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Nov
30

Fim de Expediente

fim-de-expediente-cbn.jpg Estava indo pegar o Giorgio na escola hoje e ouvi um comercial na CBN que dizia: “Minha mãe toma café com o Heródoto, me deixa na escola e segue com o Sardemberg”, numa voz infantil masculina. Depois uma locução comentava que tem coisas que se aprende cedo e pensar é uma delas. (era algo assim, não decorei!?) Eu e Enzo rimos, porque eles sempre foram para escola escutando CBN e quando brincam que vão trabalhar a trilha sonora é CBN na ida ao trabalho ou Rádio Rock na volta.

CBN tem cara de ida ao trabalho mesmo, né? Mas eu escuto um programa às sextas, quando eventualmente busco o Gui no metrô, que tem jeito de lazer e de um bom happy hour com amigos: Fim de Expediente, com Dan Stulbach, José Godoy e Luiz Gustavo Medina (Teco) . O que gosto no programa é a descontração ao debater assuntos da semana, política, economia, cultura, esportes, comportamento, tudo naquele clima de papo de amigo, de conversa informal no bar, mas com a seriedade das pautas que o jornalismo da CBN permite - falo isto porque em algumas manhãs a seriedade fica comprometida com o “corinthianismo” de Heródoto e Katia.

Dan é aquele ator global mesmo, que já vi em entrevista contando que faz ciclismo noturno e é apaixonado por rádio. Godoy é escritor e e Teco economista. Eu não sabia, nunca notei, mas a newsletter da Livraria conta que toda última sexta-feira do mês o programa é apresentado ao vivo do Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073), aqui em Sampa. O horário para ser um dos 166 privilegiados e participar ao vivo é que não combina com fim de expediente em São Paulo: 18h. Mas, enfim, vale comentar aqui para planejar.

Se ficaram interessados ou se já ouviam e querem saber mais, não deixem de ler o perfil de cada um no site. É amostra perfeita do programa. Quer ouvir e não está aqui? O site da rádio oferece o podcast: CBN - PodCast - Fim de expediente e o programa tem um blog.

 
Dan Stulbach
José Godoy
Luiz Gustavo Medina
Fotos de Eduardo Barillari

P.S. Já que é moda agora falar: este não é um post patrocinado, não ganhei nada da Globo nem pleiteio uma vaga na CBN… risos.

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Nov
29

16 anos de namoro

eu-e-meu-amor.jpgGui e eu fazemos 16 anos juntos nesta data. 29 de novembro.

Foi uma noite de adolescentes para nós, nos encontramos no Cefet-PR porque ele tinha uma prova de Física e eu, incerta do que seria o encontro marcado um dia antes, ainda levei minha irmã como vela. Por garantia, pois se fosse só uma conversa de amigos, estaria acompanhada e não daria a entender minhas motivações. Mais adolescente impossível! Mas éramos quase pós-adolescentes, com 18 e 19 anos, no entanto, carregávamos as mesmas inseguranças, expectativas e indefinições que um novo amor traz aos seres humanos em qualquer fase de vida.

Saímos da escola e sem destino caminhamos pela Westphalen em direção à rua das Flores. Lá acontecia uma apresentação no Bamerindus (hoje HSBC) e paramos para ouvir a sinfônica. O prêmio (no meu entender prêmio divino pelo nosso encontro de almas) foram fogos e a música Jesus Alegria dos Homens de Bach exatamente no momento de nosso primeiro beijo. E tenho a “vela” como testemunha de que foi real, não fruto de minha imaginação e romantismo. Esta também foi, anos depois, a música que escolhemos para a troca de alianças em nosso casamento. Pode ter parecido comum aos incautos, mas é cheio de significado para nós.

Deixo aqui uma montagem antiga de nosso namoro. Tudo regado a poesia de Drummond que embalaram meu romantismo de namorada.

As sem Razões do Amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na c
achoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porqu
e amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=IVh0-jenY6s&feature=related]

Ao Amor Antigo
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Nov
28

Nos campos de piratininga

Tenho estado displicente com as dicas culturais aqui no blog, mas é pura falta de tempo. Enfim, não é desculpa para deixar cultura de lado.

No dia 29, quinta, vai acontecer na Universidade São Judas, a leitura dramática do texto Nos Campos de Piratininga. O nome remete aos bandeirantes, que aqui em São Paulo são bem vistos e recebem muitas homenagens, mas a meu ver não eram homens de bem. (Diz a história que “Foi João Ramalho quem venceu a resistência indígena e tornou-se senhor dos campos de Piratininga, o­nde, em 25 de janeiro de 1554, os padres Manoel da Nóbrega e José de Anchieta fundaram o Real Collegio de São Paulo.” Na velha biblioteca de meu avô tinha um livro empoeirado sobre Ramalho e nunca gostei do personagem).

Enfim, o assunto é outro: o texto em questão é sobre futebol, traçando a trajetória da bola na cidade de São Paulo e é contada e cantada no palco pela Cia Letras em Cena (Cooperativa Paulista de Teatro). Chamou-me atenção porque há poucos dias passei pela região onde tem uma fábrica desativada da Antártica na Moóca e meu marido sãopaulino disse que por ali ficava o primeiro campo de futebol do São Paulo. Eis que a USJ é defronte à subprefeitura da Mooca, aliás, a poucos metros do estádio da rua Javari, do Juventus, outro time de futebol que é a cara de São Paulo. Onde mais dois italianos da cidade de Torino iriam se juntar, um torcendo para a Juve outro para o Torino e montar um clube que tem as cores de um e o nome do outro? Só em São Paulo, só no Brasil!

Segundo a assessoria, a peça estréia novamente em fevereiro de 2008 e conta a história da cidade de São Paulo e de seus principais clubes de futebol: Corinthians, Palmeiras e São Paulo, de 1894 até os dias de hoje. Os autores Mário de Andrade, Juò Bananere, Oswald de Andrade, Patrícia Galvão, Carlos Drummond de Andrade e Antônio de Alcântara Machado são homenageados num texto contando a epopéia do futebol numa pequena cidade que virou metrópole. Projeção de imagens e execução de músicas e coreografias ampliam o espetáculo “Nos Campos de Piratininga”. Dizer que é para amantes ou não do futebol é relativo, mas com certeza conta parte da história construída não só por paulistas, mas por milhares de brasileiros e estrangeiros que vieram para São Paulo em busca da sua felicidade.

A leitura é aberta ao público e a entrada franca. Os interessados devem retirar os ingressos, no local, com meia hora de antecedência. Vagas Limitadas.
Serviço:

  • Leitura dramática do texto da peça: “Nos Campos de Piratininga” – Comédia musical
  • Local: Universidade São Judas Tadeu (Unidade Mooca), auditório da Reitoria.
  • R. Taquari, 546 - Mooca - São Paulo – SP –(estação Bresser-Mooca do Metrô)
  • Data: dia 29 de novembro de 2007
  • Horário: às 19h30
  • Tel.: 11 6099-1999
  • Entrada Franca

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Nov
28

Dia Nacional de Combate ao Câncer

mulheres-com-cancer.jpgHoje é Dia Nacional de Combate ao Câncer. Há dias sabia da data e andei lendo sobre o tema, apesar de meu desinteresse pela medicina -digo que esta parte do DNA ficou toda com minha irmã médica ou pulou direto para meus filhos, que têm genuíno interesse pelo tema. Mas como câncer é a doença que leva meus ancestrais e parentes do lado japonês, cuido e leio. Um dia o genoma vai ajudar meus descendentes a evitar muita coisa, por enquanto eu ajudo a mim mesma e minha família no combate com atitudes cotidianas, como alimentação correta, como enfatiza Simone, no seu post de hoje sobre o tema. Como ela é ótima nutricionista, confio no que ela diz ou recomenda! ;)

Bem, o dia 27 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, não é uma data para ser comemorada e sim para alertar a população. Estima-se que em 2006 foram quase 500 mil casos novos. Os tipos mais incidentes, à exceção de pele não melanoma, são os de próstata e pulmão no sexo masculino e câncer de mama e colo do útero no sexo feminino.

No site do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é possível ver em pdf alguns folhetos didáticos sobre os tipos de câncer mais comuns no Brasil.

Não deixe de ver: ‘Guerreiras’ do câncer mostram seios reconstruídos em livro. Algumas das fotos estão acima, tirei da divulgação do livro na BBC.

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Nov
27

Guarda compartilhada

906434_family__the_beach.jpg

Nesta semana vi que a Época vai discutir no Blog da Semana a Guarda Compartilhada, que passará a ser uma opção oficial a partir de 2008, numa mudança do Código Civil. Lembrei-me de minha experiência como filha de pais que se divorciaram e voltaram atrás, mas nunca deixaram os filhos sem a união da família.

leia o post completo no Blog do Desabafo de Mãe, onde escrevo às terças | digg story

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Nov
26

Que tal Rainhas do Livro?

selo_cultural_185x125.jpgCeila Santos, coordenadora do Desabafo de Mãe, convida-nos a reforçar uma rede de familias leitoras, lendo livros infantis com as crianças e contando, num desabafo informal, como foi. Ela diz: “Não estamos em busca de críticos literários, mas de gente como a gente de carne e osso que esteja disposta”.

read more | digg story

Como ela conta no post, a rede tem sido trabalhada aos poucos por mim. Quem tiver disposição ou amigos, parentes e etc para incluir na nossa rede de pais e mães interessados em oferecer cultura de qualidade aos seus filhos, divulgue nosso projeto e indique que nos contatem: samantha@desabafodemae.com.br

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Nov
26

Enfeites de natal

enfeites-de-natal.jpgSempre gostei de trabalhos manuais. Descendente de japonês e alemão, creio que não poderia ter saído diferente. Já comentei que meus pais nunca estimularam muito isto, porque achavam que parecia coisa de quem vive só para fazer o enxoval, pensando que casar é tudo na vida de uma mulher. Enfim, só aos 20 anos fiz um cursinho de costura, sonho antigo, emendando depois outras invencionices como costurar meu vestido de noiva, os tiptops do enxoval do Enzo e aprender crochê já com ele bebê. No final, eu e minhas irmãs tínhamos talento e, justamente por termos profissões mais intelectuais (jornalista, médica, relações públicas), estes hobbies são importantes para relaxarmos.

Nos natais eu sempre gostei de criar uns enfeitinhos para a árvore de Natal, assim, tenho uma caixa de coisinhas, feitas por minha irmã mais nova, por meus primos pequenos, por mim e agora por meus filhotinhos. Nós também costumo fazer à mão cartões de Natal e mandar pelo correio para os tios e amigos bem chegados, costume que tem se perdido com os cartões virtuais - pena, porque é uma delícia recebê-los pelo correio! Como sou muito ligada à família, quando vi esta idéia no blog Lá em casa, foi como me ver! Amei. E vou fazer, é claro, depois posto aqui a foto com os resultados. Por enquanto fica esta montagem dos meninos com a árvore começando a ser montada (Enzo parece comportado e Giorgio está uma pândega com as orelhas saltadas que nem gnomo com a toca vermelha!).

Outra idéia legal veio da irmã da Simone Quintas, uma guirlanda enfeitada com bichinhos de McLanche. Aqui em casa temos vários, ficam pendurados numa cortina jeans que eu fiz para o quarto dos meninos com a idéia de usar os tais brindes.

Recentemente, Aline falou sobre tradição natalina também em O Brilho das lanternas contando uma atividade do sul do Brasil e Lúcia no post O Natal já chegou? Blogosfera comenta relembrava o significado do Advento.

P.S. Hoje, às 11h00, será colocada a estrela na árvore de Natal gigante do Ibirapuera, instalada ao lado do Obelisco na av. Pedro Álvares Cabral. A estrela, que tem sete metros de altura e pesa mais de uma tonelada, será erguida por um guindaste e afixada no topo da estrutura metálica da árvore, que terá 65 metros de altura. Este é um dos poucos símbolos de Natal que vejo na capital… digo poucos porque Curitiba fica linda no Natal e eu ainda sinto falta do clima natalino de lá.

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Esta dica é antiga e estava nos meus rascunhos aqui no blog, mas me encantou.

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Nov
26

Está certo nos calarmos diante das atrocidades?

Um exemplo do retrocesso brasileiro é o abuso cometido no Pará e que veio à público nesta semana. Uma menina de 15 anos dividiu a cela com 20 homens no Pará.Está certo nos calarmos diante de fatos como este?

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Nov
26

Delegacia de Mulheres

Amanhã meu texto no Nossa Via será sobre a falta de reação da nossa sociedade ao caso da moça encarcerada com homens no Pará. Comentei en passent sobre o tema aqui, depois de ler o post do Manoel, no blog do Desabafo de Mãe. Mas, acompanhando o caso ao longo da semana, senti que deveria tratar dele de forma mais séria. E o fato me lembrou um caso que eu sofri e levei à Delegacia de Mulheres.

Nunca vivi estas situações na pele, tampouco aquelas de constrangimento por assédio moral ou sexual de superiores. Talvez o fato de eu ser muito “de família” e uma baixinha invocada tenha me ajudado, quem sabe. No entanto, uma única vez recebi uma cantada desagradável no trabalho. Recém-formada eu fazia a assessoria de imprensa de um órgão público do Paraná, onde atendia pauteiros e repórteres de TV. E foi um repórter de Tv que resolveu fazer comentários indevidos para mim sobre me corpo enquanto aguardava o momento de entrevistar o coordenador. Detalhe: eu estava vestidíssima num dia de inverno curitibano. Mas mesmo que estivesse com roupa de verão, era meu ambiente de trabalho e eu estava lá representando um órgão do estado e ele uma emissora de TV. Ora, gente, pode que o homem brasileiro não tem noção do bom senso? Pode. Dei um corte, encaminhei para a entrevista e tchau. À noitinha cheguei em casa e na companhia do meu marido (sim, era também recém-casada) fiz o que achei certo: fui à delegacia da mulher.

Era uma delegacia por onde eu passei muitas vezes na volta da faculdade e que considerava um lugar para aquelas pobres coitadas que apanhavam em casa. Era também. Mas foi ótimo conhecer a equipe, que no fundo me lembrou uma série que a TV Globo produzia no começo da década de 1990, Delegacia de Mulheres, com mulheres muito idealistas e capazes de se solidarizar. Ao entrar lá juro que esperei o escárnio, porque meu problema, era, digamos, ridículo. (Duvido que metade dos leitores aqui não tenha pensado isto ao ler o que contei) Mas não foi assim. Fui tratada com respeito, minha queixa foi aceita e, claro, no meio de mulheres, louvada. Nem precisei de minha mãe advogada, mas ela me acompanhou à audiência de conciliação no Pequenas Causas. Eu queria apenas uma desculpa formal e pública, na mesma medida da agressão. Simples assim. Não deixou uma ficha criminal para o autor, mas creio que tenha arrefecido seu temperamento saidinho.

Friso que ele não me conhecia, era meu amigo ou qualquer coisa assim. E mesmo se fosse, não tinha o direito. Quem trabalha em redação sabe que passamos tanto tempo junto com os colegas, num ambiente estressante e informal (como podem duas coisas assim juntas?), que ficamos amigos, saímos para beber, confidenciamos. Mas nem por isso os homens precisam sempre achar que estamos “dando mole”. A informalidade e intimidade têm que servir para termos mais respeito pelo outro, porque a afeição aumenta este ingrediente nos relacionamentos saudáveis (ôpa, isto é tema para o Gustavo Gitti, que, por sinal, escreveu muito bem sobre o homem machão e o sensível!) .

Independente da história, nossa justiça deveria ser sempre assim, simples e eficiente, como foi para mim. Mas não é. E para ser, precisa da nossa voz e atitude reagindo e exigindo uma mudança de mentalidade. É um tema duro, mas merece nossa atenção.
Outros blogs que falaram do tema: Glória em duas faces da Impunidade, Denise em Governadora admite ser comum mulher em cela de homens, Vanessa em sem palavras.

P.S. Conto os detalhes do caso no post que linkarei aqui.

Como fazer uma denúncia?

Colo abaixo informações que encontrei no site Acessa.com

A primeira ação a ser tomada após a agressão é ligar para a polícia - 190 - que vai fazer a ocorrência. O policial informa os direitos da vítima, que pode acompanhá-lo até a delegacia de imediato para fazer a denúncia ou esperar o próximo dia útil para fazer o exame de corpo delito e formalizar o registro na Delegacia de Defesa da Mulher. Após isso, ela será encaminhada à Casa Abrigo. A denúncia pode ser realizada em qualquer dia e horário na Central de Registro de Ocorrência. Violência contra crianças, também podem ser denunciadas nos Conselhos Tutelares.”

A violência contra as mulheres é crime e a lei prevê punição para quem os comete. Mas, para isso, é necessário que os agressores sejam denunciados, o que nem sempre é fácil.
Muitas mulheres sentem vergonha ou têm medo de recorrer a uma delegacia tradicional para denunciar a violência e os abusos que sofrem. Para contornar esse problema, foram criadas as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM).
Para oferecer um espaço mais adequado e acolhedor a essas mulheres o atendimento também é feito por profissionais do sexo feminino. Essas profissionais são especializadas em investigar crimes cometidos e orientar mulheres vítimas de violência.
Os crimes contra a mulher não precisam ser denunciados exclusivamente nas Delegacias de Defesa da Mulher. Todo o distrito policial pode receber estas queixas e, caso a vítima solicite, o caso pode ser transferido para uma das Delegacias de Defesa da Mulher. Para que a transferência ocorra, é preciso que ela seja solicitada no registro da ocorrência.

Veja aqui a relação de Delegacias de Defesa da Mulher da Cidade de São Paulo

Os principais casos atendidos na Delegacia de Defesa da Mulher:

  • Lesão Corporal: casos de espancamento, socos, bofetões, pontapés, e uso de objetos contundentes (facas, tesouras etc).
  • Estupro: relação sexual forçada por meio de violência ou ameaça (relações sexuais forçadas entre: marido e mulher; com deficiente mental; menores de 14 anos também são consideradas estupro).
  • Atentado violento ao pudor: contato íntimo forçado, sem relação sexual.
  • Rapto: condução a força ou sobre ameaça para algum local com a intenção de ter contato íntimo, sem completar uma relação sexual.
  • Ameaça: intimidação, através de palavras ou gestos, indicando a intenção de fazer algum mal.
    Calúnia: falsa acusação
  • Difamação: ofensa contra a honra, na presença de outras pessoas.
  • Injúria: ofensa, sem a presença de testemunhas.
  • A delegacia também atua em casos de separação de casais, pensão alimentícia, partilha de bens e busca de filhos.

É importante saber que:

  • A delegada não pode arquivar o inquérito. Ou seja, ela não pode interromper a investigação que já foi iniciada através do Boletim de Ocorrência. Só o juiz pode mandar arquivar o inquérito policial.
  • O acusado tem sempre o direito de ser defendido por um advogado. O Estado tem a obrigação de fornecer um advogado aos acusados sem recursos.
  • Nos casos de violência sexual (estupro, sedução, atentado violento ao pudor, rapto), a delegada orientará a vítima a pedir a punição do agressor (queixa-crime). O prazo para fazer esse pedido é de 6 meses. Sem o pedido, o agressor não poderá ser punido pela lei.
  • Geralmente, as vítimas de violência sexual sentem-se envergonhadas ou com medo de denunciar o agressor. Para evitar constrangimento, a vítima tem o direito de pedir ao juiz para realizar as audiências do processo a portas fechadas, protegendo, assim, a sua intimidade.
  • Procure logo a Delegacia. Tudo o que você disser pode ser importante para denunciar a violência que você sofreu processar o seu agressor. Não deixe o tempo passar.

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24

Eu não procuro - encontro

lunna-e-meninos.jpgQueria escrever sobre nosso passeio no sábado na Pinacoteca e contar que Enzo voltou às aulas de pintura e me faltava o tempo e a inspiração, até ler a frase “Eu não procuro - encontro” (atribuída a Picasso, pintor favorito do Enzo) no blog Linha. Encontrei o caminho para falar da pintura na vida dos meus guarda-costas - chamo-os assim porque me acompanham em tudo - e atender a um pedido da Simone, que já tinha visto as fotos dos quadros e queria linkar no post dela Nossos Pequenos Artistas.

Para quem quiser ler a corujice de mãe e ver fotos, estão aqui. Note que algumas coisas nós podemos até não procurar, mas elas nos encontram pela afinidade espiritual, como falei no post. Nossa ida à Pinacoteca teve a companhia da (até então) amiga virtual Lunna Guedes, tão querida por tantos amigos virtuais queridos. Só para fazer uma invejinha (ao Osc@r e Maria Augusta, amigos em comum que podiam ter estado conosco neste encontro): nos encontramos no Mercadão, onde eu e os meninos tomamos café no Hooca Bar (com mortadela Cerratti, ainda bem que antes da Lunna - vegetariana- chegar) e seguimos para a Pinacoteca, onde conversamos e passeamos como velhos conhecidos. Enzo e Lunna foram um caso de amor à primeira vista. E para completar, encontramos Manu (ela estava aqui a passeio, veio de Natal na quinta para a Bienal de Arquitetura) e almoçamos juntos na Liberdade, no restaurante de uma amiga minha, o Companhia Oriental (que fica no 4o andar do SoGo, na rua Galvão Bueno). O resultado da amizade que não é mais virtual está no ingresso de Lunna ao Conversas (Virtuais) de Cozinha e a muitas sessões de cineminha em casa que ela planejou com os meninos enquanto estiver no Brasil.

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