Arquivo: September, 2007

Boicote à Mattel: no dia das Crianças, dê livro de presente

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 20/09/2007

Ontem soube que a Ana Cláudia do blog O futuro do presente está lançando uma campanha de boicote aos brinquedos, na onda do recall da Mattel, sobre o qual comentei no blog do Enzo, pois fizemos a troca do brinquedo educativo Magnetix. A idéia dela lembra um texto que fiz há um ano no lançamento do Desabafo de Mãe, O que é que o livro tem? , em que exortava todos a também darem livros de presente no Dia das Crianças.

Que tal participar também? É só escrever e avisar a Ana Cláudia.

Charge e o juiz que não fechou os olhos

Postado em from posterous no dia 17/09/2007

Sempre achei charges uma forma incrível de contar a realidade. Talvez por ter sido uma criança notívaga (nome bonito para quem era insone e castigava os pais toda noite) e ter me habituado ao Jornal da Globo desde muito cedo. Lembro nitidamente do fascínio que sentia por charges de nomes famosos e as crônicas de Carlos Drummond de Andrade retratando momentos importantes da nossa história atual. Sonhava ser cronista do cotidiano, acabei jornalista, nunca tive dom para o desenho. A história que está acontecendo hoje me encanta tanto que a vivo intensamente desde criança. Aos 11 anos, quando da morte do Tancredo, fiz um clipping imenso das revistas semanais sobre ele para guardar e não omiti esta forma de expressão que considero meio jornalistica, a charge.

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Esta imagem do Blog do chargista Edson Takeuti me fez relembrar o perfil do juiz do STF Joaquim Barbosa, intitulada O juiz que não fechou os olhos. Interessante a postura dele, representando uma esperança de dias melhores. Vale a pena ler e entender o perfil do juiz-relator, que tem a posição de, como diz a reportagem, “dono do processo do mensalão”. Ele ditou o ritmo da tramitação nestes 16 meses de “avaliação” e deu-nos a boa notícia de que 40 mensaleiros são agora réus.

Além de comentários pertinentes sobre racismo (o juiz é o primeiro negro no STF, mas sua boa fama já superou isto e -ô maldade- o rumor de que estaria lá pela política de cotas!), chamou-me atenção o fato de, finalmente, alguém usar a tecnologia a favor do povo. Por quê? Ele digitalizou tudo, evitando que o processo saísse de seu gabinete. Deu uma senha para cada advogado do caso e eles tinham acesso por meio eletrônico. Fantástico! Assim, apesar de cada acusado ter direito a 15 dias (creio que de posse do processo) para elaborar sua defesa, o que levaria 20 meses foi feito em um, graças à tecnologia e ao bom senso do juiz. Ele já não merece nossos parabéns só por isso?

VI Semana no ECA no Butantã

Postado em from posterous no dia 16/09/2007

Nesta semana pessoas ligadas à educação e especialmente à assistência para menores estará no Butantã, debatendo temas ligados à infância e juventude brasileira na VI Semana do Estatuto da Criança e do Adolescente. A programação é rica e quem tiver tempo pode dar uma passada lá para conferir ou contribuir.

  • 17/09, das 19 às 20h30 – “Sugestões para organização da assistência à saúde para adolescentes”. Bate-papo com o médico sanitarista César Saletti, no Centro de Saúde Escola Samuel B. Pessoa (Av. Vital Brasil, 1490, ao lado do portão principal do Instituto Butantã).
  • 18/09, das 08 às 11h – Desperte com o PET: “O Esporte e as Ruas” (parte prática “Festival de Esportes de Rua” e debate “O Esporte tira as crianças e adolescentes da rua?!?!”), no CEPEUSP (Pça. 2, Rubião Meira, 61 – USP).
  • 18/09, das 14 às 19h – Seminário “ECA – 17 anos: como tudo começou e para onde caminha”. Mesa-redonda (Dr. Clilton Guimarães, Prof. Elie Ghanem e Instituto Polis) e debate sobre a história do ECA, as formas de controle social e os Conselhos Tutelares, no Auditório da Escola de Aplicação da USP (Av. da Universidade, 220, Trav. 11 – USP – atrás da Faculdade de Educação da USP).
  • 20/09, das 08 às 17h – Festa do ECA no EDD. Apresentações artísticas, mostra cultural, atividades esportivas, brincadeiras, jogos de tabuleiro, Cinebumba (cinema no ônibus), no Educandário Dom Duarte (Av. Heitor Antonio Eiras Garcia, 4585).
  • 20/09, às 09h – Jogo interativo do ECA. Iniciativa da brinquedoteca da Unidade Básica de Saúde Vila Borges, no corredor do 1º andar da UBS Vila Borges (Rua Jacinto de Moraes, 22).
  • 21/09, das 14 às 17h – Tardes de Talento: “O Esporte e as Ruas” (parte prática “Festival de Esportes de Rua” e debate “O Esporte tira as crianças e adolescentes da rua?!?!”), no CEPEUSP (Pça. 2, Rubião Meira, 61 – USP).
  • 22/09, das 14 às 19h – Dia do ECA na São Remo. Apresentações teatrais, brincadeiras, projeção de vídeos, exposição de trabalhos feitos pelas crianças durante a Semana, na Quadra do Jardim São Remo e Sede da Associação de Moradores (Rua Aquianés).
  • 22/09, das 17h30 às 19h – Sarau no Projeto Casulo. Apresentações artísticas feitas pelos jovens que freqüentam as oficinas culturais e por moradores da comunidade em geral. Há espaço para manifestações artísticas dos participantes, como contação de histórias, dança, canto, poesia, exibição de curta-metragens, etc., no Auditório do Projeto Casulo (Rua Paulo Bourrol, 100 – Real Parque – Tel: 3758-0506).

INFORMAÇÕES:

REALIZAÇÃO:
Agentes Comunitários de Saúde do Jd. São Remo, Educandário Dom Duarte, FoCA-Bt, Dr. César Saletti, Projeto Alavanca, Projeto Casulo, Projeto Esporte Talento, Projeto Girassol, UBS Vila Borges.

APOIO:

FoCA-Bt

Centro de Saúde Escola Samuel B. Pessoa

Escola de Aplicação da FEUSP

Uma Bree diferente

Postado em Comportamento, Mãe com filhos, TV no dia 15/09/2007

Ontem assisti no Telecine ao filme Transamérica, pelo qual Felicity Huffman (de Desperate Housewives numa atuação incrivel) ganhou o Globo de Ouro. Vi o filme motivada pela curiosidade pela atuação dela, pois a Lynette é a personagem com a qual me indenfitico mais e porque estas contradições modernas e falsa moral são temas que me atraem mesmo. Sei que ela “perdeu” o Oscar para Reese Witherspoon por “Johnny e June“, filme que também gostei e o fato corrobora as contradições da moral que Transamérica expõe.

Um fato engraçado é a personagem transexual, Bree, ser tão a Bree do seriado! Certinha ao extremo e, apesar de sua escolha tão insólita, julga e evita “ver” o mundo real para o qual é transportado na convivência de alguns dias com o filho em uma viagem de NY a LA, cruzando a América. Uma resenha muito boa está na Gazeta do Povo. O filme é perturbador, ainda mais para quem tem filhos e pensa no mundo onde eles estão, mas muito construtivo quanto ao amor e à dose de liberdade e respeito que devemos ter por nossos familiares. Sem o amor, a liberdade se torna uma prisão na busca por segurança e aceitação.

Em muitos aspectos, lembrou-me também Priscila, a Rainha do Deserto, uma de minhas trilhas sonoras favoritas. Aliás, já que mostra uma viagem como Elizabethtown, devo comentar que o filme deixa a desejar na trilha!

[update] Vi um texto sobre adoção por casais homossexuais que citava este filme no blog Direito e Trabalho.

Vou prá Porto Alegre, tchau…

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 14/09/2007

bienal-mercosul-pq.jpg

Infelizmente, não vou não, mas queria ir para visitar a Bienal de Arte do Mercosul, que acontece em Porto Alegre até dia 18 de novembro. Fiquei encantada por conta de uma entrevista que li na revista Nova Escola com Luis Camnitzer, o curador desta edição. A Bienal conta com uma curadoria pedagógica e oferece um curso de formação para 1,5 mil professores da rede estadual que levarão seus alunos à exposição. Qual a importância disto? Segundo o artista uruguaio, está na presença material da obra. Exatamente a sensação que eu tive quando visitei exposições na Bienal de São Paulo e o mesmo fascínio que vi nos meus filhos quando fomos pela primeira vez à Pinacoteca de São Paulo. Tocar Rodin e vê-lo sob diferentes ângulos é diferente de olhar uma foto. É senti-lo com mais de um sentido, é vivê-lo. “É preciso ver a escala, a sutileza da cor, a textura, as mudanças causadas pela circulação ao redor dela, os ecos entre uma obra e outra – e nada disto um livro consegue reproduzir”, diz Camnitzer.

bienal.jpgNão lembro bem quando comecei a ser apresentada à arte por meus pais, mas creio que foi cedo. No entanto, só aos 13 anos, ao me mudar para Curitiba, eu passei a visitar exposições de arte e se tornou um hábito entrar em galerias e museus. Credito parte disto à educação cutural que recebi de minha mãe e outra grande parte à escola em que fiz o ginásio, o Meu Cantinho – Precisão, que já não existe mais no Batel. Uma das sócias da escola era Adalice Araújo, autora do Dicionário de Artes Plásticas do Paraná, dentre tantas outras obras ligadas à arte, e tivemos uma grade curricular bastante fora do padrão e muito especial que me marcou de forma indelével. Querem uma amostra? Minha primeira excursão com a escola não foi a um parque de diversões (na época o máximo era vir ao Simba Safari em SP), mas sim para a Bienal de Arte no Ibirapuera. Marcou-me tanto que passei anos querendo ser arquiteta. Lembro-me até hoje da sensação de ver de perto Abapuru, de Tarsila do Amaral, e de duas exposições que marcaram para sempre minha visão de mundo: Pablo Picasso e Salvador Dali. Passei a assumir a arte como uma necessidade orgânica e cá estou eu, Como A Vida Quer. (risos)

Passa-me uma boa impressão desta Bienal a visão do curador, alemão, cidadão uruguaio, radicado nos EUA. Ele toca em temas que considero importantes para o consumo cultural e ao findar a leitura da entrevista senti uma tranquilidade de estar cumprindo meu dever como mãe e criando bons consumidores. Ele comenta também outro ponto que me lembrou a blogosfera: “o consumo passivo de informação (é) fruto de um controle que leva à anulação da capacidade de resistência“. Para o artista, “a arte é um antídoto que ajuda a resistir e recuperar a saúde mental”. Amei.

Para ter detalhes da Bienal do Mercosul, acesse o site http://www.bienalmercosul.art.br

Soube no post da Bel, do Pitecos, que tem uma bienal alternativa e paralela à oficial. Bienal B, organizada por artistas plásticos gaúchos, buscando incluir e unir os artistas em torno da arte, sem preconceitos, para discutir o sistema de artes local e construir espaços de troca entre eles e o público.

Informações: http://www.bienalb.org

Zemanta Pixie

No universo dos quadrinhos

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 14/09/2007

capa_almanaque_quadrinhos11.jpgExclusivo para quem gosta de quadrinhos como eu. De 17 a 21 de setembro, das 19 às 22 horas, o Centro Cultural SESI Vila Leopoldina realizará um ciclo sobre quadrinhos, intitulado No Universo dos Quadrinhos. A entrada é franca, mas é necessário fazer reserva antecipada de convites, pois a sala do Cineclube do Centro Cultural tem capacidade para acolher 50 pessoas.

Detalhes eu postei num google docs que pode ser acessado aqui.

Serviço

  • Bate-Papo – Álvaro Moya, Eloar Guazelli Filho e Fernando Gonsales
  • Local: sala do Cineclube do Centro Cultural SESI Vila Leopoldina – Rua Carlos Weber, 835 – Vila Leopoldina
  • Data e horário: de 17 a 21 de setembro de 2007(de segunda-feira a sexta-feira), das 19 às 22 horas.
  • Vagas: limitadas – 50 lugares
  • Recomendação etária: 14 anos
  • Informações: (11) 3834-3441 / 3832-1066 ramais 1180 e 1189 / centroculturalsesi@sesisp.org.br
  • Inscrições: de 2 a 15 de setembro na Biblioteca/Gibiteca SESI.
  • Grátis

Manu Carpe Diem

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 14/09/2007

manu.jpgPara aliviar os humores no pós-pizza no Senado, lembrei de uma dica que queria postar aqui há tempos.

Minha querida Manu, do Carpe Diem, voltou a escrever poesias. Ela é poetisa (poeta?) de mão cheia e eu sou fã dela, além de me identificar com sua postura profissional decidida e com sua suavidade na vida privada. É uma pessoa que conheci dos textos do Desabafo de Mãe e que fui descobrindo aos poucos, como as amizades sólidas se consolidam, com um misto da ação do tempo e das afinidades. Desde que vi alguns projetos dela, no Espaço Uno, passei a sonhar com um ambiente de decoração dela na minha casa.

Não é incrível o que as mulheres conseguem ser hoje em dia? Profissional, esposa, mãe e ainda escrever poesias? Lembrou-me dois textos da An, do Z de Zebra, que eu queria indicar aqui também: Filhos: o meu “porque tê-los” e Uma mulher de verdade.

O caso Renan e a nossa via

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 13/09/2007

Ontem ao ver a notícia da votação sobre Renan Calheiros no Senado fiquei calada, o que é raro. Creio que, como muitos, fiquei tão estupefata que calar foi uma defesa interna. Não vou escrever, mas indicar o texto do Coisas de Manogon sobre o tema em O que resta ao povo?

Deixo também o link com esta pérola presidencial lá da Dinamarca: Para Lula, Caso Renan é problema do Senado. Concordo que precisamos “nos habituar a acatar o resultado das instituições a que nos submetemos”, mas não podemos aceitar casos assim com resignação e apatia. Como li hoje cedo, os blogueiros podem mudar a posição política no futuro… pelo menos a gente não aceita nada calado. Escreve, comenta, opina. Já é um começo de democracia.

Por falar na blogosfera e demoracia, definiu-se hoje o nome do novo portal do Wagner e companhia: NossaVia.com.br, que segundo a propaganda (grande) será o site mais relevante do Brasil. Que nos dê voz (como foi na votação democrática do nome) e como eu comentei lá, dê espaço para a cultura, terceiro setor e outros temas que tanto aprecio e para os quais não encontro tags no atual via6.

Em tempo: Veridiana, do 30 & Alguns, está fazendo uma lista das reações de blogs brasileiros sobre este tema no post Vergonha Nacional. Parabenizo-a pela iniciativa.

E ainda sobre o tema e a viagem à Dinamarca, indico a leitura de Hamlet é ambíguo e contraditório como a política econômica: ser ou não ser neoliberal? Gostei muito do artigo que compara nossa realidade econômica e política atual ao texto e personagens de Hamlet.

E o download?

Postado em Música no dia 12/09/2007

Recebi um comentário da Júlia no post de ontem sobre pirataria. Confesso que pensei em falar dos downloads e me abstive. Mas não deveria tê-lo feito. Eu também faço download e troca de músicas na internet há muito tempo e não acho errado, pois me lembra o tempo em que eu “gravava” fitas ou mds dos Cds e vinis de amigos. (sim, minha paixão musical é bem antiga, pode me chamar de “tia”). Na época não havia tanta discussão sobre os direitos autorais e ela tem toda razão, ouvi-los ajuda a descobrir coisas novas.
Um exemplo: adoro trilhas sonoras. Uma das que baixei via rapid share de link de comunidade do orkut é A Lot Like Love. Não tinha visto o filme, mas ao assistir, duas semanas atrás, amei. Loquei normalmente o filme, pois acho perda de tempo baixar filmes e seriados, mas eu tenho locadora pertinho de casa e assinatura da TV a cabo. Se não tivesse ambos, talvez eu baixasse, não sei dizer ao certo.
Outra coisa que me mostrou que funciona para aumentar o consumo são os e-books. Recebi-os outro dia como divulgação de um livro infantil e achei a idéia bárbara. Nem todo jornalista precisa realmente ter a obra física em mãos para falar sobre ela, mas precisa sim ler antes de fazer uma resenha decente. E alguns livros infantis que vi no blog Viciados em Livros me fizeram comprar as obras. De novo, é um círculo vicioso, mas menos nocivo que o outro, que citei no post anterior.
Quanto ao outro tema de download que a Júlia citou, os softwares. Eu resolvi em parte isto testando programas livres, como o Firefox. Para fotos, por exemplo, atualmente uso o Picasa e o Serif Photo Plus, ambos gratuitos. Fazem boa parte do trabalho do Photoshop e não sobrecarregam tanto minha memória ativa – além de não me deixarem com a culpa da pirataria. No quesito software, ainda acho que aos valores são absurdos para o Brasil. Quem tiver dicas, por favor, comente aqui!

Brincar de pirata?

Postado em TV no dia 12/09/2007

kids-teclando.jpgAntes da pirataria, devo avisar: andei sumida, é verdade. Senti falta? Claro! Mas foi por boa causa: feriadão, minha mãe, minha irmã e meu cunhado me visitaram e eu prometi às crianças que não ia trabalhar. Para eles, se eu ligo o computador é trabalho, então, fiquei “de castigo”, mas foi bom me desligar do mundo virtual um pouco. Contabilizei e percebi que devo ficar on line, realmente em frente ao computador, uma média de 10 horas por dia. Achei um exagero. Quando eu falo para Giorgio se desligar do Discovery Kids ele me fala: mas e você, vai ficar liberada do seu computador? E ele tem razão! Uma mãe “addicted to tecnology” é um exemplo – péssimo – para uma criança.

Não fiquei de todo off line, pois a matéria da revista semanal era sobre nativos ou imigrantes virtuais e acabei lendo sobre tecnologia. Inclusive, para os blogueiros que me visitam, posso contar: o teste fala apenas de crianças nascidas na era da internet ou que migraram para ela, mas nos sentimos parte do 4400 ou Heroes, meio fora daquele padrão apresentado. Ao ver as questões do teste, me perguntei: “nossa, será que pulei algumas gerações? Sou uma nativa com certeza!” Repercuti o tema, reforçando o post do e-mail das crianças hoje no Blog do Desabafo de Mãe, falando sobre um Guia de segurança online para pais: idades e estágios que encontrei em uma comunidade do orkut e postei no um blog do Enzo. Para quem se interessa, o Instituto WCF-Brasil (Childhood Brasil) lançou recentemente a cartilha Navegar com Segurança, que orienta os pais sobre como proteger os filhos nas relações virtuais. É possível baixar a cartilha pela internet em pdf clicando aqui.

Mas e a brincadeira de pirata? É aquela do comercial da NET, em que o menino pergunta: “Pai, pirata é legal?” Contei lá o que os meninos fizeram quando expliquei o que é pirata, mas aproveito para tocar no tema aqui: ainda acho que precisamos evoluir para a pirataria ser resolvida. É mais uma questão de mentalidade do que de outra coisa. Parar de consumir pirataria é pensar: um trabalho dá renda que consome que cria emprego que dá renda que consome, etc. Enfim, a cadeia produtiva nos pega em algum ponto, de forma positiva ou negativa, como uma cadeia alimentar. Se você tira o ganha-pão de alguns e os impostos de outros, em algum ponto isto pode influenciar sua vida produtiva e sua renda. Um barato que sai caro se consideramos que como sociedade estamos interligados. Sábado acompanhei minha irmã à rua 25 de Março, famoso centro de compras de bugigangas e utilidades de São Paulo e tive a impressão de que a quantidade de ambulantes vendendo produtos piratas aumentou. Estou reflexionando sobre o tema desde que li dois textos que recomendo: A pirataria, sua importância e como combater e crianças fazem download ilegal porque ‘”todo mundo faz”. E vocês, o que pensam a respeito?

Desafios blogosféricos

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 07/09/2007

A Sofia me convidou há dias para um meme que achei divertido, mas não tinha tido tempo de responder. Mantenho no português lusitano dela que aprecio tanto. (O título, desafiso blogosféricos, tirei do post da Sofia)

Estou aqui pensando quem gostaria de responder. Parece-me divertido para todos e espero que meus amigos de sempre daqui topem a parada e me avisem de suas respostas para que eu possa conhecê-los melhor.

O que estavas a fazer há dez anos atrás?
Decidia se valia a pena largarmos tudo e tentar a vida no Japão e acabara de receber um diagnóstico de que não teria filhos de forma natural (a médica estava errada, já notaram?).

O que estavas a fazer o ano passado?
Planejava o lançamento do Desabafo de Mãe, que seria no mês seguinte.

5 snacks que eu gosto:

  • coxinha como as da minha avó Maria
  • oniguiri recheado com salmão e coberto com alga nori (do kombini Lawson na esquina do apê em Tokyo)
  • bruschetta que eu faço (sou uma Mama excelente -e nada modesta!)
  • picanha fatiada no réchaud do Bar da Mooca (para ajudar, crianças são bem-vindas e eles dão revistinhas de pintura e giz de cera para passar o tempo)
  • torta de maçã do Mc Donald’s

5 músicas cujas letras conheço de cor:

  • Just my imagination (Rolling Stones)
  • Quase sem querer(Legião Urbana)
  • Stars (Simply Red)
  • One of Us (Joan Ousbourne)
  • Resposta (Skank)

5 coisas que faria se fosse miolionária:

  • Daria uma de Angelina Jolie, adotaria várias crianças e criaria uma fundação (meu Brad eu já tenho)
  • Garantiria uma vida tranquila para meus pais perto de mim
  • Abriria uma editora para levar o hábito de leitura a quem não pode mantê-lo
  • Criaria creches para os filhos de catadores de papel, que há dez anos me desesperam (já parou para pensar que esta parte da população não tem outro extrato social para o qual cair?)
  • Teria uma ou mais pessoas para cuidar da casa 24h e 365 dias por ano para mim (claro, né, como eu ia cuidar da fundação? E da bagunça que os novos filhos fariam?)

5 coisas que gosto de fazer:

  • costurar e bordar
  • filosofar com o Gui quando temos tempo
  • fotografar o cotidiano
  • slow food (raramente posso saborear a comida, bebida e a companhia)
  • caminhar a pé com calma, vendo a paisagem e colhendo frutos e flores no caminho

5 coisas que nunca voltaria a vestir/calçar:

  • sapatos de verniz (sofri demais com eles na infância)
  • calças jeans justas demais (só causam desconforto, além de atrairem os olhares masculinos, o que é desconforto para mim agora)
  • roupas largas demais só porque estão na moda (e os anos 1980 estão de volta com isto)
  • saia baloné(ui!)
  • aquele visual BeverlyHills 90210 de calças jeans altas e cintos do tempo da faculdade

5 brinquedos que eu gosto:

  • jogos de trunfo dos meus filhos
  • bicicleta
  • gostaria de ter alguém com bonecas Polly Pocket para brincar (adorava revistinhas com bonecas e roupinhas)… mas hoje em dia, com recall da Mattel, sei não…
  • como mãe descobri que adoro quebra-cabeças (pode?)
  • pular amarelinha (ainda pulo quando acho uma na rua)
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