Cerveja ou vinho?
Postado em Conversas de Cozinha no dia 23/06/2007Sexta-feira já foi o dia nacional da cerveja.
Lembram da música sertaneja nas propagandas de TV? Pois agora teria que ser cantada de outra forma. A cerveja perde (ou cede) lugar a outras bebidas, até mesmo para cervejas diferentes (especiais e caras, que já contam com degustadores e connaisseurs) que competem com vinhos sem deixar nada a desejar. Meu sobrenome do meio, Hoffmann, é minha desculpa para gostar de chope escuro, de preferência o novo cremoso da Brahma, ou o münchen, que é sinônimo de festa na minha cidade natal, Ponta Grossa. Mas eu também gosto de vinhos frisantes (o italiano Lambrusco é um dos favoritos, junto com o nacional Sunny Days da Almaden).
Já sei: vinho branco é coisa de mulher, não é vinho bom, né? Meu marido, de sangue ibérico e adepto dos vinhos tintos encorpados, ainda me fala isto às vezes. Falei do sangue alemão a propósito: nesta semana o Bom Dia Brasil apresentou um especial em que o jornalista Renato Machado apresentava um panorama da produção alemã de vinhos e do preconceito de que o país faz vinhos de segunda linha, brancos e doces. Em Alemanha, trauma e riqueza ele conta que no interior do país velhos mosteiros produzem vinho de acordo com os movimentos da natureza há mais de 500 anos e que atualmente a bebida produzida na Alemanha é apreciada em todo o mundo.
Apesar de “alemãzinha” (risos), consumo tudo com muita moderação, claro, pois sou mãe e tenho que dar meu exemplo. É sobre isto este texto hoje: sobre a bebida como uma forma de troca, de confraternização e uma forma de nos manter até saudáveis. Não sou aficcionada em medicina, mas leio sempre sobre o que me interessa, foi lendo sobre alimentos que ensinei o Enzo a comer bem, usando um livro chamado Alimentos Saudáveis, Alimentos Perigosos, do Reader’s Digest. E tenho descoberto que se usarmos as comidas e bebidas dentro da realidade em que elas foram concebidas e eternizadas conseguimos usufruir delas com muito mais saúde e prazer. Nesta semana revivi um livro com que presenteei o Gui no dia dos pais: História do Mundo em 6 copos – Como seis bebidas mudaram os rumos da humanidade, da Zahar, que fala do vinho, cerveja, destilados, chá, café e coca-cola. É um verdadeiro tratado de antropologia e sociologia (e política) mas com linguagem solta que parece um bom papo de botequim.
Para quem gosta do tema e do enfoque, indico também uma revista História Viva Grandes Temas que recebi nesta semana e que conta dos Sete mil anos do vinho e será lançada oficialmente no dia 27 de junho, às 19h30, na Livraria Fnac-Pinheiros, em São Paulo-SP.
P.S. Já que falei em bebida, o bar do meu primo Márcio Minoru, Aos Democratas, em Curitiba, comemorou 4 anos nesta semana e ainda ganhou o prêmio Colarinho de Ouro (melhor chope da Brahma), promovido pela Ambev, desbancando todos os bares da Região Sul e do interior de São Paulo. Vi no Paraná On line.