A importância e o valor dos Padrinhos
Postado em Comportamento, Mãe com filhos no dia 04/09/2007Estranha a relação que criamos com padrinhos. Eu não os tive na infância, mas a partir dos 11 anos descobri os meus padrinhos através da escrita. Trocava cartas e recebia presentinhos de minha Madrinha Gladis por correio. Mais tarde, mesmo morando na mesma cidade (em certo período a poucas quadras de distância), eu ainda lhes enviava alguma cartinha. Por minha causa e do carinho que temos, lá em casa todos os chamam de padrinhos. Até o Gui! Sempre fiquei feliz por sermos, além de parentes (afinal, é primo da minha mãe), padrinhos e afilhada.
Esta relação é muito especial porque envolve um compromisso espiritual que padrinhos e afilhados fazem no momento do batismo. Lembro que quando fiz o curso de pais e padrinhos para batizar meus filhos eu me emocionei pensando no quanto eles cumpriram cabalmente a missão que assumiram no meu batizado: me guiar no caminho do bem, ensinar-me as benesses da fé e estar ao meu lado sempre. A partir do tempo no Japão, foi o Padrinho quem assumiu a comunicação comigo, por e-mail. Aquariano como eu, ele se ajustou ao modelo tecnológico perfeitamente. Assim, nunca os perdi, independente da distância (ou da proximidade) física.
Em julho, quando programamos desabafos de pai, eu pensei imediatamente nele, pois eles sempre foram meu paradigma de família, por isso ele tinha o que contar. E foi assim no texto Paiêêê!!! E hoje quem publica no Desabafo de Mãe é a Giselle, filha do padrinho e minha prima distante. Curioso é que ela pergunta uma coisa que eu sinto que respondi num outro texto meu. Será certo mentirmos para os pequenos sobre coisas assim e depois arriscarmos que isto pareça uma deslealdade da nossa parte? Esta é uma pergunta muito interessante!