contanto que tem formação superior em yoga (explico, Ale se formou comigo em jornalismo e eu nunca o imaginei fazendo yoga). Ele montou um blog novo chamado Eu Pratico Yôga e contou que é praticante de SwáSthya Yôga desde 2001 e entre 2003 e 2005 fez o curso de terceiro grau Seqüencial em Yôga na Universidade Estadual de Ponta Grossa, PR. Não se tornou instrutor, mas certamente é um defensor da prática. O blog é muito bonito e tem ótimas dicas. Outra dica legal é um DVD Yoga que a Fernanda Lima lançou sobre outra modalidade, a Astanga Vinyasa Yoga, segundo ela mais exigente e que ela conta que praticava com pique de aeróbica logo que começou. Na entrevista que ela deu ao Alternativa Saúde, no GNT, me diverti com suas histórias sobre a adaptação ao yoga e com a Ingrid Guimarães tentando fazer uma aula na academia dela!

Duas perguntas…

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 15/04/2008

… acabaram sendo o final do meu texto e do Max Reinert no Nossa Via.

Em A vida que eu quero pra mim! Max comentou séries de TV (no caso Brothers and Sisters) e exibições de violência gratuita, tudo serve como disparador para perguntas que se resumem em saber O que você quer para sua vida?

E eu soube que Curitiba lançou wi-fi gratuita no seu principal parque (Barigui), no Mercado Municipal e na Praça Rui Barbosa (terminal de ônibus urbano no centro da cidade). Ainda vejo o Brasil como um país que precisa de mais educação para usar com naturalidade e segurança o computador assim, em praça pública. Por isso lancei a pergunta: você tiraria o computador da mochila e ficaria tranqüilo navegando num lugar assim? Você usaria wi-fi num parque no Brasil?