Quero uma praia…
Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 04/03/2008 
Calor de matar nesta cidade. Não é só aqui, eu sei. O twitter está cheio de mensagens reclamando do calor, mas o fato é que está pesado voltar a trabalhar depois do almoço.
Meus filhos de roupinha fresquinha no almoço (devidamente liberados depois da aula) e as compras de roupas de calor que fiz hoje cedo com meu marido – que viaja (a trabalho, claro!) para Belém nesta semana – me deram uma vontade de praia… aí lembrei do BlogCamp-ES, sobre o qual li outro dia no Bommbust. Meu doce “marido de blogueira” tinha me oferecido a viagem de presente outro dia, quando comentei do evento, e eu já ia me inscrever quando vejo a data: 22 e 23/03! Pôxa, quem faz um encontro destes no feriado de Páscoa? Terei que deixar os planos de praia, a estréia em blogcamps e as microférias (merecidas e necessárias) para outra ocasião! :S
P.S. Sobre as compras masculinas: tenho a sorte de morar pertinho de uma fábrica de camisas e roupas masculinas, a Tutti Tanto. Deixo aqui a dica: abrem às 8h da manhã (mas fecham as 18h), têm uma variedade igual a de Camisódromos do Brás e vendem com preço de atacado quando se compra mais de 6 peças. O preço cai pelo menos 20% e com certeza fica 40% mais barato do que no shopping.
Sonhos (Yume) de Hinamatsuri
Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 04/03/2008
Uma das primeiras imagens que tive do Japão foi do kimonô e de bonecas vestidas com toda formalidade. Adorava uma em especial, que minha mãe (apaixonada pela cultura japonesa) comprou na loja Tokyo, em Ponta Grossa, minha cidade natal. Era esguia, com a pele muito branca, um belo coque no alto da cabeça, postura altiva mesmo com um bebê (uma outra bonequinha também vestida de kimonô) preso às costas, à moda oriental. Reinava linda, maravilhosa, poderosa e inacessível no alto da “arca oratório” da sala de jantar. Enfim, um dia convencemos minha mãe de tirá-la de lá e acabamos desmanchando a seda com a qual era feita sua roupa, seu rosto, seu cabelo. Mas a imagem daquela mulher povoou sempre meu inconsciente.
Eis que um dia eu vejo no filme Sonhos (Yume) de Akira Kurosawa uma homenagem àquele modelo de boneca. Não era o mesmo, mas para mim, soou igual. Kurosawa relembrava nesta obra de vários sonhos que teve e neles estão retratos do imaginário japonês. Dois me remeteram imediatamente à minha Batian, às suas histórias cantadas em japonês (só depois traduzidas, muito resumidamente, para o português), e a tudo que minha infância teve de nipônico. O casamento da raposa (Kitsune) é um dos mais belos em fotografia. Batian falava que em dia de chuva e sol (não era casamento de espanhol), a raposa se casava e como não gostava que ninguém a vigiasse, trazia a chuva para espantar os bisbilhoteiros, mas deixava o sol para iluminar sua festa e a grandiosidade de seu cortejo. A imagem, que sempre foi linda da minha imaginação, é maravilhosa no filme!
O outro sonho infantil que Kurosawa conseguiu materializar foi o das bonecas do Hinamatsuri ganhando vida. Hinamatsuri é o festival das bonecas ou dia das meninas no Japão e é comemorado no dia 03 de março. A tradição, vinda da China mas há muito incorporada pelos japoneses, diz que a má-sorte pode ser passada para as bonecas neste dia e as pessoas podem se desfazer delas jogando-as no rio. Agora isto é traduzido em cuidados com as bonecas, caso contrário elas podem se vingar dos donos. A idéia é tão arraigada em mim que, confesso, por toda minha infância eu tive as bonecas mais arrumadinhas e limpinhas da região, mesmo brincando muito com elas. E nunca consegui pegar no sono sem antes coloca-las todas deitadas… risos. Como sempre tive insônia (fui uma criança bem notívaga), eu achava que não dormia porque elas estavam desconfortáveis… (gargalhadas!).
Ontem tive um dia tão cheio de trabalho e um começo de noite de atropelos que não pude postar, mas hoje eu o fiz no meu blog dekassegui, relembrando meu primeiro dia das bonecas lá no Japão, há dez anos, e deixando links para os posts de quem está lá neste ano.
P.S. As imagens são pinturas do próprio Kurosawa da época da pré-produção do filme. Nele há outras histórias (fora Um raio de sol através da chuva – do casamento da raposa- e O jardim das pessegueiras – das bonecas do hinamatsuri) que merecem destaque: A tempestade – no qual alpinistas encontram-se com Yuki-onna, uma espécie de sereia da neve da mitologia japonesa – O Túnel – um dos três pesadelos retratados no filme, conta o drama de um oficial do exército – Corvos - belíssimo, com imagens de quadros de Vincent Van Gogh em ação – Monte Fuji em vermelho – outro pesadelo, desta vez um pesadelo nuclear – O demônio que chora – ultimo pesadelo, com uma recontagem pós-apocalíptica de uma clássica fábula budista de mesmo nome – O vilarejo dos moinhos.
Migração e backup
Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 04/03/2008
Tenho feito ouvidos moucos aos e-mails dos amigos que reclamam da minha ausência… O fato é que sigo me ajustando à rotina do novo trabalho, em meio a muito aprendizado sobre widgets e afins, alguns acertinhos que me animam, outros erros (que dão vontade de arrancar os cabelos). Acima de tudo, estar numa rede (com coworkers) me fez relembrar uma coisa bárbara: não posso escrever sobre midia social e a importância de coworking e ficar desesperada com o que é só material (recuperável ou irrecuperável, mas enfim, uma coisa material) se eu tenho PESSOAS à minha volta que valem mais do que isto. Esta é uma coisa boa de se lembrar e dois novos amigos me ajudaram ontem a reviver a idéia. Obrigado Gabriel e Helton.
Agora respondendo oficialmente ao comentário, continuo reorganizando a reformulação e migração do blog, mas “casa de ferreiro, espeto de pau”, porque ajudo outros comnpartilhando o pouco que sei, mas os meus blogs estão ficando sem as melhorias necessárias. Em meio à formatação lá e aqui eu lembrei ontem de comentar uma coisa fundamental: façam backup dos arquivos do blog. Eu sempre faço nos meus, é hábito antigo. Tem uma modalidade em que se salva tudo, post, links, comentários, tudinho e em segundos, tanto no wordpress (no administrativo é só ir para aba gerenciar, exportar) quanto no blogger (tenho que olhar lá, já esqueci de algumas coisas do blogger). Vou até olhar no Quero ter um blog! se tem dicas para o backup e farei post aqui depois. ![]()
Do novo trabalho, o que dizer? As primeiras reuniões, com executivos e autores, foram ótimas, reforçando o desejo de que o Nossa Via seja um canal de troca entre leitor e autor e que neste ponto esteja o diferencial dele e dos sites. E ontem o Nossa Via levou, oficialmente, sua ação como mídia social para dentro do portal Pop. Escrevi sobre esta migração meio denorex (parece, mas não é, porque não mudamos de endereço, só entramos na rede) lá ontem e comentei como estou vendo o site neste momento. O momento é este, podem crer. Vamos ver que mudanças acontecerão na blogosfera – ops, na mídia social neste ano.
“Vejo o Nossa Via como uma mídia social que oferece temas e asssuntos diversos, opinativos e inteligentes, com um conteúdo “de revista semanal ou o jornal de domingo”. [Como blog] Somos diferentes destes dois porque temos um elemento unitivo ainda inexistente ou inexplorado na mídia tradicional: a troca entre leitor e autor, o crescimento e desenvolvimento integrado. “ Caixa de Pandora, ontem no Nossa Via. Leia o texto aqui.