My back pages
Postado em Música no dia 15/12/2007Eu tinha me preparado para estar na Sétima Edição do Coletânea Artesanal hoje, com uma das minhas lembranças (era o tema proposto), mas não consegui enviar meu texto em tempo. Na verdade, contruí um texto em minha mente, mas não escrevi. A construção se deu ouvindo My Back Pages (versão The Byrds) no mp3 outro dia. Não gosto do Bob Dylan cantando, ele é um Chico Buarque para mim, pois prefiro outros interpretando as músicas dele.
Imaginem juntar música do Dylan, na versão dos Byrds, com Neil Young, Eric Clapton, George Harrison, Tom Petty, Roger McGuinn… foi num concerto em 1992, dos 30 anos de carreira dele. Detalhe: eu não gosto de ouvir versões ao vivo, o barulho me irrita no mp3, mas ver os shows é um prazer. Deixo-os a pensar e sorver o clipe abaixo enquanto lêem o coletânea.
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40 razões para não ter filhos?
Postado em Comportamento, Mãe com filhos no dia 15/12/2007Engraçado o que 24 horas fora da internet num dia comum fazem com a vida da gente. Ontem tive uma tarde agradabilíssima com uma amiga querida que terminou com pizza já na companhia do Gui. Como tinha compromisso pela manhã, fiquei um dia sem navegar, olhar e-mail, chatear, etc. Resultado: 350 e-mails me esperando hoje, várias janelas ontem no msn e gtalk que ficaram abertos aqui e uma polêmica da qual não vou fugir: o conteúdo do livro No Kids – Quarenta razões para não ter filhos (dica de @simonezelner).
A francesa Corinne Maier foi oportunista e neste momento usa a questão para se promover num país que tem problemas sérios no saldo de nascidos e aposentados. Mas a questão principal está no debate, que mostra o momento pelo qual passam as mulheres neste início de século. Já conquistamos o direito de ter menos filhos (com o advento da pílula) e agora surge o direito de não tê-los. Ponto final. Para quê distratar quem quer ter filhos ou quem não quer? Li numa resenha do site francês Evene que o livro busca desmoralizar os futuros pais ao atacar um dos tabus mais intocáveis da sociedade: a criança. Também foi o que Andréa entendeu.
E como o texto do Evene termina com“‘l’ enfer, c’est les enfants” (o inferno são as crianças) quero dizer que, como falei em maternidade, não acredito que ela ou eu iremos para o inferno. Acredito que faremos parte de uma geração que tem ousado questionar coisas como as mulheres do filme As Horas e as modernistas de 1922. Enfim, estamos em boa companhia e deixaremos uma obra e tanto para a posteridade! Precisamos mesmo de mais do que isto para valer a pena?
P.S. Maier havia causado polêmica na França em 2004 quando lançou Bom dia Preguiça, no qual ensinava como manter o emprego trabalhando o menos possível. Engraçado como eu vou na contramão das polêmicas: não o li, mas gostei de uma frase dela e até citei no meu blog na época.
