Como entender
Postado em from posterous no dia 02/05/2007
Esta é a semana das mães do sul e do Japão, e começamos bem com desabafo da Tatiana na segunda feira contando que “Tá no sangue” o gosto pela música que a tem aproximado do filho Yudi, que prestes a completar 13 anos já faz sua transição entre o pokemon e o rock. No dia seguinte, Aline também falou do legado que deixa para seus filhos, relembrando o quanto “Uma infância com livros” foi significativa para si mesma e seus ancestrais. Amanhã tem texto da Adriana que discute “A Falta de incentivo à cultura em nosso país” e na sexta a Valéria nos pergunta “Como explicar, como entender” a morte de um parente próximo? Que pergunta difícil!
Precisamos pensar no que estamos deixando para os filhos, na nossa forma de encarar a vida. Depois de uma temporada de tristeza e de “revisão” de valores que passei por conta do Dudu e Vini, sexta-feira eu soube que uma amiga de infância faleceu de infarto. Patrícia era mais velha que eu apenas 3 meses e deixou uma filha quase da idade do Enzo. Foi um choque, eu confesso, pois eu tinha reencontrado a prima dela, Simone, minha ultra-melhor-amiga-de-infância há poucas semanas no orkut e planejava uma viagem para visita-las. Ela ia se casar em setembro. Liguei para lá, falei horas no telefone e prometo que vou tentar ver mais as pessoas – mas as que quiserem me ver também. Estou cada dia mais “mestre de bonsai” (como me auto-intitulo -a risos), cortando na carne se for preciso para ter uma vida mais harmônica. Sem dó vou lá e “iááááá”!
(tá bom, quem me imaginou de barbicha e roupa de samurai tipo Myagi Sensei do filme Karatê Kid pode rir da minha cara! Eu estou rindo aqui! Háháhá)
E estou ficando velha, porque já não consigo mais topar viajar para ficar desconfortável, logo quero voltar para meu cantinho. Passear é bom, mas voltar para casa é melhor ainda!
Como meu final de semana teve alguns momentos em que me senti no meio de um furacão, a imagem da Dorothy dizendo “não há lugar como o nosso lar” é uma metáfora para mim… tive meus companheiros maravilhosos nesta aventura (não estou chamando meus filhos e minha querida maninha de espantalho, homem de lata e leão sem coração -ela está mais para fada boa e linda- nem qualquer outra pessoa de bruxa malvada do norte), mas enfim, me senti de volta ao querido Kansas ao me deparar com a Marginal Tietê!