Arquivo: July 17th, 2007

Teatro de Anônimo

Postado em teatro no dia 17/07/2007

Uma boa descoberta que fiz neste mês foi a programação cultural do Sesc Água Verde, em Curitiba, PR. Apesar de ter feito lá cursos de costura que me rendem alguns momentos de lazer até hoje, sempre o relacionei à atividades para Terceira Idade. Nunca ao teatro.
Em junho meu caro Silvio Sano me informou da iniciativa do Sesc de interpretar autores nikkeis nas comemorações do Centenário da Imigração Japonesa e assim conheci a Andréa Pereira, assessora de lá, que tem me mandado dicas excelentes.
A de hoje é do Grupo de Teatro Anônimo, que está em Curitiba para uma oficina sobre Processo de Criação do Teatro Anônimo, ministrada hoje e amanhã no Sesc Água Verde, das 19h às 23h. Maiores informações (41) 3342-7577.
Fundado em 1986, o grupo comemora 20 anos trajetória dedicada ao “Teatro Popular Circense”, sobre o qual desenvolveu uma linguagem própria, com enfoque principal na arte da comicidade, na palhaçada clássica, nas técnicas de aéreos e no universo teatral das festas populares. O primeiro mergulho profundo do grupo no universo dos clowns e das trupes mambembes, emergindo com um resgate da linguagem clássica, numa revisão recheada de humor e poesia está no espetáculo Roda Saia Gira Vida. A única apresentação, gratuita, acontece amanhã, às 15h, em Curitiba, na Praça Oswaldo Cruz, tradicional espaço de aulas de esportes a crianças carentes e palco de alguns treinos da ginástica olímpica brasileira.

Cada um pode fazer sua parte

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 17/07/2007

Acabo de postar no Blog do Desabafo de Mãe, no qual posto toda terça-feira como mãe e jornalista (onde não sou as duas coisas misturadas?) e deixo o link para a postagem aqui: Quase maioridade do ECA. Deixei lá links interessantes de blogs e sites discutindo o Estatuto da Criança e do Adolescente e terminei falando que cada um pode fazer sua parte. Esta máxima resume muito do que acredito na vida, talvez à la Henry Thoreau, pois desde criança namorava o Desobediência Civil dele. Aliás, tentem imaginar uma criança vendo um livro com este título na estante da sala, pensando nele cada vez que sua mãe (a dona do livro) lhe dizia para obedecer!
Cito-o porque não creio que seja a lei que protege as crianças que poderá fazer diferença em nossa sociedade. É sim o cidadão reagir e se necessário se revoltar pacificamente para mudar o que está perto de si usando a arma que Wagner citou em seu blog em resposta ao meme da impunidade: o amor. O olhar de amor para a criança que está no farol vendendo chiclete e a piedade pela condição em que ela está. Meu filho Giorgio ainda tem este olhar, quando noto a reação dele à miséria infantil eu volto, ainda que momentaneamente, a me emocionar e encontro em mim forças para trabalhar por uma sociedade um pouquinho melhor.
Semana passada recebi uma resposta dos meus esforços neste sentido. O Fundo Cristão para Crianças, do qual já falei aqui, mandou o relatório de progresso de minha afilhada Terezinha Hellen, atendida pela ONG Associação de Moradores de Cariri Mirim, em Pernambuco. Deixo abaixo imagens dela e do relatório.

Culpa pelo trabalho

Postado em Carreira e dinheiro, Mãe com filhos no dia 17/07/2007

[Este texto foi originalmente publicado no Desabafo de Mãe]

Um comentário no texto E viva as férias de julho!, me fez lembrar de uma entrevista que eu concedi à reporter Lilian F. Morais, da revista Crescer, sobre um dos painéis do 1º Seminário Crescer: Famílias Interativas que aconteceu em maio sem São Paulo (ela me falou que a matéria já saiu na revista, mas ainda não comprei para conferir). Foi interesssante porque pude relembrar e reviver estes últimos anos, refletindo sobre a forma como nós estamos encarando meu retorno efetivo ao mercado de trabalho – e eu sinceramente espero que ele possa continuar acontecendo, mas lentamente e sem exageros.

Posto abaixo as perguntas – e minhas respostas – curiosa por saber como vocês, pais e mães que são leitores e amigos aqui, fazem para resolver as mesmas questões! Contem nos comentários, estou ansiosa por saber.

Montei um acampamento para os dois me acompanharem durante algumas horas do dia, mas confesso que trabalhar ao som do Club Penguin, Neopets e tudo mais não é fácil.Tampouco o é sob a trilha sonora do Discovery Kids e Cartoon Network, ouvindo o trenzinho elétrico girar nos trilhos a toda, com dois heróis fantasiados brincando de luta ou contadores de história mirins inventando teatros com os bichos de pelúcia.

Montei um acampamento para os dois me acompanharem durante algumas horas do dia, mas confesso que trabalhar ao som dos jogos e brincadeiras não é tão fácil.

:)

Sobre a possibilidade de parar de trabalhar e ficar período integral com os filhos:

No ano passado tive a experiência de deixa-los no período integral da escola por 12h duas vezes por semana e foi muito duro para todos nós. Por outro lado, como eles já tinham 5 e 8 anos e frequentavam o ensino fundamental, notei que se tornaram mais independentes e percebi neles um “orgulho” ao me ver chegar na escola para buscar depois do trabalho, com jeito de mãe-executiva, mais dentro do padrão das outras mães dos colegas.
No entanto eu ainda priorizo ficar meio período com eles e tentar concentrar o trabalho fora de casa (reuniões, entrevistas) no horário da escola.

Os aspectos familiares, sociais e econômicos que me fazem continuar trabalhar:

Não tive necessidade financeira de voltar a trabalhar, meu esposo sempre me apoiou e a idéia de eu ficar com as crianças na sua primeira infância era um projeto familiar -e eu me organizei financeiramente  por alguns anos antes de ter filhos para concretiza-lo. Mas eu sempre pensei que deveria ter um prazo, ser finito e meu plano era (e foi assim que fiz) voltar a trabalhar meio periodo quando eles estivessem no ensino fundamental. Para isso, nunca fiquei realmente fora do mercado, continuei me informando, estudando, trabalhando pro bono na minha área para me manter ligada à minha profissão.

Formas criativas para se comunicar e estar perto dos filhos mesmo com excesso de trabalho:

Fico com eles pela manhã e à noite, salvo datas em que tenho eventos (como o da Crescer) nestes horários, pois tento marcar entrevistas, reuniões, tudo no horário de aula.
Aproveitamos os finais de semana para fazer programas culturais legais, como ir a museus, parques, contação de histórias e lançamentos literários em familia, são coisas que têm a ver com meu trabalho, mas que podemos aproveitar juntos.

A culpa por trabalhar muito:

Ainda durmo com culpa, mas lembro de um verso do Renato Russo que dizia “todos os dias, antes de dormir, lembro e esqueço como foi o dia, sempre em frente, não temos tempo a perder”. Penso que tenho a aproveitar a “culpa” que vem depois de muitos dias ausente para me aperceber de que o tempo que temos juntos é sempre muito valioso.

Conversas com os filhos para que eles entendam a sua “ausência”

Sempre enfatizo como o trabalho me faz feliz. Aquele papo de trabalho enobrece, mais do que o discurso de que “preciso trabalhar” para pagar a vida que você tem. E digo que faço um trabalho que tem um valor social e, por exemplo, quando uma pessoa comenta no meu blog que descobriu lá uma exposição ou um livro infantil e curtiu como filho, eu mostro para eles. Eles se sentem orgulhosos por serem meus “musos” inspiradores e meus pauteiros, por trabalharem comigo!

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