Na escola também temos que participar
Postado em Mãe com filhos no dia 27/06/2007
Tenho uma teoria de que a geração à qual pertenço é de pais que decidiram participar.
Como na propaganda da nossa infância e que virou bordão nacional, “não basta ser pai, tem que participar”, hoje pais e mães procuram estar sempre ligados ao que acontece com seus filhos. Mas e a escola? O ambiente no qual nossos filhos passam muito tempo, que nos descabelamos para escolher bem (ou para pagar bem) ou simplesmente para ter vagas, este segundo lar tem recebido nossa atenção e ouvido nossa opinião?
O Junshin, primeira escola dos meus filhos em Curitiba, mesmo sendo uma escola particular de educação infantil, tinha uma Associação de Mães e podíamos participar da realidade da escola e das professoras. Em São Paulo encontrei um pouco disto, na figura da orientadora da escola, Sylvia Tolosa, e gostaria de encontrar mais casos como o dela e da professora Andréia Poca, que mantém três blogs sobre a escola pública onde leciona no Rio de Janeiro, uma deles chamado Blogando com a comunidade. A bióloga Lu Ivanike também escreve em seu blog sobre a relação com os alunos e a escola, deixando transparecer para nós a realidade na qual está inserida.
Tenho conversado com Gláucia, uma amiga-mãe-virtual e mãe de Mateus e Júlia, sobre um conselho de pais na escola onde nossos filhos estudam. Falamos com outras mães e já se percebe que a vontade é coletiva, os pais querem ter a chance de opinar de forma mais ativa no que a escola oferece aos seus filhos e à comunidade. Este foi também um dos temas eu conversei com a colaboradora do Desabafo Emanuelle Albuquerque, de Natal, RN, que conheci no sábado, numa visita dela a São Paulo. As fotos do nosso encontro estão aqui.
E a escola dos seus filhos, tem aberto este espaço para sua participação? Conte aqui, queremos ouvir sua história e sua opinião também. Deixe um comentário
Uma lição de amor (e algumas homenagens)
Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 27/06/2007Hoje é basicamente um dia de citações de colegas
virtuais, pois tenho pouco tempo e boas dicas. Depois de assistir o filme Uma lição de amor, em que Sean Pean faz um pai com retardo mental que ensina a advogada super ocupada (Michelle Pfeifer) a encontrar tempo para ficar com o filho, eu prometi que vou aproveitar melhor minhas noites com Enzo e Giorgio. O filme ainda me brindou com uma trilha sonora maravilhosa dos Beatles (com ênfase no álbum Abbey Road).
Vamos às homenagens:
O Dinheirama, blog que me ensina muito sobre o mundo (para mim) desconhecido das finanças, completou 100 posts e 600 assinantes (via feed), com mais de 40 mil visitas. Uma marca e tanto para apenas 3 meses de vida. O Conrado Navarro merece e fiquei muito contente por ele.
O novo Boombust está no ar e estou entre os convidados para os testes em beta (testar funcionalidades e criar redes), ao lado de muita gente boa, como é possível conferir aqui. Honra e responsabilidade que espero corresponder, assim que conhecer melhor o projeto, que dizem ser um 9rules brasileiro.
Por fim, mais uma de Curitiba. O arquiteto e escritor Silvio Sano, autor de Sonhos que de cá segue e Encontros e Desencontros, é um dos oito escritores nipo-brasileiros que serão homenageados no XVII Imin Matsuri 2007, em Curitiba, no próximo final de semana. Tudo lindo, exceto pelo frio que deve fazer no Parque Barigui, que sediará o evento, um dos primeiros das celebrações do Imin 100 – o 1º centenário da imigração japonesa no Brasil. As obras serão encenadas por alunos da FAP contratadas pelo SESC Água Verde. Postei mais detalhes no meu blog movimento dekassegui.
Arte e reciclagem
Postado em Cotidiano e sociedade, Sustentabilidade no dia 27/06/2007O inverno e meu saudosismo de Curitiba. Hoje li que a feira do Largo terá identidade visual e fiquei imaginando se vai manter o charme. O belo de lá é ter tanta gente diferente com artesanato e arte se espalhando por aquelas ruas onde a cidade de Curitiba nasceu. Enfim, pode ser só antipatia minha porque que a campanha é promoção da prefeitura e do Ministério do Turismo, que ficou mal visto depois do que a Ministra disse do caos aéreo. Ou uma vontade de ser dona de lá e não deixar nada mudar, para conservar a parte da minha vida, todos os domingos que passeei lá com o Gui quando namorávamos, éramos recém-casados ou passeávamos com nossos bebês. A gente tem esta mania de querer que os lugares que foram marcantes na nossa vida sejam sempre iguais e fiquem lá nos esperando, como ficam em nossa memória e sonhos. Enfim, surpreendeu-me saber que cerca de 18 mil pessoas passam pela feira todos os domingos e que é a terceira maior feira do Brasil, com cerca de mil artesãos. Dentre eles descobri no blog da Lu Ivanike um grupo que me lembrou as carteiras de Carité (Manu me presenteou com uma lindíssima): Manga de Pano, que estão todo domingo na Feirinha do Largo da Ordem (na curva depois da Mesquita). Ainda sobre artistas: vi uma dica de reportagem sobre um artista autista carioca no blog Melhoramento Constante que vale a pena conferir em Caveirão de papel, do temor à arte. Feitas com papel de jornal, verniz, cola, tinta, garrafas pet e madeira, as miniaturas chamam a atenção pela perfeição. Dois pontos lindos nesta história me chamaram atenção de imediato: o uso construtivo de materiais recicláveis e a pureza de espírito do artista.
Hoje meus artistas e eu voltávamos da feira e tivemos uma conversa que me trouxe o mesmo sentimento. Sempre converso com uma moça que vive de reciclagem de lixo e costuma estar aqui na região no dia da feira, a Fátima. Pergunto das crianças (filhos de
16, 14 e 7 e netos de 1 e 2 anos), para quem dôo eventualmente roupas, calçados, gibis e livros (dou lápis de cor e livro para criança porque acredito que fazem parte de uma infância saudável e feliz) e cobro os estudos, pois tenho dado materiais escolares para eles no começo do ano letivo. Enfim, ela conversava conosco e ao mesmo tempo amassava latinhas de alumínio e os meninos ficaram curiosos, então quando voltávamos para casa me perguntaram: Com que ela trabalha, mamãe? Expliquei que era com reciclagem de lixo e eles responderam: Mas então ela tem o melhor trabalho do mundo! Enzo ainda complementou falando que reciclagem é um trabalho muito importante. Tive uma sensação de que estou fazendo bem meu próprio trabalho – o de mãe.
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