Arquivo: February 13th, 2008

Paisagem de Meninos

Postado em Comportamento no dia 13/02/2008

potydes5.jpgO Centro Cultural São Paulo apresenta também filmes brasileiros de 12 a 17/02, no projeto Reconhecendo o Brasil: sua terra, sua gente e sua cultura. Vi que Paisagem de Meninos, um dos filmes que mais gosto, passou ontem. Este filme me dá dimensão da proposta, pois é um média-metragem e conta uma passagem da infância de meninos pobres na cidade paranaense da Lapa e é triste, terno e divertido. Meu amigo Diegho Kozievitch ganhou um kikito (em 2003) como o protagonista da história.

“Paisagem de Meninos”, do cineasta Fernando Severo é uma ficção cujo roteiro (uma adaptação de peça homônima) foi baseado na vida de Poty Lazzarotto. O filme retrata uma cidade do interior, nos anos 30, quando um grupo de meninos tenta superar um obstáculo que pode impedi-los de assistir, no cinema local, ao último capítulo de um seriado de aventuras. Totalmente filmado na Lapa, o “Paisagem de Meninos” foi premiado com quatro Kikitos, no Festival de Gramado, entre os quais o de Melhor Filme.

A mostra da Galeria Olídio traça um perfil da identidade brasileira nas últimas décadas através dos filmes de ficção e documentários, com obras produzidas em diversas regiões do Brasil. Estão presentes diferentes manifestações culturais dessas localidades e personalidades curiosas que habitam esses territórios. O detalhe é que os filmes são exibidos em DVD.

Serviço:

Reconhecendo o Brasil: sua terra, sua gente e sua cultura

  • Onde: Galeria Olídio
  • Endereço: Av. São João, 473 – Centro – São Paulo – SP
  • fone: 3331-8399
  • Idade recomendada: 14 anos
  • retirada de ingressos: uma hora antes de cada sessão
  • entrada franca
  • Veja lista de filmes, datas e horários aqui.

Anticinema de Yasujiro Ozu

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 13/02/2008

anticinema-de-ozu.jpgCreio que as pessoas estão começando a cansar de ouvir falar do Centenário da Imigração Japonesa. Mas eu, muito ligada ao meu lado japonês e ainda acostumada a pensar como jornalista que escreve para imprensa étnica. Como contribuição pessoal ao Centenário da Imigração Japonesa, estou fazendo um levantamento de obras publicadas em português que retratem o Japão ou a imigração japonesa no Brasil.

Encontrei alguns títulos interessantes no site da editora Cosac Naify, umas das minhas favoritas, pela qualidade indiscutível de todos os títulos. O que me chamou atenção hoje foi O anticinema de Yasujiro Ozu, um ensaio, de autoria do também diretor de cinema Kiju Yoshida (Eros + Massacre, 1969), que penetra o universo fascinante de Ozu, considerado ao mesmo tempo o mais japonês dos diretores e o de linguagem mais ocidental. Detalhes aqui.

fa_tora.jpgf_resgate-a-tora-san.jpgE por falar em cinema japonês, o Centro Cultural São Paulo, um dos meus lugares favoritos na cidade e que fica pertinho da Liberdade, promove nesta semana uma mostra de filmes de Yoji Yamada. Famoso por um personagem de série de TV que fugia completamente do padrão de sociedade japonesa da época (1969), o caixeiro-viajante Tora-san, um personagem temperamental que não tem uma vida estável aos 40 anos e por isso não consegue uma boa esposa. Como já morei no Japão posso garantir que, mesmo 30 anos depois (voltei de lá em 1999) as coisas ainda passavam por alguns conceitos antiquados no que concerne aos casamentos e família.

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Mas vamos aos filmes, listei-nos no Movimento Dekassegui, clique aqui e verá datas e horários. Como sempre nas mostras lá no CCSP, a idade recomendada é de 14 anos e a entrada é franca, porém é preciso retirar os ingressos uma hora antes de cada sessão.

Cparty: Rede de pessoas

Postado em Comportamento no dia 13/02/2008

campus-malas.jpgEscrevi comentando o Campus Party e depois pensei: apesar da mídia tradicional estar comentando e mostrando (dizem, não vi) as imagens da festa, dos robôs e outras coisas geeks, nem todo mundo que me lê vai saber do que se trata – pensando bem, nem vai se interessar.

Acompanhei este eventonos blogs e alguns amigos virtuais meus estão lá nestes dias. Confesso que, exceto pelo fato eu ser uma mãe-geek, do meu filho amar robótica e ter alguns amigos que eu penso em talvez conhecer pessoalmente lá, a idéia de ir lá e enfrentar a fila que esta foto ao lado mostra não me animou não! Mas como é na Bienal e vamos quase todo domingo no Ibirapuera, quem sabe?

O Estadão, em matéria de capa, chamou o evento de Campus Party: o festival dos plugados. A matéria é de Paulo Liebert. (Aliás, a foto é de lá, espero que não reclamem) Mas nada ganha da chamada: Fanáticos por computador fazem fila no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera para a Campus Party

Na verdade, não surpreende que o evento aqui tenha esta conotação. Li na Época sábado um entrevista com Paco Ragageles, o criador o evento que acontece desde 1997 na Espanha e pela primeira vez sai do país de origem. Sim, o Brasil é o primeiro. Os motivos para esta escolha? Os organizadores justificam com dados: a adesão dos brasileiros à internet, já que lideramos os rankings internacionais de tempo de navegação e uso de sites de relacionamento, como Orkut e MSN. Eles admitiram também que o interesse da Telefônica no Brasil pesou (a empresa é patrocinadora do evento).

Alguns detalhes da entrevista dele me chamaram atenção:

Espero que as pessoas deixem de ver apenas o lado negativo da internet – como a pedofilia, as fraudes – para ver que, através dela, uma pessoa que está na Amazônia pode ter acesso a muitas informações importantes para sua formação. A informação é fundamental para todos, para o ócio e para a profissão.

 

É como uma universidade da internet que dura uma semana. Não é uma feira, é a festa dos protagonistas da internet. Não é um evento das empresas ou das universidades, mas dos usuários. Eles trazem seus próprios projetos e trocam muitas idéias.
Nós costumamos dizer que a internet é uma rede de pessoas, e não de computadores. Pedimos que as pessoas tragam seus computadores – e não que os computadores “tragam” as pessoas. O fundamental é o valor humano. As pessoas precisam se conhecer, e a Campus Party é o momento do carnaval dessas pessoas.

P. S. Segundo wikipedia, “geek é uma palavra de origem inglesa que, no jargão da subcultura de computação e Internet, designa o estereótipo do indivíduo com habilidade e interesse em tecnologia, novas mídias e programação, acima do normal.” Eu sou uma mãe-geek, sem dúvida!

Picnik e Picasa

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 13/02/2008

Estou acompanhando, virtualmente, o Campus Party e o Twitbin  está me mantendo informada. O Webeduca tem uma proposta interessante:

Produzido durante a Campus Party 2008, este blog foi criado para ajudar os professores do projeto Escola Conectada a aperfeiçoar sua prática educativa em Blogs.

Lá descobri algumas coisas interessantes e testei uma das utilidades indicadas: além do Picasa, que eu uso há anos para organizar minhas fotos (e fazer as montagens que uso aqui), eles indicam o Picnik, que funciona online, direto do site, para quando a gente não tem um programa para editar imagens. A interface em português faz o programa ficar ainda mais simpático. ;) Aproveitei e fiz este teste com uma foto do amanhecer aqui em casa:

amores-acordando.jpg