Arquivo: July, 2007

Respeito e personagens de HQ

Postado em from posterous no dia 23/07/2007

Estou em licença-médica tratando uma sinusite e outras “ites” em decorrência de uma gripe mal-curada. Ficar sem trabalhar significa ficar sem usar o computador, ou, como diz o Giorgio, “ficar liberada”. Mas como abri o Desabafo de Mãe e lembrei que tem texto meu como manchete hoje, vou deixar uma palhinha e um convite para que todos possam conferir.
Aqui em casa, com meus filhos saindo da primeira infância e já trazendo muito comportamento e valores dos colegas de escola e dos desenhos animados, a palavra que mais tenho tido que enfatizar é respeito. Conceito difícil de impor, mais ainda que os limites, porque precisamos sempre repetir, nas varias situações “sociais”, o que seria indicado.

Por exemplo, não se pode usar “fala sério!” com a vizinha de setenta anos, mas eu não posso simplesmente proibi-los de usar gírias no cotidiano, sob o risco deles ficarem uns “adultinhos” que não se encaixam na própria idade. Então entra o respeito e noção de diferença: com a fulana, por ser uma pessoa mais velha e formal, não pode. Com os amiguinhos da mesma idade, pode.

Mas o mundo hoje é diferente do meu. Quando era criança eu chamava as professoras de senhora, mesmo sendo jovens. Enzo fez jardim 2 e primeiro ano do ensino fundamental com uma professora que era informal (e uma excelente professora!), e os liberava para chamá-la como quisessem. Eu logo chamei atenção quando ele chegou em casa e falou da “Pro”… mandei chamar de Catarina. Ela me respondeu que não se incomoda, que podiam chamar de Cata, Pro, o que quisessem… Noto que todas indicam apelidos para eles, assim se aproximam. E eles apreciam esta intimidade.

Intimidade não é inimiga do respeito. Deveria ser uma aliada, mas não é fácil para os pais atualmente encontrar o meio termo. Como o Giorgio ainda é pequeno, procuro uns exemplos acessíveis para ele entender as situações e Enzo acaba entrando no jogo comigo. Como já comentei aqui, passamos parte do tempo livre juntos lendo gibis e vendo desenhos de super heróis. De uns tempos para cá, conforme fui vendo que o Giorgio se envolvia muito com a Turma da Mônica, comecei a conversar sobre as atitudes dos personagens.

A turminha, como muitas coisas da nossa infância, não tinha nada de “politicamente correto”… pelo contrário, eles são terríves! Chico Bento cola nas provas, engana os pais para ir pescar, rouba goiabas e o vizinho lhe manda chumbo (literalmente). Mônica bate em todos os meninos da rua e os obriga a fazer suas vontades (quantas vezes eles brincam de casinha forçados, com olhos roxos?), e nunca vi os Souza pais chamarem a atenção dela.

Nem os da Magali, que deve ter uma síndrome! Se uma criança comesse o lanche do seu filho, você acharia certo? E por aí a turminha vai… o Cascão, eu sempre digo, se fosse mesmo daquele jeito ou já estaria no hospital internado com doenças graves ou seus pais estariam perdendo a guarda dele por descuido. No turbilhão de estorinhas (divertidas claro, como tudo que não é politicamente correto!) nós conversamos sobre os valores e atualmente mais que tudo sobre o respeito aos outros, às diferenças, às regras sociais.

Outro dia estava lendo o blog Carpe Diem, da colega de Desabafo Emanuelle Albuquerque, e ela falava sobre o livro Pollyana que resolveu reler recentemente. Eu tinha lembrança do jogo do contente desta mocinha tão boazinha que era chatinha, mas a Manu comentava vários conceitos preconceituosos do enredo. Dei risada sobre a Pollyana, pois, por ser muito aquariana, nunca gostei muito deste personagem (risos).

No entanto, como comentou a Manu, ainda indicam este livro e sem pensar que, como Tom Sawyer e Huck Finn, de Mark Twain, não tem nada de politicamente correto! Mas será que dá para obrigar os filhos só ao politicamente correto?

Fomos a um evento da Editora Cosacnaify há alguns dias sobre o livro Capitão Cueca, que é outro destes nada corretos, mas divertidos sob o ponto de vista infantil. E que como o Tom Saywer ensina a criança a sobreviver às adversidades.

Atualmente tenho desafios com o Enzo no início do ensino fundamental que me forçam a apresentá-lo a histórias que são de enfrentamento, porque já passamos por alguns casos (suaves) de bullying, a agressão/perseguição física ou verbal por colegas. Nesta hora, a gente pensa na hora: vamos ver Karatê Kid, quem sabe o mestre Miyagi ensina a reagir? (risos)

No segundo grau fiz um debate sobre politicamente correto… era época disto nos EUA, ainda se pensava que um dia chegaria a estas paragens! Pensei: puxa, nós sobrevivemos, tantas de nós foram apresentadas à Pollyana por nossas mães (creio que quase todas as atuais avós leram este livro), sobrevivemos e estamos fazendo nossa parte sendo cidadãs corretas.

Quando vejo as crianças interagindo nas festas de escola ou de aniversário vejo que eles brigam, mas se dão bem e, conversando com os amigos de meus filhos, noto que eles sabem o que deve ser feito, o certo e o errado, então, fico resignada e concluo que temos ainda que confiar no futuro e pensar de forma rousseauniana, que todos temos em nós o quê bom do Emílio!

Expedição Vaga Lume

Postado em from posterous no dia 22/07/2007

Está acontecendo em São Paulo o Congresso Vaga Lume, que reune interessados no incentivo à leitura. As atividades ocorrem todas as noites até 31 de julho no Hotel São Paulo In.
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Através do Programa Expedição Vaga Lume, a Associação Vaga Lume trouxe à São Paulo 74 pessoas de 19 municípios da Amazônia Legal Brasileira, que participam de uma capacitação para planejar, implantar e acompanhar bibliotecas rurais comunitárias, com o objetivo de disseminar o conhecimento de sua metodologia e formar equipes para atuar no programa.
O objetivo da entidade é promover o desenvolvimento cultural e educacional de comunidades rurais da Amazônia Legal Brasileira e contribuir com a troca de conhecimento entre a população da Amazônia e demais regiões do país. E, claro, tornar-se referência nacional na aplicação da metodologia de implantação de bibliotecas comunitárias como estratégia de desenvolvimento humano e comunitário. Não é mesmo bárbaro? É possível contribuir de várias formas: Doação financeira, Patrocínio e palestra, Doação de livros e Aquisição de produtos. Sou sempre adepta da palestra e doação de livros, porque envolvem participação pessoal.
Maiores informações no site ou na sede da Associação Vaga Lume na Rua Fidalga, 716 – Vila Madalena – São Paulo – SP. Fone (11) 3032-6032.

Tecnologia ou tecnocracia?

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 21/07/2007

Li duas postagens sobre tecnologia e blogs que mexeram comigo. No Blog do Cobra ele falava por que hypes ajudam blogs e me fez pensar. Primeiro na palavra hype, sobre a qual achei um artigo bárbaro em No mínimo.
Googlei e achei alguns posts interessantes. Um mundo sem hypes e concordei: “Você pode, e deve aproveitar um hype, mas se seu conteúdo não for significativo para o leitor, ele não voltará.” Queremos que as pessoas voltem, mas na blogosfera há quem o deseje por status, outros por dinheiro, outros para alimentar a rede de amizades mesmo. Estou no terceiro, quero achar afins e fiquei pensando se estou certa alimentando os links. Vou deixar dois links para pensarmos: Qual a importância dos links? e Page Rank e Hypes – Refutando Mitos
No Tecnocracia em para não dizer que não falei do iPhone foi impossível não me identificar, porque eu tenho um celular palm ou telefone pocket pc. Não sei como chamar meu Qtek 9100, celular ou PDA, mas eu não o trocaria por um i-phone porque desde as primeiras reportagens sobre o produto da Apple eu acho que o meu tem muitas das ferramentas, com a diferença de o software é windows e ainda não pus um bom cartão de memória nele.
Admito alguns problemas de sincronização, andei lendo e tem gente tendo outros problemas. Vou tentar o contato com a operadora e espero ser melhor atendida do que contam que foram Gui Leite aqui e Bia Kunze aqui. Ainda assim, não só para participar da promoção que escrevo e também porque ainda estou contente com meu brinquedinho (é como meu marido, que me presenteou com ele no nosso aniversário de namoro o chama) e não acredito que o i-phone poderá me trazer tanta coisa a mais. No mais, meu mp3 player (é 3 e não 4) Rio Carbon ainda me serve e não me incomodo de usá-los separadamente. Meu filho Enzo tem um i-pod e não gostei da interface dele, provavelmente já estava muito adaptada com o mp3 e o windows media player! Mas o principal motivo para eu não trocar é o fato de nem termos ainda conhecimento das condições de uso que serão exigidas, como comentam em Ten Reasons Why You Shouldn’t Buy an iPhone.
Estou participando da promoção Tecnocracia HandCase. Participe você também.

Hoje é dia do amigo

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 20/07/2007

Já comecei o dia com mensagens queridas de algumas amigas como Lina, Aline e Jô. E vou almoçar com uma das amigas mais antigas que tenho, a Vivi, filha do meu pediatra e minha amiga “herdada” dos pais desde o tempo em que estávamos na barriga das nossas mães!
Obrigado a todos pela presença real ou virtual em minha vida.

Ainda somos humanos diante das tragédias?

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 19/07/2007

Estamos de Luto e faremos
PROTESTO
Não podemos admitir que vidas se percam por causa da irresponsabilidade e incompetência de nossos governantes.
Participe e mostre sua indignação.
Unindo forças seremos ouvidos e podemos mudar o mundo.

Li no Rumorejo agora que esta chamada está no Second Life (SL). Uma movimentação de protesto e indignação com a morte de mais de 180 pessoas no vôo da TAM acontecido nesta terça-feira (17).
Nem tive tempo de falar sobre o tema, pois acabei me entregando à tristeza e ontem não pude trabalhar, passei o dia prostrada, com gripe e uma vontade de só ficar em casa com meus filhinhos. Gui, super querido com meu mal-estar súbito, acha que minha imunidade baixou do baque das notícias do acidente da TAM. Pode ser, quem nesta semana poderá dizer que não se sentiu mal? Quem dera fôssemos todos puros com coração de criança como meu filho Enzo, que, aos sete anos, simplesmente chorou copiosamente ao ver as noticias e imagens do acidente na TV. Chorou quase uma hora e quando o William Bonner relembrou no Jornal Nacional que haviam funcionários no escritório da TAM Express ele se entregou de vez à dor e à solidariedade, falando que aquelas pessoas tinham família. Por certo que pensava numa tragédia destas acontecendo no escritório do pai. E quem não pensou em alguém próximo ao ouvir as histórias tão reais, tão humanas?
O que acalmou o Enzo foi orar. Ligamos para minha mãe e ela o acalmou. Gui e eu também oramos com ele e aos poucos fomos garantindo a ele que o que nos restava era orar pelo bem estar de todos e confiar que Deus estará cuidando deles e de suas famílias. E creio que é assim que podemos homenagear estas famílias e protestar contra o descaso na aviação civil brasileira, que nos chocou agora como em 1996 e no acidente da Gol do ano passado. Devemos ser humanos, sentir dor pelos outros, sem deixar de lado a capacidade de sentir solidariedade, indignação e de reagir coletivamente.
Claro que não estou pedindo para ninguém orar, a fé é individual e intransferível. A reação não precisa ser religiosa e sim cidadã. Estou seguindo uma proposta feita pela Poliane hoje: “Quem tiver um avatar no Second Life, convido a irem à ilha de Porto Alegre e clique no painel, registrando sua presença! Quem for blogueiro, convido também a protestar colocando um post sobre o assunto! Quem tem orkut erga sua bandeira de luto! E vamos assim movimentar esse pais e a internet mostrando a nossa indignação!”

Teatro de Anônimo

Postado em teatro no dia 17/07/2007

Uma boa descoberta que fiz neste mês foi a programação cultural do Sesc Água Verde, em Curitiba, PR. Apesar de ter feito lá cursos de costura que me rendem alguns momentos de lazer até hoje, sempre o relacionei à atividades para Terceira Idade. Nunca ao teatro.
Em junho meu caro Silvio Sano me informou da iniciativa do Sesc de interpretar autores nikkeis nas comemorações do Centenário da Imigração Japonesa e assim conheci a Andréa Pereira, assessora de lá, que tem me mandado dicas excelentes.
A de hoje é do Grupo de Teatro Anônimo, que está em Curitiba para uma oficina sobre Processo de Criação do Teatro Anônimo, ministrada hoje e amanhã no Sesc Água Verde, das 19h às 23h. Maiores informações (41) 3342-7577.
Fundado em 1986, o grupo comemora 20 anos trajetória dedicada ao “Teatro Popular Circense”, sobre o qual desenvolveu uma linguagem própria, com enfoque principal na arte da comicidade, na palhaçada clássica, nas técnicas de aéreos e no universo teatral das festas populares. O primeiro mergulho profundo do grupo no universo dos clowns e das trupes mambembes, emergindo com um resgate da linguagem clássica, numa revisão recheada de humor e poesia está no espetáculo Roda Saia Gira Vida. A única apresentação, gratuita, acontece amanhã, às 15h, em Curitiba, na Praça Oswaldo Cruz, tradicional espaço de aulas de esportes a crianças carentes e palco de alguns treinos da ginástica olímpica brasileira.

Cada um pode fazer sua parte

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 17/07/2007

Acabo de postar no Blog do Desabafo de Mãe, no qual posto toda terça-feira como mãe e jornalista (onde não sou as duas coisas misturadas?) e deixo o link para a postagem aqui: Quase maioridade do ECA. Deixei lá links interessantes de blogs e sites discutindo o Estatuto da Criança e do Adolescente e terminei falando que cada um pode fazer sua parte. Esta máxima resume muito do que acredito na vida, talvez à la Henry Thoreau, pois desde criança namorava o Desobediência Civil dele. Aliás, tentem imaginar uma criança vendo um livro com este título na estante da sala, pensando nele cada vez que sua mãe (a dona do livro) lhe dizia para obedecer!
Cito-o porque não creio que seja a lei que protege as crianças que poderá fazer diferença em nossa sociedade. É sim o cidadão reagir e se necessário se revoltar pacificamente para mudar o que está perto de si usando a arma que Wagner citou em seu blog em resposta ao meme da impunidade: o amor. O olhar de amor para a criança que está no farol vendendo chiclete e a piedade pela condição em que ela está. Meu filho Giorgio ainda tem este olhar, quando noto a reação dele à miséria infantil eu volto, ainda que momentaneamente, a me emocionar e encontro em mim forças para trabalhar por uma sociedade um pouquinho melhor.
Semana passada recebi uma resposta dos meus esforços neste sentido. O Fundo Cristão para Crianças, do qual já falei aqui, mandou o relatório de progresso de minha afilhada Terezinha Hellen, atendida pela ONG Associação de Moradores de Cariri Mirim, em Pernambuco. Deixo abaixo imagens dela e do relatório.

Culpa pelo trabalho

Postado em Carreira e dinheiro, Mãe com filhos no dia 17/07/2007

[Este texto foi originalmente publicado no Desabafo de Mãe]

Um comentário no texto E viva as férias de julho!, me fez lembrar de uma entrevista que eu concedi à reporter Lilian F. Morais, da revista Crescer, sobre um dos painéis do 1º Seminário Crescer: Famílias Interativas que aconteceu em maio sem São Paulo (ela me falou que a matéria já saiu na revista, mas ainda não comprei para conferir). Foi interesssante porque pude relembrar e reviver estes últimos anos, refletindo sobre a forma como nós estamos encarando meu retorno efetivo ao mercado de trabalho – e eu sinceramente espero que ele possa continuar acontecendo, mas lentamente e sem exageros.

Posto abaixo as perguntas – e minhas respostas – curiosa por saber como vocês, pais e mães que são leitores e amigos aqui, fazem para resolver as mesmas questões! Contem nos comentários, estou ansiosa por saber.

Montei um acampamento para os dois me acompanharem durante algumas horas do dia, mas confesso que trabalhar ao som do Club Penguin, Neopets e tudo mais não é fácil.Tampouco o é sob a trilha sonora do Discovery Kids e Cartoon Network, ouvindo o trenzinho elétrico girar nos trilhos a toda, com dois heróis fantasiados brincando de luta ou contadores de história mirins inventando teatros com os bichos de pelúcia.

Montei um acampamento para os dois me acompanharem durante algumas horas do dia, mas confesso que trabalhar ao som dos jogos e brincadeiras não é tão fácil.

:)

Sobre a possibilidade de parar de trabalhar e ficar período integral com os filhos:

No ano passado tive a experiência de deixa-los no período integral da escola por 12h duas vezes por semana e foi muito duro para todos nós. Por outro lado, como eles já tinham 5 e 8 anos e frequentavam o ensino fundamental, notei que se tornaram mais independentes e percebi neles um “orgulho” ao me ver chegar na escola para buscar depois do trabalho, com jeito de mãe-executiva, mais dentro do padrão das outras mães dos colegas.
No entanto eu ainda priorizo ficar meio período com eles e tentar concentrar o trabalho fora de casa (reuniões, entrevistas) no horário da escola.

Os aspectos familiares, sociais e econômicos que me fazem continuar trabalhar:

Não tive necessidade financeira de voltar a trabalhar, meu esposo sempre me apoiou e a idéia de eu ficar com as crianças na sua primeira infância era um projeto familiar -e eu me organizei financeiramente  por alguns anos antes de ter filhos para concretiza-lo. Mas eu sempre pensei que deveria ter um prazo, ser finito e meu plano era (e foi assim que fiz) voltar a trabalhar meio periodo quando eles estivessem no ensino fundamental. Para isso, nunca fiquei realmente fora do mercado, continuei me informando, estudando, trabalhando pro bono na minha área para me manter ligada à minha profissão.

Formas criativas para se comunicar e estar perto dos filhos mesmo com excesso de trabalho:

Fico com eles pela manhã e à noite, salvo datas em que tenho eventos (como o da Crescer) nestes horários, pois tento marcar entrevistas, reuniões, tudo no horário de aula.
Aproveitamos os finais de semana para fazer programas culturais legais, como ir a museus, parques, contação de histórias e lançamentos literários em familia, são coisas que têm a ver com meu trabalho, mas que podemos aproveitar juntos.

A culpa por trabalhar muito:

Ainda durmo com culpa, mas lembro de um verso do Renato Russo que dizia “todos os dias, antes de dormir, lembro e esqueço como foi o dia, sempre em frente, não temos tempo a perder”. Penso que tenho a aproveitar a “culpa” que vem depois de muitos dias ausente para me aperceber de que o tempo que temos juntos é sempre muito valioso.

Conversas com os filhos para que eles entendam a sua “ausência”

Sempre enfatizo como o trabalho me faz feliz. Aquele papo de trabalho enobrece, mais do que o discurso de que “preciso trabalhar” para pagar a vida que você tem. E digo que faço um trabalho que tem um valor social e, por exemplo, quando uma pessoa comenta no meu blog que descobriu lá uma exposição ou um livro infantil e curtiu como filho, eu mostro para eles. Eles se sentem orgulhosos por serem meus “musos” inspiradores e meus pauteiros, por trabalharem comigo!

Quase maioridade do ECA

Postado em Cotidiano e sociedade, Mãe com filhos no dia 16/07/2007

No dia 13 de julho o Brasil se encantou com a abertura do Pan, que nos deu a chance de mostrar aos nossos filhos boas razões para sentirem orgulho do seu País. Mas havia na sexta-feira treze outro motivo para comemoração e honraria brasileiros: o Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA, completou 17 anos. Quase maioridade de uma lei que nos colocou entre os países do mundo que protegem os seus menores, garantindo-lhes direito ao “desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade”.
Blogs discutem o alcance da lei, especialmente a redução da maioridade penal (que se tornou tema de discussão no país com caso João Hélio e outros tantos que envolvem adolescentes) e a limitação das condições de trabalho remunerado e legalizado de menores, como se discute aqui, levando-os à informalidade pura e simples. Para quem deseja saber mais do estatuto e das conquistas indico dois links: do Governo e do Gilberto Dimenstein.
Vale lembrar que o ECA não foi criado para as crianças em situação de risco, mas para que elas não estejam nesta condição. Ele garante direitos básicos como saúde, educação, segurança, acesso à cultura. Suas regras cabem tanto ao lar quanto à escola, como podem conferir aqui, e, acima de tudo, são um dever da sociedade como um todo. Cada um pode fazer sua parte.

Na próxima semana sai a lista dos classificados para o 3º Concurso Causos do ECA, um concurso literário e cultural que procura disseminar histórias de cidadania vivida por meio da efetivação das diretrizes previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Ratatouille

Postado em from posterous no dia 16/07/2007

Este texto foi publicado no Desabafo de Mãe.

Algumas misturas dão certo. Outras não. Na minha concepção, ratos e crianças combinavam, mas ratos e cozinha não! Mas depois de ver o filme Ratatouille (chamado de Ra-ta-tui pelas crianças brasileiras) mudei de idéia. E mudamos um pouco a capacidade de apreciar alimentos em família.

Apesar de Enzo começar a apreciar a boa culinária (ou seja, provar e gostar de muita coisa saudável e apetitosa), quem me surpreendeu foi Giorgio. Aos quatro anos, como a maioria das crianças desta idade, ele não come nada diferente. Fica na sua “rotina” gastronômica e não se arrisca. Mas ao voltar do cinema quando assistimos Ratatouille, ele logo me falou: “vou provar estas comidas juntas que nem o Rémy, vai ficar bom!”

No começo do filme, o ratinho Rémy ensina isto para o irmão pardo e gordinho, tentando explicar o que aprendeu nas aulas de culinária que via na TV da casa sobre a qual vive o clã de ratos chefiado por seu pai. As aulas eram do chéf Gusteau, que acaba sendo o mentor espiritual do ratinho cozinheiro no filme todo.

A partir daí, são muitas trapalhadas dignas dos melhores desenhos animados, com direito a belas paisagens francesas e detalhes incríveis do interior do suposto famoso restaurante francês. Já notaram como os ratinhos funcionam bem no imaginário infantil? Nossa geração (e outras antes) foi fã de Jerry (do gato Tom) e Mickey Mouse. Algum tempo depois, foi a vez do Stuart Little e Hamtaro ganharem as crianças do mundo. Pois Rémy tem essas qualidades e ainda é nobre de espírito, enfim, é impossível não amá-lo.

Não gostei do enfoque da imprensa que começava as sinopses dizendo que o ratinho sonhava em ser um grande chef. Na verdade, a grande sacada da história é o fato de ele pouco a pouco, em virtude das coincidências e infortúnios de sua vida, descobrir em si a capacidade de ser chef.

O mesmo ocorre em nossas vidas. Altos e baixos que acabam nos levando ao sucesso de forma inusitada. Como no filme Carros, uma das mensagens ressalta que vivemos escolhendo carreira e família e, ainda assim, é possível encontrar um caminho onde as duas coisas convivam em harmonia.

A outra mensagem, repetida à exaustão e que encantou Enzo, é de que “todo mundo pode cozinhar”. Não ser um grande chef, mas todo mundo pode fazer aquilo que sonha se estiver disposto a se empenhar de coração. Para os pais fica a mensagem de que devemos estar dispostos a permitir que nossos filhos busquem (e encontrem) sua felicidade e realização, mesmo que seja em condições inusitadas para nós.

Não deixe de ver o filme, especialmente se, como nós, você também é fã de outros sucessos Disney Pixar, como Monstros S.A., Toy Story, Vida de Inseto, Os incríveis, Procurando Nemo e Carros.

O que conta o filme?
“Ratatouille” é o nome de um prato da culinária francesa popular feito com ingredientes que crianças não gostam: tomate, berinjela e pimentão. Para piorar, grande parte da animação se passa na cozinha. Mesmo assim, com tantas coisas adultas, o filme agrada em cheio às crianças porque tem uma história simples e engraçada.

Remy é um rato que está em Paris e gosta de culinária, mas o fato dele não ser humano dificulta seus sonhos. Num lance do destino forma uma improvável parceria com um rapaz desajeitado, Linguini, o novo ajudante de cozinha de um tradicional mas decadente restaurante parisiense.

Novos blogueiros

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 16/07/2007

Dois amigos virtuais e colegas de Desabafo estreiaram blogs neste final de semana, deixando-me muito contente, pois gosto muito dos escritos e da visão crítica deles. Vale a pena conferir o Coisas de Manogon e Simone Zelner. E a Adri, a quem eu incentivava há tempos na blogosfera, está animada no Diário da Mamãe Adri.

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