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Eu não preciso da Supernanny
Meu desabafo do mês de janeiro é sobre as diferenças nos comportamentos dos filhos.
Quem conhece o Enzo e o Giorgio sabe do que estou falando: exceto pelo jeito amoroso e a fala rápida e complexa, eles são muito diferentes, quase não parecem irmãos. Ou será que é por isso que eles parecem irmãos, porque entraram na dinâmica de se completar?
Bons ultimos dias de janeiro e que venha fevereiro!
Eu não preciso da Supernanny
Atualmente no Brasil é moda falar da babá da TV, virou quase um bordão: “este aí precisa da Supernanny”. Já escutei isto na rua com os meninos e outro dia uma amiga me contou que escutou no shopping, quando sua filha choramingou. Como já vi o programa e o livro, tenho feito muitas comparações –inevitáveis, vamos admitir- entre as crianças de lá e as minhas. Concluí que eu não preciso da Supernanny.
Mas como? Quem tem a coragem de dizer isto?
Eu tive e falei para a própria Cris Polli, quando a entrevistei, na época do lançamento do seu livro Filhos Autônomos, Filhos Felizes. Na verdade, não me identifico com as situações apresentadas nos programas, porque atualmente meus filhos não brigam, comem bem, fazem sua higiene sem problemas, dormem e acordam sem dramas e são cordatos no relacionamento conosco. O que nós devemos buscar agora na educação deles? Ela foi muito gentil comigo, elogiou-nos e falou que os desafios sempre vão surgindo, mas que se nossa família já encontrou o caminho dos limites, saberemos lidar com os novos que virão, a cada fase dos meninos.
Será mesmo? Dediquei muito tempo aos livros de auto-ajuda para mães desde que tive o Giorgio, quando senti que minha vida virou de pernas para o ar. O Enzo era cordato, como muitos filhos únicos ou como os taurinos – sei lá o que pesa mais. Meus filhos são muito diferentes entre si, sempre me fazendo lembrar daquele ditado antigo: “os filhos são diferentes como os dedos da mão”. É difícil aceitar o diferente e mais ainda ser uma mãe diferente para cada um deles, mas foi isto que notei que funcionou aqui em casa e que vi em diversos programas da Supernanny funcionar: agir com cada um conforme sua necessidade.
E não esquecer as nossas necessidades, claro, pois este é um fator vital para o bem-estar geral da família. Notei que Gui e eu perdemos o limite com os meninos quando já demos mais do que podíamos de nós, do nosso tempo livre, da nossa paciência. Não quero chegar a este ponto e às vezes me parece que manter a individualidade no ambiente coletivo da família é a busca da minha geração. Percebo que as reações e comparações que as pessoas fazem acabam forçando os irmãos a optarem por um comportamento social no contexto familiar, reforçando características pessoais, como que conduzindo.
“Giorgio puxou a tia,
Agitado como o pai,
Enzo gosta de ler como a mamãe,
É coisa primogênito,
É coisa de segundo filho…”
Não gostaria de ser assim, de forçá-los a comportamentos para que nossa dinâmica familiar funcione ad perpetum viciosamente… mas como fugir? Talvez encarando cada um como é e não coletivizando a forma de convívio, mas sem deixar de fazer os limites com “pactos coletivos”, como dizem meus sogros. Quando meus filhos reclamam dos limites, eu deixo claro quais não serão alterados e quais podem ser negociados, mediante conversas em família. Mesmo tão pequenos eles já entendem a palavra e o conceito da democracia e se sentem felizes por este direito, pois se sentem respeitados e protegidos. E nós ficamos desejando estar no caminho certo, como todos os pais. E alcançar aquilo que não a Supernanny, mas a mãe e avó Cris Polli falou: Filhos Autônomos são Filhos Felizes.
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Sem deixar de lado meu passado dekassegui, sou colunista de dois portais de internet para brasileiros residentes no Japão, 



Quando morei em Tokyo, fui repórter responsável pelas editorias de Mundo e Japão no 

Procon”, veiculado em dezenas de emissoras do estado. Antes, como estudante, minha primeira experiência com o jornalismo foi por um ano no Jornal Folha Popular, produção independente das ONGs de movimentos sociais 


Creio que seja de família, porque minhas comadres Tiffany e Madianita (respectivamente minha irmã e irmã do Gui) também sempre relatam estes passeios em suas viagens. Certamente chegará o dia em que os afilhados irão com elas.




