Dados sobre a pedofilia
Postado em Comportamento no dia 14/02/2008Participei também da blogagem coletiva Contra pedofilia, em defesa da inocência no Meu Clipping, escrevendo de forma menos pessoal, com dados sobre a pedofilia clínica, tratamentos, números no Brasil, o alcance da legislação brasileira e uma lista com alguns artigos acadêmicos sobre o tema. O post de lá está aqui e o primeiro aqui.
Indico igualmente a leitura da matéria Justiceiros virtuais – No mundo sem lei da internet, uma geração de hackers combate o racismo e a pedofilia, de Gisela Anauate e Ana Aranha.
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[update] Posts que li sobre o tema hoje: Acqua, Colorida Vida, 30 & Alguns, Blogdex, Le Jardin Éphémere, Mãe e muito mais, Meu mundo e nada mais, Flainando na web, Tania Defensora (ela tem feito várias postagens sobre o tema, vale conferir tudo), Desabafo de Mãe, Lino Resende, Identidade própria, O futuro do presente, Pensieri e Parole, Letícia Coelho,
Contra pedofilia, em defesa da inocência
Postado em Comportamento no dia 14/02/2008
Hoje é dia de blogagem coletiva sobre um tema árduo: Contra pedofilia, em defesa da inocência.
Luma Rosa convidou e eu, como outros amigos que já conferi hoje, não posso me omitir sobre este tema. Mas, confesso, não é algo que eu gostaria de fazer. Na verdade, a vontade que temos ao nos deparar com este tema é “dar as costas” ou “varrer para debaixo do tapete”, o que explica de certa forma a falta de atitude da sociedade e das famílias, que, infelizmente, propicia o surgimento de novas vítimas.
Ontem à noite eu teclava com uma amiga blogueira e comentávamos sobre a dificuldade em planejar o escrito para hoje. Eu não planejo nada, escrevo sempre sob o impulso da inspiração, mas ela planeja os temas e datas para seus escritos. Apesar das diferenças de modus operandi, nós duas partilhamos, curiosamente, o hábito de assistir ao seriado Law & Order SUV e frequentemente conversamos sobre os temas, talvez por passarem tão longe de nossas vidas.
Já falei sobre este programa no post Castração Química, é de vitimas de crimes sexuais, passa no canal Universal Channel. Aprendi muito sobre a pedofilia lá: não deixo fotos dos meus filhos em boa resolução na web, não deixo rastros para nos acharem na internet (sobrenomes – é, eu uso aqui o de solteira! – bairro, nome da escola, etc), e evito que meus filhos usem a internet sozinhos. Já instalei nos computadores o controle para pais, sobre o qual escrevi no post E-mail das crianças e sempre estou atenta e divulgando o que vejo sobre o tema, como o trabalho de Jada Pinkett Smith, que trabalha com crianças exploradas e no ano passado lançou um livro ( disponível para download em pdf) para orientar nossos filhos, The Great Tomato Adventure – a story about smart safety choices, que orienta as crianças sobre o mundo que as cerca. Faz parte da campanha de segurança infantil chamada “The power of parents” (O poder dos pais), lançada em 2006 pelo Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas.
Como mãe tenho várias preocupações, por exemplo, sempre vou conferir quem são os professores, peço informações (fui na academia que o professor de judô dava aulas para perguntar sobre ele para o sensei) e já tirei meu filho muito pequeno da natação porque achei que era “estranho” ter adultos manipulando o corpinho dele na piscina, a muitos metros de onde eu observava e, pior, com minha conivência e anuência. Como mãe eu indiretamente aprovo – ou não – a intimidade física do meu filho com outra pessoa quando falo para fazer aquela aula, que é bom para saúde, etc. Ao ver o caso da nadadora Joana Maranhão, me senti menos exagerada.
Mas será que devemos ser cada dia mais exagerados ou devemos arregaçar as mangas e ajudar as pessoas a passarem menos por este sofrimento. Os casos são familiares e, infelizmente, pesquisas comprovam que muitos pedófilos são crianças que foram vítimas na infância. Mas sempre há como reduzir isto com nossas ações. Na faculdade eu era voluntária do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua em Curitiba e entrevistei um grupo de crianças vítimas de prostituição infantil na tríplice fronteira, região de Foz do Iguaçu. O resultado foi uma matéria muito boa, que me rendeu um convite para emprego e passou a me tirar o sono e deixar atenta para este tipo de crime silencioso e tão comum. Devemos proteger nossos filhos em casa, mas igualmente devemos agir como cidadãos, usando os espaços e as armas que temos para reduzir o impacto social (e o efeito dominó que a pedofilia traz) pensando que nós e nossos descendentes só estaremos protegidos e felizes num mundo livre destas atrocidades. Não adianta só criarmos uma redoma para evitar a violência em nossa vida, precisamos trabalhar para não precisemos nos deparar com ela de forma cada dia mais descarada e descontrolada.
(continuo daqui a pouco)
Indico:
- A leitura de uma matéria da Época de 04/01/2008 que fala sobre a importância de ouvirmos as vítimas. Em defesa das crianças: Uma nova forma de tomar depoimentos de menores vítimas de violência sexual pode virar lei. Onde a técnica é aplicada, há seis vezes mais condenações de criminosos.
Divulgue também: Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos
P.S. Segundo o Dicionário Aurélio a pedofilia (também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade) é a perversão sexual, considerado criminoso e combatido na maioria das sociedades, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto está dirigida primariamente para crianças pré-púberes ou não. A palavra pedofilia vem do grego ?????????? < ???? (que significa “criança”) e ????? ( ‘amizade’; ‘afinidade’; ‘amor’, ‘afeição’, ‘atração’; ‘atração ou afinidade patológica por’; ‘tendência patológica’).
O Meu cardápio
Postado em Twitter no dia 14/02/2008Vi no @comunicadores um link para o que eles chamaram de orkut gastronômico, o site O Meu Cardápio. Bom, é e não é mais um orkut. Entendi que é um local para trocarmos informações gastronômicas e não especificamente fazer amizades. Se bem que, num local assim, o virtual deve terminar numa mesa de boteco, né? (gargalhadas e explicação: boteco pode ser bar família aqui em Sampa, como um dos que já indiquei lá no meu perfil)
Interessante porque as mídias sociais e o projeto deles têm sido alvo de estudos, aliás, como está acontecendo na web de modo geral. Fiz minha inscrição e ainda não testei, mas já percebi que é afinado com web 2.0, com blog e rss de cada perfil! Quer saber minhas indicações? Assine meu rss aqui e veja o perfil aqui. Ontem alguns dos envolvidos já me adicionaram e trocamos mensagens e vi dica de um lugar onde íamos muito na av. Liberdade -e não é de comida japonesa, é reduto de engravatados porque fica perto do Fórum João Mendes.
Quando as meninas do Comidinhas! fizerem o perfil delas, vou assinar… e assim por diante, porque boteco e restaurante bom é aquele que indicam. E você, onde estão as suas dicas gastronômicas?