E o download?
música September 12th, 2007
Recebi um comentário da Júlia no post de ontem sobre pirataria. Confesso que pensei em falar dos downloads e me abstive. Mas não deveria tê-lo feito. Eu também faço download e troca de músicas na internet há muito tempo e não acho errado, pois me lembra o tempo em que eu “gravava” fitas ou mds dos Cds e vinis de amigos. (sim, minha paixão musical é bem antiga, pode me chamar de “tia”). Na época não havia tanta discussão sobre os direitos autorais e ela tem toda razão, ouvi-los ajuda a descobrir coisas novas.
Um exemplo: adoro trilhas sonoras. Uma das que baixei via rapid share de link de comunidade do orkut é A Lot Like Love. Não tinha visto o filme, mas ao assistir, duas semanas atrás, amei. Loquei normalmente o filme, pois acho perda de tempo baixar filmes e seriados, mas eu tenho locadora pertinho de casa e assinatura da TV a cabo. Se não tivesse ambos, talvez eu baixasse, não sei dizer ao certo.
Outra coisa que me mostrou que funciona para aumentar o consumo são os e-books. Recebi-os outro dia como divulgação de um livro infantil e achei a idéia bárbara. Nem todo jornalista precisa realmente ter a obra física em mãos para falar sobre ela, mas precisa sim ler antes de fazer uma resenha decente. E alguns livros infantis que vi no blog Viciados em Livros me fizeram comprar as obras. De novo, é um círculo vicioso, mas menos nocivo que o outro, que citei no post anterior.
Quanto ao outro tema de download que a Júlia citou, os softwares. Eu resolvi em parte isto testando programas livres, como o Firefox. Para fotos, por exemplo, atualmente uso o Picasa e o Serif Photo Plus, ambos gratuitos. Fazem boa parte do trabalho do Photoshop e não sobrecarregam tanto minha memória ativa – além de não me deixarem com a culpa da pirataria. No quesito software, ainda acho que aos valores são absurdos para o Brasil. Quem tiver dicas, por favor, comente aqui!
Brincar de pirata?
TV September 12th, 2007
Antes da pirataria, devo avisar: andei sumida, é verdade. Senti falta? Claro! Mas foi por boa causa: feriadão, minha mãe, minha irmã e meu cunhado me visitaram e eu prometi às crianças que não ia trabalhar. Para eles, se eu ligo o computador é trabalho, então, fiquei “de castigo”, mas foi bom me desligar do mundo virtual um pouco. Contabilizei e percebi que devo ficar on line, realmente em frente ao computador, uma média de 10 horas por dia. Achei um exagero. Quando eu falo para Giorgio se desligar do Discovery Kids ele me fala: mas e você, vai ficar liberada do seu computador? E ele tem razão! Uma mãe “addicted to tecnology” é um exemplo – péssimo – para uma criança.
Não fiquei de todo off line, pois a matéria da revista semanal era sobre nativos ou imigrantes virtuais e acabei lendo sobre tecnologia. Inclusive, para os blogueiros que me visitam, posso contar: o teste fala apenas de crianças nascidas na era da internet ou que migraram para ela, mas nos sentimos parte do 4400 ou Heroes, meio fora daquele padrão apresentado. Ao ver as questões do teste, me perguntei: “nossa, será que pulei algumas gerações? Sou uma nativa com certeza!” Repercuti o tema, reforçando o post do e-mail das crianças hoje no Blog do Desabafo de Mãe, falando sobre um Guia de segurança online para pais: idades e estágios que encontrei em uma comunidade do orkut e postei no um blog do Enzo. Para quem se interessa, o Instituto WCF-Brasil (Childhood Brasil) lançou recentemente a cartilha Navegar com Segurança, que orienta os pais sobre como proteger os filhos nas relações virtuais. É possível baixar a cartilha pela internet em pdf clicando aqui.
Mas e a brincadeira de pirata? É aquela do comercial da NET, em que o menino pergunta: “Pai, pirata é legal?” Contei lá o que os meninos fizeram quando expliquei o que é pirata, mas aproveito para tocar no tema aqui: ainda acho que precisamos evoluir para a pirataria ser resolvida. É mais uma questão de mentalidade do que de outra coisa. Parar de consumir pirataria é pensar: um trabalho dá renda que consome que cria emprego que dá renda que consome, etc. Enfim, a cadeia produtiva nos pega em algum ponto, de forma positiva ou negativa, como uma cadeia alimentar. Se você tira o ganha-pão de alguns e os impostos de outros, em algum ponto isto pode influenciar sua vida produtiva e sua renda. Um barato que sai caro se consideramos que como sociedade estamos interligados. Sábado acompanhei minha irmã à rua 25 de Março, famoso centro de compras de bugigangas e utilidades de São Paulo e tive a impressão de que a quantidade de ambulantes vendendo produtos piratas aumentou. Estou reflexionando sobre o tema desde que li dois textos que recomendo: A pirataria, sua importância e como combater e crianças fazem download ilegal porque ‘”todo mundo faz”. E vocês, o que pensam a respeito?







