Archive for November, 2007

Fim de Expediente

A Vida Como A Vida Quer November 30th, 2007

fim-de-expediente-cbn.jpg Estava indo pegar o Giorgio na escola hoje e ouvi um comercial na CBN que dizia: “Minha mãe toma café com o Heródoto, me deixa na escola e segue com o Sardemberg”, numa voz infantil masculina. Depois uma locução comentava que tem coisas que se aprende cedo e pensar é uma delas. (era algo assim, não decorei!?) Eu e Enzo rimos, porque eles sempre foram para escola escutando CBN e quando brincam que vão trabalhar a trilha sonora é CBN na ida ao trabalho ou Rádio Rock na volta.

CBN tem cara de ida ao trabalho mesmo, né? Mas eu escuto um programa às sextas, quando eventualmente busco o Gui no metrô, que tem jeito de lazer e de um bom happy hour com amigos: Fim de Expediente, com Dan Stulbach, José Godoy e Luiz Gustavo Medina (Teco) . O que gosto no programa é a descontração ao debater assuntos da semana, política, economia, cultura, esportes, comportamento, tudo naquele clima de papo de amigo, de conversa informal no bar, mas com a seriedade das pautas que o jornalismo da CBN permite – falo isto porque em algumas manhãs a seriedade fica comprometida com o “corinthianismo” de Heródoto e Katia.

Dan é aquele ator global mesmo, que já vi em entrevista contando que faz ciclismo noturno e é apaixonado por rádio. Godoy é escritor e e Teco economista. Eu não sabia, nunca notei, mas a newsletter da Livraria conta que toda última sexta-feira do mês o programa é apresentado ao vivo do Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073), aqui em Sampa. O horário para ser um dos 166 privilegiados e participar ao vivo é que não combina com fim de expediente em São Paulo: 18h. Mas, enfim, vale comentar aqui para planejar.

Se ficaram interessados ou se já ouviam e querem saber mais, não deixem de ler o perfil de cada um no site. É amostra perfeita do programa. Quer ouvir e não está aqui? O site da rádio oferece o podcast: CBN – PodCast – Fim de expediente e o programa tem um blog.

 
Dan Stulbach
José Godoy
Luiz Gustavo Medina
Fotos de Eduardo Barillari

P.S. Já que é moda agora falar: este não é um post patrocinado, não ganhei nada da Globo nem pleiteio uma vaga na CBN… risos.

16 anos de namoro

Comportamento November 29th, 2007

eu-e-meu-amor.jpgGui e eu fazemos 16 anos juntos nesta data. 29 de novembro.

Foi uma noite de adolescentes para nós, nos encontramos no Cefet-PR porque ele tinha uma prova de Física e eu, incerta do que seria o encontro marcado um dia antes, ainda levei minha irmã como vela. Por garantia, pois se fosse só uma conversa de amigos, estaria acompanhada e não daria a entender minhas motivações. Mais adolescente impossível! Mas éramos quase pós-adolescentes, com 18 e 19 anos, no entanto, carregávamos as mesmas inseguranças, expectativas e indefinições que um novo amor traz aos seres humanos em qualquer fase de vida.

Saímos da escola e sem destino caminhamos pela Westphalen em direção à rua das Flores. Lá acontecia uma apresentação no Bamerindus (hoje HSBC) e paramos para ouvir a sinfônica. O prêmio (no meu entender prêmio divino pelo nosso encontro de almas) foram fogos e a música Jesus Alegria dos Homens de Bach exatamente no momento de nosso primeiro beijo. E tenho a “vela” como testemunha de que foi real, não fruto de minha imaginação e romantismo. Esta também foi, anos depois, a música que escolhemos para a troca de alianças em nosso casamento. Pode ter parecido comum aos incautos, mas é cheio de significado para nós.

Deixo aqui uma montagem antiga de nosso namoro. Tudo regado a poesia de Drummond que embalaram meu romantismo de namorada.

As sem Razões do Amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na c
achoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porqu
e amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=IVh0-jenY6s&feature=related]

Ao Amor Antigo
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Nos campos de piratininga

A Vida Como A Vida Quer November 28th, 2007

Tenho estado displicente com as dicas culturais aqui no blog, mas é pura falta de tempo. Enfim, não é desculpa para deixar cultura de lado.

No dia 29, quinta, vai acontecer na Universidade São Judas, a leitura dramática do texto Nos Campos de Piratininga. O nome remete aos bandeirantes, que aqui em São Paulo são bem vistos e recebem muitas homenagens, mas a meu ver não eram homens de bem. (Diz a história que “Foi João Ramalho quem venceu a resistência indígena e tornou-se senhor dos campos de Piratininga, o­nde, em 25 de janeiro de 1554, os padres Manoel da Nóbrega e José de Anchieta fundaram o Real Collegio de São Paulo.” Na velha biblioteca de meu avô tinha um livro empoeirado sobre Ramalho e nunca gostei do personagem).

Enfim, o assunto é outro: o texto em questão é sobre futebol, traçando a trajetória da bola na cidade de São Paulo e é contada e cantada no palco pela Cia Letras em Cena (Cooperativa Paulista de Teatro). Chamou-me atenção porque há poucos dias passei pela região onde tem uma fábrica desativada da Antártica na Moóca e meu marido sãopaulino disse que por ali ficava o primeiro campo de futebol do São Paulo. Eis que a USJ é defronte à subprefeitura da Mooca, aliás, a poucos metros do estádio da rua Javari, do Juventus, outro time de futebol que é a cara de São Paulo. Onde mais dois italianos da cidade de Torino iriam se juntar, um torcendo para a Juve outro para o Torino e montar um clube que tem as cores de um e o nome do outro? Só em São Paulo, só no Brasil!

Segundo a assessoria, a peça estréia novamente em fevereiro de 2008 e conta a história da cidade de São Paulo e de seus principais clubes de futebol: Corinthians, Palmeiras e São Paulo, de 1894 até os dias de hoje. Os autores Mário de Andrade, Juò Bananere, Oswald de Andrade, Patrícia Galvão, Carlos Drummond de Andrade e Antônio de Alcântara Machado são homenageados num texto contando a epopéia do futebol numa pequena cidade que virou metrópole. Projeção de imagens e execução de músicas e coreografias ampliam o espetáculo “Nos Campos de Piratininga”. Dizer que é para amantes ou não do futebol é relativo, mas com certeza conta parte da história construída não só por paulistas, mas por milhares de brasileiros e estrangeiros que vieram para São Paulo em busca da sua felicidade.

A leitura é aberta ao público e a entrada franca. Os interessados devem retirar os ingressos, no local, com meia hora de antecedência. Vagas Limitadas.
Serviço:

  • Leitura dramática do texto da peça: “Nos Campos de Piratininga” – Comédia musical
  • Local: Universidade São Judas Tadeu (Unidade Mooca), auditório da Reitoria.
  • R. Taquari, 546 – Mooca – São Paulo – SP –(estação Bresser-Mooca do Metrô)
  • Data: dia 29 de novembro de 2007
  • Horário: às 19h30
  • Tel.: 11 6099-1999
  • Entrada Franca

Dia Nacional de Combate ao Câncer

mulher, saude November 28th, 2007


mulheres-com-cancer.jpgHoje é Dia Nacional de Combate ao Câncer. Há dias sabia da data e andei lendo sobre o tema, apesar de meu desinteresse pela medicina -digo que esta parte do DNA ficou toda com minha irmã médica ou pulou direto para meus filhos, que têm genuíno interesse pelo tema. Mas como câncer é a doença que leva meus ancestrais e parentes do lado japonês, cuido e leio. Um dia o genoma vai ajudar meus descendentes a evitar muita coisa, por enquanto eu ajudo a mim mesma e minha família no combate com atitudes cotidianas, como alimentação correta, como enfatiza Simone, no seu post de hoje sobre o tema. Como ela é ótima nutricionista, confio no que ela diz ou recomenda! ;)


Bem, o dia 27 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, não é uma data para ser comemorada e sim para alertar a população. Estima-se que em 2006 foram quase 500 mil casos novos. Os tipos mais incidentes, à exceção de pele não melanoma, são os de próstata e pulmão no sexo masculino e câncer de mama e colo do útero no sexo feminino.

No site do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é possível ver em pdf alguns folhetos didáticos sobre os tipos de câncer mais comuns no Brasil.

Não deixe de ver: ‘Guerreiras’ do câncer mostram seios reconstruídos em livro. Algumas das fotos estão acima, tirei da divulgação do livro na BBC.

Guarda compartilhada

A Vida Como A Vida Quer November 27th, 2007

906434_family__the_beach.jpg

Nesta semana vi que a Época vai discutir no Blog da Semana a Guarda Compartilhada, que passará a ser uma opção oficial a partir de 2008, numa mudança do Código Civil. Lembrei-me de minha experiência como filha de pais que se divorciaram e voltaram atrás, mas nunca deixaram os filhos sem a união da família.

leia o post completo no Blog do Desabafo de Mãe, onde escrevo às terças | digg story

Que tal Rainhas do Livro?

A Vida Como A Vida Quer November 26th, 2007

selo_cultural_185x125.jpgCeila Santos, coordenadora do Desabafo de Mãe, convida-nos a reforçar uma rede de familias leitoras, lendo livros infantis com as crianças e contando, num desabafo informal, como foi. Ela diz: “Não estamos em busca de críticos literários, mas de gente como a gente de carne e osso que esteja disposta”.

read more | digg story

Como ela conta no post, a rede tem sido trabalhada aos poucos por mim. Quem tiver disposição ou amigos, parentes e etc para incluir na nossa rede de pais e mães interessados em oferecer cultura de qualidade aos seus filhos, divulgue nosso projeto e indique que nos contatem: samantha@desabafodemae.com.br

Enfeites de natal

tradição November 26th, 2007

enfeites-de-natal.jpgSempre gostei de trabalhos manuais. Descendente de japonês e alemão, creio que não poderia ter saído diferente. Já comentei que meus pais nunca estimularam muito isto, porque achavam que parecia coisa de quem vive só para fazer o enxoval, pensando que casar é tudo na vida de uma mulher. Enfim, só aos 20 anos fiz um cursinho de costura, sonho antigo, emendando depois outras invencionices como costurar meu vestido de noiva, os tiptops do enxoval do Enzo e aprender crochê já com ele bebê. No final, eu e minhas irmãs tínhamos talento e, justamente por termos profissões mais intelectuais (jornalista, médica, relações públicas), estes hobbies são importantes para relaxarmos.

Nos natais eu sempre gostei de criar uns enfeitinhos para a árvore de Natal, assim, tenho uma caixa de coisinhas, feitas por minha irmã mais nova, por meus primos pequenos, por mim e agora por meus filhotinhos. Nós também costumo fazer à mão cartões de Natal e mandar pelo correio para os tios e amigos bem chegados, costume que tem se perdido com os cartões virtuais – pena, porque é uma delícia recebê-los pelo correio! Como sou muito ligada à família, quando vi esta idéia no blog Lá em casa, foi como me ver! Amei. E vou fazer, é claro, depois posto aqui a foto com os resultados. Por enquanto fica esta montagem dos meninos com a árvore começando a ser montada (Enzo parece comportado e Giorgio está uma pândega com as orelhas saltadas que nem gnomo com a toca vermelha!).

cake natalOutra idéia legal veio da irmã da Simone Quintas, uma guirlanda enfeitada com bichinhos de McLanche. Aqui em casa temos vários, ficam pendurados numa cortina jeans que eu fiz para o quarto dos meninos com a idéia de usar os tais brindes.

Recentemente, Aline falou sobre tradição natalina também em O Brilho das lanternas contando uma atividade do sul do Brasil.

P.S. Hoje, às 11h00, será colocada a estrela na árvore de Natal gigante do Ibirapuera, instalada ao lado do Obelisco na av. Pedro Álvares Cabral. A estrela, que tem sete metros de altura e pesa mais de uma tonelada, será erguida por um guindaste e afixada no topo da estrutura metálica da árvore, que terá 65 metros de altura. Este é um dos poucos símbolos de Natal que vejo na capital… digo poucos porque Curitiba fica linda no Natal e eu ainda sinto falta do clima natalino de lá.

bengaladamascobxcake natal 2canecanoelbx

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