Archive for August, 2006

Quadros dos meus artistas favoritos

sam August 28th, 2006

Vikings e Árvores

mãe com filhos, sam August 22nd, 2006

Hoje estou corujando… Enzo fez o segundo quadro na aula de pintura a óleo hoje, desta vez ele levou um tema para a professora (pegou um livro que tem sobre vikings e misturou umas cenas de guerra com armaduras na lateral do barco e uma carranca que ele queria na proa). A professora do Enzo ainda está traçando o desenho na tela, eu noto pelo estilo, que não é o dele. Mas vendo de perto a gente nota que as pinceladas são dele. E como o Giorgio está sentido porque a aula é para maiores de 6 anos (na verdade, é uma aula particular, só para o Enzo), eu dei uma telinha para ele pintar com guache em casa mesmo, olhem que o menino foi super criativo e disciplinado. Um lorde, quem vê o Giorgio bagunçando não acredita no quanto ele pode se concentrar quando faz o que gosta.

Hoje pela manhã Gui e eu fomos à primeira sessão com a psicóloga que fará a avaliação psico-pedagógica do Enzo. Foi uma orientação da escola dele sobre nossos questionamentos sobre a preguiça do Enzo para fazer as tarefas fáceis, o desânimo com o desinteresse dos colegas sobre os assuntos dele, a vontade de aprender a multiplicar e dividir enquanto ainda se aprende rudimentos de soma. Desde maio ele está sob cuidados especiais, com tarefas ligeiramente mais puxadas e com atividades extra-classe orientadas. Afinal, depois de um trimestre, a orientadora do ciclo fundamental da escola nos indicou esta clínica e começamos o processo hoje, um processo que culminará com os fatais testes de QI e tudo mais, mas que nos dará uma noção do desenvolvimento dele e também fornecerá uma direção para onde estes pais aqui possam ir com um menino tão vivo! Peço que Deus nos dê direcionamento em tudo.

Presentear com livros. Por que não?

Uncategorized August 20th, 2006

livraria-da-vila-8

Em agosto li no Jornal O Globo uma pesquisa onde se perguntava:

- Como você estimula a leitura de seus filhos?

As respostas, cinco ao todo, foram escolhidas pelos 684 internautas na seguinte ordem: leva a bibliotecas e livrarias (30,41%), lê toda noite para ele (28,07%), deixa rolar (21,49%), desliga a TV (10,67%) e obriga a ler (9,37%).

Eu retiraria o último e acrescentaria um item: oferecer livros como presente aos seus filhos. E fazer deste presente algo que tenha um valor especial, tão especial quanto um brinquedo muito desejado, um presente que diverte e encanta. O único senão deste presente é que ele precisa da companhia de um adulto para ser realmente apreciado.

É que para as crianças o que conta é a presença de alguém para compartilhar. Tenho dois meninos em casa, mas como ninguém brinca com eles de carrinho, estes são peças de coleção aqui. Coleção mesmo, pois ficam guardadinhos, lindos, numa caixa organizadora de plástico transparente. Claro, eles ganham, afinal é presente de menino, mas meus filhos só lembram quando algum amiguinho vem visitá-los e quer brincar com as pistas de hot wheels.

Vejo que em alguns lares os livros é que ficam assim, lá no cantinho, esperando alguém lembrar deles para lhes dar vida. Por este motivo é que os especialistas indicam: propicie a seu filho um ambiente em que o mundo das letras esteja presente e que possa ser referência em suas descobertas.

Mas o que isto quer dizer? Segundo a orientadora educacional da pré-escola dos meus filhos, Silvia Tolosa, é mostrar que ler e escrever são atividades úteis e divertidas. Quando Enzo estava começando a escrever sozinho, aos cinco anos, ouvi numa reunião a recomendação de que o deixasse escrever a lista de compras do mercado (que eu nunca faço) e ler receitas enquanto eu as preparasse. Meio machista, eu sei, parece que mulher só lê estas coisas, mas eu tentei. A listinha está guardada até hoje e agora ele é quem transcreve as receitas legais para o caderno de receitas, que ficou “da família”. Por conta disto, ele ficou um tempo de olho em livros de culinária nas livrarias (descobriu o excelente Receitas de Herói que tem o Buzz Lightyear na capa, com similar feminino chamado Receitas de Princesas) e aprendeu sobre os grupos de alimentos, o que o fez mudar muito a alimentação e crescer a olhos vistos. Ponto para a leitura.

Os livros devem ser assim, uma experiência prática, ativa, prazeirosa. Para mim é muito mais fácil ler vários livros para meus meninos que brincar de carrinho, mas algumas pessoas me dizem que não gostam de ler, então como ensinar para os filhos o que não se faz? Pois é, se a leitura é necessária para formar um bom aluno, um futuro bom profissional, é preciso trabalhar com o desejo de ler, que deve vir antes do hábito de ler. É preciso escolher bons livros que tratem de assuntos que interessam à criança e ao mesmo tempo não sejam totamente maçantes para os pais, que serão os tutores deles neste aprendizado. Por exemplo, se gostam de dinossauro, que seja sobre os hábitos deles; se amam carrinhos, o começo pode ser até uma revista de tunning do pai. Sempre há um bom livro que trata de um tema do interesse da criança ou de algo que aproxima a leitura da sua vida cotidiana, como livros que contam dos medos . E sempre é possível aproveitar o imenso esforço feito pelas professoras, adquirindo o hábito de ler para as crianças as estorinhas que eles trazem na memória quando chegam da aula. Rever o que o Lobo fez aos três porquinhos e perceber como seu filho reage aos conselhos contidos no livro pode ser muito instrutivo para os pais, revelador, pois se uns querem ser heróis, outros preferem o vilão.

Os livros, mesmo os mais simples, têm o poder mágico de transmitir valores com diversão (claro, mais ainda se os pais conversarem, desmembrarem, re-contextualizarem a estorinha). Já pensaram no que seus filhos fariam se entrassem na história e pudessem ajudar João e Maria a derrotar a Bruxa? As Sobrinhas da Bruxa Onilda fazem isto e com elas as crianças descobrem um papel ativo diante do status quo.

Então que tal passar a incluir um livro bem legal na sua lista de presentes aos seus pequenos?

O escritor e ilustrador mineiro Ziraldo criou polêmica ao afirmar, em entrevista à revista Crescer, edição de abril de 2006, “E por esta razão que eu digo – para criar a questão – que ler é mais importante do que estudar. No currículo escolar devia ter uma matéria chamada ‘gostar de ler’.

P.S. Aqui vão algumas dicas que podem ajudar a ensinar a gostar de ler:

• Ofereça desde cedo um acervo de livros com textos e ilustrações – uma pequena biblioteca construída e organizada com seu filho.

• Visite livrarias, faça com que tenha contato com diferentes materiais.

• Disponibilize lápis de cera, blocos de desenho para os primeiros experimentos.

• Conte-lhe, ao menos, uma pequena história diariamente.

• Folheie livros, revistas, jornais na sua presença.

• Peça que lhe conte histórias, manuseando livros, mesmo que ele não saiba ler.

• Peça que registre as histórias contadas com desenhos, palavras, frases.

• Deixe que a observe realizando alguns de seus escritos, como suas listas de compras, por exemplo. Procure fazê-las na letra de forma.

Imperfect Creation

sam August 18th, 2006

Não, eu não deixei de crer em Deus e na perfeição da criação! É o nome do livro que o físico (pop) Marcelo Gleiser está escrevendo, achei a idéia muito interessante, como toda a reportagem que tinha vários elementos pelos quais sinto empatia: ciência sem ter cara de maluquice, o cara ser pisciano e músico, morar no exterior (num lugar paradisíaco), interesse imenso pela história (o livro que ele lança agora, Harmonia do Universo, fala de Kepler e traz à luz um momento muito interessante da história da humanidade, a caça às bruxas e o início da separação de ciência e religião) e a espiritualidade como uma opção racional.
“Todas as coisas fundamentais que existem dependem de um desequilíbrio, o próprio universo se originou do desequilíbrio. Quando o sistema está equilibrado não se transforma. Sem a transformação não há criação, nada acontece. Mas o que vemos é a organização, a simetria. Um dos grandes desafios da ciência é explicar como pode existir harmonia em um Universo que tende à desorganização. A idéia é explicar como a imperfeição e harmonia caminham juntas.” (M.G., Época, 07/08/2006, pág. 88)
Em tantos pontos da minha vida eu vejo esta desarmonia gerando situações imensamente melhores que é impossível, sinceramente, não acreditar ainda mais em Deus e agradecer a Ele por tantas bênçãos!

Eis aqui um link que descobri que faz alusão à este texto completo! Não sei se me sinto honrada ou subtraída. Risos. Pelo menos a pessoa pôs link!

Slow Action

sam August 2nd, 2006

Será que é possível ter uma ’slow action’ frente à vida? Hoje me fiz esta pergunta. O Paulinho da Viola, que não é muito a minha cara mas eu não detesto tanto assim, falava que a música dele é muito cercada pelo tempo, respondendo a uma provocação do Zuenir Ventura (este sim, um cara que aprecio, ou pelo menos não mudo de canal se vejo que está falando na TV) que notava que as músicas dele falam de saudade, passado, presente, futuro, enfim, do tempo. Com o tempo -agora outro tempo, o clima- péssimo que tem feito em Sampa desde sábado, com temperaturas entre 14 e 16 graus (pode não oscilar nadinha? Pode, esta é a diferença que o SOL faz na vida da gente!) e aguaceiros (segundo o msn weather), pensei numa ’slow action’, que é a coisa que pensamos quando esfria assim. Seria bom, né? Poder parar tudo, ou pelo menos falar: “vamos devagar, hoje não estou me sentindo fast”. O frio me lembrou também uma msg que recebi há algumas semanas do meu ex-colega de Cefet (meu e do Gui, por sinal o pai dele, nosso ex-professor, foi nosso ‘cupido’), Carneiro, sobre um cara que trabalha na Volvo. Em Curitiba, além do clima europeu e de muitos descendentes da Europa Oriental, há empresas assim. Dizem que na Siemmens os caras trabalham de meia e sandália birk, que é mais confortável, mas aí já acho que deve ser folclore ou maldade. Afinal, o cara da Volvo falava que na primeira vez que foi para Suécia, na década de 90, apesar de ser frio com neve, o cara que dava carona para ele do hotel até a fábrica sempre chegava super cedo mas parava o carro bem longe da entrada, num estacionamento uns dois mil carros de funcionários. E eles andavam no frio até a sede. Um dia ele, meio sem jeito, resolveu perguntar por que o cara parava longe. A resposta foi bem simples e bastante inusitada para nós brasileiros: “É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar;quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?”. Adorei! Aprendi muito e pensei nas outras coisas que ele comentava sobre a slow atitude dos suecos, uma comparação com a nossa pressa em resultados e ações. Há um grande movimento na Europa, o Slow Food. Suas idéias estão defendidas no site http://www.slowfood.com, da Slow Food International Association, cujo símbolo é um caracol e sua base, claro, a Itália, pregando que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando tanto os alimentos quanto seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. Este movimento está servindo de base para o Slow Europe. Estou tentando fazer um Slow Sampa aqui nos finais de semana… domingo fizemos em casa o dourado que o Gui pescou com Iamada-san em Cuiabá há três semanas, foi um dia longo e agradável com eles e nossos amigos inseparáveis Sayuri e Rico. De que vale nossa correria do dia-a-dia sem estes amigos para compartilhar os ’slow moments’?Bom, lá vou eu, terminar meu expediente aqui (fechar meu “s.o.h.o. small office home office”) e começar a preparar uma comida quentinha que o Giorgio e eu aprendemos num Oliver’s twist (Truques de Oliver, no GNT, desta vez ele ensinava comida para crianças na companhia da filhinha Poppy). Já mencionei aqui que o meu caçula é um bom gourmet? Daqui a alguns anos nada de “Olivier” e “Oliver”, será a vez do Giorgio como gourmet midiático!

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