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Jan
29

Eu não preciso da Supernanny

Meu desabafo do mês de janeiro é sobre as diferenças nos comportamentos dos filhos.
Quem conhece o Enzo e o Giorgio sabe do que estou falando: exceto pelo jeito amoroso e a fala rápida e complexa, eles são muito diferentes, quase não parecem irmãos. Ou será que é por isso que eles parecem irmãos, porque entraram na dinâmica de se completar?
Bons ultimos dias de janeiro e que venha fevereiro!

Eu não preciso da Supernanny

Atualmente no Brasil é moda falar da babá da TV, virou quase um bordão: “este aí precisa da Supernanny”. Já escutei isto na rua com os meninos e outro dia uma amiga me contou que escutou no shopping, quando sua filha choramingou. Como já vi o programa e o livro, tenho feito muitas comparações –inevitáveis, vamos admitir- entre as crianças de lá e as minhas. Concluí que eu não preciso da Supernanny.

Mas como? Quem tem a coragem de dizer isto?

Eu tive e falei para a própria Cris Polli, quando a entrevistei, na época do lançamento do seu livro Filhos Autônomos, Filhos Felizes. Na verdade, não me identifico com as situações apresentadas nos programas, porque atualmente meus filhos não brigam, comem bem, fazem sua higiene sem problemas, dormem e acordam sem dramas e são cordatos no relacionamento conosco. O que nós devemos buscar agora na educação deles? Ela foi muito gentil comigo, elogiou-nos e falou que os desafios sempre vão surgindo, mas que se nossa família já encontrou o caminho dos limites, saberemos lidar com os novos que virão, a cada fase dos meninos.

Será mesmo? Dediquei muito tempo aos livros de auto-ajuda para mães desde que tive o Giorgio, quando senti que minha vida virou de pernas para o ar. O Enzo era cordato, como muitos filhos únicos ou como os taurinos – sei lá o que pesa mais. Meus filhos são muito diferentes entre si, sempre me fazendo lembrar daquele ditado antigo: “os filhos são diferentes como os dedos da mão”. É difícil aceitar o diferente e mais ainda ser uma mãe diferente para cada um deles, mas foi isto que notei que funcionou aqui em casa e que vi em diversos programas da Supernanny funcionar: agir com cada um conforme sua necessidade.

E não esquecer as nossas necessidades, claro, pois este é um fator vital para o bem-estar geral da família. Notei que Gui e eu perdemos o limite com os meninos quando já demos mais do que podíamos de nós, do nosso tempo livre, da nossa paciência. Não quero chegar a este ponto e às vezes me parece que manter a individualidade no ambiente coletivo da família é a busca da minha geração. Percebo que as reações e comparações que as pessoas fazem acabam forçando os irmãos a optarem por um comportamento social no contexto familiar, reforçando características pessoais, como que conduzindo.

“Giorgio puxou a tia,
Agitado como o pai,
Enzo gosta de ler como a mamãe,
É coisa primogênito,
É coisa de segundo filho…”

Não gostaria de ser assim, de forçá-los a comportamentos para que nossa dinâmica familiar funcione ad perpetum viciosamente… mas como fugir? Talvez encarando cada um como é e não coletivizando a forma de convívio, mas sem deixar de fazer os limites com “pactos coletivos”, como dizem meus sogros. Quando meus filhos reclamam dos limites, eu deixo claro quais não serão alterados e quais podem ser negociados, mediante conversas em família. Mesmo tão pequenos eles já entendem a palavra e o conceito da democracia e se sentem felizes por este direito, pois se sentem respeitados e protegidos. E nós ficamos desejando estar no caminho certo, como todos os pais. E alcançar aquilo que não a Supernanny, mas a mãe e avó Cris Polli falou: Filhos Autônomos são Filhos Felizes.

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Jan
26

Samantha Hoffmann Shiraishi profissional via6 & …

Samantha Hoffmann Shiraishi
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O que eu tenho feito?

Desde julho de 2006, sou colaboradora do portal de Internet Desabafo de Mãe, com sede em São Paulo, SP, mas com gente espalhada em vários locais do Globo. Atuo como jornalista, além de mãe, e desde janeiro de 2007 sou editora regional (região Sul do Brasil e Japão).
O Desabafo de Mãe é um portal cultural que interage com pais preocupados em oferecer cultura de qualidade a seus filhos.

Sem deixar de lado meu passado dekassegui, sou colunista de dois portais de internet para brasileiros residentes no Japão, Web Point Club, com sede em Tokyo, e o Portal Dekassegui, com sede em Curitiba, no qual escrevo sobre o cotidiano da comunidade de mais de 350 brasileiros dekasseguis.

Continuo sendo parte do grupo de colaboradores da revista Sotaque Brasileiro, periódico trimestral sediado em Toronto, Canadá, com circulação dirigida à comunidade lusófona do Canadá, compreendendo brasileiros, portugueses e angolanos.

Na NRH Viagens e Assessoria, sou responsável pela implantação e condução da comunicação empresarial e atendimento, em especial on line, para representantes da empresa e candidatos a empregos no Japão, especialmente sobre temas relativos a visto e trabalho no Japão.

Mas, anteriormente, eu também já fiz outras coisas…

Tive um escritório de comunicação em Curitiba dando continuidade a um trabalho informal iniciado quando voltei do Japão, em 2000. Como em toda empresa familiar e pequena, fiz muita coisa: composição gráfica, formatação e criação de textos para periódicos (revista) e sites diversos de internet, entre eles para Industria Sapeca Kids, assessoria para dekasseguis Nissan Curitiba e para profissionais liberais.
Atuação principal voltada para assessoria de imprensa de políticos e artistas, entre eles a dupla sertaneja Willian e Renan e o ator Diegho Kozievitch.

Neste período, de 2001 a 2003, fui repórter freelance para a revista Look, periódico mensal ligado à empresa nipo-brasileira de telecomunicações Alpha System Network, sediada em Urawa, província de Saitama, Japão, com circulação dirigida à comunidade brasileira residente no Japão.
Lá eu mantive
por dois anos uma coluna com as novidades da mídia e moda no Brasil, intitulada “O que Rola”, e fiz trabalhos diversos como uma série de reportagens especiais sobre Turismo e Negócios no Brasil, na série “Redescobrindo o Brasil”, reportagens sobre música brasileira, entrevistas com profissionais que atuam no Japão (para a seção profissões) e reportagens diversas sobre a comunidade nipo-brasileira no Brasil e no Japão, além de temas de saúde familiar e educação.

Quando morei em Tokyo, fui repórter responsável pelas editorias de Mundo e Japão no Jornal Tudo Bem, além de contribuir com reportagens para o caderno Brasil Aqui (Comunidade).
Após alguns meses, por conta de minha experiência com a confecção completa de jornais institucionais e assessoria de imprensa, passei a atuar na agência de publicidade JB Creative, onde estive como responsável pela conta da empresa Nipomed e de seu jornal dirigido a franqueados do Japão.

Sim, também fui dekassegui e não escondo, até me orgulho, pois aprendi muito sendo operária ,por uns meses, na fábrica de automóveis Suzuki, onde atuei como kensa (controle de qualidade) e intérprete entre os líderes de turma (hancho) brasileiros e a recém-chegada equipe de operários da Nova Zelândia, inclusive em reuniões oficiais e acompanhamento médico.

Antes de ir para o Japão, fui assistente de pesquisa para o livro “Saudades do Matão”, da jornalista curitibana Teresa Urban, presidente da ONG “Rede Verde”, sobre os pioneiros no preservacionismo ecológico no Brasil, editado pela Editora UFPR com patrocínio da Fundação O Boticário de Proteção à natureza.

E também fiz reportagens free-lance para a revista mensal de circulação nacional e especializada em móveis Móbile Lojista,. editora Alternativa Editorial, com sede em Curitiba.

Recém-formada (e no final da faculdade, mas já atuando como profissional), experimentei algumas coisas no jornalismo diário do meu estado, como repórter e diagramadora do caderno de diversão e arte do semanário Hora H e do diário Hora H Extra e na Assessoria de Imprensa do Procon-PR, fazendo a interface do órgão estadual e os veículos de comunicação.
Nesta função coordenei também os trabalhos de produção do programa de rádio “Escuta Procon”, veiculado em dezenas de emissoras do estado. Antes, como estudante, minha primeira experiência com o jornalismo foi por um ano no Jornal Folha Popular, produção independente das ONGs de movimentos sociais Cefuria e Xapinhal.

INFORMAÇÕES PESSOAIS
Data de nascimento: 05/02/1973 casada, mãe de dois filhos reside em São Paulo, SP

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26

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Jan
25

Estátuas e animais de museu ganham vida em aventura

Algumas vontades de criança são tão marcantes que ficam na nossa memória e continuam sendo interessantes mesmo quando crescemos. No final de semana passado eu pude matar uma destas vontades ou, pelo menos, ter um saborzinho da aventura que quero ter – agora com os meninos – quando for visitar o Museu de História Natural de Nova York. Nós assistimos no cinema a estréia de Uma Noite no Museu, filme típico de sessão da tarde, uma aventura de pai e filho que se passa quase toda dentro daquele museu.

É verdade, nem todo mundo gosta de museu, mas já deu para notar que eu gosto… será que eu estou ficando como o Ross, do Friends? Não sei, mas é certo que tenho dois candidatos a paleontólogos ou arqueólogos aqui em casa e eles amaram os temas retratados no filme. Para ajudar, o programa teve a companhia dos nossos amigos Murilo, de 5 anos, e sua mãe Ana. Ele é companheiro de brincadeira do Giorgio e do Enzo no jardim do nosso condomínio, onde eles montam “vales de dinossauros” e colhem fósseis para experiências científicas.

Filme e não desenho

Estamos começando a transição entre os longa-metragens de desenhos animados e os filmes infanto-juvenis aqui em casa. Posso dizer que foi bom. No meu receio de que eles tivessem medo, talvez por conta do trauma da Casa Monstro, sentei-me entre os dois, para poderem pegar na minha mão. Não foi necessário, só atrapalhei a passagem da pipoca entre eles.
O filme é uma boa comédia, bastante acessível em termos de conteúdo porque o personagem de Ben Stiller é um americano típico de filmes, do tipo que acha que Teddy Rosevelt foi o 4º Presidente – nisto ele rapidamente é corrigido pela guia do museu: “foi o 26º”.
Há muitos animais, o que encanta mesmo as crianças pequenas, além da magia de um T-Rex, que os meninos geralmente adoram. Mas há poucos personagens femininos, fiquei curiosa por saber como as meninas reagiriam a este tipo de filme. O mesmo pensamento “machista” que tive quando visitamos o Museu de Zoologia da USP, onde, afinal, encontramos meninas também.

Qual é a história?
Baseado no livro ilustrado Uma Noite no Museu, de Milan Trenc, conta a aventura de um guarda noturno de um museu em Nova York que descobre que os esqueletos, estátuas e animais selvagens expostos têm o hábito de ganhar vida depois de os visitantes deixarem o local.
Inventor fracassado e desempregado, Larry Daley (Ben Stiller) aceita um emprego subalterno de guarda noturno no Museu de História Natural e descobre a magia noturna do local. Com a ajuda do ex-presidente Teddy Roosevelt (Robin Williams), Larry não apenas consegue restaurar a ordem no museu, como refazer sua relação com seu filho Nick (Jake Cherry).

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24

Outra leitura para O pequeno Príncipe

Outra leitura para O pequeno Príncipe
Li sobre isto hoje no Digestivo Cultural e tomo a liberdade (citando
fontes e dando links) de postar aqui. O autor é Guga Schultze

Filho faz a gente alcançar coisas que levaria muito mais tempo para conquistar se estivéssemos ainda no ritmo egoísta das nossas torpezinhas. Filho faz a gente assumir contratos e posturas que achávamos que nossos pais tinham a obrigação de suprir para o resto dos nossos dias (e dos deles). Filho dá trabalho, mas ajusta a visão, dá coragem, força e uns desesperozinhos de vez em quando. Filho alinha, torna a gente estrategista, aumenta o foco, aperta as porcas e os parafusos, engrena, alucina, fortalece, aguça, torna a gente empreendedor, nem que seja dos metros quadrados que nos cabem, comprados ou de aluguel. Filho diz assim: toma tento, como dizia minha avó. Cada um em sua ponta, são eles que sabem de tudo. Filho faz os anos parecem menores, mais velozes, mais furiosos. Filho deixa a gente bravo. Filho é: se liga. Ainda mais responsável do que ser professor. Filho desanuvia e esclarece. Filho é precisão.

Links:

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24

Faraós e museus

Confesso que já escrevi sobre o tema e estou tentando reescrever… escrevi no Picasa e deu falha no programa, vamos ver se esta nova edição do Blogger (que usarei a partir de hoje) conseguirá tirar minha mania de postar por lá.
Será que já comentei que adoro novidades em software? Adoro, vivo testando e indicando.
Hoje uma das manchetes do Desabafo é sobre minha ida ao cinema com o Enzo e o Giorgio, fala de Uma Noite no Museu. Um filme que apreciamos muito, desde os traillers eu sabia que agradaria os meninos, que adoram dinossauros, animais selvagens e civilizações antigas. E estão aprendendo conosco a ir a museus também (como o Museu de Zoologia da USP), um passeio que Gui e eu apreciamos. Mesmo no Japão, onde líamos pouco dos kanjis, visitamos muitos e são passeios que sempre relembramos. Creio que seja de família, porque minhas comadres Tiffany e Madianita (respectivamente minha irmã e irmã do Gui) também sempre relatam estes passeios em suas viagens. Certamente chegará o dia em que os afilhados irão com elas.
No filme - e isto eu não comentei no meu texto lá - o maior frisson para o Enzo foi ao ver a imagem que posto aqui, ele dizia: “é o Anúbis!” muito animado e acho que nem notou qual era o nome do faraó mumificado. Faraó mesmo é Tutankamon, creio que pela identificação com a figura infantil.

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Jan
24

Regina Vogue: 40 anos democratizando a cultura infantil

Entrevista que fiz com Regina Vogue e foi publicada no Desabafo.

Regina Vogue: 40 anos democratizando a cultura infantil

Falar de teatro infantil em Curitiba é falar das produções de Regina e seus filhos Mauricio e Adriano Vogue. Além de serem um paradigma de bons espetáculos infantis, o grupo de Regina, sua trupe e seu espaço, são sinônimos de um celeiro de bons profissionais da área na região. Poucos não trabalharam com Regina em algum momento de sua vida, não privaram da convivência de sua família artística.

Quando se descobre a história desta artista e mãe, entendemos porque ela prioriza e incentiva os novos talentos. E passamos a admirá-la por ser capaz de reconhecê-los e fomentá-los, inclusive em sua própria família.

Como muitas mulheres artistas, Regina desbravou sua terra para exercer sua profissão. No sul, “fugiu” com um circo tradicional aos 16 anos e logo conheceu o Circo Teatro de Pavilhão. Nele teve Mauricio, seu filho mais velho, que seguiu seus passos como artista de muitos talentos. Ao mudar-se para Curitiba, descobriu que faltava estímulo para produção de espetáculos infantis e assumiu para si mais um papel: o de produtora. Foi nele que viu em pouco tempo o talento de seu filho caçula, Adriano.

Tenho a honra de conhecê-los pessoalmente, pois são amigos de minha irmã, que levou Enzo aos espetáculos desde bebê. Creio que é por vê-los de forma mais particular que criei esta impressão de que eles são uma simbiose maravilhosa, em que os filhos e a mãe compõem um organismo incrível. Aos três, tenho que ser justa, é preciso incluir a assessora Nicole, braço direito deles há muitos anos.

Em abril de 2004, Regina foi homenageada com a curadoria do “Espaço Teatro Regina Vogue”, no Shopping Estação, na capital paranaense. Nele a artista continua seu trabalho incansável de oferecer cultura de qualidade às crianças e adultos e onde busca “a democratização da cultura para todas as classes sociais”.

Desabafo: Como esta parceria de mãe e filhos aconteceu e como segue tão harmoniosa?
Regina Vogue: Sempre tive o pensamento de que meus filhos seriam livres para seguir o caminho que quisessem. A ligação dos dois com a arte foi bem diferente. O Mauricio quase nasceu embaixo de uma lona de circo e acredito que não foi por acaso, pois desde pequeno trabalhou nos palcos e cresceu aprendendo a profissão de ator. Conforme o seu amadurecimento desenvolveu percepção suficiente para assumir outras funções sendo a principal de diretor teatral. Já o Adriano, sua introdução definitiva com a arte foi aos 16 anos de idade, foi meu assistente de produção na primeira montagem que realizarei após desfazer a sociedade com outro produtor. O que seria temporário acabou se tornando definitivo e com esta montagem iniciei uma nova etapa como produtora tendo meus dois filhos, cada um com o seu talento, ajudando nas montagens que fizeram me tornar uma produtora de qualidade.

Desabafo: Adriano atua como Produtor e Mauricio como Diretor de grande parte dos espetáculos. Como é para a mãe ter os filhos no comando?
Regina Vogue: Sinto-me segura em saber que mesmo em momentos que não estou presente, a busca do meu trabalho estará sendo continuada. Sabemos que toda empresa familiar tem suas peculiaridades que muitas vezes não soam positivamente. Mas como equilíbrio, buscamos respeitar o “papel” que cada um representa para o desenvolvimento do nosso trabalho.

Desabafo: Regina começou no circo, onde teve e criou Maurício. Qual a influência da arte circense nos seus espetáculos infantis?
Regina Vogue: Na verdade, minha primeira e única participação num Circo Tradicional foi logo que saí de casa, aos 16 anos. Um ano depois, descobri o Circo Teatro de Pavilhão que utiliza a lona de circo, porém realizava exclusivamente apresentações teatrais e shows musicais. A grande magia do Circo Teatro de Pavilhão é que todos os dias eram apresentados espetáculos diferentes. E esta diversidade de espetáculos, senso de improvisação e ter que fazer todos os dias uma personagem diferente me deu grande influência nas minhas produções, inovar a cada espetáculo e aprimorar cada obra realizada mesmo depois da sua estréia.

Desabafo: Há muito de canto e de dança nos trabalhos e na formação profissional de vocês, o que enriquece os espetáculos teatrais. Que área os fascina mais na concepção de um novo trabalho?
Regina Vogue: Seria injusto pensar numa área específica. É preciso buscar o equilíbrio de todos os elementos para a realização de um grande espetáculo. Desde o canto, a dança, a concepção cenográfica, figurinos, iluminação, entre outros, acredito que uma área complementa a outra.

Desabafo: As montagens da sua companhia são encenadas especialmente para escolas há muito tempo. Que público lhes parece mais competente para a formação de um consumidor de cultura: o que freqüenta com a escola ou com a família? Há uma diferença notável na reação das crianças às peças quando estão com a escola ou os familiares?
Regina Vogue: Com a escola é muito importante devido a participação da criança junto com seus colegas. Isto possibilita uma identificação maior e a troca de idéias com quem também está descobrindo um “mundo novo”. Mas, é com a família aprendemos nossos valores e também o direcionamento para o nosso desenvolvimento intelectual. Porém, sabemos que devido às dificuldades mundo moderno, os pais acabam precisando muito do suporte dos educadores nesta missão.

Desabafo: A companhia tem “pratas da casa” brilhando no cenário regional, como o ator Diehgo Kozievitch (o mais jovem ganhador de um kikito no Festival de Gramado) que cita a infância atuando nos espetáculos da sua companhia como primordial para sua formação artística. A formação de novos artistas é uma meta?
Regina Vogue: Realmente temos como um dos nossos focos de trabalho a descoberta de novos talentos. Sabemos que, como produtores, temos o compromisso de fomentar o mercado de trabalho para quem quer uma primeira oportunidade. E para as nossas montagens é importante a renovação, pois a probabilidade de criarmos algo novo torna-se mais forte. Também temos a possibilidade de aprendermos e nos reciclarmos com estas pessoas.

Desabafo: O sonho de montar um barracão para a companhia se tornou o Espaço Teatro Regina Vogue, num shopping que nasceu para ser um centro de eventos e lazer em Curitiba. Quais os novos sonhos para este espaço?
Regina Vogue: O Teatro com quase três anos de atividades vem buscando um amadurecimento do seu compromisso com a cidade de Curitiba. Ao longo deste tempo, percebemos que nossa principal meta é cada vez mais a democratização da cultura para todas as camadas sociais. Por isso, temos buscado parceiros da iniciativa privada para nos ajudar na formação de platéias.As ferramentas para estas parcerias são as leis de incentivo à cultura. Com elas, as empresas podem colaborar para a criação de diversas ações que possibilitem ingressos mais baratos e até mesmo gratuitos. Apresentações de qualidade para crianças, jovens e adultos e uma programação intensa que possibilitará cada vez mais o fortalecimento da nossa cultura e o crescimento intelectual da nossa sociedade.


Jan
23

Quem sou eu atualmente? Profissionalmente falando…

Quem sou eu atualmente?

Profissionalmente falando, costumo dizer que sou jornalista de web… apesar de estar completando 10 anos de formatura (nossa!, como isto pesa!) e a web comercial brasileira não ser tão velha quanto minha carreira, eu sinto que nasci para a world wild web. E como fui trabalhar no Japão recém-formada e lá a web já existia de forma mais comercial, estive meio à frente… sou aquariana, ora bolas!

Em 2007
Mudei um pouco de rumo minha vida desde julho de 2006, quando comecei a me envolver com o Desabafo de Mãe e assumir mais meu lado jornalista, até então restrito à minha colaboração na revista Sotaque Brasileiro, do Canadá. Tenho tb uma coluna sobre dekasseguis no portal do Japão Web Point Club.
Estou feliz, o Desabafo tem muito do que importa neste momento da minha vida: filhos, cultura, network, internet.
Na NRH assumi uma função diferente no final do ano, criar e manter um projeto de comunicação interna e externa. Enfim, diria que começo o ano muito bem.

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18

Figurinhas

Esta semana está rendendo cada papo!
Tenho uns papos legais e até umas amizades virtuais com mães e pais do site Troca Figurinhas e esta semana uma mãe me perguntou se foi duro ter dois filhos, um perto do outro.
Aqui em casa foi otimo, mesmo sem planejar, creio que porque sempre quisemos ter mais de um. Somos ambos de familias com 4 filhos, então queriamos que eles tivessem esta cumplicidade, amizade. Quando tive foi uma loucura, mas hoje adoro… minha vida é bem mais facil que das minhas amigas que tem apenas um, porque meu filhos são muito companheiros, exigem pouco de mim, qualquer coisa fazem “um trabalho de equipe” e resolvem tudo. Tb noto que eles não ficam sós, não importa a ocasião, horario, são um time, sabe? E se amam tanto que é lindo de ver!
Meu primeiro desabafo de mãe foi sobre isto:
ENCHO A BOCA PARA FALAR MEUS FILHOS
E por falar nas figurinhas… estamos completando sei lá, nosso décimo album ou mais. De criança eu nunca completei albuns, mas sonhava com esta possibilidade. Fazemos tb um trabalho de equipe sobre este tema: eu troco com outras mães na internet, Gui compra figurinhas e manda as cartas. Mas quem cola e controla são eles, as crianças. Acho construtivo, é um trabalho em equipe, ensina a ter paciência e perseverar para conseguir chegar a um objetivo. Em 2006 a escola do Enzo fez um projeto sobre albuns, as turmas do ensino fundamental colecionaram e trocaram entre si, daí soube de várias outras qualidades das coleções de fugurinhas, como os principios matematicos basicos e o interesse de ler o que tem nos álbuns, são textos curtos, de assuntos do interesse deles.

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Jan
17

Novas amigas-mães

Estou muito contente. Sempre quis ver o Desabafo de Mãe desbravando o Brasil e a comunidade brasileira no exterior, na verdade desde que entrei porque mesmo morando na maior cidade da America Latina ainda penso como uma curitibana em alguns pontos.
Quando assumi poucos dias atrás a editoria do sul, contávamos já com a Valéria Leandro, de São José dos Pinhais, PR, mãe do Pedro, de 1 ano, uma professora muito doce e profundamente envolvida com maternidade, vivendo sua primeira experiência de adoção e já planejando outras… que coragem!
Ontem recebi três notícias boas:
Minha querida amiga Adriana Fischer, ex-vizinha em Curitiba e atualmente morando em São Francisco do Sul, SC, é a nova colaboradora do sul.
A gaúcha Aline Dexheimer, que conheci pelo orkut e por quem senti empatia imediata mandou seu primeiro texto, ou crônica, como ela gosta de nomear, um texto terno sobre uma tarde de domingo do avô com os trigêmeos. Por seu talento, sei que ela promete como escritora e é uma honra tê-la também na minha editoria.
Para completar, a Simone Zelner, mãe do Gabriel, um menino autista e muito especial da minha cidade também, me deixou o segundo recado aqui.
Eu sempre fui afeita a amizades postais, troquei cartas por anos a fio com conhecidos e desconhecidos. O e-mail, o orkut e o MSN foram para mim um presente de Deus… hoje posso falar que boa pare das minhas boas amigas, pessoas com quem me abro mais e que estão mais presentes na minha vida são virtuais!

E atualmente é pelo MSN que falo diariamente com minha mãe, trocando idéias, recendo orientação e apoio dela. É nele que ela escreve orações, indica salmos e leituras, recebe minhas fotos e textos, me dá orientações jurídicas e tudo mais que for necessário. Uma delícia!
Eu trabalho em casa, a maior quase totalidade do na frente do PC conversando e escrevendo textos, então a internet é uma parte muito importante do meu cotidiano. E creio que de outras mães tb.

Ah, em tempo: a Ketty e o Bernardo, amiguinhos do Enzo, vão curtir o espetáculo Sherazade no Espaço Teatro Regina Vogue, a convite do portal…

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