Eu não preciso da Supernanny
sam January 29th, 2007
Meu desabafo do mês de janeiro é sobre as diferenças nos comportamentos dos filhos.
Quem conhece o Enzo e o Giorgio sabe do que estou falando: exceto pelo jeito amoroso e a fala rápida e complexa, eles são muito diferentes, quase não parecem irmãos. Ou será que é por isso que eles parecem irmãos, porque entraram na dinâmica de se completar?
Bons ultimos dias de janeiro e que venha fevereiro!
Eu não preciso da Supernanny
Atualmente no Brasil é moda falar da babá da TV, virou quase um bordão: “este aí precisa da Supernanny”. Já escutei isto na rua com os meninos e outro dia uma amiga me contou que escutou no shopping, quando sua filha choramingou. Como já vi o programa e o livro, tenho feito muitas comparações –inevitáveis, vamos admitir- entre as crianças de lá e as minhas. Concluí que eu não preciso da Supernanny.
Mas como? Quem tem a coragem de dizer isto?
Eu tive e falei para a própria Cris Polli, quando a entrevistei, na época do lançamento do seu livro Filhos Autônomos, Filhos Felizes. Na verdade, não me identifico com as situações apresentadas nos programas, porque atualmente meus filhos não brigam, comem bem, fazem sua higiene sem problemas, dormem e acordam sem dramas e são cordatos no relacionamento conosco. O que nós devemos buscar agora na educação deles? Ela foi muito gentil comigo, elogiou-nos e falou que os desafios sempre vão surgindo, mas que se nossa família já encontrou o caminho dos limites, saberemos lidar com os novos que virão, a cada fase dos meninos.
Será mesmo? Dediquei muito tempo aos livros de auto-ajuda para mães desde que tive o Giorgio, quando senti que minha vida virou de pernas para o ar. O Enzo era cordato, como muitos filhos únicos ou como os taurinos – sei lá o que pesa mais. Meus filhos são muito diferentes entre si, sempre me fazendo lembrar daquele ditado antigo: “os filhos são diferentes como os dedos da mão”. É difícil aceitar o diferente e mais ainda ser uma mãe diferente para cada um deles, mas foi isto que notei que funcionou aqui em casa e que vi em diversos programas da Supernanny funcionar: agir com cada um conforme sua necessidade.
E não esquecer as nossas necessidades, claro, pois este é um fator vital para o bem-estar geral da família. Notei que Gui e eu perdemos o limite com os meninos quando já demos mais do que podíamos de nós, do nosso tempo livre, da nossa paciência. Não quero chegar a este ponto e às vezes me parece que manter a individualidade no ambiente coletivo da família é a busca da minha geração. Percebo que as reações e comparações que as pessoas fazem acabam forçando os irmãos a optarem por um comportamento social no contexto familiar, reforçando características pessoais, como que conduzindo.
“Giorgio puxou a tia,
Agitado como o pai,
Enzo gosta de ler como a mamãe,
É coisa primogênito,
É coisa de segundo filho…”
Não gostaria de ser assim, de forçá-los a comportamentos para que nossa dinâmica familiar funcione ad perpetum viciosamente… mas como fugir? Talvez encarando cada um como é e não coletivizando a forma de convívio, mas sem deixar de fazer os limites com “pactos coletivos”, como dizem meus sogros. Quando meus filhos reclamam dos limites, eu deixo claro quais não serão alterados e quais podem ser negociados, mediante conversas em família. Mesmo tão pequenos eles já entendem a palavra e o conceito da democracia e se sentem felizes por este direito, pois se sentem respeitados e protegidos. E nós ficamos desejando estar no caminho certo, como todos os pais. E alcançar aquilo que não a Supernanny, mas a mãe e avó Cris Polli falou: Filhos Autônomos são Filhos Felizes.
Samantha Hoffmann Shiraishi profissional via6 & …
sam January 26th, 2007
Samantha Hoffmann Shiraishi
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O que eu tenho feito?
Desde julho de 2006, sou colaboradora do portal de Internet Desabafo de Mãe, com sede em São Paulo, SP, mas com gente espalhada em vários locais do Globo. Atuo como jornalista, além de mãe, e desde janeiro de 2007 sou editora regional (região Sul do Brasil e Japão).
O Desabafo de Mãe é um portal cultural que interage com pais preocupados em oferecer cultura de qualidade a seus filhos.
Sem deixar de lado meu passado dekassegui, sou colunista de dois portais de internet para brasileiros residentes no Japão, Web Point Club, com sede em Tokyo, e o Portal Dekassegui, com sede em Curitiba, no qual escrevo sobre o cotidiano da comunidade de mais de 350 brasileiros dekasseguis.
Continuo sendo parte do grupo de colaboradores da revista Sotaque Brasileiro, periódico trimestral sediado em Toronto, Canadá, com circulação dirigida à comunidade lusófona do Canadá, compreendendo brasileiros, portugueses e angolanos.
Na NRH Viagens e Assessoria, sou responsável pela implantação e condução
da comunicação empresarial e atendimento, em especial on line, para representantes da empresa e candidatos a empregos no Japão, especialmente sobre temas relativos a visto e trabalho no Japão.
Mas, anteriormente, eu também já fiz outras coisas…
Tive um escritório de comunicação em Curitiba dando continuidade a um trabalho informal iniciado quando voltei do Japão, em 2000. Como em toda empresa familiar e pequena, fiz muita coisa: composição gráfica, formatação e criação de textos para periódicos (revista) e sites diversos de internet, entre eles para Industria Sapeca Kids, assessoria para dekasseguis Nissan Curitiba e para profissionais liberais.
Atuação principal voltada para assessoria de imprensa de políticos e artistas, entre eles a dupla sertaneja Willian e Renan e o ator Diegho Kozievitch.
Neste período, de 2001 a 2003, fui repórter freelance para a revista Look, periódico mensal ligado à empresa nipo-brasileira de telecomunicações Alpha System Network, sediada em Urawa, província de Saitama, Japão, com circulação dirigida à comunidade brasileira residente no Japão.
Lá eu mantive por dois anos uma coluna com as novidades da mídia e moda no Brasil, intitulada “O que Rola”, e fiz trabalhos diversos como uma série de reportagens especiais sobre Turismo e Negócios no Brasil, na série “Redescobrindo o Brasil”, reportagens sobre música brasileira, entrevistas com profissionais que atuam no Japão (para a seção profissões) e reportagens diversas sobre a comunidade nipo-brasileira no Brasil e no Japão, além de temas de saúde familiar e educação.
Quando morei em Tokyo, fui repórter responsável pelas editorias de Mundo e Japão no Jornal Tudo Bem, além de contribuir com reportagens para o caderno Brasil Aqui (Comunidade).
Após alguns meses, por conta de minha experiência com a confecção completa de jornais institucionais e assessoria de imprensa, passei a atuar na agência de publicidade JB Creative, onde estive como responsável pela conta da empresa Nipomed e de seu jornal dirigido a franqueados do Japão.
Sim, também fui dekassegui e não escondo, até me orgulho, pois aprendi muito sendo operária ,por uns meses, na fábrica de automóveis Suzuki, onde atuei como kensa (controle de qualidade) e intérprete entre os líderes de turma (hancho) brasileiros e a recém-chegada equipe de operários da Nova Zelândia, inclusive em reuniões oficiais e acompanhamento médico.
Antes de ir para o Japão, fui assistente de pesquisa para o livro “Saudades do Matão”, da jornalista curitibana Teresa Urban, presidente da ONG “Rede Verde”, sobre os pioneiros no preservacionismo ecológico no Brasil, editado pela Editora UFPR com patrocínio da Fundação O Boticário de Proteção à natureza.
E também fiz reportagens free-lance para a revista mensal de circulação nacional e especializada em móveis Móbile Lojista,. editora Alternativa Editorial, com sede em Curitiba.
Recém-formada (e no final da faculdade, mas já atuando como profissional), experimentei algumas coisas no jornalismo diário do meu estado, como repórter e diagramadora do caderno de diversão e arte do semanário Hora H e do diário Hora H Extra e na Assessoria de Imprensa do Procon-PR, fazendo a interface do órgão estadual e os veículos de comunicação.
Nesta função coordenei também os trabalhos de produção do programa de rádio “Escuta
Procon”, veiculado em dezenas de emissoras do estado. Antes, como estudante, minha primeira experiência com o jornalismo foi por um ano no Jornal Folha Popular, produção independente das ONGs de movimentos sociais Cefuria e Xapinhal.
INFORMAÇÕES PESSOAIS
Data de nascimento: 05/02/1973 casada, mãe de dois filhos reside em São Paulo, SP
Cada filho tem um jeito e nenhum tem o nosso jeito…
sam January 26th, 2007
Cada filho tem um jeito e nenhum tem o nosso jeito… é duro aceitar, mas necessário. E gratificante.
Estátuas e animais de museu ganham vida em aventura
sam January 25th, 2007
Algumas vontades de criança são tão marcantes que ficam na nossa memória e con
tinuam sendo interessantes mesmo quando crescemos. No final de semana passado eu pude matar uma destas vontades ou, pelo menos, ter um saborzinho da aventura que quero ter – agora com os meninos – quando for visitar o Museu de História Natural de Nova York. Nós assistimos no cinema a estréia de Uma Noite no Museu, filme típico de sessão da tarde, uma aventura de pai e filho que se passa quase toda dentro daquele museu.
É verdade, nem todo mundo gosta de museu, mas já deu para notar que eu gosto… será que eu estou ficando como o Ross, do Friends? Não sei, mas é certo que tenho dois candidatos a paleontólogos ou arqueólogos aqui em casa e eles amaram os temas retratados no filme. Para ajudar, o programa teve a companhia dos nossos amigos Murilo, de 5 anos, e sua mãe Ana. Ele é companheiro de brincadeira do Giorgio e do Enzo no jardim do nosso condomínio, onde eles montam “vales de dinossauros” e colhem fósseis para experiências científicas.
Filme e não desenho
Estamos começando a transição entre os longa-metragens de desenhos animados e os filmes infanto-juvenis aqui em casa. Posso dizer que foi bom. No meu receio de que eles tivessem medo, talvez por conta do trauma da Casa Monstro, sentei-me entre os dois, para poderem pegar na minha mão. Não foi necessário, só atrapalhei a passagem da pipoca entre eles.
O filme é uma boa comédia, bastante acessível em termos de conteúdo porque o personagem de Ben Stiller é um americano típico de filmes, do tipo que acha que Teddy Rosevelt foi o 4º Presidente – nisto ele rapidamente é corrigido pela guia do museu: “foi o 26º”.
Há muitos animais, o que encanta mesmo as crianças pequenas, além da magia de um T-Rex, que os meninos geralmente adoram. Mas há poucos personagens femininos, fiquei curiosa por saber como as meninas reagiriam a este tipo de filme. O mesmo pensamento “machista” que tive quando visitamos o Museu de Zoologia da USP, onde, afinal, encontramos meninas também.
Qual é a história?
Baseado no livro ilustrado Uma Noite no Museu, de Milan Trenc, conta a aventura de um guarda noturno de um museu em Nova York que descobre que os esqueletos, estátuas e animais selvagens expostos têm o hábito de ganhar vida depois de os visitantes deixarem o local.
Inventor fracassado e desempregado, Larry Daley (Ben Stiller) aceita um emprego subalterno de guarda noturno no Museu de História Natural e descobre a magia noturna do local. Com a ajuda do ex-presidente Teddy Roosevelt (Robin Williams), Larry não apenas consegue restaurar a ordem no museu, como refazer sua relação com seu filho Nick (Jake Cherry).
Outra leitura para O pequeno Príncipe
sam January 24th, 2007
Outra leitura para O pequeno Príncipe
Li sobre isto hoje no Digestivo Cultural e tomo a liberdade (citando
fontes e dando links) de postar aqui. O autor é Guga Schultze
Filho faz a gente alcançar coisas que levaria muito mais tempo para conquistar se estivéssemos ainda no ritmo egoísta das nossas torpezinhas. Filho faz a gente assumir contratos e posturas que achávamos que nossos pais tinham a obrigação de suprir para o resto dos nossos dias (e dos deles). Filho dá trabalho, mas ajusta a visão, dá coragem, força e uns desesperozinhos de vez em quando. Filho alinha, torna a gente estrategista, aumenta o foco, aperta as porcas e os parafusos, engrena, alucina, fortalece, aguça, torna a gente empreendedor, nem que seja dos metros quadrados que nos cabem, comprados ou de aluguel. Filho diz assim: toma tento, como dizia minha avó. Cada um em sua ponta, são eles que sabem de tudo. Filho faz os anos parecem menores, mais velozes, mais furiosos. Filho deixa a gente bravo. Filho é: se liga. Ainda mais responsável do que ser professor. Filho desanuvia e esclarece. Filho é precisão.
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