Filmes retratam São Paulo
Postado em from posterous no dia 24/01/2008
Falei sobre o Signo da Cidade, mas outros filmes retratam São Paulo e serão apresentados na sexta-feira, 25/01, numa programação especial de cinema em comemoração aos 454 anos da cidade de São Paulo no Centro Cultural São Paulo.
- 16h
Uma outra cidade
(2001, cor, 58min – suporte DVD)
direção: Ugo Giorgetti
Reevocação da São Paulo do fim dos anos 1950 e começo dos anos 1960, a partir de depoimentos de jovens poetas da época: Jorge Mautner, Roberto Piva e Claudio Willer e outros.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=d4wNsaYKBBA]
- 18h
Bem-vindo a São Paulo
(Brasil, cor, 100min – suporte DVD)
direção: Leon Cakoff, Wolfgang Becker, Renata de Almeida, Maria de Medeiros, Hanna Elias, Amos Gitai, Mika Kaurismäki, Jim McBride, Phillip Noyce, Ming-Liang Tsai, Andrea Vecchiato, Caetano Veloso, Youshishige – elenco: Caetano Veloso (narrador)
Na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo vários cineastas estrangeiros foram convidados a iniciar o projeto de um longa-metragem com diferentes visões sobre a cidade.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=1Xn9y6G2Pvk]
- 20h
A Via Láctea
(Brasil, 2007, cor, 88min – suporte 35mm)
direção: Lina Chamie – elenco: Marco Ricca, Alice Braga, Fernando Alves Pinto
Um homem briga com sua namorada ao telefone e ela pede um tempo no relacionamento. Ele sai de carro e decide procurá-la. No caminho, pensa nas possibilidades da vida em um grande centro urbano.
Serviço:
- Idade recomendada: 14 anos
- retirada de ingressos: uma hora antes de cada sessão
- Sala Lima Barreto (110 lugares) – entrada franca
Jornalismo na era digital
Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 24/01/2008
Adoro minha profissão, mas admito que até hoje vejo aquele desânimo e sinto a “solidariedade misericordiosa” das pessoas comuns quando ficam sabendo que não trabalho na televisão. O jornalismo se tornou uma atividade basicamente televisiva para a maior parte da nossa iletrada população e eu entendo, por isso não dou bola, nem defendo outros veículos, nada, simplesmente respondo onde trabalho, confirmo que nunca trabalhei na televisão e dou um jeito de por “ponto final” no tema.
Amo TV, mas é absolutamente lazer para mim… quando trabalhamos com algo, a coisa se torna tão automática que não conseguimos mais relaxar. Há anos não leio revista alguma com isenção, estou sempre com olhar crítico e o prazer se vai, por isso fico feliz que a televisão seja minha alienação assumida.
Mas não deixei de sentir certo prazer ao ler o Bruno Rodrigues exaltar a Coragem de Fátima Bernardes que assumiu numa entrevista com Marilia Gabriela que não gosta de trabalhar com internet. Isso redime “a moça aqui” que gosta de mídia impressa – de preferência só “virtualmente” impressa. E deixa um espaço, como lembrou Bruno, para toda uma geração de profissionais de mídia que podem se especializar no que gostam ao invés de fingir que “jogam nas onze”. Tudo sem um pingo de culpa e – espero – quase sem preconceito.
Mas fazer jornalismo on line é uma tarefa árdua e exigente, porque é uma metamorfose constante, um desafio diário. Tudo muda todo dia, a atualização que se exige é imensa e somos levados por uma cyberchase sem fim, com widgets, redes sociais, tags e novos modelos para tudo surgindo diariamente. Ceila escreveu sobre o tema na terça (para a primeira edição da Ciranda de Textos do André Deak) falando do jornalismo on-line e ressaltando a diferença entre jornalista que atualiza site e o que faz jornalismo online, aquele que, nas palavras dela, “reduz a distância entre o que se quer ler e o que se escreve“. E quem pode falar tão bem sobre o estreitamento de relações na blogosfera do que a Ceila, que criou uma rede de mães e pais blogueiros no Desabafo de Mãe?
P.S. Lendo a Marjorie e o “esporro” da Ana dizendo que Wikipedia não é fonte”, vejo que apesar de ser redundante, precisamos falar do jornalismo – on line ou não. Imaginem a CartaCapital dar uma notícia de capa sobre Kaká e Renascer (não li a matéria, só a repercussão) sem ouvir de fato a família, só com base nas notícias. Puxa, precisamos melhorar.
Blogs no JH
Postado em midia social no dia 24/01/2008Achei bastante superficial, confesso, mas o jornal tem que ser generalista, porque é visto por donas de casa, aposentado e estudantes – imagino isto pelas pautas e o horário. No entanto, o JH poderia ter escolhido fontes melhores, mais próximas da realidade da blogosfera brasileira.
Atentem para a chamada:
“Você tem blog? A versão eletrônica dos cadernos de anotação e dos velhos diários já soma 70 milhões de páginas no mundo. Os blogueiros são atraídos pelo desejo de escrever com liberdade, e alguns viram personagens conhecidos na rede.”
Bem, eu acredito que faz tempo que o blog deixou de ser uma versão eletrônica dos cadernos de anotação que, pasmem, dizia na matéria, antigamente a gente escondia embaixo do colchão! Mas, se ajudar a explicar para as “pessoas normais” porque a gente fica tanto tempo na frente do computador, já é um começo, né?
P.S. Leiam também: Vício em tecnologia pode arruinar relacionamentos.