Mamãe, Papai Noel existe?
tradição December 24th, 2006
Estamos numa época adorada pelas crianças, em que as férias escolares começam e o Natal se aproxima. Como eles esperam pelo Natal! Hoje em dia a coisa é tão comercial e televisiva que a gente se vê forçado, praticamente coagido a “dar uma passadinha” naquele shopping que tem o Natal do Cocoricó ou pelo menos levar as crianças para ver o Papai Noel do outro shopping, porque é um velhinho autêntico. Tem cara de papai Noel.
Aqui em casa nem sempre foi assim. Faço o “mea culpa” público porque eu mereço ser chamada de megera neste quesito Natal, embora uma megera regenerada! Como na minha família Natal sempre foi mais um evento religioso (que envolvia o nascimento de Jesus, presépio, presentear os necessitados) e a festa (sim, tinha muita festa e parentada reunida), nunca achei que Papai Noel tinha muita importância. Meu marido cresceu numa família ainda mais radical neste ponto, então, quando tivemos o Enzo, não fizemos esse “ritual natalino”. E eu sempre falei que Papai Noel era uma pessoa com fantasia, um mito popular. Assim mesmo, com estas palavras. Coitado!
Alguns natais atrás, passamos em São Paulo para visitar uma tia do meu marido e ela nos levou para ver a decoração de Natal do Shopping Plaza Sul. Enzo tinha 4 anos e meio e Giorgio 2. Chegamos lá, tinha casinha do Casal Noel (daqueles lindos, um casal de velhinhos de pele rosada e cabelo branco) e os meninos foram conversar no colo, tirar fotos. Foi uma novidade, pois eu nunca os tinha levado para isto. Bom, eles voltaram para casa em Curitiba e contaram para amigos, avós e tios que “Mamãe pensava que não existia Papai Noel porque ele morava em São Paulo e ela não sabia!”
Eu mereci! E fiquei feliz pelo puxão de orelha que a vida me deu ainda em tempo, porque eles não ficaram mais sem coelhinho, papai noel, nada. Agora na época do Natal, além de enfeitar a casa, escrever os cartões (ambos já escrevem comigo) e planejar os presentes, também assistimos DVDs ternos para reviver a magia do Natal. E já temos favoritos: O Expresso Polar, em que um trem pega algumas crianças na porta de casa para levar ao Pólo Norte e a Rudolf, a Rena de Nariz Vermelho, que mostra como o diferente se tornou especial. Ambos se tornaram também histórias para ler, pois há livros ilustrados com os mesmos títulos.
A parte religiosa que eu tanto prezo, também continua funcionando. Em dezembro, Enzo teve uma tarefinha de escola que pedia para escrever uma pequena redação ilustrada contando o que a criança sabia sobre o Natal. Era para perguntar para os pais, mas ele fez sozinho, pois minha correria atual nem me permitiu conversar com ele. Bem, ele me trouxe a tarefa pronta para ver e me emocionou, pela simplicidade terna. Dizia: “O Natal é o aniversário de Jesus e foi o primeiro Natal de todos”. Mãe coruja assumida, imediatamente passei no escaner, mandei para todo mundo ver e transformei a imagem numa foto-montagem que virou nosso cartão de Natal.
Resumindo: o Natal só é Natal de verdade se visto com olhinhos infantis.
Feliz Natal a todos.
Papai Noel do Giorgio
tradição December 19th, 2006

Olhe só o Papai Noel do Giorgio!!!
Os meninos doidos para ver os presentes de Natal, mas respeitando as sacolas com pacotes que se acumulam na lavanderia! Eles adoram a surpresa, então aguentam firme.
Hoje teve festa de Natal, com Papai Noel e despedida dos amiguinhos na escola.
Coisa boa ser criança e só se preocupar em ganhar os presentes… e a luta da gente para ter dinheiro para compra-los e paciência para entrar nestas lojas superlotadas?
O desabafo de Natal é um texto meu, que conta nossa história sobre este personagem, Papai Noel. Uma mea culpa, para ser sincera!
Mamãe, Papai Noel existe?
São Paulo – Estamos numa época adorada pelas crianças, em que as férias escolares começam e o Natal se aproxima. Como eles esperam pelo Natal! Hoje em dia a coisa é tão comercial e televisiva que a gente se vê forçado, praticamente coagido a “dar uma passadinha” naquele shopping que tem o Natal do Cocoricó ou pelo menos levar as crianças para ver o Papai Noel do outro shopping, porque é um velhinho autêntico. Tem cara de papai Noel.
Aqui em casa nem sempre foi assim. Faço o “mea culpa” público porque eu mereço ser chamada de megera neste quesito Natal, embora uma megera regenerada! Como na minha família Natal sempre foi mais um evento religioso (que envolvia o nascimento de Jesus, presépio, presentear os necessitados) e a festa (sim, tinha muita festa e parentada reunida), nunca achei que Papai Noel tinha muita importância. Meu marido cresceu numa família ainda mais radical neste ponto, então, quando tivemos o Enzo, não fizemos esse “ritual natalino”. E eu sempre falei que Papai Noel era uma pessoa com fantasia, um mito popular. Assim mesmo, com estas palavras. Coitado!
Alguns natais atrás, passamos em São Paulo para visitar uma tia do meu marido e ela nos levou para ver a decoração de Natal do Shopping Plaza Sul. Enzo tinha 4 anos e meio e Giorgio 2. Chegamos lá, tinha casinha do Casal Noel (daqueles lindos, um casal de velhinhos de pele rosada e cabelo branco) e os meninos foram conversar no colo, tirar fotos. Foi uma novidade, pois eu nunca os tinha levado para isto. Bom, eles voltaram para casa em Curitiba e contaram para amigos, avós e tios que “Mamãe pensava que não existia Papai Noel porque ele morava em São Paulo e ela não sabia!”
Eu mereci! E fiquei feliz pelo puxão de orelha que a vida me deu ainda em tempo, porque eles não ficaram mais sem coelhinho, papai noel, nada. Agora na época do Natal, além de enfeitar a casa, escrever os cartões (ambos já escrevem comigo) e planejar os presentes, também assistimos DVDs ternos para reviver a magia do Natal. E já temos favoritos: O Expresso Polar, em que um trem pega algumas crianças na porta de casa para levar ao Pólo Norte e a Rudolf, a Rena de Nariz Vermelho, que mostra como o diferente se tornou especial. Ambos se tornaram também histórias para ler, pois há livros ilustrados com os mesmos títulos.
A parte religiosa que eu tanto prezo, também continua funcionando. Em dezembro, Enzo teve uma tarefinha de escola que pedia para escrever uma pequena redação ilustrada contando o que a criança sabia sobre o Natal. Era para perguntar para os pais, mas ele fez sozinho, pois minha correria atual nem me permitiu conversar com ele. Bem, ele me trouxe a tarefa pronta para ver e me emocionou, pela simplicidade terna. Dizia: “O Natal é o aniversário de Jesus e foi o primeiro Natal de todos”. Mãe coruja assumida, imediatamente passei no escaner, mandei para todo mundo ver e transformei a imagem numa foto-montagem que virou nosso cartão de Natal.
Resumindo: o Natal só é Natal de verdade se visto com olhinhos infantis.
Feliz Natal a todos.
Como me tornei uma Madrinha
sam December 16th, 2006

É época de Natal e de um jeito ou de outro a gente pensa em ajudar o próximo, lembra das crianças carentes para as quais o Natal não vai ser tão feliz. Como não vir à mente crianças como a “Pequena Vendedora de Fósforos” ou O Esprito do Natal (nem que seja a versão do Mickey, todo mundo conhece)?
Minha mãe sempre nos ensinou a reunir roupas e brinquedos nossos, usados mas em bom estado, para doarmos antes do Natal, para agradecer antecipadamente os presentes que, sabíamos, receberíamos. Eu tb faço isto com os meninos, e mesmo com o apego deles por alguns itens sem uso mas muito queridos, nós conseguimos reunir muita coisa e doar duas ou três vezes por ano. Mas eu sempre senti que não era suficiente.
Um ano atrás eu estava com este sentimento. Lembrava de ter ouvido falar de apadrinhamento de crianças carente e resolvi fazer uma busca no google. Assim eu me tornei madrinha da Terezinha Helen. Apadrinhei-a, uma criança atendida por uma ONG do Fundo Cristão para Crianças (CCF Brasil), e foi uma experiência muito gratificante. Pude escolher a criança (escolhi uma menina de 2 anos do sertão nordestino e pude checar a ONG em cuja creche ela é atendida) e tenho recebido cartinhas da mãe dela me contando, de um jeito de pessoa humilde mas com carinho, os sucessos da pequena. Agora quando vejo imagens tristes do sertão seco, lembro dela e penso que pelo menos uma familia está sofrendo menos, pois eu estou ajudando. Quem sabe eles se mantém no programa e eu a vejo, de longe, concluir os estudos? Seria uma bênção maravilhosa. Mas se ela se mudar, eu encontrarei outra criança para ajudar, pois agora que descobri esta alegria, creio que não ficaria mais sem. Confesso que tenho me sentido uma Madrinha de verdade e isso me deixa feliz. Inclui a “mesada” da minha afilhada nas contas domésticas e todo mês eu penso: 37 reais (o valor sugerido) é menos do que gastamos quando vamos com nossos filhos comer McLanche para eles ganharem brinquedinhos da Disney ou para uma sessão de cinema em familia. E pode significar muito para a vida de uma criança carente.
Ao se tornar padrinho ou madrinha de uma criança pelo Fundo Cristão para Crianças você não assume qualquer compromisso legal com o seu afilhado ou com a instituição. Sua participação é totalmente voluntária e filantrópica. A contribuição é mensal e por tempo indeterminado, enquanto o padrinho quiser.
Para os mais ressabiados com instituições (como eu sempre fui, ainda mais por noticias que soube de associações criança-renal e etc Brasil a fora) saibam que o Fundo Cristão para Crianças foi contemplado pela quarta vez com o Prêmio Bem Eficiente em 2006, outorgado e conferido pela Kanitz & Associados, que premia as 50 melhores entidades beneficentes mais bem administradas do país.O objetivo do Prêmio é prestar homenagem as melhores entidades brasileiras, divulgando sua eficiência e seriedade.
Se vc se interessou, pode conhecer o CCF Brasil em http://www.fundocristao.com.br
Que Deus lhe guarde na palma de Suas Mãos
Uncategorized December 14th, 2006
Acabo de receber um e-mail com esta prece irlandesa de uma amiga virtual, a gaúcha Aline. Achei linda!
Que a estrada se abra à sua frente.
Que o vento sopre levemente às suas costas.
Que o sol brilhe morno e suave em sua face.
Que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo.
Que Deus lhe guarde na palma de Suas mãos.
Palavras difíceis
sam December 11th, 2006
Mais da formatura:
Giorgio assistiu tudo do colo dos avós Manuel e Sônia, às vezes correndo para meus pais tb. No meio dos discursos das professoras e diretora da escola, ele fala: “Vovó, estas professoras só falam palavras difíceis!” (ele, o rei das palavras difíceis!). A vó respondeu: “É mesmo, você viu que legal?” E o Giorgio retrucou: “Ai, vovó, legal não é uma palavra difícil!”.
Quando ganhou o microscópio, Enzo saiu para mostrar para os coleguinhas que estavam próximos. A primeira foi a Luiza. Ao ver, ela falou: “Não acrediiitoo, Enzo, você já é inteligente, agora é que você vai saber tudo mesmo.” Concluí que as meninas da turma conhecem mesmo o meu filho. Não é à toa que ele foi pedido em casamento algumas vezes neste ano letivo.



