Archive for March 8th, 2008

Blogar é bom para a vida social

midia social, twitter March 8th, 2008

597620_46603542.jpgDica da Cynara, do Mundo Tecno, via twitter ontem:

Um estudo da Universidade de Tecnologia de Swinburne, em Melbourne, Austrália, descobriu que pessoas que mantêm diários virtuais, ou blogs, tendem a ser mais equilibradas e têm vidas sociais mais saudáveis e felizes. As redes sociais online, como orkut, por exemplo, também afetam o equilíbrio psicológico de seus usuários de maneira positiva, fazendo com que se sintam menos ansiosos, deprimidos e estressados. (leia mais aqui)

Mas eu e você que me lê não precisávamos deste estudo para confirmar isto, né?

Hoje descobri o blog Social Media, da pesquisadora Raquel Recuero, professora da ECOS/UCPel. Segundo conta, “suas áreas de interesse são redes sociais e comunidades virtuais na Internet, fluxos de informação e capital social no ciberespaço e jornalismo digital”. Se for também objeto de seu interesse, passa lá. Nesta linha de pesquisa e trabalho, aconteceu ontem no Gafanhoto, em São Paulo, o Newscamp. Na última chamada do encontro, que se propunha a discutir mídia social e jornalismo, Ceila perguntava Falou do NewsCamp no seu blog? Eu teria promovido… se tivesse ficado sabendo! Parece mentira, mas não soube, apesar de ter teclado com ela nesta semana ela não tocou no assunto e, pena, passou. Google reader, twitter e gtal/msn não foram suficientes…

P.S. Há alguns meses eu respondi a uma pesquisa do Marcio Tristão para o mestrado dele, que tinha relação com blogs. Já notaram como a mídia social consegue trazer as pessoas mais improváveis para sua vida? Outro carioca que “conheci” num estudo foi o David Mendes, cineasta que pesquisava a colônia nipo-brasileira para fazer um filme sobre a Shindo Renmei. Graças a orkut, skype, linkedin e twitter, estamos aí, ainda em contato. E ainda tem gente que reclama das redes sociais online!… suicídio orkuticidio é querer ter network profissional e pessoal sem elas!

Pela valorização da mulher brasileira

mulher March 8th, 2008


O dia internacional da mulher tem um significado diferente em 2008 porque vamos discutir a imagem da mulher brasileira, numa blogagem proposta pela Elysandra Figueredo e Meire Gomide. Vou entrevistar ambas sobre o resultado da blogagem e postarei na próxima semana.

Acredito que há muita história – de preconceito, por certo – para explicar o porquê de uma defesa tão exaltada pela mudança de paradigma na imagem que se passa sobre a mulher brasileira no País e, em especial, no exterior.

Entendo a indignação que as move, pois, quando morei no Japão, eu também tive momentos desagradáveis, como contei no Movimento Dekassegui. “Nunca fui festeira no carnaval, mas passei a ter uma certa raiva quando morei no Japão. Um caminhoneiro, senhor geralmente muito educado e que almoçava no mesmo lugar que eu e umas colegas (umas senhoras, obasans mesmo) brasileiras e japonesas, viu as cenas dos desfiles do Rio na TV a cabo e no dia seguinte ficou nos perguntando se a gente também pulava carnaval sem roupa. Claro que subiu o sangue, achei que ia virar samurai!


Esta é só uma das piadinhas sem graça que as mulheres ouvem quando contam que são brasileiras. O triste é saber que o estereótipo é vendido por nós mesmos, ao alimentarmos esta indústria cultural de massa (parece discurso de faculdade de comunicação, mas é a verdade) e sucumbirmos ao padrão de beleza sem questionar, seguindo a manada, sem pensar ou avaliar os caminhos à nossa frente. Mas igualmente considero que nos tornarmos escravas das lutas e da dureza do feminismo não é o caminho certo, por isso faço coro à antipatia que Lunna Guedes conta que sente pela data.

Gostaria que, como escreveu ontem Gabriel Tonobohn – em A favor da mulher feminina – pudéssemos encontrar um caminho do meio e juntar a capacidade produtiva e lutadora das mulheres à natural delicadeza que existe em todo ser humano e costuma ser mais enaltecida nas pessoas do sexo feminino. Para isto, devemos começar a permitir aos homens um outro papel também, maior do que o de mero apreciador de caras e bundas. E esta mudança começa por nós mesmas, como sempre, na nossa ação como mães, mulheres, profissionais, colegas, no velho trabalho de formiguinha. ;)

P.S. Confirmem a sua participação, no “Amigos da Blogosfera”, no “Universo Desconexo” ou no “Pensieri e Parole”.

[update] Para não me entender errado, leia também:


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