Coworking offline
Postado em Comportamento no dia 31/01/2008
Na blogosfera, ainda mais com os condomínios de blogs que se formam a cada dia, reunindo blogueiros com afinidades (temáticas, monetárias ou de caráter), o coworking é “ponto pacífico”. Até quem se acha acima dos mortais por suas milhares de pageviews por dia atualmente admite que é bom estar numa rede, ligado a outros seres humanos, numa troca humana saudável e sempre profícua para todas as partes.
Mas o coworking offline nem sempre acontece, mesmo que desejemos. Tenho tentado conhecer e trazer para minha convivência contatos com os quais sinto afinidades – no meu caso, as que importam são as de valores – e, mesmo que alguns evitem isto – e é preciso respeitar e calar diante deste limite que o outro impõe – tenho tido grandes acréscimos à minha vida. Lunna é um deles, ela e seu “amore” se tornaram amigos de toda família nesta temporada dela no Brasil. Simone e Gábi são amigos que não admitimos mais não ver quando vamos a Curitiba, assim como Manu não vem para cá sem me avisar. Breve espero conhecer Helton e Kaká, amigos de msn com quem combinei um lanchinho numa das manhãs do Campus Party.
Ontem outro amigo que já conhecemos (Gui e eu), o Wagner, escreveu sobre Coworking e relacionamentos não apenas virtuais. Chamou-me atenção os comentários e os ilustres comentaristas ao texto que fazia um apanhado das reflexões sobre esta necessidade presencial que talvez seja coisa dos “velhos” como nós, da geração que incorporou a internet nos relacionamentos já depois de adulta.
Eu estive envolvida em dois trabalhos não presenciais, uma revista do Japão (de 2001-04) e outro aqui em São Paulo entre 2006-07) e embora eles tenham me deixado ótimas lembranças e contatos, não sei se teria me mantido tanto tempo ou me portado da mesma forma se o presencial tivesse acontecido antes. Por outro lado, um pequeno gesto de simpatia que temos ao tomar um café num final de tarde com alguém pode significar uma parceria para toda vida, como também já pude vivenciar. Então, que venha o Campus Party e como consequência dele vários espaços e grupos de coworking em 2008.
25 presentes para São Paulo
Postado em TV no dia 31/01/2008Vinte e cinco personalidades oferecem presentes para a cidade. Elas sugerem atitudes pra gente viver melhor.
Falei sobre alfabetização de adultos e lembrei de uma matéria do SP TV na semana retrasada que mostrava o ator Dan Stulbach contando que faz este trabalho voluntário. Era um dos presentes que 25 personalidades contavam que ofereciam à cidade que aniversariava. O vídeo aí, é curtinho e vale a pena ver Nando Reis falando da economia de água, Ana Paula Arósio ensinando a recolher a sujeira do seu cão, Raí contando do desafio de ficar sem carro usando bicicleta, Ruy Ohtake doando livros para uma biblioteca de favela, Gustavo Borges ensinando a reciclar lixo (inclusive o óleo usado das frituras) e Maria Fernanda Cândido falando para cuidar da cidade como se fosse sua casa. (Aliás, googlando o nome dela descobri algo que me surpreendeu: formada em terapia ocupacional pela USP, paralelamente aos trabalhos como atriz, Maria Fernanda desenvolve projetos de integração de deficientes físicos e mentais. Lindo!)
Um dos meus favoritos, e dos poucos que vi a matéria inteira num dia na hora do almoço, foi do Marcos Caruso falando da gentileza. Simpático e cordial como a cidade de São Paulo sempre foi para mim!
Envelhecendo feliz
Postado em Comportamento no dia 31/01/2008
Ontem saiu mais uma edição do jornal eletrônico que Aline faz. Para quem não sabe, ela é uma entusiasta do positivismo e oferece mensagens positivas em seus blogs, editando bimensalmente um jornal que nos incita a ter uma postura de vida otimista. Na edição de janeiro e fevereiro de 2008 o tema é o envelhecimento feliz e Aline publicou uma poesia do meu sogro, que eu postei aqui no blog na data de seu aniversário de 65 anos, chamada O Umbral dos Tempos Maiores. Quem quiser conferir este e outros textos que refletem uma forma positiva de encarar a nova fase de vida que é a idade madura (e ela tende a ser longa e produtiva para as gerações que a alcançam agora) pode baixar o jornal em pdf aqui. Este texto já fez parte também da Coletânea Artesanal, da Lunna.
Uma das atitudes que meu sogro tomou ao se aposentar, em 2006, foi escolher atividades para se dedicar. Começou uma horta em casa, passou a cantar em dois corais (já gravou o CD La Piccola Città para um deles, o Coral Folclórico Italiano de Santa Felicidade) e faz aulas de natação. Mas as duas atividades que, creio eu, lhe dão maior prazer são as tardes em que conduz a neta para escola (e neste ano esta função de avô aumenta com outras duas netinhas em sua casa) e as aulas noturnas de alfabetização de adultos. Pelo que me lembro descobriu a ong que presta este serviço no bairro onde mora há 14 anos. Mas vou perguntar para ele a história inteira para contar aqui.
