blogosfera
Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 06/03/2007Logo cedo recebi uma provocação da Ceila, para discutir no blog do desabafo a remuneração dos colaboradores… nunca pensei muito nisto, porque tenho blog, sou mãe do desabafo, mas sou jornalista, a coisa passa diferente para quem, como eu, há tempos ganha pelas linhas que escreve. Nem passa direito, vai sendo digitada e depois veremos.
Mas, enfim, lançou esta semente de algo que tenho visto que está sendo comum: quem escreve bem, qual o bom blogueiro? Não é necessariamente aquele que é comunicador, embora, por termos sido “polidos” desde pedras brutas na faculdade e nas redações/agências nós tenhamos mais facilidade. A discussão está também em Technorati e BlogBlogs – Organizando a Blogosfera e de certa forma em textos que li recentemente da Gabriela Klein em um artigo publicado no Digestivo Cultural e no Webinsider, além de discorrer freqüentemente sobre o tema em seu blog Debaixo da Minha Pele.
Uma viagem cultural disfarçada de Gato Xadrez
Postado em from posterous no dia 06/03/2007Quem nunca falou esta frase de brincadeira? O título do livro me chamou atenção e resolvemos incluí-lo na nossa biblioteca. Chegando em casa, mal o vi, pois Enzo e Giorgio tomaram o livro e levei alguns dias para poder abrir e ler eu mesma. A obra é muito colorida e o formato- quadrado e com grampo – lembra muito duas coleções que adoramos. E o gato tem a carinha do Tom, do desenho animado Tom e Jerry, mas este não persegue rato algum.
O livro é todo composto de frases curtas, com rimas simples, todas envolvendo o som de “EZ” do final de xadrez. Os meninos adoram rimas, é um passatempo, então gostaram muito, tanto quanto das ilustrações, que são coloridas até demais para mim, mas no gosto deles. A letra grande foi igualmente um estímulo para que Enzo, seis anos e iniciando o 2º ano do ensino fundamental, resolvesse que ele ia ler sozinho para o irmão mais novo. Mesmo para mim ele fez questão de ler, rindo prá valer a cada rima, entusiasmadíssimo com as aventuras do Gato Xadrez.
Uma das grandes sacadas do livro, além da linguagem simples e rítmica, é o fato do Gato se disfarçar o tempo todo, usando trajes típicos ou estereotipados, como o lorde inglês, pintor francês ou turista dinamarquês. Seja com eles ou com guerreiro norueguês (viking) as crianças podem ser estimuladas por nós a descobrir um mundo de possibilidades culturais, conhecendo países, culturas, épocas diferentes – por exemplo, a fase áurea da pintura parisiense, a nobreza inglesa que ainda existe, chá na cultura japonesa.
Em certo ponto notei uma certa descontinuidade, o gato que no início é tão internacional e adulto repentinamente aparece como morador da casa número três, indo à escola e jogando futebol na pracinha. Fica meio confuso, mas notei que meus filhos não se incomodaram com nada, pois nas aventuras imaginárias que vivem eles também são espiões que páram para pedir lanche para a mãe. Enfim, nada de mais lembrar da escola ou de ajudar a consertar o skate do amigo.
Quando era criança, minha mãe costumava nos estimular a procurar na enciclopédia mais informações sobre algo que viámos em desenhos ou filmes na TV. Primeiro era na Trópico Ilustrada (uma enciclopédia infantil em quadrinhos, edição mais moderna da que ela mesma usava na infância) e foi sendo complementada por enciclopédias “de verdade”. A idéia que tive com este livro foi mais ou menos esta: há muito que explorar, em livros, na internet ou na conversa livre em que passamos as informações e impressões que temos sobre os temas.
O que conta o livro? De modo simples, narra as aventuras do Gato Xadrez, que usa muitos disfarces, mas não esquece de ir à escola, fazer tarefa e ser um “bom menino”.
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Postado em from posterous no dia 05/03/2007
Uma aventura no tempo
Postado em from posterous no dia 03/03/2007Meus filhos criaram uma expectativa enorme com a estréia do filme T
urma da Mônica – uma aventura no tempo e, no dia da estréia nacional, lá estávamos nós na sala de cinema praticamente vazia para assistir no primeiro horário. O filme começou, aquelas vozes indefectíveis da turminha brincando no bucólico Bairro do Limoeiro e a mãe aqui morrendo de sono. Não cochilei não, nem deu, porque os meninos estavam tão animados com a história, que não pararam de me chamar um segundo e cochichar no meu ouvido quem (qual personagem) eles eram em cada parte do filme. Enzo se identifica com o Franjinha nas invenções e esta foi realmente de primeira: uma máquina do tempo baseada na interação dos quatro elementos: terra, fogo, água e ar.
Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali são enviados para épocas diferentes e lá precisam resgatar um dos elementos, sendo orientados por Franjinha que monitora tudo do computador no seu laboratório de fundo de quintal. Eles conversam tudo por um relógio-comunicador, como, aliás, a partir de então meus filhos passaram a se comunicar também (risos).
Para os pais que curtiram esses personagens na infância (eu li muito gibi da turminha na minha vida e ainda leio quando algum dá sopa na minha frente) e gostam de aproveitar as diferentes mídias para ensinar coisas aos filhos, é um ótimo ponto de partida para conversas culturais. Cascão ajuda Papa Capim a controlar a seca que assola sua aldeia no período dos bandeirantes, rendendo papos sobre índios, ecologia e história colonial do Brasil. Mônica e o fogo na Pré-história encanta os menores, com dinossauros, Piteco e Tuga (senti falta do Horácio e suas tiradas filosóficas), e o Astronauta com Cebolinha no século 30 são para os maiores, que sonham com o espaço, lutas intergaláticas e muita tecnologia. A parte da terra é meio quadrinhos demais, com as crianças bebês, na véspera de a Mônica ganhar o coelhinho Sansão, mas no final, ao filme agrada aos pequenos, seu público.
Enzo e Giorgio, como bons amantes de museus e história antiga, adoraram, além de se deliciarem com a nave do Astronauta (amam Star Wars, como não gostar do espaço sideral?) e agora fazem experiências em casa em seu próprio laboratório. Franjinha que se cuide, logo perde seu posto para meus aventureiros!
A história do filme
Franjinha monta uma máquina do tempo, mas para fazê-la funcionar ele precisa juntar os quatro elementos da natureza: a Água, o Fogo, a Terra e o Ar. Só que o laboratório de Franjinha é invadido por Cebolinha e Cascão, que fogem da Mônica, seguida por Magali. Na confusão, Sansão é atirado na direção dos meninos e bate na máquina do tempo. O choque faz os personagens viajarem cada um para uma época, mas no mesmo local do Brasil, o bairro do Limoeiro – onde as meninas e os meninos moram. Agora eles precisam arrumar uma forma de reverter essa situação. Produzido por dois dos maiores ícones do cinema infantil no Brasil, “A Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo” une Mauricio de Sousa Produções à Diler & Associados (produtora de filmes como da Xuxa e Didi).

