Arquivo: April, 2007

Mãe/Pai com açúcar

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 02/04/2007

Após uma semana cheia, um final de semana mais ainda. Mas por uma boa causa: meus pais vieram me visitar, para um encontro antecipado de Páscoa e para conferir a feira do livro da escola dos netinhos. Como sempre foi muito agradável recebê-los e as crianças ficaram radiantes com a companhia, tão especial e diferente, que os avós oferecem. A conversa, o ritmo, a troca é tão diferente daquela que os pais podem ter com os filhos, que me lembra aquele papo de “mãe/pai com açúcar”. Para reforçar, fomos à casa de minha prima Ina para jantar e falamos tanto de nossa Batian (e a comida lá me lembra a casa da tia Olga, que considero uma avó tb), que ficou mesmo nesta nostalgia. Fiquei feliz por fazer a ponte, pois minha mãe não via a Ina há 29 anos e meu pai não a via há 26! Foi tudo, como sempre com meus primos Fujimori Shiraishi, muito afável, descontraído e generoso.
Não quero nem posso deixar de comentar a Feira do Livro da Escola. Meu primogênito foi Peter Pan numa pequena encenação em que a classe dele falava de histórias de aventura. Nada de fantasias prontas, nenhum gasto foi exigido de nós pais. Gosto disto, não por “pão-durice”, mas porque sempre noto que as crianças aprendem a criar com as ferramentas que têm à mão, o que considero fundamental (e maravilhoso) para a formação deles. Tivemos professores como monitores para um passeio muito interessante, no qual eu e mais duas mães do segundo ano ficamos antevendo as fases que virão para nossos filhos. Felizmente não foi uma visão assustadora, porque a escola tem uma visão muito positiva e construtiva de verdade das ações, das proposições e procura sempre enaltecer a construção coletiva sem deixar de lado a individualidade de cada um. Tanto que Enzo, que provavelmente sabia as falas do filme do Peter totalmente de cor, foi o protagonista de um dos grupos. Nota dez para a escola.
Por falar em escola, vi uma enquete do orkut que perguntava se tínhamos como ensinar ecologia para os filhos. Até aí, normal, né? Mas a pessoa incluiu uma opção “não é possível ensinar”… ri sozinha.
Não sou professora, sou mãe, mas não deixo de ser educadora. Meus filhos, de 4 e 6 anos, são vidrados em ecologia, do tipo de pessoinha que termina de tomar iogurte e lava sozinho o copinho de plástico antes de colocar no lixo reciclável.
Fomos inserindo os conceitos no dia-a-dia, com atividades lúdicas e conversas descontraídas nos momentos em que as situações apareciam. Creio que é a melhor fórmula para todo aprendizado: regras de português, conceitos de matemática, física e química (sim, explicamos estas coisas para eles brincando) e idiomas. Por que não com a ecologia?
Para quem é professor, indico uma excelente série em vídeo que o Readers Digest (Seleções) vende, chamada Natureza Sabe Tudo. E as crianças sabem naturalmente ainda mais!