Arquivo: March 9th, 2007

Dia da mulher ou dia do Bush?

Postado em from posterous no dia 09/03/2007

Ontem nem postei aqui, para marcar o Dia da Mulher. Tenho minha desculpa para esta falha: o dia acabou sendo do Bush. Ele alterou a vida de uma boa parte dos paulistanos com fechamento de ruas e ações à la FBI, como podem conferir no amplo levantamento que a midia tem feito aqui no Brasil. Acho um exagero, sem fim, mas vai ver que faltou pauta. Falar da vinda do Presidente da maior nação do mundo, claro, acho boa pauta, mas ficar contando detalhes da hospedagem dele, fazendo countdown para a chegada, aí já é demais! Aliás, demais mesmo está aguentar o professor Heródoto Barbeiro e sua colega de CBN Katia aofoleto pela manhã, falando sem parar do Corinthians. Ninguém (nem corinthiano) merece! Será que a emissora não percebe que estas coisas nos fazem migrar para outras rádios de notícias?
No jantar o Gui comentou comigo que o Brasil corresponde a pouco mais de 1% das importações norte-americanas e que, em contrapartida, eles são nossos maiores compradores. Ainda somos muito pequenos ou eles são grandes demais? O fato é que o GWB consegue ser assunto e é do “tipo ópera” (ame ou odeie) , pois hoje no restaurante em que almoço só se polemizava sobre ele!
Para não dizer que ontem foi só dia de Bush, no Desabafo houve uma homenagem prestada pelo Manoel Gonçalves, um dos pais do grupo. Em casa, logo cedo, fui parabenizada pelos homens da minha vida. O Giorgio era o mais animado, parabenizando todas as mulheres que encontrava e me perguntou mais de uma vez: “e quando é o dia dos homens?”.

Brasileirinhos apátridas

Postado em from posterous no dia 09/03/2007

Estas crianças aí acima mostrando seu passaporte brasileiro são apátridas da Suíça.
Apátridas porque eles nasceram fora do Brasil, de pai ou mãe brasileiros, mas em país que aplica o Jus Sanguinis, ou seja, não concede cidadania aos nascidos em seu solo, a cidadania é passada pelo pai ou mãe.
O Brasil, magnânimo e generoso país de imigrantes, aplica o Jus Solis (como os EUA e Canadá), concedendo cidadania aos que nascem aqui e até aos que são pais de filhos nascidos no Brasil, como vemos acontecer com vários imigrantes bolivianos e chineses atualmente.
Há muita discussão sobre o tema e controvérsia (como pode nosso país aceitar gente de fora e não conceder cidadania plena aos nossos?) e histórias como a de uma familia que eu conheço, em que o pai já nasceu na Suíça, vive lá a vida mas com cidadania italiana (dos pais dele) e a filha, nascida lá também tem apenas a cidadania italiana. A menina, de 4 anos, é filha de uma brasileira e suíço, nasceu e mora em Berna, mas só tem passaporte e cidadania italianos.
A questão é tema de luta de várias entidades e de alguns jornalistas que, como eu, mesmo não sendo pai de apátrida, assumiu a luta. Em países como o Japão, onde meu filho mais velho quase nasceu (vim para o Brasil com 6 meses de gestação) a questão é ainda mais complicada, pois a comunidade é muito grande (cerca de 380 mil brasileiros vivem lá) e o país adota o Jus Sanguinis.
Falo sobre o tema em minha coluna dekassegui desta semana e convido todos a opinarem e visitarem os sites dos grupos que se formam em todo planeta.