Mulheres
A Vida Como A Vida Quer February 27th, 2008
Hoje recebi aviso ou convite para três eventos relativos ao Dia da Mulher e faço questão de divulgar:
- Lunna convida para a postagem “Eu gosto de ser mulher” no dia 01/03.
- Meire e Lys estão promovendo uma Pela Valorizaçao da Mulher Brasileira no dia 08 de março.
- No dia da mulher acontece também a 1ª Jornada Internacional de Mulheres Escritoras e o lançamento do livro Talento Brasileiro em Prosa e Verso. A promoção é da Rebra (Rede de Escritoras Brasileiras) e quem me convidou foi a Vivi, uma querida amiga de infância, que é um dos talentos descobertos pela entidade.
1ª Jornada Internacional de Mulheres Escritoras
Encontro para o intercâmbio de experiências entre mulheres escritoras do Brasil e do mundo. Por meio de palestras, debates, bate-papos e apresentações musicais, a Jornada proporcionará o diálogo entre as escritores e a comunidade riopretense sobre temas relacionados ao universo literário feminino. De 07 a 09/03, de sexta a domingo.
Revivendo o francês
redes sociais February 27th, 2008
As brincadeiras de teclar em francês às vezes no chat me fizeram pensar em tentar o curso do idioma no Livemocha, site de relacionamentos sobre o qual já postei aqui. Nem acredito que na época da faculdade eu era tão fluente em francês e escrevia com tanta facilidade, hoje, se ainda consigo ler meio mal (pelo menos isto), escrever é uma tortura… esqueço onde colocar os acentos e os verbos, hoje não lembrava da conjugaison d’avoir!
Enfm, o tal Livemocha é bom. E nele é possível teclar – claro, com as precauções de sempre na web que é wild mesmo – com outros aprendizes do idioma escolhido.
A Kaká e a Simone já me adicionaram lá. E você?
P.S. A imagem da sacola (fofa) achei neste site.
Divinização do leite materno
mãe com filhos, saude February 27th, 2008
Acho que todo mundo sabe que eu sou uma entusiasta do aleitamento materno. O que nem todo mundo sabe é que sou com ressalvas. Por que? Bem, eu tive uma experiência maravilhosa amamentando meus filhos por um bom tempo – 1 ano e 9 meses o mais velho, 1 ano e 4 meses o caçula – mas na mesma época vi outras mães e bebês próximos a nós não viverem da mesma forma. E notei que estas mulheres, maravilhosas à sua maneira, se sentiam frustradas, inferiores, menos capazes até de amar porque não alcançavam esta “glória”. Neste sentido eu me considero uma militante do aleitamento materno (especialmente o exclusivo, até os 6 meses, como eu fiz) mas sou totalmente contra a divinização do leite materno.
Sábado eu estava no salão de beleza e tive uma conversa muito interessante e esclarecedora com uma médica obstetra, Viviane Vargas. As mulheres atuais são assim: uma fazendo pedicure, outra se arrumando para uma festa e dá-lhe conversa séria no salão. Rolou praticamente uma entrevista e o papo foi tão bom que já deixei uma ping pong combinada com ela. Breve eu posto aqui. Mas, por enquanto, deixo-os com alguns detalhes da conversa: Viviane trabalha na maior maternidade do estado de São Paulo, a Casa Maternal Leonor Mendes de Barros e me contava de uma pesquisa (pedi a pesquisa, leio e discutiremos os números aqui depois) feita com as mães de lá. Uma minoria estava em condições de amamentar. A grande maioria, segundo ela (que é mãe de um bebê fofucho de 3 meses), têm dificuldades com o aleitamento e uma boa parte não tem condições físicas de amamentar, porque tem o bico do seio ou o ducto lácteo inadequado, porque não se alimenta bem para produzir leite bom (aquele papo do “leite fraco” pode ser verdade em alguns casos) ou não tem boas condições de vida. Viviane me fez pensar na realidade das pobres moças a quem eu orgulhosamente afirmo que estimulei a aleitar no peito quando era voluntária de um programa em Curitiba (perto de minha residência tinha uma favela e o posto de saúde atendia a elas no projeto “mãe curitibana“). Morando sem conforto algum, “em casebres insalubres, trabalhando demais (em casa, fora de casa ou em ambos), com outros filhos para criar e com um marido que é mais um filho, porque se nega a ajudar porque paga as contas e é homem”. Realmente, as condições são tão diversas das minhas que tive que me calar e admitir que estava militando no caminho errado.
Amamentar é ótimo (eu recomendo), mas não devemos divinizar este ato, porque algumas mães simplesmente não conseguem aleitar e se sentem muito frustradas desnecessariamente.
A maioria das mulheres não está preocupada em amamentar?
Maria – Muitas não estão. Amamentar não é um detalhe, é para a mãe que merece. É importante e simplifica a vida. Vejo muitas mulheres com preocupações estéticas, se o peito vai cair, se vai ficar alguma cicatriz se o peito rachar. Aí o leite não vem. Amamento há nove anos seguidos. Só desmamo um quando engravido do outro. Minha caçula, de 2 anos, ainda mama. Existe a realidade de cada um, mas é preciso elevar a consciência sobre o que fazemos. Há mulheres que passam nove meses no shopping, comprando roupinhas, aí depois marcam a cesárea e pronto. Acabou o processo. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto.








