Arquivo: December 7th, 2007

Dar e receber

Postado em Mãe com filhos no dia 07/12/2007

“Aprender é descobrir aquilo que você já sabe. Fazer é demonstrar que você sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você. Vocês são todos aprendizes, fazedores e professores”

Richard Bach, no livro Ilusões

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Estou sumida, com meus pais me visitando e meu Amor acamado. Hoje foi o último dia de aulas do Enzo (sim, ele está melhor da amidalite e agradeço as mensagens gentis pela recuperação dele! :) )e amanhã os meninos seguem para Curitiba na companhia dos avós. Serão duas semanas de férias como mãe e -sinceramente- ainda não sei como vou me sair neste desafio. Webcams ligadas e a certeza de que neste mês minha conta de telefone vai subir m-u-i-t-o. São oito anos praticamente sem ficar só, vou precisar me readequar… mas eu preciso disto, Gui também e até a casa precisa porque temos que fazer uma obra no chão do banheiro e com menos moradores será mais fácil desativar um dos chuveiros da casa.

Ainda bem que minhas idéias e a vontade de transcrevê-las e desenvolvê-las aqui fervilhando. Hoje estava lendo uma revista que minha mãe trouxe e lá tinha um teste. Sei, já contei, adoro estas bobagens de testes e não tenho porque esconder aqui. Este teoricamente responderia:

Você é Yin ou Yang?
Responda o teste e descubra qual energia predomina em você

Já sabem que revista é? Bons Fluidos. Eu nunca tinha lido, não sei se compraria, mas achei uma matéria lá bem interessante e comentarei aqui. A seção é Dossiê: Dar e Receber e a matéria Uma estrada de duas mãos. Uma frase taoísta (“Se queres receber, deves primeiro dar: eis o início da inteligência”) e outra de Richard Bach (que abre este post) me levaram a uma nostalgia infantil, de livros que eu lia na segunda infância, ainda do tempo do Círculo do Livro. Para completar, vale ler 50 maneiras de se doar um pouquinho todo dia.

Gostei do apanhado sobre a origem das palavras e as sugestões para sairmos de nós ao escolhermos o que dar aos outros. Neste sentido, minha irmã caçula é uma “presenteadora” nata, poucas pessoas têm tamanho talento para se doar ao escolher presentes para os outros. Na linha do pensamento das Cinco Linguagens do Amor, ela seria a pessoa cuja linguagem é receber (dar) presentes (as outras são Qualidade de Tempo, Toque Físico, Formas de servir e Palavras e Afirmação). Além de se sentir genuinamente amada ao receber presentes, ela tem uma habilidade notável em nos dar esta sensação maravilhosa com seus mimos.

 

P.S. A resposa do meu teste explica porque as idéias fervilham e ando tão animada e produtiva (risos).

PREDOMÍNIO DE YANG

Sua personalidade, ou pelo menos a fase que está vivendo, é acentuadamente yang: ativa, dinâmica e expansiva. Você tem uma mente ágil, precisa e bastante facilidade para focalizar metas. Com o pensamento lógico e racional, sabe dar a dimensão aos fatos, equilibrando a visão do todo com atenção aos detalhes. Sente necessidade de estar sempre em movimento e costuma ser impaciente frente a pessoas com um ritmo mais lento que o seu. Neste momento, você pode estar se sentindo um furacão – em termos físicos ou emocionais. Cheio de energia para lidar com as tarefas do cotidiano e dar impulso a todos os seus projetos, também tende a querer impor sua opinião e a atropelar quem obstrua seu caminho. No corpo, o excesso de yang, a longo prazo, pode produzir tensão muscular, insônia, dores de cabeça e dificuldade para descontrair ou relaxar.

O que é ser extraordinário?

Postado em from posterous no dia 07/12/2007

[jennifer]

O que é ser extraordinário?

É sair do comum, ser diferente, especial, único em algum aspecto, é ser notável e notado. E uma das formas do ser humano ser notado é por sua beleza física, talvez porque a aparência “fale” antes das palavras. Vivemos, infelizmente, uma época em que o culto a certo padrão de beleza se tornou tão doentio que não conseguimos deixar de agir como títeres de uma indústria que, no fundo, não sabe para onde quer nos levar.

Quando morei no Japão me chamava atenção algumas diferenças no padrão de beleza. Em outros lugares (como na Índia, Egito e na China) o padrão consegue seguir mais o biotipo dos autóctones, mas posso falar de lá porque foi onde eu vivi e me vi. Ver fotos de modelos sorrindo com dentes tortíssimos (mais do que os meus, pensava incrédula) me fazia pensar no modelo que os japoneses tinham. Estar num país onde eu me sentia “dentro do padrão” foi uma experiência libertadora para mim, pois pela primeira vez as roupas me serviam, eu raramente fazia barras em calças ou usava casacos com mangas longas sobrando, o pó facial variava dentro dos tons da minha pele levemente amarelada e eu tinha uma estatura normal! Mas lá algumas colegas brasileiras passavam pelo oposto, comprando estas mesmas coisas “importadas” ou solicitando aos parentes que enviassem do Brasil ou EUA, o que faz pensar se há algum tipo de padrão para qualificar o ser humano.

Na semana passada Sueli, uma jornalista brasileira que mora atualmente no estado de Nova York, comentou sobre o padrão de beleza, citando o furor em torno das fotos da atriz Jennifer Love Hewitt de biquini. Fiquei triste quando vi o alarde em torno dela… lembro-me de como ela soava bem atuando no melancólico seriado Party of Five e cantando Ordinary Love no filme City of Angels. Como nós, Jennifer (atualmente protagonista do seriado Ghost Wisperer) não é mais adolescente e não devia ser obrigada manter para sempre o manequim “tamanho zero”. Aliás, googlei o nome dela e achei estas três fotos que ilustram o post. Na verdade, ela era magra demais! Está mais real bonita agora e, notem, que sorriso de felicidade e contentamento na tal foto tão comentada pela mídia americana. Aliás, a sociedade “estudunidense” é das mais bizarras, com tantos tipos humanos diferentes e um número tão grande de obesos, mas dura e crítica com os artistas que saem da linha que definem como correta. O seriado Ugly Betty, produzido pela atriz mexicana Salma Hayek, é um exemplo desta crítica e de como ela é fraca e preserva os preconceitos.

Temos que encontrar capacidade de não sucumbir ao padrão imposto. Além de vivermos um padrão de auto-estima elevado e realista, termos uma medida de valores que vá além da beleza física, devemos também dar o exemplo e não perder tempo com “este tipo” de notícia. Quando nós mesmos perdemos tempo vendo se a atriz ou cantora está gorda ou magra, ao invés de focarmos na sua habilidade profissional ou nas suas ações cívicas ou humanitárias (claro, estou falando do casal Jolie-Pitt), aceitamos ser o combustível que mantém esta caldeira ardendo e nos moldando como títeres do padrão de beleza. Um padrão que está sempre sendo reinventado, atualmente à beira de descambar num realismo fantástico que nos deixará como aquela modelo anoréxica da campanha do fotógrafo italiano Oliviero Toscani.

Há tanto mais com que se preocupar e sobre o que debater no mundo, não concordam?

O que é ser extraordinário?

É sair do comum, ser diferente, especial, único em algum aspecto, é ser notável e notado. E uma das formas do ser humano ser notado é por sua beleza física, talvez porque a aparência “fale” antes das palavras. Vivemos, infelizmente, uma época em que o culto a certo padrão de beleza se tornou tão doentio que não conseguimos deixar de agir como títeres de uma indústria que, no fundo, não sabe para onde quer nos levar.

Quando morei no Japão me chamava atenção algumas diferenças no padrão de beleza. Em outros lugares (como na Índia, Egito e na China) o padrão consegue seguir mais o biotipo dos autóctones, mas posso falar de lá porque foi onde eu vivi e me vi. Ver fotos de modelos sorrindo com dentes tortíssimos (mais do que os meus, pensava incrédula) me fazia pensar no modelo que os japoneses tinham. Estar num país onde eu me sentia “dentro do padrão” foi uma experiência libertadora para mim, pois pela primeira vez as roupas me serviam, eu raramente fazia barras em calças ou usava casacos com mangas longas sobrando, o pó facial variava dentro dos tons da minha pele levemente amarelada e eu tinha uma estatura normal! Mas lá algumas colegas brasileiras passavam pelo oposto, comprando estas mesmas coisas “importadas” ou solicitando aos parentes que enviassem do Brasil ou EUA, o que faz pensar se há algum tipo de padrão para qualificar o ser humano.

Na semana passada Sueli, uma jornalista brasileira que mora atualmente no estado de Nova York, comentou sobre o padrão de beleza, citando o furor em torno das fotos da atriz Jennifer Love Hewitt de biquini. Fiquei triste quando vi o alarde em torno dela… lembro-me de como ela soava bem atuando no melancólico seriado Party of Five e cantando Ordinary Love no filme City of Angels. Como nós, Jennifer (atualmente protagonista do seriado Ghost Wisperer) não é mais adolescente e não devia ser obrigada manter para sempre o manequim “tamanho zero”. Aliás, googlei o nome dela e achei estas três fotos que ilustram o post. Na verdade, ela era magra demais! Está mais real bonita agora e, notem, que sorriso de felicidade e contentamento na tal foto tão comentada pela mídia americana. Aliás, a sociedade “estudunidense” é das mais bizarras, com tantos tipos humanos diferentes e um número tão grande de obesos, mas dura e crítica com os artistas que saem da linha que definem como correta. O seriado Ugly Betty, produzido pela atriz mexicana Salma Hayek, é um exemplo desta crítica e de como ela é fraca e preserva os preconceitos.

Temos que encontrar capacidade de não sucumbir ao padrão imposto. Além de vivermos um padrão de auto-estima elevado e realista, termos uma medida de valores que vá além da beleza física, devemos também dar o exemplo e não perder tempo com “este tipo” de notícia. Quando nós mesmos perdemos tempo vendo se a atriz ou cantora está gorda ou magra, ao invés de focarmos na sua habilidade profissional ou nas suas ações cívicas ou humanitárias (claro, estou falando do casal Jolie-Pitt), aceitamos ser o combustível que mantém esta caldeira ardendo e nos moldando como títeres do padrão de beleza. Um padrão que está sempre sendo reinventado, atualmente à beira de descambar num realismo fantástico que nos deixará como aquela modelo anoréxica da campanha do fotógrafo italiano Oliviero Toscani.

Há tanto mais com que se preocupar e sobre o que debater no mundo, não concordam?

Amigo(s) secreto(s) dos blogs

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 07/12/2007

Luma me deu um presente que vou retribuir para outras blogueiras outro dia, pois preciso pensar. É o prêmio “Uma mulher que faz pensar“. E não é que ele me fez pensar em tanta gente e na blogosfera feminina que eu defendi com tanta ênfase em Blogs: sociais e íntimos ao mesmo tempo? e em Vida inteligente na Blogosfera. Tenho meu lado feminista e não posso negar, porque acabo sempre sendo vencida por ele e me entregando. Quem ganhou o prêmio comigo foi a Lunna, que também tem inventado lá coisas sobre as mulheres nos blogs.

Bem, nos blogs das duas “Lu” eu vi notícias de amigo secreto. Hum… gostei de ambos, são a cara da blogosfera.

Amigo Oculto conta a história (meio maluca) desta brincadeira começando com vikings em 1072. E faz rir ao nos levar a pensar nas furadas que os amigos secretos costumam ser! Mas Lunna também convida para um Amigo Oculto Literário entre Blog. “O presente será um poema e um pequeno texto escrito com as características individuais do seu Amigo Oculto, de forma que a pessoa se identifique”, não é lindo? Eu não escrevo poemas mas vou me empenhar no pequeno texto!
A Luma divulgou um Amigo secreto dos blogs promovido pelo Vinícius. Da mesma forma, “ao invés dos participantes trocarem presentes, cada blogueiro terá que fazer um post no estilo de uma resenha/release do blog do seu amigo secreto”.
Eu já me cadastrei no formulário do Luz de Luma, yes party! E você, vai se arriscar num amigo oculto da blogosfera?