Arquivo: June, 2007

Conciliar carreira e filhos?

Postado em from posterous no dia 20/06/2007

Será que é possivel conciliar a carreira e filhos ou a matéria da revista Epoca desta semana tem razão e nossa geração vai abandonar tudo para ficar em casa?

Sinceramente, apesar de ser uma mãe que deixou de trabalhar para passar o primeiro ano com os filhos, não me identifiquei com a abordagem, pois enfatiza o sentimento de perda no âmbito familiar. Minha opção ficou no meio termo… Então não vejo esta perda. Encaro a nova maternidade que nossa geração vive como uma escolha, nossa e de nossos companheiros. Uma mulher que tinha uma carreira e opta por deixá-la de lado para ficar mais com os filhos conta com um grande companheiro, tanto quanto a mulher que opta por não parar de trabalhar para ser só mãe.

E a sua? E a sua familia? Comente e discuta lá no post do Blog do Desabafo de Mãe.
http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2007/06/carreira-e-filhos-so-incompatveis.html

Carreira e filhos são incompatíveis?

Postado em Mãe com filhos no dia 19/06/2007

Há algumas semanas eu me deparei com uma chamada no bloglines do Brazen Careerist uma postagem em que Penélope Trunk desabafava sobre a experiência de levar carreira e filhos juntos em Blending my kids and my career. O texto , em inglês, é risível e ao mesmo tempo desesperador, dependendo do quanto você se identifica com a mãe que lançou um livro sobre carreira (o blog dela fala sobre as novas regras para o sucesso na carreira) e que precisa driblar os filhos para dar uma entrevista para TV. A cena que ela pinta da entrevista que deu a uma rádio trancada no closet, é hilária.
Ela não está sozinha. Mel, no blog Familia Moderna, também diverte e ao mesmo tempo entristece na sua narrativa da efemeridade do trabalho doméstico em Profissão mãe e esposa! O lado triste fica por conta das escolhas que as mulheres se sentem forçadas a fazer e da culpa que a sociedade continua a nos impingir. Um exemplo está na matéria as mães devem parar de trabalhar?publicada da revista Época desta semana. Sinceramente, apesar de ser uma mãe que deixou de trabalhar para passar o primeiro ano com os filhos, não me identifiquei com a abordagem, pois enfatiza o sentimento de perda no âmbito familiar.
Minha opção ficou no meio termo, como li que fez Erika em trabalhar fora x trabalhar em casa . Então não vejo esta perda. Encaro a nova maternidade que nossa geração vive como uma escolha, nossa e de nossos companheiros. Uma mulher que tinha uma carreira e opta por deixá-la de lado para ficar mais com os filhos conta com um grande companheiro, tanto quanto a mulher que opta por não parar de trabalhar para ser só mãe.
Minha mãe é advogada, sempre trabalhou, mas ficou alguns anos conosco, pois achou que precisava. Minha sogra também sempre trabalhou. Emanuelle, arquiteta e colaboradora do Desabafo em Natal, RN, escreveu um texto muito terno sobre o tema em Como Nossos Pais. As mulheres de outras gerações lutaram pelo direito de trabalhar, mas não creio que nós estamos lutando pelo direito de ficar em casa: lutamos pelo direito da escolha, que não precisa ser definitiva, porque a infância das crianças é agora, mas nossa vida produtiva como profissionais pode ser longa. E feliz.

P.S. Não somos só nós, mulheres que sentimos esta pressão e desejo de ter mais tempo para a família. Os pais o sentem também e as opções deles são ainda mais duras. Manoel nos contou sobre o preço de uma especialização e a dificuldade de reagir às cobranças da filha por sua falta de tempo.

Nada como um bom blend!

Postado em from posterous no dia 18/06/2007

Hoje é aniversário do meu pai.
Não posso começar o texto falando de outra coisa, afinal, são 65 anos, que lindo!
Já faz tempo que ele tem o cabelo branco e que se aposentou, mas é um cara que eu considero jovem fisicamente. Espero que ele viva muito ainda, pois eu o amo muito e tenho dificuldade de imaginar a família sem ele e minha mãe juntos. Meus pais são de etnias muito diferentes (meu pai é filho de japoneses e minha mãe descendente de alemães e portugueses), têm poucas coisas em comum, mas são ligadíssimos como pais. Já chegaram ao divórcio e mesmo assim nunca deixamos de ter finais de semana em familia, férias na praia e natal juntos. Parte disto eu credito à resiliência do Shiraishi-san.
Nesta data nós nós (a colônia japonesa) também comemoramos 99 anos da imigração e a festa fica até reduzida por conta de todos os planos para o centenário da imigração em 2008. É uma data simbólica, a chegada do primeiro navio com imigrantes japoneses no Brasil, o famoso navio Kasato Maru, e se tornou o Dia do Imigrante. Em um século (pouco mais para os alemães e italianos, muito mais para os portugueses e africanos) muitas etnias enriqueceram nosso país. Para mim a diversidade é o que garante a evolução da nossa espécie, não (só) porque promove um melhoramento genético, mas principalmente porque promove a aceitação, união, crescimento coletivo, inclusão. Nada como um bom
blend, não é? Recomendo dois textos nesta data em que a imigração deve nos lembrar que devemos ser capazes de amar e de nos misturar para sermos dignos de sermos humanos: O que realmente importa? e Mais sobre preconceito.
Também é aniversário da tia Darci, cunhada do meu pai e uma irmã que o acompanhou desde a infância juntos em Ribeirão do Pinhal, PR. Ela é mãe da Leninha, minha querida e sempre distante (fisicamente) prima, que hoje me honrou com o Thinking Blogger Award no seu blog Leninha, no Mundo da Lua e dos Kiwis. Que querida! A Lê, como a Ina (minha prima que aniversaria hoje também), tem um feliz casamento inter-étnico. Viva a diversidade.

Estou postando abaixo um texto que eu fiz e está num blog de fotos de familia que mantemos a sete chaves, com senha. É sobre o ditian, avô que temos em comum.

Sadanori Shiraishi, o Ditian!

 

Não sei o ano da foto, que me foi enviada ao Japão em 1999, ano do centenário dele, por tia Aiaco. Creio que tenha sido restaurada e digitalizada pelo Gilberto, a quem sou muito grata por ser um dos primeiros a cuidar do acervo da família.
Ditian é uma figura tão mítica para mim, tão envolta em histórias mirabolantes, que sempre me pareceu irreal. Esta foto, com a exata pose e carisma que meu pai sempre enalteceu nas histórias (repetitivas, porque Shirashi que se preze conta as histórias igualzinho mil vezes!), me fez crer em todas as aventuras dele.
Sabem aquele pai do Peixe Grande? Pois aquilo tudo ainda é pouco perto do que este japonês de Fukuoka, que migrou sozinho para o Brasil aos 14 anos, fez por aqui. Fugiu de índios a quem conquistara por parecer com eles quando morou no Mato Grosso, em pleno pré-guerra teve uma sociedade com um francês para plantar menta, fez o parto de nove dos dez filhos que teve com a esposa, mas acima de tudo foi um homem político, envolvido nas causas em que quis.
Por acaso ou não, meu pai foi o único filho a quem ele não viu nascer, pois estava preso em 1942, quando o Brasil prendeu imigrantes do”Eixo”. Quando li sobre isto no livro de Fernando Morais identifiquei exatamente a cidade onde meu pai nasceu e entendi parte da minha própria história. Creio que o Ditian tenha sido uma figura marcante na época dos Corações Sujos, seja de um lado, seja de outro, porque ele nunca foi de ter meias idéias ou calar sua opinião.
Será que tive a quem puxar? (risos)

P.S. O cineasta David França Mendes, de O Caminho das Nuvens, está preparando dois projetos que contam parte desta história e é possível acompanhar tudo no seu blog.

Link:

Blog com tomates

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 15/06/2007

Minhas preocupações com o futuro são anteriores à maternidade, mas se reforçaram com ela. Aos oito anos já ia a reuniões da Cruz Vermelha. Claro que não aguentei, larguei-as para brincar nas manhãs de sábado, mas voltei ao trabalho voluntário e extremamente gratificante na adolescência com o Interact Club (onde a “balada” era visitar um asilo de velhinhas aos sábados e trabalhar como garçonete no Pequeno Cotolengo aos domingos), no movimento verde curitibano e mais tarde como jornalista na ONG de movimentos sociais Cefuria. Estas sim são experiências pelas quais quero que meus filhos também tenham o prazer de passar. E confio que terão!
Estou descobrindo uma nova rede incrível de pessoas e grupos preocupados com inclusão, humanitarismo, preservacionismo, enfim, com a nossa continuidade como espécie. Eis que na quarta-feira, 13, a Poliane Latta me deu a chance de citar algumas delas aqui, ao me indicar para o prêmio Blog com Tomates. A responsabilidade me assustou, tanto que precisei de dois dias inteiros para pensar.
Como o Blog com Tomates é “aquele que luta pelos direitos fundamentais do ser humano”, tive que pensar muito para ser justa e acabei escolhendo blogs já premiados, mas tudo bem, eles merecem várias indicações mesmo!

hors concours

Regras da premiação:Se os nomeados estiverem interessados em dar continuidade a cadeia, tem de ir ao Blog com Tomates descarregar a imagem, informar esse blog da sua nomeação e publicar um post com as nomeações.

“Considero um Blog com Tomates aquele que luta pelos direitos fundamentais do ser humano. Havendo quem possa ter outra interpretação do mesmo, a nomeação de blogs e seus respectivos conteúdos são da responsabilidade de quem os indica. Todas as nomeações das quais tenha conhecimento serão publicitadas em posts. No entanto, reservo-me o direito de não incluir na lista de links deste blog nomeados que claramente desrespeitem ou não se insiram no acima exposto. Brit Com”

Somewhere over the rainbow

Postado em teatro no dia 15/06/2007

Livros devem ser oferecidos como uma caixa de bombons.
Hoje a Simone me contou que 1000 alunos de escolas publicas de Curitiba assistiram gratuitamente ao musical Magico de Oz no Teatro Guaíra. Quando ela me indica eu vejo a noticia do PR TV na internet (rio do sotaque curitibano, que eu ainda tenho) e hoje me emocionei com a carinha das crianças naquele teatro (que é impresionante e cuja fachada vi muito da janela onde tinha aulas na UFPR, do outro lado da Praça Santos Andrade). O vídeo pode ser visto aqui.
Iniciativas assim me sensibilizam porque são uma forma de inclusão social. Imaginem que estas crianças vão levar a experiência do teatro, do Mágico de Oz e da música por toda sua vida.
Homens poderão ser mais sensíveis porque guardarão nos corações o sentimento de meninos encantados com a beleza. Mulheres se sentirão mais fortes ao ajudar seus companheiros de viagem a encontrar em si a força (do coração, do cérebro, ou do que faltar) e sempre acreditarão na volta em segurança ao lar que guardamos nos momentos de criança. E as familias que deles surgirem poderão ser mais humanas! Viram, entrei no espírito! Sou ou não uma verdadeira Dorothy?
Por falar em teatro e em Curitiba, o Espaço Teatro Regina Vogue inicia neste sábado uma temporada de Saltimbancos, o musical de Chico Buarque que adoro e sobre o qual, entre outros musicais de 1980′s, já fiz desabafo. Admiro a Regina e filhos, tanto que os entrevistei em familia. E adoramos o CD, é uma das trilhas sonoras de passeios de mamãe e filhos, então fiquei triste por não poder ver. Queria ir para lá neste final de semana, que é aniversário do meu pai (e é do Chico também, dia 19), mas ele vai para o Rio. Quem sabe em outro? Fica a dica para quem estiver em Curitiba.
Outra dica boa: a peça O Menino e o Burrinho do Grupo Cincoincena volta aos palcos paulistanos neste sábado também, na Aliança Francesa. Nós vimos e adoramos, como contei aqui. Também, baseado no livro Ou isto ou aquilo de Cecília Meireles e música de Villa Lobos e Bela Bartok? O que mais precisa? De gente, de criança para se divertir e pais para viverem este momento feliz com os filhos.

O acaso vai me proteger

Postado em Música no dia 14/06/2007


Foi num 13 de junho, em 2001, que morreu Marcelo Frommer, dos Titãs. Triste, muito triste para gente que, como eu, acompanhava ele independente da música. Lembro-me bem da coluna que ele e Nando Reis tinham na Folha… ri muito deles na Copa do tetracampeonato nas discussões da MTV. Hoje os sãopaulinos famosos que temos que ouvir são da estirpe do Alemão -que me perdoe o rapaz e seus fãs, pois não sei quase nada dele, visto que (juro juro juro) não vejo BBB. Não me acostumei ainda com os sinais da idade chegando, pois ainda estranho que situações e pessoas que foram parte da minha vida já sejam história. Um exemplo é passar sob a Passarela Marcelo Frommer, outro o tunel Airton Senna… eles me matam por dentro! Para quem passou tantos anos fazendo churrasco com a familia ou amigos para ver as corridas de domingo, como eu, ainda é doído ouvir o Tema da Vitória sem nó na garganta. Foi assim neste domingo, quando vi imagens do Senna no Esporte Espetacular, cenas familiares dele com o sobrinho Bruno ainda criança.

Para não ficar tudo muito triste, uma brincadeira. Vi no blog da minha prima Leninha, no Mundo da Lua e dos Kiwis um teste engraçadinho que diz qual animal você é. Eu fiz, sou uma formiga! Nasci para trabalhar mesmo: Ushi (boi) no horóscopo chinês e agora uma formiga? Enfim, meu trabalho de formiga em prol de boas causas foi reconhecido hoje por uma pessoa que conheci (via blog) há poucos dias, na blogagem coletiva do Lino, mas que aprendi a admirar por sua postura e sobre quem falei aqui. Poliane me premiou com o Blog com Tomates, ou seja, aquele que luta pelos direitos fundamentais do ser humano, citando duas postagens minhas aqui (China e Inclusão social). Não esperava uma honraria desta, ainda mais do Rumorejo. Agradeço e estou orando para estar à altura da responsabilidade de indicar blogs que lutam pelos direitos fundamentais do ser humano. Aguardem, logo postarei aqui. boombustblogssociaiseintimos.jpgComeçou hoje uma série que o Boombust vai publicar sobre Vida Inteligente na Blogosfera. O primeiro artigo se chama Blogs: sociais e íntimos ao mesmo tempo? Como explicou Wagner Fontoura em sua apresentação, eu acabei fazendo um tratado tão longo que teve que ser divido numa série. Enfim, somos assim quando falamos de coisas em que acreditamos, não é mesmo? Links (o que eu li hoje e achei interessante):


O que há para comemorar no dia dos namorados?

Postado em Comportamento, from posterous no dia 12/06/2007

Estou aqui querendo blogar mas sem saber sobre o quê… falar do Dia dos Namorados é tão óbvio, né? Mas não falar também é tão nonsense.

Tenho muito o que falar e agradecer em matéria de amor. Casei-me com o namorado de escola e estamos juntos há quase 16 anos – 11 só de casamento. Não acho raro, creio que as mulheres da minha geração encontraram homens que aceitam ser companheiros de verdade, estar ao lado em tudo, apoiando, amando, sendo amigo, sendo amante, crescendo juntos. Isto tudo sem sufocar.

Infelizmente, ainda vivemos algum preconceito dentro da própria família, como contou a An hoje em seu Z de Zebra. Nós também passamos por isto, lembro bem da minha sogra falando (a propósito do Gui me ajudar muito com o Enzo bebê) que o “neto tinha duas mães”. Replicamos: ele tem um pai presente, é diferente. E que mal há no pai assumir funções maternais e vice-versa? Somos assim mesmo: assumimos os papéis necessários em cada situação, somos multifacetados e polivalentes, que bom!

Enfim, em poucas décadas, progredimos muito em relação aos casais da época de nossos pais e avós.

Se há algo que temos que comemorar hoje é isto: a maturidade que temos alcançado.

Sempre cito algo da mídia para confirmar minhas teorias. Comédia da Vida Privada é, para mim, uma boa amostra do novo paradigma que nossa geração tem. Na geração anterior, a comédia tinha um clima de A vida como ela é… (risos) Cito propositalmente dois livros que gostei de ler e que se tornaram famosos quando transpostos para TV pela Globo nos especiais homônimos.

[udapte] o video se perdeu e não lembro mais qual era! [/update]

Por falar em TV, ontem estava numa reunião (no skype/msn) do Desabafo e passei uma situação que me lembrou um episódio do Mothern. Ao acaso, hoje, achei-o no youtube, vou postar aqui, meu primeiro vídeo no blog! Bom, tinha que ser mothern, afinal, eu sou uma mãe assim, bem moderninha!

Quem vir o vídeo vai imaginar um pouco da minha vida… e entender das postagens que faço no blog do Desabafo, onde deixo meu lado mãe mais solto – não tanto quanto nos meus desabafos. Hoje falei lá no blog sobre o segundo filho… ah, ter mais de um é tão bom e desgastante… quanto ter um só! No meu caso vale o triplo de beijos e abraços apaixonados no dia dos namorados!

    A decisão de ter o segundo filho

    Postado em Mãe com filhos no dia 12/06/2007

    Outro dia estava assistindo o episídio de Mothern no GNT em que todas discutiam a possibilidade de ter o segundo filho. Muita gente me pergunta também como é, por eu ter dois, virei uma conselheira do tema.

    Uma definição de irmão é “aquele que possui mesmo pai e/ou mesma mãe, biológica ou adotiva. Pode-se chamar de irmão também aquele que se tem laço forte de amizade.”

    Neste laço forte de amizade é que muita gente aposta para ter o segundo filho. Creio que eu, Manoel, Morandini, Michele, Bianca, Andréia, Elizabeth, todos temos coisas positivas para contar sobre as vantagens de se ter mais de um filho e realmente alguns argumentos a favor são irrefutáveis, como apresentou Filipa em Segundo Filho no blog Primeiros Passos: dar ao filho a companhia de irmãos (como tivemos), vê-los crescerem juntos, aproveitar que o momento é oportuno (no trabalho, na família, ter livros, roupas e acessórios sobrando). A estes entra o reforço de Ana Lucia , que retrata meus próprios argumentos a favor: dois fazem companhia um ao outro e tendo-os logo você passa pela fase sem dormir, sem sair, de uma só vez. Eu já passei e recomendo. Mas como lembrou nossa colaboradora Fernanda Angelo, às vezes as finanças impedem o prazer. E o receio de que não consigamos dar conta de tudo? Valéria também tocou neste tema, perguntando se dá para multiplicar em vez de dividir o amor de mãe? Lu Brasil narra esta fase, com a gravidez do segundo filho, escrevendo com o bom-humor de sempre, aqui.

    E vocês, como refletem sobre esta decisão familiar?

    Preconceito e neofobia

    Postado em from posterous no dia 11/06/2007

    Pode parecer estranho, mas a vitória da Miss universo japonesa, desbancando brasileira, me fez pensar no preconceito. Um amigo meu, sansei puro, casado com nissei pura, foi quem me chamou atenção para o fato: ele disse que “não falta mais nada, pois até a miss universo foi japonesa, ganhando de uma brasileira muito mais bonita!”. Será? Achei que as duas mereciam… se fossem daqui, podiam ser primas, naquele esquema de que uma mineira tem uma prima meio japonesa… risos. Esta mistura é que faz nosso povo ser tão bonito e ter habilidades diferentes. Mas não podemos começar a pensar que o mundo tem que ser como nós, senão vamos recair no preconceito e na xenofobia, o que não combina, em absoluto, com o Brasil.

    Por falar em fobias, ontem à noite Gui e eu aprendemos uma palavra nova: neofobia. Óbvia, sem comentários e ainda caberia no tema da miss Japão. Mas meu comentário é sobre ter sido ouvida no episódio de C.S.I. dita, claro, por Gil Grissom. Como ele falava de um rato, lembrei de Quem mexeu no meu queijo e no quanto este livro foi útil para algumas pessoas que eu conheço. Quando vejo utilidade em coisas assim, que são consideradas cultura inferior (como seriados e livros de auto-ajuda), penso em preconceito. É ele quem nos faz pensar que uma coisa vale mais que outra, numa mais-valia triste e pobre.

    Que me perdoem os fãs, mas Grissom é, na minha opinião, um caso de autismo altamente funcional e só este fato já faz o seriado ter um valor imenso. Para mim é entretenimento e cultura, pois aumento muito meu vocabulário assistindo-o. Mas o sucesso dos C.S.I. é também, sempre penso comigo, a volta por cima dos estigmatizados e marginalizados nerds na sociedade americana. Aqui somos menos separatistas, mas lá a coisa pega fogo, é dura e sem meias-palavras ou panos-quentes. Ou se é “pop” ou não. Agora os esquisitos (todos lá no seriado são esquisitos, vamos falar sério) são pop!

    Creio que seja característica da nova visão que a humanidade está assumindo e também dos avanços que temos alcançado nos diagnósticos e conseqüente atendimentos aos que são diferentes. Para se ter uma idéia foi na década de 1970 que se “descobriu” a dislexia e na mesma época o autismo ainda era considerado culpa da frieza da mãe. Hoje, graças a Deus e à ciência, temos uma visão cada dia mais esclarecida (adoro este termo, quer dizer que tem luz, claridade, conhecimento).
    Tenho me aproximado do universo autista desde que me tornei amiga virtual da Simone e do Gábi, mãe e filho que são pessoas importantes na comunidade autista brasileira e que lutam não só pela inclusão e melhor assistência, mas em especial por desmistificar preconceitos, como o de que autista é sinônimo de frieza e falta de carinho. Não são, como Simone contou no Desabafo. Já tive um vizinho autista quando meus filhos eram bebês e lembro bem de como a familia era afetuosa com ele e da importância que a escola e os amigos tinham no seu cotidiano. Também tive uma amiga (de quando trocava cartas e não e-mails com desconhecidos, os penfriends) cujo filho autista era adulto e não tivera o mesmo tratamento, vivendo numa espécie de clausura, à qual a mãe era, inevitavelmente, submetida também. Uma diferença grande de enfoque que mostra como já evoluímos.
    Simone é um exemplo destas novas mães, citadas tão recentemente em matérias das revistas Época, Seleções e no programa Oprah Winfrey Show. Ela é nutricionista, por isso ligada à área biomédica e se divide na visão de profissional e mãe de autista. Mas tem uma visão critica que vai além de ambos os papeis, o que admiro muito nela. Hoje no blog do Desabafo há também um post sobre o tema e vale a pena ler uma matéria antiga de Época.

    Links (para meu clipping diário):

    Nova cara

    Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 10/06/2007

    Hoje o blog está com nova cara.
    Há tempos queria que ele tivesse meu jeito, que estar aqui fosse como visitar meu lar -e é, pois tem meus pensamentos, sonhos, devaneios, ideais- e sinto que hoje consegui fazer parte da minha interioridade transparecer nesta criação minha. Adotei algumas ferramentas que achei interessantes, como o slide dos visitantes, comentários do haloscan e as páginas que fazem referência ao blog, além de criar duas imagens, para a abertura e o rodapé.
    A da abertura, a faixa com nome do blog (que também mudou um pouquinho), escolhi a dedo por me lembrar muito um filme que eu adoro: Amor além da vida (What dreams may come).
    Faço votos de que os que me honram com visitas e comentários no blog gostem e que se sintam mais animados a deixar seus comentários e, agora, suas fotos.
    P.S. Sou meio nostálgica às vezes, contrariando o lado dupla-aquariana e guardei uma última imagem do template antigo. Está aqui ao lado.

    O "rumorejar" da Índia

    Postado em from posterous no dia 09/06/2007

    Estou visitando e descobrindo blogs a propósito da Blogagem Coletiva de 05 de junho. Gostaria de visitar todos, mas pelo menos retribuirei, com direito a conhecer mesmo o blog, aqueles que aqui estiveram.
    Nestes passeios virtuais encontrei uma visão enriquecedora no Rumorejo, da arquiteta e urbanista Poliane Latta, que mora na India e é defensora da amamentação como eu. Ela também mantém Poliane na Índia e Relatos do Amamentar. Recomendo o post “5 Lugares para se conhecer onde eu moro “. Sempre tive imensa curiosidade sobre a Índia, país de onde, dizem, provém meu nome e que considero uma insanidade de contrastes. Sinto-me atraída, mas não tenho certeza de que quero conhecer. (Sempre me falaram também que pareço indiana e meus filhos acham a Dra. Neela do E.R. a cara da minha irmã, estará aí a curiosidade e repulsa? risos!)
    Na blogagem coletiva Poliane falou sobre um tema com o qual me identifiquei: Ecologia também inclui humanos numa abordagem muito boa, discutindo a preocupação com a preservação ecológica dos humanos também. Gostei muito e me identifiquei, pois é meu paradigma sobre a nova mentalidade que devemos ter neste milênio.
    Falo da índia, meio que de forma proposital, numa semana em que o Presidente esteve lá enquanto aqui uma noticia repercutia com a prisão do irmão dele.

    P.S. Notícias que me chamaram atenção hoje na mídia:

    Related Posts with Thumbnails