Arquivo: October 17th, 2007

Infância e Fantasias

Postado em TV no dia 17/10/2007

collage31.jpgCeila comentou que levou sua filha, Malu, de 3 anos, na exposição Infância e Fantasias, na Caixa Cultural, no centro de São Paulo. Eu quero ir com os meninos, por eles e por nós pois comentei com o Gui e ele se animou como eu com os personagens que estarão retratados lá – especialmente o querido Garibaldo! E que criança na idade dos meus não adora uma fantasia? Adoraria levar minha afilhada Dora, que aos 4 anos está no auge das fantasias e sonhos de princesa.

Parece que levar criança para ver roupa não tem nada a ver. Mas ano passado visitamos uma exposição da Carmen Miranda no Memorial da América Latina e os meninos se encantaram com a riqueza de detalhes dos trajes, sapatos com plataformas altíssimas e das jóias. Como mães de meninos, é nossa obrigação também ensiná-los a apreciar o belo sem criar estereótipos.

A Exposição Infância e Fantasias resgata a memória dos personagens da programação infantil da TV Cultura e com ela a emoção dos pequenos telespectadores do passado e de hoje. São figurinos originais do Bambalalão, Catavento, Castelo Rá-Tim-Bum, Cocoricó e X-Tudo, entre outros. Fiquei curiosa pelo painel com imagens e croquis de figurinos e creio que meus filhos vão gostar das “TVs Bonecos” – televisores fantasiados com as temáticas dos programas, onde podem ser assistidos alguns dos episódios mais marcantes da programação infantil da TV Cultura. Para os pequenos a Turma do Cocoricó, para os pais Garibaldo, um dos protagonistas da série Vila Sésamo, transmitida em 1972. Falo para o Gui que eu sou de outra geração (temos 1 ano de diferença de idade) porque eu não lembro do Garibaldo! Mas para quem gostava, recebi um release hoje contando que o o histórico pássaro vai voltar breve às telas na TV Cultura.

Serviço:

Exposição Infância e Fantasias

  • Data: até 9 de dezembro, de terça a domingo, das 9h às 21h.
  • Local:Caixa Cultural, Praça da Sé, 111 – centro – São Paulo.
  • Fone: (11) 3321-4400
  • Entrada gratuita

O blog Agenda Cultural de São Paulo colocou links com videos do youtube dos programas citados. Ficou ótimo. E no Vereda Estreita há uma crítica à visita.

Vida de Equilibrista (ou 24 horas é pouco!)

Postado em Carreira e dinheiro, Comportamento, Mãe com filhos no dia 17/10/2007

Passei o feriado trabalhando. Não no batente como jornalista, mas em casa, porque feriado com a familia toda em casa (no meu caso, com dia das crianças + marido de cama), é uma maratona que dá saudade da segunda-feira. Como diz o título de uma matéria da Época nesta semana, 24 horas é pouco para ser mulher.

Pesquisas recentes comprovam aquilo que já sabemos – que a mulher brasileira assume tarefas que as deixam sobrecarregadas: desde acordar os filhos até levar ao médico e ir à reunião da escola, tudo é tarefa da mãe. Destas atividades, em média apenas 6% são assumidas pelo pai e não a mãe. Apesar de conheceremos na pele esta realidade, o resultado surpreende: 91,3% das brasileiras trabalhadoras dedicam em média 22 horas por semana aos afazeres domésticos, ou seja, a tarefas que não são o trabalho remunerado nem o cuidado com os filhos. Segundo o estudo, publicado no livro Vida de Equilibrista – Dores e Delícias da Mãe que trabalha, de Cecília Russo Troiano, da Editora Cultrix, das 850 mulheres das classes A e B entrevistadas, 50% delas já pensaram ao menos uma vez em abandonar a carreira. Pudera: dividir o tempo com trabalho (8h), filhos (4,5h) e quase não sobrar nada para si (1h), é sufocante.

Do outro lado, no dia 03/10 o Ibope divulgou o levantamento Novo Homem: Comportamento e Escolhas, revelando que 95% dos homens brasileiros acima de 25 anos sentem-se satisfeitos com a vida. O novo homem é comparado aos heróis Peter Parker (Homem Aranha) e Neo (The Matrix) por sua sensibilidade, tolerância e fragilidade. O novo homem trocou o mundo externo pela família e na pesquisa se diz bom companheiro e bom pai. Cerca de 90% afirmam ser tão atuantes na educação dos filhos quanto as mães e 93% dizem que a companheira pode contar com eles em qualquer situação.
Cá estou eu, ainda me recuperando do cansaço do final de semana, me perguntando: será que a falha é nossa por não delegar as tarefas com estes incríveis 93%? Segundo algumas dicas da revista para as mamães superocupadas, delegar é uma das alternativas para sair da rotina sufocante. Tenho minhas dúvidas e você?