Arquivo: September, 2007

O rapto do Professor de Matemática

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 29/09/2007

collage19.jpgQuando recebi a resenha deste livro da Editora Girafinha já me encantei. As ilustrações são bárbaras e a idéia, de que o professor de matemática é raptado pelos números quando o número 1, 35273849827 fugiu para o “Mundo dos Homens”, deixando o “Mundo da Matemática” de pernas para o ar. Soa aritmética da Emília para mim, mas duas resenhas ótimas (no Mente Aberta e no Uol Crianças) que li me garantem que é ainda melhor e que pode ser um excelente instrumento para falar da matemática, com números primos, sinais de mais e de menos, raiz quadrada, etc.

convite_rapto_sp.jpgApesar de confessar que nunca comprei ou li um título desta editora, não é a primeira vez que ela me chama atenção. E neste caso, o autor convence pelo currículo: cineasta formado em física e matemática pela PUC-RJ, Philippe Barcinski dirigiu Não por acaso (que fiquei com vontade de ver), além de outros cinco premiados curtas e um quadro do TV Castelo Rá-Tim-Bum.

No domingo 30/09 acontece o lançamento oficial do livro em São Paulo, das 15 às 17h na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena tel: 3814-5811). Na ocasião haverá contação de histórias com o professor Erick Justino.

Domingo de cultura infantil gratuita em Fortaleza

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 29/09/2007

A promoção é do Programa Criança e Arte e tem uma programação invejável, com teatro infantil, visitas monitoradas ao Centro Cultural, oficina de arte de bonecos de sombra, sessão de cinema, contação de história e passeio de trenzinho pelo setor histórico da cidade.

  • local: Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza
  • endereço: rua Floriano Peixoto, 941 – Centro
  • fone: (85) 3464.3108
  • Data: domingo, 30/09
  • Entrada franca

Detalhes da programação estão aqui e .

Arrumando a Casa

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 28/09/2007

Durante todo o mês de outubro, o blog do Desabafo de Mãe será o cantinho que vai acolher os leitores do portal Desabafo de Mãe, que está sendo reformulado para tornar-se um site mais funcional! Mas até lá, para todos aqueles que sentirem necessidade e saudade, continuem mandando seus desabafos para o e-mail desabafeja@desabafodemae.com.br

O portal estará fora do ar, mas estaremos trabalhando para as novidades que estão para chegar, inclusive consertando algumas dificuldades de navegação com uma nova proposta de arquitetura de informação.

Enquanto isso, sugiro, além da leitura diária do nosso blog, a leitura dos blogs da nossa equipe:A Flor do Meu Segredo, A Vida Como a Vida Quer, Aline Silva Dexheimer, o Blog, Blog do Gábi, Blog do Rafa e da Júlia, Carpe Diem, Chão de Estrelas, Ciça Donner, Coisas de Manogon, De tudo um pouco, Diário da Mamãe Adri, Eu sou uma Aventura, Felicidade Completa, Grilices, LadyBug Brasil, Lu Brasil, Morandini, Mãe 24 Horas, Once Upon a Time, Puzzle Diário

Mãe de rua

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 28/09/2007

Falei outro dia da importância de brincar e ensinar a brincar sem a tecnologia.
Que tal ensinar seu filho a brincar com peão, jogar futebol de botão, andar de carrinho de rolimã, empinar pipa? Ettore Bottini convida as crianças – e também os adultos – para uma tarde de muitas brincadeiras e recordações da infância. O motivo é o lançamento do seu primeiro livro, Mãe da rua, publicado pela Cosac Naify.
Em Mãe da rua, Ettore Bottini faz uma bela homenagem à Turma, os amigos de infância nas brincadeira de rua. Ideal para ser lido por professores, educadores, mas, principalmente, por pais e filhos – juntos.
Além de tarde de autógrafos, haverá contação de histórias e oficina de brinquedos, com Liana Yuri.

  • Lançamento do livro Mãe da Rua
  • data: Sábado, dia 29 de setembro
  • horário: das 16h às 18h
  • local: Livraria da Vila
  • endereço: Al. Lorena, 1731, Jardins
  • fone (11) 3062-1063

Resultado do Concurso Cultural do Desabafo de Mãe

Postado em from posterous no dia 28/09/2007

No blog do Desabafo de Mãe divulgo oficialmente o resultado do concurso cultural do livro Todo Mundo Sente Raiva. Jô Oliveira, de Curitiba, mãe de 4 crianças, está vivendo fases que vão dos amores platônicos e transformações hormonais da filha pré-adolescente, passando pelo filho que inicia agora o ensino fundamental com restrições físicas por conta de um problema cardíaco que o deixa com raiva, impotência e desânimo, ao de três anos na idade da descoberta das emoções e da chegada do bebê, que toma seu lugar, esta família pode aproveitar bem o livro.

Mas os textos me mostraram pais e tutores interessantes e interessados na qualidade de cultura oferecida às crianças, bem como na formação de um caráter altivo e seguro. Alguns relatos nos mostraram como o comportamento das crianças é assistido de perto pelos pais, que são como eu e meu esposo: usam todo seu potencial criativo para serem bons educadores, não só mantenedores ou provedores para os filhos. Evellyn Gomes, mãe do Gui, escreveu contando que o filho está passando por bullyng (agressão) na escola e que o livro seria bom para ele lidar com a raiva interior. Mas observou também: Não adianta falar que a criança não tem que explodir quando um amiguinho zomba dela e, no trânsito, a mamãe falar cobras e lagartos porque o trânsito está congestionado. Muitas vezes precisamos contar até dez e colocar um sorriso no rosto para que nossa criança interior não ressurja e apronte um escândalo!” Quer verdade maior? Ela está tão certa que eu espero que faça um bom desabafo sobre o tema, porque o exemplo que vem de casa pesa muito na capacidade da criança encontrar seus limites pessoais.

Pais e mães de crianças muito pequenas, talvez até demais para entender o livro, nos escreveram contando que os filhos “já entendem tudo e que eles desejam ajudá-los a ser crianças bem resolvidas, evitando trabalho futuro e consultas à Supernanny”, como disse com bom humor Ana Paula Venâncio, mãe do Mário, de 1 ano e meio. A idade não é empecilho para a leitura com os filhos, eu sempre insisto neste ponto. A paranaense Isolaine Pedroso, mãe de João Victor, de apenas 1 ano e 4 meses, comprovou esta minha idéia contando que está “incentivando a gostar de livros, contando as historias e mostrando as figurinhas, pois será uma boa aproximação de livros de ensinamentos para o futuro”. O mesmo contou Nivea Maria Dias, que tem um filho de 1 ano e 5 meses.

Mas o que me tocou mais o coração de “rata de biblioteca”, como diz minha amiga Aline, foi notar os pais tão ansiosos para passar aos seus filhos o prazer, o valor, a alegria de se “saborear” um bom livro. O tema do concurso não era este, mas valeu para notarmos quão grande e sincera é a preocupação dos pais de que os filhos assimilem o consumo cultural como um hábito saudável e agradável. Luciana Albuquerque, mãe de Júlia, de 6 anos, escreveu: “Desde cedo acreditei que estaríamos ligadas pro resto da vida, devendo ensiná-la que mesmo distante de mim o mundo poderia ser decifrado com imensa sabedoria. Nada melhor para essa preparação do que a leitura”. Lindo, não é? Anna Júlia, de 7 anos, começa a aprender a gostar de ler e está preservando uma biblioteca familiar para o irmãozinho que está a caminho. Quem contou foi a mãe Tatiana Furtado, ela mesma uma apaixonada por livros.
As crianças da fase da Curiosidade Premiada (quem leu este livrinho na infância?) são as que têm mais dificuldade de demonstrar os sentimentos. Lembro disto nos meus filhos e Marlene Saraiva reavivou minha memória contando do Guigui, de 3 aninhos. Segundo esta mãe de Fortaleza, ele “chora por qualquer coisa, explode mesmo, principalmente quando é contrariado”.

Fabiana Prado contou que a filha Melissa, de 2 anos e 3 meses, adora trazer livros da escola para casa e ler sozinha, seguindo com o dedinho as linhas do texto, contando que está “escrevendo” uma “itória”. Sorte dela que a filha não está na idade da raiva, como falou a mãe de Lucas, Daniela Teixeira. “É raiva de ter que sair da brincadeira e ir almoçar, é raiva de ter que comer o almoço e não querer, é raiva de ter que dividir os brinquedos, tudo acompanhado de muitos choros e gritos e às vezes de uns chutes e tapas também. Começar a doutrinar um raivosinho desde cedo parece ser a melhor saída.” Adorei porque Daniela nos pediu para continuarmos indicando livros e comentou que mesmo que não ganhasse este livro, procuraria outros para tratar do tema com o filho.

Na mesma idade, o pequeno João Pedro vive uma fase conturbada com a separação dos pais. Um casal amigo escreveu em nome dele, e o texto de Daniel e Aúrea, um dos primeiros que recebi, me emocionou, contando que das tiradas linguísticas do menino que “fazem lembrar um tempo em que a palavra já era um desafio e, ao mesmo tempo, um doce a mais para ser saboreado”. Eles contam que João já apresenta um interesse vivo por histórias e, a despeito da pouca idade, é um lindo contador de histórias em que ele mesmo vive sempre o papel de príncepe a salvar a amiga Aúrea de um “dagão” ou “monsto” qualquer.
Daniel, nós também acreditamos no poder transformador da palabra e do amor. E que lindo o de vocês! Parabéns!
Parabéns também à familia com 4 crianças que ganhou o concurso.

O portal vai ficar em recesso no mês de outubro, quando completa 1 ano. Mas se vocês têm experiências gostosas de leitura com seus filhos, mandem textos para nós contando, escrevam para samantha@desabafodemae.com.br

Dia Nacional do Doador

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 27/09/2007

jundiai.jpg

Hoje é Dia do Doador. Doador de vida, como ficou claro na reportagem de ontem do Jornal Nacional, que emocionou o país contando da menina baleada acidentalmente em Pernambuco e que salvou ou mudou várias vidas com a doação de seus órgãos. Como mãe, me emocionei profundamente, tanto quanto quando acompanhei a história da Renata, mãe do Vínicius (que perdeu a batalha para a Leucemia) e li o desabafo de Adilson, pai do Krigor (que precisava de um coração).

Estou planejando ir a um banco de medula para me tornar doadora, em especial por eu ser uma mistura de sangue (assim minha avó japonesa se referia a mim, “konketsujin”) e poder ajudar algumas pessoas diferentes como eu. Engraçado usar esta palavra, pois foi a Simone, do De tudo um pouco e a “mãe do diferente” no Desabafo que me alertou para a data via msn e no post Campanha Nacional de Doadores de Órgãos, onde ela discorre com a profudidade de uma profissional da saúde sobre o tema. Vale a pena ler e repercutir.

Segundo Simone, em Jundiaí, em SP, no sábado, dia 29/09, háverá uma campanha para DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA serão recolhendo 10 ml de sangue para fazer a tipagem e verificar o tipo de medula. Esta informação irá para o banco nacional. A chance de compatibilidade entre não familiares é mínima (menos de 1%), por isso quanto mais pessoas forem doadoras, mais chances de salvar uma vida.

Livros em Porto de Galinhas

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 27/09/2007

Há quem reclame que só tem eventos culturais no eixo Rio-SP. Moro em São Paulo há dois anos e meio, confesso que aqui as alternativas são amplificadas, mas há muita cultura boa pelo país e um dos meus compromissos no Blog do Desabafo de Mãe é divulgá-los.
A partir de amanhã cultura terá gosto de praia e uma localização paradisíaca. Porto de Galinhas, um dos cartões postais do litoral brasileiro, sedia a a Fliporto 2007Festa Internacional Literária de Porto de Galinhas, que vai de 27 a 30 deste mês.

A programação completa da Fliporto e da Fliportinho pode ser conferida no site www.fliporto.com e no (81) 3552-1728 Centro de Informações Turísticas de Porto de Galinhas.

Serviço:

  • II Fliportinho Festa Literária Infantil de Porto de Galinhas
  • local: Espaço Porto Arena (na entrada de Porto de Galinhas)
  • data: De 27 a 30 de setembro
  • Entrada: gratuita
  • Informações: (81) 3552-1728

O livro perigoso

Postado em from posterous no dia 27/09/2007

Na terça-feira falei de dois livros no blog do Desabafo de Mãe e posto aqui o que falei, pois gostaria de ouvir as vozes de meus amigos e visitantes sobre o tema que tem sido controverso, o do livro didático Nova História Crítica.

“Um comentário no meu texto da semana passada aqui falava sobre aos frankensteins que estamos formando com a educação atual. Pensei muito sobre ele e pude reflexionar na viagem de carro que fizemos no final de semana: meus filhos repetem tanto o discurso dos personagens de desenho que me assustei. Perdi esta noção no dia-a-a-dia, mas no carro, sem outros afazeres, “caiu a ficha” e me veio à mente o sucesso de O Livro Perigoso para Garotos, em que os autores, dois irmãos ingleses, ensinam os meninos a arte de ser menino. Será que temos passado estas lições para eles? Na brincadeira, dizem os especialistas, a criança desempenha vários papéis e aprende a ser. Se meus filhos vêem muita TV, eles aprendem a simplesmente copiar papéis, recebendo uma ideologia que eu nem sempre aprovo.

Propaganda ideológica incomoda. Mesclada à mensagem subliminar é um veneno em uma sociedade. Domingo vi uma manchete no jornal que me assustou: Nova História Crítica, de Mario Furley Schmidt, uma série de livros didáticos da lista dos recomendados pelo Ministério da Educação, já usados por 28 milhões de estudantes brasileiros e com 10 milhões de cópias vendidas, elogia didatores e faz propoganda ideológica escancarada. O sucesso fez de Schmidt o autor que mais vende livros de História no país. Avaliei a bomba e fiquei de cabelo em pé ao ler a reportagem. Mas notei na blogosfera que não estou só. O blog Diga não à Erotização Infantil fala da polêmica, bem como o Via Moderna, onde se lê trechos do livro em que o autor elogia Mao Tsé-Tung e ridiculariza o quadro de Pedro Américo da Independência do Brasil, entre outras pérolas. A polêmica não é tão recente, mas ganhou força com o artigo de Ali Kamel no jornal O Globo do dia 19/09. É grave quando crianças de ensino fundamental, que atualmente começa aos seis anos, recebem informações com esta “crítica” sem ter capacidade de compreensão e sem formar uma visão crítica pessoal. Mais grave ainda, no entanto, é o Ministério da Educação manter estes livros em suas listas de recomendações.
Que país, enfim, é este, minha gente?”

[update] O mistério do professor Schimidt.

Café em lata

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 25/09/2007

Vi no 30 e alguns fotos com Curiosidades do Japão do Tokyo Times que me fizeram lembrar destas diferenças culturais. O café e pão em lata me lembraram no quanto Gui e eu nos habituamos a tomar café no caminho do trabalho quando morávamos em Tokyo. Até hoje tenho saudade de um pão com camembert e “cream coffee” que eu comprava no kombini a caminho do jornal.

O café foi levado para o Japão (em larga escala) como uma estratégia de marketing da empresa UCC para tentar popularizar o consumo do leite na década de 1960. Virou moda e caiu no gosto dos japoneses e é tão fácil encontrar máqinas que vendam cafés e chás (quentes ou gelados, dependendo da estação do ano) que é impossível não se habituar.

Agora quanto à barba postiça que os homens japoneses estariam usando (leiam )… é estranha, mas lá os modismos são tão “fora do meu normal” que pode ser verdade. Ou pode ser daquelas coisas que saem na TV do mundo todo para inglês ver e que dentro do país a gente não vê! Quando morava lá, muita gente me perguntava destas coisas diferentes que o Fantástico e outros programas citam e lá não eram acomuns nem populares.

Mas a aparência é muito importante para eles, há um culto à forma como se apresentam em público que eu já estou desaprendendo, mas deixou raízes fortes em mim, na minha conduta social. Lá uma mulher sair sem maquiagem (sem base, pó, sombra) é como sair suja, descabelada, é ser relaxada ao extremo. Homens e mulheres se depilam, cuidam muito de todos os detalhes e isto me remete ao e Kabuki, às gueixas e tudo que se depreende quando estudamos a cultura japonesa, tão mais antiga que a nossa. A arte e a estética deles é tão cheia de detalhes e sutilezas que me fazem sempre pensar que é um verdadeiro culto e busca incansáveis do belo e da perfeição. Se é preciso tirar pelos com eletrólise e colocar depois barbas postiças, aí já não sei, mas que é uma obcessão que tem nos trazido coisas bonitas, isso é. Mas, infelizmente, as duas coisas que o post da Veridiana me lembraram, a busca deles por beleza e praticidade, me fazem ver que caminham sempre na contramão do tão sonhado desenvolvimento sustentável. Que pena! :(

A Mulher e a Mídia 4

Postado em from posterous no dia 21/09/2007

Não sou feminista, mas luto sempre pela igualdade e isto inclui o respeito às mulheres e à sua capacidade. E mais do que tudo, busco a inclusão das pessoas. Foi o que comentei no meu post no blog do Desabafo de Mãe e citei um texto bárbaro que Marli, mãe de uma colega do Enzo escreveu em resposta ao post que fiz, A profissão do futuro. Executiva, ela escreveu sou boa em casa, mas gosto mesmo de gestão empresarial. O texto é excelente, pela discussão e em especial o bom humor da autora.Toda esta questão me lembrou o Seminário Nacional A Mulher e a Mídia 4, que acontece no Rio no próximo final de semana, promovido pelo Instituto Patrícia Galvão. Realizados desde 2004, esses encontros têm proporcionado diversas reflexões sobre o comportamento da mídia brasileira e latino-americana em relação às mulheres e têm contado com a participação de profissionais qualificadas na área de comunicação. Temas interessantes serão discutidos:

  • TV pública: Ampliação dos canais de expressão para mulheres?
  • Valores, opinião e o protagonismo das mulheres; TV e as questões que envolvem os direitos das mulheres
  • A mídia desqualifica as mulheres no poder
  • A falta de sintonia frente aos novos tempos e a insensibilidade da mídia na relação com as mulheres no poder
  • Cultura, comunicação e uma mídia não-discriminatória
  • Difusão de imagens não-discriminatórias e não-estereotipadas das mulheres; construção de mecanismos de controle social nos meios de comunicação.
  • As mulheres e as novas fronteiras da mídia
  • Interatividade; informação e retorno instantâneo; acessibilidade; notícia cidadã.

Infelizmente, as inscriçoes se encerraram em 12/09, mas vale a pena aguardar os resultados.

Mais sobre o tema: Você é preconceituosa?

Lei Maria da Penha

Postado em mulher no dia 21/09/2007

Eu não sabia o nome lei, mas fiquei triste ao ver o resultado dela. Li uma notícia que contava que a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Lei Maria da Penha), criada para proteger mulheres vítimas de agressões domésticas, reduziu o número de denúncias desse tipo de violência.

O nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia que trabalhou durante 20 anos para ver seu agressor condenado, virou símbolo da luta contra a violência doméstica. Em 1983, Maria da Penha ficou paraplégica, depois de baleada nas costas pelo marido, Marco Antonio Heredia. Em 2001, após 18 anos, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos responsabilizou o Brasil por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Somente em 2003, o ex-marido de Maria da Penha foi preso.


O que parecia bom, acabou sendo um tiro que saiu pela culatra. As mudanças são boas, como podemos ver aqui, mas neste primeiro ano em vigor a lei reduziu as queixas formais pela metade. Os motivos? Infelizmente, as mulheres ficaram com receio de registrar as ocorrências, porque antes podiam fazer e, depois de uma semana, retirar. Com a nova lei, se denunciam, não podem mais retirar a queixa e têm medo de que o parceiro vá preso.

Sou filha de advogada, uma Defensora Pública, já falei várias vezes aqui. Acompanhei tantos casos da minha mãe, alguns que acabaram reunindo esforços coletivos nossos para salvar famílias e ver uma notíca como esta me deixa triste. É preciso tomarmos mais este tema na blogosfera e adotarmos a luta como nossa.


P.S. Oscar me avisou do post Um ano de vigência da Lei Maria da Penha escrito por alguém que realmente entende do assunto na prática, não só na teoria como eu! Vale a pena conferir, o blog já está no meu Del.Ici.Ous.

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