Um guia para o irmão mais velho
Postado em livros, Mãe com filhos no dia 17/02/2007
A chegada de um novo bebê na família sempre traz novidades e nos força a uma reacomodação dos papéis. Se acontece de nascer mais de um bebê, então vira uma revolução. A gente até pensa naquela velha pergunta sobre bebês: tem manual?
Eu descobri um guia, mas voltado para orientar o irmão e a irmã mais velhos. Precisei dele para explicar a chegada de novas sobrinhas em 2007. Não imaginava, mas a chegada delas na família teve um efeito inesperado no meu filho caçula, Giorgio. Ele começou a fazer aquelas perguntas sobre bebês que acometem as crianças quando vão ganhar irmãos. Ainda bem que ele não pediu uma irmã porque já consideramos a “fábrica fechada”.
Um dos bebês será a irmã mais nova da nossa afilhada, Dora, que faz quatro anos em março.Temos pouco contato, infelizmente e contrariando todos os meus sonhos de madrinha, mas ela está presente nos meus pensamentos, sempre. Então, quando vi o lançamento do livro Um Novo Bebê Está Chegando – Um Guia para o Irmão e a Irmã Mais Velhos, de Emily Menendez-Aponte, eu pensei imediatamente na minha bonequinha.
Lembrei do quanto nós trabalhamos a chegada do Giorgio e dela com o Enzo, na época com dois anos e perdendo de uma vez por todas o trono de irmão-sobrinho-neto único. Claro, hoje a Dorinha é mais velha que ele na época, tem mais chances de absorver bem as informações e é uma menina muito cordata. Mas vai passar pela crise de forma parecida com o Enzo porque há poucos dias nasceu a Alice, outra prima deles, de outro tio (Padrinho do Enzo, o que também aumentou o drama aqui em casa, porque Enzo ficou com um pouco de ciúme) e ela já deixou de ser a única na casa dos avós.
A Chegada do Bebê
Aliás, quando o Enzo viveu esta fase, minha sogra, a vovó Sônia, que é pedagoga, nos presenteou com um livrinho bem legal chamado A Chegada do Bebê, de Beth Robbins, que contava uma estoria de uma família de gatinhos. Para os dois aninhos dele, foi excelente, porque ele se identificou com os personagens.
No livro de Emily Menendez-Aponte, a autora traça realmente um guia prático para a criança compreender a chegada do bebê, com um prefácio aos pais e professores. Os desenhos são especialmente voltados para as crianças, mostrando situações relacionadas à chegada do novo membro da família nas quais a(o) irmã(o) se sente excluído, como o chá de bebê (que eu preferi até não fazer, com receio disto), as ecografias e arrumação do novo quarto.
Lembro que a pediatra que nos atendia na época falava que para a criança a gravidez demora muito e que Enzo reagiria conforme as fases. No início, com a noticia, e no final, com a constatação da barriga grande, dos movimentos do bebê e das mudanças em casa. Uma das atitudes que tomamos foi deixá-lo participar das nossas escolhas, do enxoval, do nome, enfim, ensinando que o maninho seria um “presente de Deus”, como ele foi para nós.
Vejo que quatro anos atrás seguimos alguns passos do livro, neste esquema de participação, mostrando fotos e filmes dele bebê (comparávamos as ecografias para ele se ver também) e meu marido fez questão de ficar com ele em casa quando fui para maternidade. Ele contou também muito com a madrinha e todos tios, sentindo-se bem quisto e importante por ser o mais velho.
Este livro-guia fala também das visitas e presentes do bebê – que na época nós nem lembramos que trariam certo desconforto para o Enzo- e é interessante por mostrar para a criança que o bebê vai crescer e ser um companheiro de brincadeiras, falar que a criança pode ajudar os pais com o irmão e que não tem nada errado em se irritar porque o bebê faz barulho demais!
Novos bebês e nova realidade
Postado em from posterous no dia 17/02/2007Chegamos ontem para uma semana longa na casa dos meus pais, aproveitando o feriado de carnaval. Viemos sozinhos, meu amor foi pescar, aproveitar ele também sua folga da rotina de metrópole numa pousadinha ribeirinha. Viajar só com os meninos, presenciar seu comportamento no aeroporto, na chegada, na convivência familiar aqui, enfim, tudo me faz confirmar como eles amadureceram, que não tenho mais bebês, que vivemos uma nova realidade.
Hoje logo cedo Gui já me ligou para saber do pai. Meu sogro se submete a exames cardíacos há algumas semanas e o filho mais velho tem procurado acompanhar tudo, daquele jeito reservado e amoroso dele. O nome do meu marido significa aquele que protege e ele faz jus ao nome. Foi tudo bem no exame, como me contou minha irmã, cardiologista e justamente do hospital onde foi realizado o exame. Enfim, uma nova realidade também para eles, mas com um prognóstico mais leve do que esperavam.
A realidade inclui as sobrinhas do Gui, que eu nem chamo de minhas… não sei se um dia acostumarei, pois não tenho as minhas e as crianças amigas dos meus filhos não me chamam de tia. Engraçado, né? Mas trouxe presente, de madrinha, não de tia. Conto sobre o livro presente num dos meus desabafos desta semana, que posto a seguir.