A feira do livro mais popular do Brasil
midia tradicional, tradição October 31st, 2007

Nem vou falar, mas todo mundo já vai saber… queria ir para Porto Alegre neste feriado. O motivo? Está acontecendo até 11 de novembro a 53ª Feira do Livro de Porto Alegre, um dos eventos literários mais populares e democráticos do país. Sempre achei simpático saber que a feira acontece no centro da cidade, da praça da Alfândega até o Cais do Porto, reunindo 165 expositores, sempre com entrada franca. Nada de Anhembi lotado, com estacionamento caríssimo e ingressos idem.
A programação completa pode ser conferida aqui. A área infantil e juvenil funciona das 9h às 21h. A geral e internacional, das 13h às 21h.
Descobri uns detalhes legais da história desta feira no site República do Livro. A primeira edição foi em 1955, por obra do jornalista Say Marques, que se inspirou numa feira que visitara na Cinelândia no Rio de Janeiro e convenceu livreiros e editores da cidade a participarem do evento com o objetivo de popularizar o livro, movimentando o mercado e oferecendo descontos atrativos. Imagino que, pela falta de estudo do brasileiro, na época as livrarias eram elitistas – e o são até hoje, convenhamos.
O lema dos fundadores da primeira Feira do Livro me encanta: Se o povo não vem à livraria, vamos levar a livraria ao povo. A Praça da Alfândega era um local muito movimentado na Porto Alegre dos anos 50 e de 400 mil habitantes. E, no dia 16 de novembro de 1955, era inaugurada a 1ª Feira do Livro, com 14 barracas de madeira instaladas em torno do monumento ao General Osório. Na segunda edição do evento, iniciaram as sessões de autógrafos. Na terceira edição, passaram a ser vendidas coleções pelo sistema de crediário. Nos anos 70, a Feira assumiu o status de evento popular, com o início da programação cultural. A partir de 1980, foi admitida a venda de livros usados. E, na década de 90, a Feira conquistou grandes patrocinadores, estimulados pelas leis nacional e estadual de incentivo à cultura.
Em tempo: dia 29 de outubro foi o Dia Nacional do Livro. Apesar de ensaiar para fazer um post sobre o tema, eu, que tanto falo de literatura, não consegui, deixei passar e estou sentida como quem esquece do dia do aniversário de um amigo querido!
É dia de feira! E de Vida Simples
Uncategorized October 31st, 2007
Juro que quando escrevi o post sobre feira ontem eu não sabia… mas uma matéria (É dia de feira!) na revista Vida Simples, da Editora Abril, cita meu blog de culinária (e a mim tb, né?) na edição de novembro. Lívia, que escreveu a matéria, me avisou num comentário hoje e adorei a surpresa. Preciso avisar as colegas de cozinha, Maria Augusta, Lina e Celia.
Fiquei contente porque gosto da revista, que tem valores com os quais eu concordo, e porque eu não sou paulistana, mas já começo a defender as coisas daqui como se fossem minhas.
P.S. Já que falo de comes & bebes e defesas, meus amigos Manoel (em Vampiro que atacou a vaca), Simone (em Me vê uma purinha) e Aline (em Leite derramado) falaram hoje do leite adulterado com tanta competência que me resta apenas deixar aqui os links para os textos deles. E junto minha indignação e a busca por alternativas. Uma delas é a entrega de orgânicos, já pensei diversas vezes em comprar leite de verdade para meu mamífero (só tenho um, Giorgio, mas vale por dois) e achei uma lista de entrega em domicílio em São Paulo. Já usei estas entregas em Curitiba na época de fazer papinhas e era bom, o único problema costuma ser o (alto) custo.
[update] Leite adulterado: Paraná livre
Halloween
Uncategorized October 31st, 2007
Acordei cedo hoje com o compromisso de arrumar Giorgio para a festa de Halloween da escola. O tom do texto da escola avisando da celebração me fez notar que não sou a única mãe que não aprecia estas novidades folclóricas importadas. Dizia:
“As crianças gostam muito de histórias envolvendo bruxas, fantasmas, magia e etc. Visando proporcionar a elas o contato com este tipo de literatura, bem como a participação em brincadeiras sobre este tema, realizaremos uma festa de Halloween.”
Apelar para literatura é ótimo, não? E por falar nela, os meninos leram e adoraram um lançamento da Editora FTD chamado o Mistério do Cemitério, escrito pelo ilustrador Claudio Martins. Apesar de fazer alusão aos personagens de Dia das Bruxas, é uma estorinha no estilo turma do Penadinho (misturada com Pelézinho e Ronaldinho, porque tem futebol, risos). O autor também publicou Meu Livro do Terror. Não sou fã do estilo Stephen King, mas como mãe de menino sabia que estes temas viriam à tona e agora acho natural as crianças sentirem interesse pelo oculto a partir da segunda infância. E, de certo modo, creio que os livros podem ajudar nos medos que o Enzo começou a sentir. Há um ano eu escrevi um texto sobre as bruxas na literatura e a importância delas no desenvolvimento infantil e pesquisar sobre o tema me libertou de algumas preocupações de mãe sobre os malefícios do ocultismo na vida dos meninos. Chama-se Feliz dia das bruxas…e foi publicado no Desabafo de Mãe.
Na escola do Enzo a festa foi semana passada, no dia da aula de inglês e o bilhete fazia referência ao ensino da cultura inglesa. Nem sou mais contra estas festas, apesar de considerá-las desnecessárias mesmo. Como disse a Simone hoje em Travessuras ou gostosuras?! tradição tem valor quando é passada de pai para filho e as nossas verdadeiras tradições estão se perdendo, mas creio que seja um processo. No Japão também os belos matsuris (festivais) se mesclam às coisas do ocidente, como já comentei. Não podemos nos fechar para o mundo nem esquecer quem somos (ixi, esta eu tirei do Imperador japonês no filme Último Samurai, que tem reprisado muito na TNT!).
[update] Mais sobre o tema:O Halloween do Enzo, Halloween (Fernanda), Uma americanice que me incomoda (Sofia), Halloween (Evellyn)
Conversas de cozinha – e feira livre
cotidiano e sociedade, são paulo October 31st, 2007

Poucos sabem, mas eu mantenho um blog de culinária, o Conversas (virtuais) de Cozinha com algumas amigas muito queridas: Maria Augusta, Lina e Celia. Cada uma está num país diferente e sem compromissos maiores com o blog, exceto a amizade e o prazer de compartilhar coisas deliciosas.
O gostoso do papo de cozinha é que recebemos visitas interessantes e podemos conhecer outras cozinhas. Hoje descobri um blog daqueles que a gente tem vontade de ler do início ao fim. Chama-se Con Gusto e diz de cara: “comer deve ser uma experiência única”. A autora, Bianca, é jornalista especializada em automobilismo, mas empresta seu talento aos posts sobre comidas (com receitas) e locais onde se comer em São Paulo. Amei.
Ela deixou recado num post que fizemos sobre feiras, eu contando do Japão, a Maria Augusta da França. O post da Bianca me fez comentar que só conheci a verdadeira feira aqui. Sou de Curitiba, onde não se conversa muito nem se prima pela simpatia ou hospitalidade e só descobri o prazer da feira ao mudar para São Paulo no verão de 2005. E “minha feira” é um clássico paulistano, com tudo que tem direito: pastel, caldo de cana, barracas de tranqueiras (conserta tudo para cozinha), frutas lindas e caras ou meia-boca e baratas, peixes e carnes, DVD e CD pirata (aliás, como pode ter isto em feira livre regulamentada?), a “tia” do coco e a dos temperos e chás para tudo, sem falar nos ovos e frios e embutidos, que acho tão portugueses.
Para completar o quadro, a feira fica na rua dos fundos do meu prédio, um privilégio! Adoro passar lá com meus filhos recém-saídos da aula e comer pastel com caldo de cana, conversar com os feirantes que nos chamam pelo nome e reconhecem nossas preferências e descobrir o prazer dos alimentos da época, que os mercadões e sacolões não me davam.
Bia cita o slow food e eu também escrevi um post sobre slow food há pouco mais de um ano! Tento trazer a idéia para meu cotidiano, fazendo sucos de frutas (da feira) ao invés de compra-los prontos, por exemplo. Acaba sendo um ritual delicioso na companhia da minha família. O que pode ser melhor?
P.S. Outros blogs de culinária dos quais tirei idéias ótimas: Doces Encontros, A Fresca e Umbigo no Fogão. Estilos completamente diferentes, mas ricos em qualidade e simpatia.
Gafe em Zurique
sam October 30th, 2007
Não sei o que me desagradou mais na apresentação do Brasil hoje pela manhã em Zurique, quando se definiu que nosso país sediará a Copa do Mundo de 2014. Mas talvez meu constrangimento possa ser sintetizado na frase do presidente da Fifa, Joseph Blatter:
“Fiquei impressionado (…) com o fato de terem trazido aqui a Zurique, Paulo Coelho, que tem um senso de humor muito específico. Eu acho que isso é o futebol, e isso é o Brasil”.
A frase de Coelho que me recuso a repetir aqui e sua presença são um triste retrato que insistem em mostrar no exterior quando defendem o Brasil. Será que ainda precisamos de celebridades que nada têm a ver com o métier para nos justificar como uma nação grande? Ao ver o famoso autor de livros lá fiquei com receio de que o levem à ONU quando forem pleitear vaga no Conselho de Segurança!
O ponto positivo é que eu e milhões de brasileiros vamos realizar o sonho de ter uma Copa em casa.
P.S. E por falar em futebol, bom, meu time está na segundona (o Paranázinho não tem mais jeito). Nem meu cunhado e meu primo “coxas” ou meu irmão atleticano tiveram coragem de zombar de mim. Enquanto isto, meu marido está nas nuvens porque amanhã SPFC vai ganhar o Campeonato Brasileiro por antecipação. Meus filhos estão animadíssimos!
[update] Sobre o mesmo tema: Faltou algo, Brazil 2014, Copa do Mundo de 2014 vai ser no Brasil, “grande novidade”, Quem vai pagar pela pela Copa, Comentários, Yes, nós temos banana, mulata, carnaval e agora Copa do Mundo, Brasil – sil – sil, O sonho começa a ser realizado, A Copa do Mundo é nossa, com o Brasil não há quem possa ….



