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Jul
31

Eu sou uma aventura

Hoje uma das manchetes do Desabafo de Mãe é um desabafo meu chamado “Um dia raivoso“, que conta como o livro Todo Mundo Sente Raiva me ajudou a resolver umas crises que meus filhos viveram no domingo. Depois da confusão toda, os meninos decidiram mostrar seus sentimentos numa redação (Enzo) e desenho (Giorgio) que estão postados nos seus blogs.Por falar em blog, tem também um texto da Renata, de quem falei aqui há alguns meses. Vale a pena conferir.
Minha amiga virtual Aline Dexheimer está lançando um jornalzinho que se chama EU SOU UMA AVENTURA, segundo ela “sem fins lucrativos, apenas para divulgar e espalhar coisas boas belo mundo”. Adepta da filosofia positiva e otimista no dia-a-dia, confesso que Aline às vezes até me deixa nervosa de tão calma que é… risos. Ela criou um blog e uma comunidade no Orkut sobre o tema. Mãe de trigêmeos da idade do Giorgio e ainda tranquila, ela me parece uma aventura mesmo!
Enfim, minha aventura de férias com os meninos em casa acaba hoje e tanto eu quanto eles estamos animados com a volta às aulas. E começaremos bem: em ritmo de Pan, eles começam judô amanhã numa academia muito conceituada (o sensei fundador era oitavo dan, um dos mais famosos do Brasil) e eu farei academia no mesmo horário. Tomara que consigamos perseverar.

Em tempo: Enzo foi conferir o espetáculo Peter Pan - Todos podemos voar, no Credicard Hall neste domingo, a convite do amigo Mateus e sua família. Pelo que vi na mídia o espetáculo, apesar do preço salgado, vale a pena.

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Jul
30

Blogagem Coletiva - EU EXIJO ORDEM E PROGRESSO! (17.08.07)

A Poliane, do Rumorejo, está convocando amigos para uma Blogagem Coletiva - EU EXIJO ORDEM E PROGRESSO! (17.08.07). Repito abaixo o texto de convocação dela.

ATENÇÃO A TODOS OS BLOGUEIROS INDIGNADOS E INSATISFEITOS…

VAMOS UNIR AS NOSSAS FORÇAS NO DIA 17.08.07, DIA QUE COMPLETARÁ UM MÊS DO ACIDENTE DA TAM, MOSTRANDO O NOSSO DESCONTENTAMENTO E DIZER COM LETRAS GARRAFAIS QUE EXIGIMOS ORDEM E PROGRESSO!!

A iniciativa é de Veridiana, do blog 30&alguns. Já confirmei minha presença, e você?

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Jul
29

Aniversário do Vô Juca

Eu não conheci meus avós, que já eram falecidos quando nasci, mas nunca consegui colocar ninguém no lugar deles. Cresci ouvindo histórias e construindo, peça a peça, uma imagem do que eles seriam como pessoas e sonhando com os avós que seriam para mim. Vô Juca, pai da minha mãe, jornalista e idealista, foi uma referência intelectual para mim. Apesar de ouvir mil histórias sobre ele, foi na biblioteca que herdamos dele que o decifrei. Críticas ao socialismo soviético em plena década de 40, finas edições da obra completa de Nietzsche e Machado de Assis, uma enciclopédia completa e imensa anterior à segunda guerra mundial, biografias de bandeirantes e narrativas de viajantes ao extremo oriente. Isto sem falar nos discos dele, incríveis, alguns em 78 rotações, misto de bossa-nova e clássicos eruditos, que minha avó fez questão de deixar para mim antes de falecer. Estão lá, na minha mãe, porque ninguém mais tem um toca-discos apropriado. (risos)
Herdei também o dicionário dele, várias vezes reencadernado e cheio de marcas de caneta. Falavam-me dele os títulos, as anotações a caneta tinteiro nos trechos que gostava, páginas não abertas de livros que deve ter descartado.
E os artigos, que como hoje são os blogs, há tempos fizeram sua voz interior falar mais alto. Infelizmente um incêndio na UEPG, ainda na minha infância, acabou com o acervo do Diário dos Campos, jornal que foi dele por décadas em Ponta Grossa. Mas na década de 1990 minha mãe foi agraciada (sim, considero graça divina isto) com um livro de colegens, um clipping feito por um funcionário do jornal e guardado por anos a fio. Ao saber que a neta estagiava com uma advogada filha do José “Juca” Hoffmann, este senhor gentilmente nos presenteou com suas colagens da época em que foi funcionário do Diário. Histórias mil para contar, não?
A jornalista Alessandra Bucholdz, que atualmente trabalha no Diário dos Campos, andou fazendo um levantamento dos pioneiros do jornal e nos ajudou a juntar os pedaços da história profissional dele. Vou ver se tem link para incluir aqui depois. No momento, deixo meu agradecimento a ela.
Hoje ele faria aniversário, 103 anos! Parabéns para ele.

P.S. É também aniversário da avó do Guilherme, única “bisa” que meus filhos conhecem, nascida há 92 anos na Andaluzia.

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Jul
28

E-books

Ainda não sou muito adepta da leitura de e-books, mas recentemente uma amiga do via6 me mandou algumas conceituadas gramáticas em arquivo pdf e com as obras de referência comecei a perder o preconceito. E o blog Viciados em Livros tem me ajudado muito, sempre dou uma passada lá e os títulos infantis acabam me convencendo a tentar. Semana passada Enzo estava passando aqui e viu a foto do Arthur e os Minimoys, tive que baixar para ele. Hoje foi Flicts que me chamou atenção lá.
Este livro do Ziraldo é encantador como toda sua obra. Outro dia Ana Virgínia, uma jornalista aque é professora de ioga em Belo Horizonte mandou um desabafo sobre sua emoção ao visitar com o filho Rafa, de 7 anos, a exposição que homenageia a obra dele. E me lembrou Flicts e um comentário que o astronauta Neil Armstrong fez sobre Flicts: “the moon is flicts“. Para entender o porquê, só lendo o livro. Mas a história do exemplar em inglês e do autógrafo está contada aqui. E há outras homenagens ao livro aqui.
O blog está com uma campanha pelo livro acessível, vale a pena conferir aqui.
Já que falamos do tema, vale a pena conferir a discussão sobre publicar ou não em papel no Digestivo Cultural.

Jul
28

Backup

Ontem tive que reformatar meu computador, um check-up anual, digamos assim. Tentei lembrar de tudo para fazer backup e descobri que o firefox e thunderbird contam uma excelente ferramenta: MozBackup. Vou fazer backup mais vezes por garantia, porque achei o sistema excelente, não perdi nada. E descobri que o Del.ici.ous também faz backup, uma forma de passar os links para quem não usa? Aliás, quem quiser me adicionar à sua rede lá, meu perfil é samegui.

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Jul
27

Consumidor consciente

Fui às compras logo cedo antes de trabalhar. Consumo inevitável: vegetais, frutas, carne, gasolina no carro. Eu tento usar a máxima “Pense Globalmente, Compre Localmente“, apesar de toda dificuldade que temos atualmente para saber de onde as coisas vêem. Ainda bem que aqui em São Paulo tem aquela tradição de morangos de Aibaia, figo de Valinhos e outras coisas que nos dão noção da sua origem.
Estou falando de consumo por conta de duas notícias que li hoje.
Uma diz que o modo stand by dos aparelhos elétricos é responsável por até 20% da conta de luz. Eu já tinha sido alertada sobre isto em 2001, uma amiga que mora na Noruega, Celma, me avisou por e-mail quando o Governo local sugeriu aos cidadãos que evitassem este desperdício. Minha estratégia é ter um filtro de linha em alguns locais, assim desligo o filtro ao invés de desligar todos os aparelhos. Mas confesso que estava meio displicente e agora vou me emendar. Segundo o release que li hoje e comenta pesquisa do Inmetro, é possível notar a redução de consumo na conta de luz. Lembrete: menos consumo, mais do que aliviar o bolso, significa um comportamento mais ecológico, que nem preciso repetir aqui, né? Descobri também uma Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) que fez teste com aparelhos ligados 24 horas durante 30 dias, mas, infelizmente, apesar dos excelentes temas, exige cadastro e pagamento para acesso aos textos. Que pena!
A outra questão do consumo eu li no badalado blog Síndrome de Estocolmo em que Denise Arcoverde convida a todos a boicotar a L’oreal, que entre outras coisas, recentemente foi condenada por racismo em suas campanhas publicitárias. A foto da atriz sul-africana Charlize Theron foi bem escolhida para mostrar a cara da empresa. Ela também falava do boicote à Nestlé, num texto que vale a pena conferir.
Gostei mesmo do convite dela para que nós, brasileiros, passemos a usar o boicote a empresas como um instrumento de protesto e transformação. Vamos participar?

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Jul
26

Dia das avós

Quem teve uma avó carinhosa já sorri ao ver este título. Gente de sorte teve duas. Não convivi com os avós, mas tive uma Batian (vó em japonês), Bisavó, Tataravó e uma Vó Gorda. Era assim que chamávamos minha avó Maria Augusta, mãe da minha mãe, uma pessoa cujo amor ainda está presente no meu dia a dia, mesmo 19 anos depois de seu falecimento.
O amor fica sempre presente em nós, tanto a ausência de amor quanto a presença dele nos marcam de forma indelével. Novos ramos podem surgir nas nossas árvores, até enxertos (assim meu sogro se refere a mim e os outros genros e nora), mas não podemos trocar as raízes. E as raízes são os avós.
Fiz um texto rememorando os avós da família e está no Desabafo de Mãe hoje.
Beijos e se tiverem um vovô ou vovó por perto, abracem-no por mim.

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Jul
25

Crianças no semáforo

Você ainda se compadece das crianças que param ao lado do seu carro nos sinaleiros para pedir esmolas ou tentar vender seu trabalho de mascate ou de limpa vidros?
A mim ainda emociona. Como o professor de inglês Jihad Abou Ghouche, de Foz do Iguaçu, PR, que criou um programa para alimentar alunos da escola de sua esposa, porque “tinha vergonha de comer sabendo que eles passavam fome”, eu tenho muitas vezes vergonha de continuar indo a meus passeios com meus filhos e deixar aquelas crianças ali, ao relento, correndo todos os riscos que não se deve correr.
Hoje recebi um release da Maxpress que falava de uma campanha publicitária lançada pela Fundação Projeto Travessia e que alerta sobre o trabalho infantil nos semáforos.
Os anúncios exibem o rosto de pequenos malabaristas de farol que deveriam estar lendo, estudando ou simplesmente brincando. E levantam o debate sobre a questão, enfatizando que “O trabalho infantil só ocorre por falta de políticas públicas eficientes de inclusão social”.
Dei uma olhada no site da entidade e de todos os projetos, que incluem cartões de Natal (não sou muito adepta destes projetos que a gente só compra algo e não faz nada pessoal), interessei-me por um dos mais antigos, atuante desde 1996, o Programa de Educação na Rua no Centro. A empresa em que trabalho fica na Liberdade, bem no centro de São Paulo, e é triste notar o estado das crianças e jovens que moram nas ruas de lá. Falta-lhes a mais básica dignidade e muitas vezes o mínimo da condição humana.
A proposta do programa me lembrou ações do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua em Curitiba, que conheci e acompanhei (fiz reportagens à noite com eles) em 1995. Daquelas crianças, vi um se tornar educador de rua, formar família e ajudar alguns de seus amigos, superando inclusive as drogas. E aprendi a ter esperança na recuperação do ser humano, sempre que ele for tratado com dignidade e respeito.
Os projetos e história do Travessia podem ser conhecidos em seu site http://www.travessia.org.br.

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Jul
25

One of us

Recentemente pude assistir a reprises de duas entrevistas muito agradáveis com Ariano Suassuna. Como não podia deixar de ser, encantou-me a forma como ele conta sua própria história familiar (o pai foi assassinado num imbroglio ligado à morte de João Pessoa) e como conta com simplicidade de sua obra, como se fosse um principiante sem muita fé em si mesmo. Fala tudo com sinceridade e a firmeza que a história e a ciência concedem aos bons docentes. Fiquei ainda mais fã.
Mas continuo sem ter lido um único livro dele. Falha imensa que me faz parecida com muitos brasileiros: apreendo a cultura de meu país pela mídia televisiva e cinematográfica, até mesmo no que concerne à literatura. Por um lado uma pena, por outro uma bênção, pois me orgulha termos profissionais tão bons que consigam nos passar o sabor de um Suassuna nas telas como fez Guel Arraes com o Auto da Compadecida, um dos meus filmes favoritos.
Pois o Teatro Guaíra, em frente ao qual fiz faculdade em Curitiba, celebra Suassuna de 26 a 29 de julho no Mini-Guaíra. E o que é melhor, com entrada franca. Uma das histórias que compôs meu querido “Auto”, a do pai avarento e o porquinho que seria dote da filha estão em “O Santo e a Porca“, peça de estréia do Grutun!, Grupo de Teatro da UniBrasil. A iniciativa é fruto de uma leitura de poemas que os alunos fizeram para próprio autor em sua visita a Curitiba no início de junho. A direção é de Alex Wolf e coordenação de Victor Folquening.

P.S. Parece que não tem nada a ver, mas tem: já prestaram atenção à letra da música One of Us, de Joan Ozbourne? Estávamos ouvindo-a no carro no domingo e traduzindo para os meninos e me lembrei de imediato de uma passagem do Auto em que Jesus se apresenta como um negro para o Chicó, para testar sua fé.
If God had a face, what would it look like“?

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Parece brincadeira com a viagem que farei agora da Mooca ao Jaguaré, mas não é, a indicação do clipe da banda The Cars estava no twitter agora cedinho, como sempre por lá dica do .

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Jul
23

Respeito e personagens de HQ

Estou em licença-médica tratando uma sinusite e outras “ites” em decorrência de uma gripe mal-curada. Ficar sem trabalhar significa ficar sem usar o computador, ou, como diz o Giorgio, “ficar liberada”. Mas como abri o Desabafo de Mãe e lembrei que tem texto meu como manchete hoje, vou deixar uma palhinha e um convite para que todos possam conferir.
Aqui em casa, com meus filhos saindo da primeira infância e já trazendo muito comportamento e valores dos colegas de escola e dos desenhos animados, a palavra que mais tenho tido que enfatizar é respeito. Conceito difícil de impor, mais ainda que os limites, porque precisamos sempre repetir, nas varias situações “sociais”, o que seria indicado.

Por exemplo, não se pode usar “fala sério!” com a vizinha de setenta anos, mas eu não posso simplesmente proibi-los de usar gírias no cotidiano, sob o risco deles ficarem uns “adultinhos” que não se encaixam na própria idade. Então entra o respeito e noção de diferença: com a fulana, por ser uma pessoa mais velha e formal, não pode. Com os amiguinhos da mesma idade, pode.

Mas o mundo hoje é diferente do meu. Quando era criança eu chamava as professoras de senhora, mesmo sendo jovens. Enzo fez jardim 2 e primeiro ano do ensino fundamental com uma professora que era informal (e uma excelente professora!), e os liberava para chamá-la como quisessem. Eu logo chamei atenção quando ele chegou em casa e falou da “Pro”… mandei chamar de Catarina. Ela me respondeu que não se incomoda, que podiam chamar de Cata, Pro, o que quisessem… Noto que todas indicam apelidos para eles, assim se aproximam. E eles apreciam esta intimidade.

Intimidade não é inimiga do respeito. Deveria ser uma aliada, mas não é fácil para os pais atualmente encontrar o meio termo. Como o Giorgio ainda é pequeno, procuro uns exemplos acessíveis para ele entender as situações e Enzo acaba entrando no jogo comigo. Como já comentei aqui, passamos parte do tempo livre juntos lendo gibis e vendo desenhos de super heróis. De uns tempos para cá, conforme fui vendo que o Giorgio se envolvia muito com a Turma da Mônica, comecei a conversar sobre as atitudes dos personagens.

A turminha, como muitas coisas da nossa infância, não tinha nada de “politicamente correto”… pelo contrário, eles são terríves! Chico Bento cola nas provas, engana os pais para ir pescar, rouba goiabas e o vizinho lhe manda chumbo (literalmente). Mônica bate em todos os meninos da rua e os obriga a fazer suas vontades (quantas vezes eles brincam de casinha forçados, com olhos roxos?), e nunca vi os Souza pais chamarem a atenção dela.

Nem os da Magali, que deve ter uma síndrome! Se uma criança comesse o lanche do seu filho, você acharia certo? E por aí a turminha vai… o Cascão, eu sempre digo, se fosse mesmo daquele jeito ou já estaria no hospital internado com doenças graves ou seus pais estariam perdendo a guarda dele por descuido. No turbilhão de estorinhas (divertidas claro, como tudo que não é politicamente correto!) nós conversamos sobre os valores e atualmente mais que tudo sobre o respeito aos outros, às diferenças, às regras sociais.

Outro dia estava lendo o blog Carpe Diem, da colega de Desabafo Emanuelle Albuquerque, e ela falava sobre o livro Pollyana que resolveu reler recentemente. Eu tinha lembrança do jogo do contente desta mocinha tão boazinha que era chatinha, mas a Manu comentava vários conceitos preconceituosos do enredo. Dei risada sobre a Pollyana, pois, por ser muito aquariana, nunca gostei muito deste personagem (risos).

No entanto, como comentou a Manu, ainda indicam este livro e sem pensar que, como Tom Sawyer e Huck Finn, de Mark Twain, não tem nada de politicamente correto! Mas será que dá para obrigar os filhos só ao politicamente correto?

Fomos a um evento da Editora Cosacnaify há alguns dias sobre o livro Capitão Cueca, que é outro destes nada corretos, mas divertidos sob o ponto de vista infantil. E que como o Tom Saywer ensina a criança a sobreviver às adversidades.

Atualmente tenho desafios com o Enzo no início do ensino fundamental que me forçam a apresentá-lo a histórias que são de enfrentamento, porque já passamos por alguns casos (suaves) de bullying, a agressão/perseguição física ou verbal por colegas. Nesta hora, a gente pensa na hora: vamos ver Karatê Kid, quem sabe o mestre Miyagi ensina a reagir? (risos)

No segundo grau fiz um debate sobre politicamente correto… era época disto nos EUA, ainda se pensava que um dia chegaria a estas paragens! Pensei: puxa, nós sobrevivemos, tantas de nós foram apresentadas à Pollyana por nossas mães (creio que quase todas as atuais avós leram este livro), sobrevivemos e estamos fazendo nossa parte sendo cidadãs corretas.

Quando vejo as crianças interagindo nas festas de escola ou de aniversário vejo que eles brigam, mas se dão bem e, conversando com os amigos de meus filhos, noto que eles sabem o que deve ser feito, o certo e o errado, então, fico resignada e concluo que temos ainda que confiar no futuro e pensar de forma rousseauniana, que todos temos em nós o quê bom do Emílio!

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