Archive for January, 2008

Paulistanices

A Vida Como A Vida Quer January 25th, 2008

bolo-do-bixiga2.jpg

Considero-me um pouco paulistana já, o que é estranho, pois demorei anos para me sentir curitibana.

(não sou de lá, nasci em Ponta Grossa e passei a infância morando em várias cidades do interior do Paraná, indo para a capital só aos 13 anos.)

Mas aqui, repetindo o que aconteceu com tantos povos nestes 454 anos, consigo me sentir em casa. Hebe Camargo dizia numa entrevista na Vejinha (Hebe e Vejinha são tão paulistanas!) que até se emociona quando volta de viagem e vê esta confusão de prédios daqui… eu já sinto isto, tudo, mesmo a feiura caótica daqui me faz sentir que chego em casa.

Mas algumas coisas feias daqui são incompreensíves para mim. Li a notícia da confusão do tradicional bolo do Bixiga e as imagens daquela gente atacando um bolo que fica exposto na rua (ugh!) seriam parte do meu inferno pessoal. Vi um filme em que cada um mostrava sua visão do inferno (para um dos caras era música country, por exemplo) e uma das minhas imagens seria esta turba enfurecida atacando um bolo e destruindo-o em segundos!

No entanto, é tudo São Paulo e continuamos aqui, amando esta cidade. Gostei muito das definições e comentários de W. Olivetto sobre a cidade e indico a leitura do texto integral na Vejinha.

“São Paulo é sempre surpreendente. Um grupo de meia dúzia de paulistanos significa um italiano, um japonês, um baiano, um chinês, um curitibano e um alemão.”
Washinton Olivetto, publicitário, em texto sobre o aniversário de São Paulo (São Paulo, gente boa – Somos um somatório de qualidades e defeitos, alegrias e tristezas, festejos e tragédias)

Febre amarela

política, saude January 25th, 2008

Soube no Luz de Luma que os Amigos da Blogosfera fizeram a proposta da blogagem coletiva sobre a Febre Amarela. Sabem, não sou afeita à área biológica e não me sinto apta a escrever sobre o tema. Mas ele me preocupa, pelo que significa em termos de descaso com a saúde pública (e a população), com o que pode significar se fizer uma “dobradinha” com a dengue e, de forma mais egoísta, com os riscos que corre meu marido, que viaja para o Mato Grosso e outras paragens distantes para pescar.

Por conta das viagens, lembrei de um aviso que recebi de uma agência de viagem sobre a febre amarela e repasso:

A vacinação contra febre amarela, além de evitar esta grave doença, tem sido uma exigência para os viajantes que se deslocam para áreas infectadas. Uma pessoa somente estará imunizada contra febre amarela, se vacinada no prazo mínimo de 10 dias antes da viagem, no caso de primeira vacinação. Pessoas já vacinadas precisam apenas de um reforço e a imunidade é considerada imediata.
A vacina contra febre amarela é recomendada a todos os viajantes que pretendam visitar os seguintes estados brasileiros: Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

P.S. Li em uma notícia sobre a confirmação da décima vítima fatal por febre amarela uma animação que explica as formas de contágio, características e áreas de risco. Veja aqui.

[update] Os Amigos da Blogosfera, em agradecimento à participação na Blogagem Coletiva Sobre a Febre Amarela, listaram os participantes: Luma,OtherSide,Blog do Becher, Samantha Shiraishi, A melhor novela de todos os tempos do último verão, Leio o mundo assim…, Blogadão, Crazy Seawolf, 30eAlguns, Desabafos de Mãe – O blog, Crediario, UndBlog, Trivial – Blogue do Sérgio Grigoletto, Folha de Seu Paulo, Este ou aquele?, Puta Nhaca, Ajudando Natureza, Cláudia Pit, Blog Gdaro,Oscar-vg, Aprenda e Faça, Releitura

Filmes retratam São Paulo

from posterous January 24th, 2008

bem-vindo-a-sao-paulo.jpgFalei sobre o Signo da Cidade, mas outros filmes retratam São Paulo e serão apresentados na sexta-feira, 25/01, numa programação especial de cinema em comemoração aos 454 anos da cidade de São Paulo no Centro Cultural São Paulo.

  • 16h
    Uma outra cidade
    (2001, cor, 58min – suporte DVD)
    direção: Ugo Giorgetti
    Reevocação da São Paulo do fim dos anos 1950 e começo dos anos 1960, a partir de depoimentos de jovens poetas da época: Jorge Mautner, Roberto Piva e Claudio Willer e outros.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=d4wNsaYKBBA]

  • 18h
    Bem-vindo a São Paulo
    (Brasil, cor, 100min – suporte DVD)
    direção: Leon Cakoff, Wolfgang Becker, Renata de Almeida, Maria de Medeiros, Hanna Elias, Amos Gitai, Mika Kaurismäki, Jim McBride, Phillip Noyce, Ming-Liang Tsai, Andrea Vecchiato, Caetano Veloso, Youshishige – elenco: Caetano Veloso (narrador)
    Na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo vários cineastas estrangeiros foram convidados a iniciar o projeto de um longa-metragem com diferentes visões sobre a cidade.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=1Xn9y6G2Pvk]

  • 20h
    A Via Láctea
    (Brasil, 2007, cor, 88min – suporte 35mm)
    direção: Lina Chamie – elenco: Marco Ricca, Alice Braga, Fernando Alves Pinto
    Um homem briga com sua namorada ao telefone e ela pede um tempo no relacionamento. Ele sai de carro e decide procurá-la. No caminho, pensa nas possibilidades da vida em um grande centro urbano.

Serviço:

  • Idade recomendada: 14 anos
  • retirada de ingressos: uma hora antes de cada sessão
  • Sala Lima Barreto (110 lugares) – entrada franca

Jornalismo na era digital

A Vida Como A Vida Quer January 24th, 2008

ciranda.jpgAdoro minha profissão, mas admito que até hoje vejo aquele desânimo e sinto a “solidariedade misericordiosa” das pessoas comuns quando ficam sabendo que não trabalho na televisão. O jornalismo se tornou uma atividade basicamente televisiva para a maior parte da nossa iletrada população e eu entendo, por isso não dou bola, nem defendo outros veículos, nada, simplesmente respondo onde trabalho, confirmo que nunca trabalhei na televisão e dou um jeito de por “ponto final” no tema.

Amo TV, mas é absolutamente lazer para mim… quando trabalhamos com algo, a coisa se torna tão automática que não conseguimos mais relaxar. Há anos não leio revista alguma com isenção, estou sempre com olhar crítico e o prazer se vai, por isso fico feliz que a televisão seja minha alienação assumida.

Mas não deixei de sentir certo prazer ao ler o Bruno Rodrigues exaltar a Coragem de Fátima Bernardes que assumiu numa entrevista com Marilia Gabriela que não gosta de trabalhar com internet. Isso redime “a moça aqui” que gosta de mídia impressa – de preferência só “virtualmente” impressa. E deixa um espaço, como lembrou Bruno, para toda uma geração de profissionais de mídia que podem se especializar no que gostam ao invés de fingir que “jogam nas onze”. Tudo sem um pingo de culpa e – espero – quase sem preconceito.

Mas fazer jornalismo on line é uma tarefa árdua e exigente, porque é uma metamorfose constante, um desafio diário. Tudo muda todo dia, a atualização que se exige é imensa e somos levados por uma cyberchase sem fim, com widgets, redes sociais, tags e novos modelos para tudo surgindo diariamente. Ceila escreveu sobre o tema na terça (para a primeira edição da Ciranda de Textos do André Deak) falando do jornalismo on-line e ressaltando a diferença entre jornalista que atualiza site e o que faz jornalismo online, aquele que, nas palavras dela, “reduz a distância entre o que se quer ler e o que se escreve. E quem pode falar tão bem sobre o estreitamento de relações na blogosfera do que a Ceila, que criou uma rede de mães e pais blogueiros no Desabafo de Mãe?

P.S. Lendo a Marjorie e o “esporro” da Ana dizendo que Wikipedia não é fonte”, vejo que apesar de ser redundante, precisamos falar do jornalismo – on line ou não. Imaginem a CartaCapital dar uma notícia de capa sobre Kaká e Renascer (não li a matéria, só a repercussão) sem ouvir de fato a família, só com base nas notícias. Puxa, precisamos melhorar.

Blogs no JH

midia social January 24th, 2008

Jornal Hoje, da Rede Globo, veiculou matéria sobre os blogs hoje – Diários na Rede – e por acaso assisti.
Achei bastante superficial, confesso, mas o jornal tem que ser generalista, porque é visto por donas de casa, aposentado e estudantes – imagino isto pelas pautas e o horário. No entanto, o JH poderia ter escolhido fontes melhores, mais próximas da realidade da blogosfera brasileira.
Atentem para a chamada:
“Você tem blog? A versão eletrônica dos cadernos de anotação e dos velhos diários já soma 70 milhões de páginas no mundo. Os blogueiros são atraídos pelo desejo de escrever com liberdade, e alguns viram personagens conhecidos na rede.”

Bem, eu acredito que faz tempo que o blog deixou de ser uma versão eletrônica dos cadernos de anotação que, pasmem, dizia na matéria, antigamente a gente escondia embaixo do colchão! Mas, se ajudar a explicar para as “pessoas normais” porque a gente fica tanto tempo na frente do computador, já é um começo, né?

P.S. Leiam também: Vício em tecnologia pode arruinar relacionamentos.

Livemocha

Comportamento January 23rd, 2008

Segui a dica da Lúcia e fiz o meu Livemocha agora.
(Como sempre enfatiza a Ceila, ela realmente é muito antenada e não é à toa que está envolvida na organização de tantos eventos blogosféricos…)
O site é uma rede de relacionamento em que podemos treinar ou aprender um idioma diferente. Eu escolhi inglês e francês, mas quem sabe ajudo a quem quer aprender português? É possível também fazer amigos, claro. Que tal?

Signo da Cidade

from posterous January 23rd, 2008

“Não dá para sobreviver em São Paulo sem solidariedade, sem receber ajuda e sem dar ajuda a alguém”, afirmou Bruna Lombardi no lançamento do filme Signo da Cidade, que teve pré-estréia ontem. Solidão e solidariedade na maior cidade do Brasil é o centro do roteiro que a atriz, radicada com a família nos Estados Unidos há muitos anos, escreveu para o filme no qual atua como uma astróloga que ajuda as pessoas atendendo a ouvintes de um programa de rádio. O diretor é Carlos Alberto Riccelli, marido de Bruna, que garante que veremos no filme as pessoas comuns que compõe esta cidade tão grande e populosa que nos deixa sós. A trilha sonora é de Caetano Veloso e o elenco tem atores que costumamos chamar de Globais, à exceção, talvez, do filho do casal, Kim Riccelli.
Ainda não vi o filme, mas quem viu, aprovou.

Desde que comecei a ver as chamadas o filme me chamou atenção. Por morar aqui, a realidade paulistana me atrai. Hoje em dia entendo mais este apego do paulistano ao que é seu, aquelas coisas tão daqui que se sustentam numa autofagia (como a dos filmes novaiorquinos de Woody Allen), os programas ao vivo da Record, as rádios que falam do trânsito, enfim, coisas que achava estranhas quando eu só visitava os parentes de meu marido e hoje são parte da minha rotina.O filme entra em cartaz em São Paulo dia 25 de janeiro, data de aniversário de 454 anos da cidade, sendo exibido em dez salas de cinema da capital e, como um presente aos paulistanos, o ingresso custará R$ 1,00 neste dia. Postei detalhes que recebi da assessoria do filme no Meu Clipping.
P.S. Se o assunto te interessa, leia também outros posts do aniversário aqui. E se a astrologia lhe chama atenção, leia o texto das mulheres e signos, que postei no final de 2007. Poucas não se identificaram…
[update] Saí depois de postar e na volta Francys comentou avisando que Lunna também comentou deste filme no blog dela hoje! Sintonia boa! Agora só falta a resenha que a Kaká prometeu. ;)
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