Arquivo: March, 2007

Mano Descobre o @mor

Postado em from posterous no dia 29/03/2007

E hoje tem outro desabafo mais virtual meu, uma “resenha” do livro do Gilberto Dimenstein Mano Descobre o @mor.

Mano Descobre o @mor aborda de forma descontraída a amizade vitual de um pré-adolescente

Muita gente comenta que os filhos não gostam de ler. Na verdade, creio que a leitura é, como toda paixão ou hábito, uma coisa que permitimos que entre no nosso ser e que finque raízes. É uma decisão consciente e inconsciente. Conscientemente aceitamos, inconscientemente nos entregamos.

Uma mãe me pediu outro dia aqui que sugerisse livros para uma criança de 12 anos que não gosta de ler, que é muito apegada ao PC e aos amigos, e que, por conseqüência, não está lendo nem escrevendo bem. Na mesma hora lembrei e indiquei uma coleção que adorei. Li um dos volumes no ano passado, emprestado por um vizinho e amigo dos meus filhos, o Aldo, que atualmente cursa o sétimo ano (antiga 6a série) do ensino fundamental. Chama-se Mano descobre o @mor e narra de forma muito descontraída e com linguagem atual uma amizade virtual que se torna uma referência importante na vida de um pré-adolescente, exatamente nesta fase em que a família começa a perder a importância em detrimento do grupo.

Outro dia fomos passear no shopping (sábado de chuva é convite para o shopping) e passamos na livraria antes de ir embora. Sempre vamos lá, adoramos ver nossos filhos soltos, vasculhando livros na companhia de outras crianças no setor infantil, onde há pufes e tapete para nos entregarmos ao prazer de descobrir coisas novas. Quando finalmente nos preparávamos para ir embora, eis que encontramos o melhor amigo de meu filho Enzo, o Matheus, com os pais e a irmãzinha (que tem a idade do meu caçula Giorgio). Este menino tem muitas afinidades com o Enzo e ao vê-los naquele ambiente eu entendi exatamente o porquê… a cultura é um legado que passamos aos nossos filhos, do mesmo jeito que o time de futebol do coração. Uso este exemplo porque ambos os pais, que se conheceram naquele dia, torcem ostensivamente para o mesmo time.

As afinidades pesam muito, tanto quanto as amizades. Por isso desde já, além de livros, eu costumo comprar revistas em quadrinhos (sou fã da Turma da Mônica) e a revista Recreio, enfim, revistas do interesse dos meus filhos (que quando forem adolescentes podem ser de informática, de esportes, de arqueologia, de games, de tecnologia, de carros) e procuro ler também, para ter sobre o que conversar e eles perceberem que a leitura de seu interesse faz deles pessoas interessantes, inclusive para os pais. As revistas, por terem uma linguagem mais sucinta e tratarem de temas específicos, são uma excelente alternativa para começar a gostar de ler. O mais importante é que seja por prazer, em busca de algo que seja do seu interesse e que demonstre sua opção, ainda mais quando se trata do público juvenil.

Esta linguagem entrecortada e o apelo visual das revistas são também trunfos do livro Mano descobre o @mor. A estória pode causar mais empatia em alguns, mas creio que sempre traga alguma identificação, pois me lembrei de minha própria adolescência. Mano e seu irmão são jovens que não se identificam com a mãe, com quem moram, nem com o pai, a quem visitam. Suas referências são colegas de escola, amigos de bairro, o porteiro do edifício, a empregada e seu namorado, e, claro, os amigos virtuais. Mas, como na história, se os amigos virtuais não respondem e-mail, não sabemos como encontrá-los, ter notícias, ajudar. Eu mesma, depois de ler o livro, tomei a decisão de atualizar minha agenda de e-mails e incluir telefones e endereços de pessoas que se tornaram importantes, bem como omitir minhas informações pessoais dos ambientes “públicos” demais -como orkut. Creio que a mensagem para os jovens leitores seja esta, de que devemos também nos relacionar com quem está perto, como a nova amiga dos protagonistas, que é uma vizinha “viciada em LEGOS”. Um bom vício que ela ensina ao irmão problemático de Mano e acaba servindo de terapia familiar.

Enfim, as soluções estão próximas, tanto para ensinar nossos filhos a ler, quanto para torná-los nossos amigos.

Uma referência para mães de adolescentes é a “mãe coruja” Andréia, que tem quatro filhos homens nesta faixa etária e chegou a fazer curso de manutenção de computadores para se aproximar da linguagem dos filhos, como ela conta aqui.

semana agitada

Postado em from posterous no dia 29/03/2007

Senti falta de um tempinho para escrever aqui, mas a semana foi agitada, graças a Deus. Sexta passada foi aniversário do melhor amigo do meu filho, Matheus, fiquei feliz por ver o Enzo com sua turminha, brincando juntos, com as meninas conduzindo os meninos (risos, nesta fase, é assim, talvez seja sempre) e mais ainda por notar como é bom crescer com vínculos. Este é um privilégio que eu não tive, fico feliz porque meus filhos têm.
Lá vi como os vínculos podem ser reforçados com ajuda virtual… a gente nunca tem tempo, mas um e-mail aqui, outro lá, dão uma força para encontrarmos afinidades e estreitarmos laços. Notei que tinha muito mais assunto com as mães com quem troco mensagens internet, a Débora, a Glaúcia, a Marli. Preciso incluir novas mães na minha agenda.
Sobre estas amizades virtuais e o significado delas, fiz um desabafo que sairá na quinta-feira dia 05, intitulado Lugar de Mulher é Na Internet… nem que seja para bater papo de cozinha, onde reflito sobre a importância da internet para minha geração.

Mamãe, deixa eu assistir?

Postado em from posterous no dia 23/03/2007

Assistir na TV desenhos de super heróis como Power Rangers e Liga da Justiça é bom ou ruim?

Todos os dias de semana, antes de almoçarmos, assistimos Liga da Justiça juntos no SBT. Quando eu estou no escritório ou não consigo me liberar do computador, Enzo e Giorgio ficam muito frustrados, mas, como bons amigos, depois resumem tudo para mim repetindo sem parar “você precisava ter visto, mamãe“. É um dos nossos momentos especiais juntos, quando eu posso ser da Liga com eles, quando vemos a Mulher Maravilha que eu contei que era minha favorita quando eu era criança. Ela é grega, remetendo à mitologia presente em outro desenho que já acompanhamos de fio a pavio juntos há dois anos, Os Cavaleiros do Zodíaco, e que até hoje nos rende muito papo sério, de filosofia, história, cultura, e nos trouxe a paixão por museus.

Outro dia eu escrevi num fórum do orkut sobre os Power Rangers, defendendo-os. Eu já tive minha fase de proibir tudo que era violento, Power inclusive, mas depois que passei a ver com eles os mais “complexos” (tenho o compromisso de ver tudo antes de liberar, mesmo os lançamentos do ameno e educativo Discovery Kids ou da TV Cultura eu faço assim), notei que não tem nada de tão grave, ao contrário, realmente é até educativo e eles se identificam mesmo com o mocinho que vence o mal, não com a violência pura e simples. O bem contra o mal é uma luta universal e acho que até os personagens bíblicos brincavam de lutas imaginárias quando eram crianças. Aliás, aqui em casa vale até brincar de lutar como David e Golias. Creio que é importante para as crianças experimentar e comprovar que o bem vence o mal, lhes dá força.

Lembro que quando eu era criança numa mudança minha mãe se desfez de uma grande coleção de revistinhas de quadrinhos Tex do meu pai. Tadinho, ele colecionava há anos, mas ela achava que só tinha violência. Meu pai é filho de japoneses e o mangá japonês é uma mania, mas acho que minha mãe, vinda de outra cultura, não entendia esta mania dele.

Eu penso que tento entender e respeitar as manias de meus filhos (Enzo sempre me diz: “você tem que me aceitar como eu sou“), mas, no fundo, sou eu quem passo as minhas manias e interesses para eles como valores afetivos. Por exemplo, sempre gostei de heróis e coleções e aqui na minha casa eles estão nos álbuns de figurinhas, nos jogos de super trunfo, nos bonecos dos personagens, nas camisetas, nas brincadeiras e nas conversas. Nas conversas, pasmem, comigo, que vi tanto As aventuras de Louis and Clark que sei decor e não me demorava na saída da faculdade para dar tempo de assistir o desenho animado X-Men antes do almoço.

Passei o carnaval nos meus pais e lá encontrei minhas irmãs e cunhados… no primeiro jantar juntos estávamos nós, todos animados e falando alto, relembrando do episódio de Smallville em que os fundadores da Liga da Justiça agem juntos pela primeira vez. Eu assisti na companhia do Enzo e do Giorgio, jantamos em frente à TV, quase sem respirar para não perder nada! Mesmo legendado (o seriado passa às 21h das terças-feiras e não é em canal infantil), meus filhos acompanharam comigo! Foi uma delícia estar na casa dos meus pais e notar que esta mania familiar nos une, cria laços, amizade, faz nossa própria liga, “a league of our own”… e viva Superman, Arqueiro Verde, Flash, Aquaman e todos os nossos heróis!

Será que tem mais gente que assiste junto como eu?

Mães-passarinhas

Postado em from posterous no dia 21/03/2007

Estou aqui, com minhas dores de ciático, segundo ou terceiro outono que entro em crise… quando criança ouvia as pessoas mais idosas falarem que sabiam quando ia chover pela dor, ai, ai, ai, nem sou idosa e agora eu já sei quando esfria! Meu ciático ruim é uma mistura de herança de trabalho sentada no computador, no Japão e de duas gravidezes seguidas e numa mãezinha super sedentária!
Esta é a semana em que publicamos os textos da região sul (e Japão), ou seja, da minha editoria no Desabafo. Hoje tem desabafo da Simone, um texto que adorei e e tinha numa grande expectativa pela publicação. Sua abordagem da anulação da mulher em detrimento da mãe foi tão delicada nesta comparação que me fez lembrar um hai-kai ou coisa do gênero, pensar na delicadeza oriental de aprender com as coisas mais singelas. A lição de sermos “mães-passarinhas” é uma das mais árduas, pois envolve o amor com limites, o verdadeiro amor, aquele que constrói a autonomia e verdadeira felicidade do ser amado. É também meu ideal!
Ah, vale a pena conferir o texto da Aline, sobre as aventuras e devaneios noturnos de mãe… espirituoso e com a qualidade de texto que é característica dela!
Tati falou sobre depressão pós-parto e Adri sobre a crítica alheia e o período de adaptações pelo qual passa o Dudu. E Valéria fecha a semana, contando da sua relação com a mãe biológica do Pedro. Enfim, minhas colaboradoras do Desabafo são maravilhosas.
Heroínas, mas nesta semana, para mim, nenhuma mãe ganha da Renata, do blog Marinheira e seus meninos, que enfrenta com fé e muito “carinho virtual” a leucemia do Vini, de apenas 2 anos, ao mesmo tempo em que aguarda a chegada do Gabriel, 30 semanas de gestação. Que Deus abençoe-os muito.

P.S. Mudança de estação, saiu a nova revista Sotaque, que nesta edição traz uma reportagem minha sobre a Supernanny.

Páscoa com chocolates e sem culpa

Postado em from posterous no dia 20/03/2007

Hoje estava lendo e fazendo a triagem das mensagens que recebo do Maxpress, dezenas de releases diários de assuntos super variados. Duas coisas me chamaram atenção: uma era um release intitulado “Páscoa Com Chocolates e Sem Culpa”, do Citen, um centro de nutrição pelo qual já tenho simpatia só pelos releases da Mária Wirth. Enfim, com a proximidade da Páscoa, toda informação sobre nutrição é boa.
Apresentei há algumas semanas o programa Você é o que você come (GNT) para minha mãe e estou feliz por perceber que enfim, alguma coisa está fazendo ela ter mais cuidado com sua diabetes. É do tipo mais leve, mas ela tem sido tão descuidada! Mas a Gillian MchKeith tem conseguido.
Outra coisa que noto quando vejo meus e-mails é como tem release de produtos e serviços que eu considero VIP… que loucura! Com algumas notícias sobre desmatamento – a CNN apresenta especial do tema nesta semana – e a miséria do mundo em que vivemos, há ainda tanto trabalho humano para sustentar o luxo de alguns. Nestes momentos, admito, me sinto na corte francesa de Maria Antonieta.

O politicamente correto e mega-afetuoso cão vermelho

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 17/03/2007

Tem um novo desabafo meu sobre a leitura da coleção Clifford, O Gigante Cão Vermelho. Está aqui. Gosto muito desta série e adorei a entrevista com o autor que pude ler graças à gentileza da Vanessa, assessora de imprensa da excelente editora CosacNayfi… Clifford e sua dona Emily Elizabeth são tão meigos e éticos que nos incitam a ser também, o tempo todo, mesmo diante das dificuldades da vida.

O politicamente correto e mega-afetuoso cão vermelho

Quem já levou uma criança no zoológico sabe que geralmente os grandes animais, como elefante e girafa, são os campeões de visitas. Para saber onde eles estão é só procurar a maior concentração de crianças. Se os grandes animais atraem, imagine juntar isto ao charme de um meigo cãozinho?

O escritor Norman Bridwell reuniu as características destes companheiros do imaginário infantil no politicamente correto e “mega” afetuoso Clifford, o cachorrão vermelho. Li com meus filhos uma entrevista do autor, em que ele contava que para escrever pensava “nas coisas comuns que as crianças esperam de seus cães – como aprender truques ou seguir o dono até a loja”. Coisas simples, que não envelhecem. Aqui no Brasil o Clifford é recém-chegado, apresentado há poucos anos em desenhos animados de dois canais de TV (Discovery Kids e TV Cultura), mas a verdade é que, como outros clássicos infantis, ele tem mostrado um fôlego excepcional. A primeira geração de leitores destas estorinhas tem hoje mais de 40 anos.

Clifford, claro, faz bagunça, mas como a maioria das crianças pequenas não é de caso pensado, ele é meio desastrado, mas tem um coração imenso. E com sua dona, a meiga e ética Emily Elizabeth, ensina muito às crianças sobre amor, amizade, solidariedade.

“As boas ações”, diz meu filho de 6 anos, Enzo, “fazem ele ser super legal”. Se o que os atrai é o bom comportamento dele ou não, tenho dificuldade de julgar, mas o fato é que desde que a coleção Clifford O Cachorrão Vermelho chegou aqui em casa, há cerca de 3 semanas, é um sucesso, não ficou um só dia na estante. E esteve entre os brinquedos escolhidos para nossa viagem de carnaval (sempre carrego as mochilinhas com livro e material de desenho, além de material de desenho, para o caso de chover quando saímos!).

O texto é muito bom, simples, com linguagem bem adequada para as crianças de primeira infância ou para os “leitores de primeira viagem”, como os que tenho aqui. A idéia de que alguma família pode ter um cão tão grande quanto uma casa de dois andares e que nasceu bem pequenino e se tornou um gigante de tanto amor e cuidado que recebeu de sua dona é uma linda metáfora para o amor materno/paterno.

Entre os temas da coleção, alguns foram especialmente úteis para nós: o volume Clifford é Educado, por razões óbvias, explica algumas regras sociais básicas de forma simples e acessível, tenho usado em várias situações com o Giorgio, que aos 4 anos está com mais noção de conveniência, ultrapassando a simples proibição e alcançando um discernimento sobre a etiqueta social. O volume dos Vizinhos Rabugentos segue a mesma linha.

Enzo amou o aniversário do Clifford, em que os amigos da Emily e seus cães não queriam ir à festa porque não tinham presentes especiais. Ele aprendeu que o especial é ser amigo e creio que teve grande importância para ele nesta fase importante de socialização que se inicia aos sete anos.

Meu patchwork

Postado em from posterous no dia 17/03/2007

Uma amiga que brincava comigo na infância me encontrou no orkut há alguns dias, a Edissandra. Foi uma enorme surpresa!, ela era vizinha da minha melhor amiga (Simone) e me trouxe novidades dela também. Sempre fico feliz quando encontro virtualmente amigos de infância e mais ainda quando lembram de mim. Nós passamos a infância morando em várias cidades até fincar raízes em Curitiba, quando eu já tinha 13 anos e estas pessoas são fragmentos de alguma etapa da minha vida, parte de um quebra-cabeças. E com um nome como o meu, puxa, é uma honra mesmo a pessoa conseguir me achar no orkut! Aliás, meu orkut me lembra “how to make an American quilt“… um verdadeiro patchwork. Agora terá um desenho bem paulistano, porque pretendemos ficar aqui. São Paulo tem exatamente o perfil de vida que eu gosto, porque é agitada, cheia de opções culturais e as pessoas são tão ocupadas que não dá tempo de saber muito da vida um do outro!

Quem ajuda a mamãe?

Postado em from posterous no dia 16/03/2007

Achei engraçado me deparar com este texto hoje no Desabafo, porque Michele descreve situações em que tem conseguido ou quer conseguir que o marido passe a ser mais participativo. Terminei de ler e pensei:
-puxa, preciso elogiar mais meu marido!
Sério, ele deve ser um em um milhão, como se diz. Sempre que vejo estas reclamações dos pais/maridos, fico meio sem jeito porque não consigo me identificar nas situações e não tenho histórias para rebater as críticas da mulherada. Se eu começar a contar, acabo elogiando! Pensando bem, além de elogiar meu marido, preciso dar graças a Deus. (risos)
Aqui em casa, como respondi a ela no texto, até os meninos ajudam a mamãe, foi uma orientação que recebemos da pediatra quando o Enzo tinha 18 meses e que temos seguido desde então. Enfim, formamos uma gestalt!
Mas vejo que isto é reflexo do novo papel que o homem busca e quer assumir na sociedade, embora, como mostram alguns desabafos de mãe, nem todos estejam sintonizados com este movimento. Será ainda uma vanguarda? Não sei. Recebi da Editora Gente um lançamento nesta semana que eu achei muito espirituoso e que considero uma mostra desta mudança, pois é escrito por homens e em linguagem e estilo que me fazem crer que tenha o público masculino como alvo também. Chama-se Crianças de 1 a 3 anos: Manual do Proprietário, de Brett Khuan e Joe Borgenicht. Trata-se de um bom manual técnico, em linguagem que parodia os verdadeiros, com desenhos e esquemas de uso, muito engraçado sobre os cuidados e equipamentos necessários!

Dia da mulher ou dia do Bush?

Postado em from posterous no dia 09/03/2007

Ontem nem postei aqui, para marcar o Dia da Mulher. Tenho minha desculpa para esta falha: o dia acabou sendo do Bush. Ele alterou a vida de uma boa parte dos paulistanos com fechamento de ruas e ações à la FBI, como podem conferir no amplo levantamento que a midia tem feito aqui no Brasil. Acho um exagero, sem fim, mas vai ver que faltou pauta. Falar da vinda do Presidente da maior nação do mundo, claro, acho boa pauta, mas ficar contando detalhes da hospedagem dele, fazendo countdown para a chegada, aí já é demais! Aliás, demais mesmo está aguentar o professor Heródoto Barbeiro e sua colega de CBN Katia aofoleto pela manhã, falando sem parar do Corinthians. Ninguém (nem corinthiano) merece! Será que a emissora não percebe que estas coisas nos fazem migrar para outras rádios de notícias?
No jantar o Gui comentou comigo que o Brasil corresponde a pouco mais de 1% das importações norte-americanas e que, em contrapartida, eles são nossos maiores compradores. Ainda somos muito pequenos ou eles são grandes demais? O fato é que o GWB consegue ser assunto e é do “tipo ópera” (ame ou odeie) , pois hoje no restaurante em que almoço só se polemizava sobre ele!
Para não dizer que ontem foi só dia de Bush, no Desabafo houve uma homenagem prestada pelo Manoel Gonçalves, um dos pais do grupo. Em casa, logo cedo, fui parabenizada pelos homens da minha vida. O Giorgio era o mais animado, parabenizando todas as mulheres que encontrava e me perguntou mais de uma vez: “e quando é o dia dos homens?”.

Brasileirinhos apátridas

Postado em from posterous no dia 09/03/2007

Estas crianças aí acima mostrando seu passaporte brasileiro são apátridas da Suíça.
Apátridas porque eles nasceram fora do Brasil, de pai ou mãe brasileiros, mas em país que aplica o Jus Sanguinis, ou seja, não concede cidadania aos nascidos em seu solo, a cidadania é passada pelo pai ou mãe.
O Brasil, magnânimo e generoso país de imigrantes, aplica o Jus Solis (como os EUA e Canadá), concedendo cidadania aos que nascem aqui e até aos que são pais de filhos nascidos no Brasil, como vemos acontecer com vários imigrantes bolivianos e chineses atualmente.
Há muita discussão sobre o tema e controvérsia (como pode nosso país aceitar gente de fora e não conceder cidadania plena aos nossos?) e histórias como a de uma familia que eu conheço, em que o pai já nasceu na Suíça, vive lá a vida mas com cidadania italiana (dos pais dele) e a filha, nascida lá também tem apenas a cidadania italiana. A menina, de 4 anos, é filha de uma brasileira e suíço, nasceu e mora em Berna, mas só tem passaporte e cidadania italianos.
A questão é tema de luta de várias entidades e de alguns jornalistas que, como eu, mesmo não sendo pai de apátrida, assumiu a luta. Em países como o Japão, onde meu filho mais velho quase nasceu (vim para o Brasil com 6 meses de gestação) a questão é ainda mais complicada, pois a comunidade é muito grande (cerca de 380 mil brasileiros vivem lá) e o país adota o Jus Sanguinis.
Falo sobre o tema em minha coluna dekassegui desta semana e convido todos a opinarem e visitarem os sites dos grupos que se formam em todo planeta.


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