Archive for August, 2007

Alfa ou Beta

from posterous August 28th, 2007

team-work-pq.jpgAcabei de postar sobre este tema no blog do Desabafo de Mãe, no qual escrevo às terças sobre cultura infantil e cidadania. Hoje comentei um evento na reunião da escola do Enzo ontem. O resumo da ópera pode ser compreendido no podcast do Max Gehringer na rádio CBN, dizendo que “em alguns anos, a profissão do futuro será o dono-de-casa”.

Reflito sobre o conceito do mundo feminino que passo para meus filhos homens e noto que acabo sendo preconceituosa por evitar que eles assimilem demais ícones como os do BBB e afins. Mas em momento algum demonstro que homens ou mulheres valem mais ou menos, são mais ou menos capazes. Independente das discussões de macho alfa ou beta, mulheres alfa, somos seres humanos, como escrevi lá no meu post, caminhamos nas últimas gerações femininas para que nosso tempo (usado em casa, no trabalho ou nos dois) tivesse o mesmo valor que o dos homens, que nossa mais-valia estivesse no fato de sermos humanos.

Mas os homens que conseguem ser alfa no trabalho e beta em casa estão em alta sim, não porque é moda, mas porque são os flexíveis, com maior habilidade de se ajustar à nova mulher que também é alfa no que tem certeza e beta em outras atividades. Estão prontos para o trabalho em equipe. Beta para mim não é o delegado ao segundo plano, como segunda letra do alfabeto grego, mas o que está testando novidades.  É o vanguardista que não tem medo de errar ao tentar, porque segue em frente com objetivo de ser melhor, sem para isto depreciar ninguém.

P.S. Votei há pouco no rec6 num texto chamado “dicas de liderança para serem usadas com seus filhos ou nas empresas“. Título interessante,  não?

Jornalismo cultural

A Vida Como A Vida Quer August 27th, 2007

tiosam.jpgSabe quando a gente nota que está ficando velho?

Alguns sinais são clássicos: as crianças de dez anos já te chamam de “tio, tia”, os de 18 de “senhor, senhora” e na internet as pessoas teclam para você “nossa, mas você usa a internet bem, tá melhor que a minha mãe”. Como balzaquiana eu já passei por todas estas experiências e, apesar de não gostar de ser chamada de tia, eu levo todas com bom humor e minha franqueza característica.

Mas agora, no via6, descobri outra forma (interessante) de sentir que a idade chegou (ou passou). Alguns estudantes de jornalismo ou de pré-vestibular para comunicação social estão assinando meu conteúdo! Ao notar isto, senti um baque: sei que me formei há 10 anos (pois é, foi dia 10/04 mas não teve festa não – ou não confirmaram o convite do Flock para mim), mas não tinha pensado que já dava para ser uma referência em alguma coisa. (risos)

Então, para os focas de plantão, aqui está uma dica da tia Sam (falando assim me sinto de cartola e vestida de azul, branco e vermelho, símbolo dos EUA): O Comunique-se e o Multishow farão um curso de jornalismo cultural, de 19/09 a 03/10. O preço é salgadinho, mas me pareceu interessante. Contatos no site ou aqui (11) 3897-0860 e e-mail.

Yoga Para Crianças

saude August 24th, 2007

Infelizmente não é um texto contando que estamos fazendo yoga em casa. Seria uma boa idéia para
todos, mas ainda não achei um lugar bom para isto (nem procurei com tanto afinco) e eu mesma já não tenho mais o clima de yoga que tinha na adolescência, quando eu fazia yoga e era vegetariana (isto é tema para outro texto).

Estou deixando um convite para quem estiver em São Paulo neste sábado, 25/08, aproveitar e ir ao lançamento do livro de Katia Canton, Yoga para crianças, da Cosac Naify. Além dos tradicionais autógrafos e contação de histórias (desta vez histórias hindus), as crianças poderão fazer exercícios de yoga. Enfim, relaxamento e diversão, como prometem os organizadores.

O evento começa às 15 horas na Livraria Haikai, na rua Armando Penteado, 44, Praça Vilaboim, São Paulo, SP. Fone (11) 3663-4616.

P.S. Um dos personagens do filme Imensidão Azul, de onde tiramos a idéia do nome do Enzo, era um exímio mergulhador graças à prática de ioga. Mas meu filho está mais para o personagem interpretado pelo ator francês Jean Reno.

Mais uma do home office

carreira, cotidiano e sociedade August 24th, 2007

soho.jpgAchei um texto bem legal sobre Home Office no blog do Rodrigo Muniz e deixo trackback aqui. Interessante por comentar um fator psicológico que pesa em quem decide trabalhar em casa: a solidão. A gente tem muito contato telefônico ou virtual (dependendo da área), mas falta o contato humano mesmo, a paradinha para o cafézinho em que se joga uma conversinha fora e o tempo de espairecer. No meu caso, sinto falta também de me arrumar, me transportar, até de ouvir bobagens do Heródoto falando do Timão dele com a Katia Tofoleto na CBN… acreditem, ouvir CBN em casa não funciona bem, algumas coisas foram feitas para o horario de rush!

Resolvi seguir o conselho do Ale e do Wagner e inseri a notícia no Rec6 – devo dizer que eu sempre gostei de inserir notícias dos outros, mas quando chegava lá os caras já tinham postado e acabei perdendo o hábito. Lá achei um outro texto sobre o tema, no blog do Rafaelle explicando como criar um home office. Eu já falei sobre o tema e contei que trabalho em casa desde que voltei do Japão, em 2000 e minha experiência me faz notar que o algumas dicas dele não dariam certo. É imprescindível que o escritório em casa seja num ambiente próprio, organizado (dependendo do jeito de cada um, eu sou uma bagunceira de marca maior na vida real, só consigo ter organização e “taxonomia” no mundo virtual) e principalmente à prova de ruídos. Não é só porque eu tenho filhos e a empregada pela casa o dia todo, mas porque é necessário que você tenha a noção de fechar o expediente em alguma hora. Como conseguir isto se sua mesinha compacta ficar debaixo da escada, no canto do seu quarto ou o notebook ficar na mesa da sala?

Vale a pena seguir algumas dicas, como as práticas do Léo Baiano em aumentando a produtividade em um home office (que aliás, também se posicionou sobre a polêmica de se cadastrar as próprias notícias no Rec6) e investir para ter um espaço que possa lhe garantir produtividade e qualidade de vida. Se o imóvel onde mora é seu, vale uma reforminha para criar um ambiente próprio (por exemplo, já testei e não funciona usar o “micro” quartinho de empregada sem janela), se é alugado, talvez compense alugar um maiorzinho para ter este local. Certos gastos são na verdade bons investimentos e creio que até meu guru financeiro Navarro concordaria com o que eu falo (risos).

Domínio público

A Vida Como A Vida Quer August 23rd, 2007

Não tem como replicar, estou apenas indicando a postagem do Ale sobre Os 1.000 livros mais procurados no Domínio Público para baixar grátis. Parece mentira, mas ele postou a lista com mil livros mesmo e fez uma defesa de dois sites que disponibilizam livros de domínio público para download.

Outra dica bárbara, sobre a qual não tenho palavras, é o texto da Maria Augusta sobre os 60 anos da independência da Índia e sobre Gandhi, com comentários maravilhosos da Lunna Guedes e da Luma Rosa. Imperdível.

ch@t com @migos

A Vida Como A Vida Quer August 22nd, 2007

collage40.jpgOutro dia falei do e-mail das crianças e fiquei feliz com a repercussão e a preocupação demonstradas aqui.

Hoje quero contar de um teste que faço do meebo como substituto ao msn. Por enquanto vai sendo aprovado. Converso com pessoas, atendendo a clientes e faço reuniões de pauta no msn o tempo todo. Mas alguns amigos meus não o usam, outros preferem o skypegtalk ou yahoo e, para ajudar, tenho um msn de trabalho e outro pessoal. No meebo juntei tudo: posso usar todas as identidades e ainda há uma meebo room, um widget que posso colocar no meu blog se eu quiser. (O melhor é que funciona até aqui no wordpress!)

Sou mesmo ligada demais na internet e já começo a parecer uma mulher biônica (risos, quem assistia este seriado como eu?) porque não fico sem meu pocket pc (um celular meio masculino, mas ótimo), onde estão sincronizadas a maior parte dos meus arquivos importantes. Por já ter morado do outro lado do mundo e hoje viver longe de minha família, dou um valor imenso à tecnologia que nos une. A cada novo membro da família que passa a usar o chat, eu vibro, como tem sido agora que minha cunhada me dá notícias da minha afilhada semanalmente. Enfim, o que realmente pesa para mim na net são os amigos: os virtuais não me tiram dos reais, mas ganham cada dia um espaço maior na minha vida e aí é que skype, msn ou meebo se tornam imprescindíveis.

Por falar neles, a Lina voltou das férias de verão e escreveu sobre os amigos virtuais. Vale ler.

O Filho Eterno, do mestre Cristóvão Tezza

livros August 21st, 2007

Cristóvão Tezza foi meu professor mais inspirador e importante na faculdade de jornalismo. Nunca mais tive contato com ele, mas foi uma pessoa que marcou gerações de alunos da Federal, como já notei em outros textos de colegas.

Acontece hoje o lançamento do décimo segundo romance dele, O filho eterno. A obra é um relato autobiográfico, narrado em terceira pessoa, sobre as experiências de um pai com um filho portador de síndrome de Down. Nos trechos do livro que li vê-se um Tezza que apenas na sombra do seu olhar era possível imaginar e, mais de uma década depois do meu contato com o mestre, com coração e alma de mãe, eu pressinto que me emocionarei e me encantarei. Duas outras leituras me garantiram que não será um relato meloso, mas sim, como citado na entrevista A eternidade e um livro, seguirá um caminho como o de Kenzaburo Oe (prêmio nobel japonês, que também escreveu sobre o próprio filho e é sempre um pouco ácido, em minha opinião de leitora). Vale a pena ler também A Reinvenção de uma criança eterna, no Estadão.

Vale a pena conferir, para quem puder ir, ao lançamento do livro que acontece junto à exposição de pinturas de Felipe Tezza, no Original Beto Batata (R. Prof. Brandão, 678 – Alto da XV), (41) 3262-0840. Hoje, 21 de agosto, às 19 horas.

P.S. O Filho Eterno marca o retorno de Cristovão Tezza à editora Record, que, simultaneamente ao livro novo, reedita Trapo (1988), Aventuras Provisórias (1989) e O Fantasma da Infância (1994).

blank
Submarino.com.br
SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Web Analytics