Arquivo: September 21st, 2007

A Mulher e a Mídia 4

Postado em from posterous no dia 21/09/2007

Não sou feminista, mas luto sempre pela igualdade e isto inclui o respeito às mulheres e à sua capacidade. E mais do que tudo, busco a inclusão das pessoas. Foi o que comentei no meu post no blog do Desabafo de Mãe e citei um texto bárbaro que Marli, mãe de uma colega do Enzo escreveu em resposta ao post que fiz, A profissão do futuro. Executiva, ela escreveu sou boa em casa, mas gosto mesmo de gestão empresarial. O texto é excelente, pela discussão e em especial o bom humor da autora.Toda esta questão me lembrou o Seminário Nacional A Mulher e a Mídia 4, que acontece no Rio no próximo final de semana, promovido pelo Instituto Patrícia Galvão. Realizados desde 2004, esses encontros têm proporcionado diversas reflexões sobre o comportamento da mídia brasileira e latino-americana em relação às mulheres e têm contado com a participação de profissionais qualificadas na área de comunicação. Temas interessantes serão discutidos:

  • TV pública: Ampliação dos canais de expressão para mulheres?
  • Valores, opinião e o protagonismo das mulheres; TV e as questões que envolvem os direitos das mulheres
  • A mídia desqualifica as mulheres no poder
  • A falta de sintonia frente aos novos tempos e a insensibilidade da mídia na relação com as mulheres no poder
  • Cultura, comunicação e uma mídia não-discriminatória
  • Difusão de imagens não-discriminatórias e não-estereotipadas das mulheres; construção de mecanismos de controle social nos meios de comunicação.
  • As mulheres e as novas fronteiras da mídia
  • Interatividade; informação e retorno instantâneo; acessibilidade; notícia cidadã.

Infelizmente, as inscriçoes se encerraram em 12/09, mas vale a pena aguardar os resultados.

Mais sobre o tema: Você é preconceituosa?

Lei Maria da Penha

Postado em mulher no dia 21/09/2007

Eu não sabia o nome lei, mas fiquei triste ao ver o resultado dela. Li uma notícia que contava que a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Lei Maria da Penha), criada para proteger mulheres vítimas de agressões domésticas, reduziu o número de denúncias desse tipo de violência.

O nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia que trabalhou durante 20 anos para ver seu agressor condenado, virou símbolo da luta contra a violência doméstica. Em 1983, Maria da Penha ficou paraplégica, depois de baleada nas costas pelo marido, Marco Antonio Heredia. Em 2001, após 18 anos, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos responsabilizou o Brasil por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Somente em 2003, o ex-marido de Maria da Penha foi preso.


O que parecia bom, acabou sendo um tiro que saiu pela culatra. As mudanças são boas, como podemos ver aqui, mas neste primeiro ano em vigor a lei reduziu as queixas formais pela metade. Os motivos? Infelizmente, as mulheres ficaram com receio de registrar as ocorrências, porque antes podiam fazer e, depois de uma semana, retirar. Com a nova lei, se denunciam, não podem mais retirar a queixa e têm medo de que o parceiro vá preso.

Sou filha de advogada, uma Defensora Pública, já falei várias vezes aqui. Acompanhei tantos casos da minha mãe, alguns que acabaram reunindo esforços coletivos nossos para salvar famílias e ver uma notíca como esta me deixa triste. É preciso tomarmos mais este tema na blogosfera e adotarmos a luta como nossa.


P.S. Oscar me avisou do post Um ano de vigência da Lei Maria da Penha escrito por alguém que realmente entende do assunto na prática, não só na teoria como eu! Vale a pena conferir, o blog já está no meu Del.Ici.Ous.