Encarando o Capitão Cueca
Postado em from posterous no dia 29/06/2007
Tem desabafo meu hoje, contando do nosso passeio de domingo com os meninos.
Encarando o Capitão Cueca
Costumo levar Enzo e Giorgio em muitos eventos culturais, como já contei aqui em outros desabafos. No domingo 24/06, prestigiamos o Dia C: Capitão Cueca Invade a Saraiva, evento promovido pela editora Cosacnaify.
Foi tudo novidade, porque não lemos o livro primeiro para entender quem é o Capitão Cueca, mas segui a intuição por conta do livro Ricky Ricota e seu super robô, do mesmo autor, Dav Pilkey, que o Enzo adora e lê (inteiro) quase que diariamente desde que ganhou.
Como na história do ratinho Ricky, a trama se passa na escola, com aquele tradicional ambiente competitivo e travesso dos filmes típicos norte-americanos. Haroldo e Jorge são dois meninos muito traquinas e criativos, e inventaram um novo super herói (Capitão Cueca) e passam a vender os gibis dele no recreio da escola. A história segue o esquema gibi, sem nada de politicamente correto, mas divertindo as crianças.
O “Dia C” tinha duas atividades: um teatro na sala de eventos na livraria e uma oficina de gibi.
O teatro reuniu umas 30 crianças que sentaram no chão e se divertiram com as bobagens que Haroldo e Jorge aprontavam. Os pais e mães, confesso, ficaram meio de fora da diversão, que era mesmo para meninos e de segunda infância. Alguns menores, como Giorgio (4 anos), se empenharam em participar, aventurando-se até a levantar o pé (era pé e não mão, tudo muito informal e fora do convencional) quando o elenco foi escolher crianças da platéia para imitar o Capitão Cueca e ganhar kits da editora.
Após o teatro, Capitão Cueca foi autografar livros e as crianças ganharam lanche, tudo no espaço infantil da livraria. No setor de DVDs infantis, onde há carpete e pufes, as crianças foram se reunindo e a artista Liana Yuri começou sua oficina de gibi e “vire-o-game“, um joguinho de imagens legal que faz parte dos livros.
As crianças foram se achegando, pegando lápis de cor de uma caixinha que ela trouxe e parecia a canastrinha da Emília (do Sitio do Picapau Amarelo) e usando as folhas de sulfite que ela ensinou depois a dobrar e fazer quadradinhos. Interessante ela ter levado desenhos do livro em figurinhas auto-colantes, ajudando quem não conseguia desenhar. Giorgio usou-os e me surpreendeu “escrevendo do seu jeito” uma historinha enorme.
Pena que a desenhista estava mais interessada na produção dos meninos maiores, como Enzo, e não deu muita atenção ao menino de 4 anos que lhe mostrava orgulhoso sua produção. Enzo, aos 7 anos, optou por desenhar e escrever sua própria estória e inventou um personagem: Super Cometa. Em dois dias ele já rendeu outros dois gibis em casa, estamos com um cartunista promissor!
Enfim, deixando cansaço dos pais à parte e descontando o atraso de meia-hora para começar a peça (marcada para 14h), valeu a pena por ver os meninos se divertindo, criando e se sentindo importantes. O evento, apesar de ser uma oportunidade muito boa de conviver com os filhos e se divertir em família, não me convenceu a comprar o livro, pela falta de valores éticos que envolvia a história. Uma pena, pois tenho outras (várias) excelentes obras da mesma editora.