
Ontem à noite me rendi aos joguinhos com meus filhos. Não gosto que eles notem, mas eu tenho numa tendência a me viciar em joguinhos que é forte e, como mãe, não posso dar o mau exemplo. Geralmente quem joga no computador com eles é o Gui, mas resolvi entrar no site da campanha da GM Reinventando Caminhos e joguei várias vezes o Formigator.
Quando me convidaram para conhecer e divulgar este hotsite que pretende mostrar novos caminhos para uma vida ecologicamente correta e sustentável me avisaram que era a minha cara. Achei curioso e fui lá conferir. É mesmo: a campanha que pretende educar as famílias para um reposicionamento da vida, usando a tecnologia e a diversão (lazer, porque “a gente não quer só comida, quer diversão e arte”).
Antes de jogar o Formigator, Enzo, Giorgio e eu passeamos pelo formigueiro. Lembrou o passeio do Topeirinha com o Albert, no vídeo educativo do Reader’s Digest Natureza Sabe Tudo: Lixo e Desperdício, que foi o primeiro da vida do Enzo e ainda é um dos nossos VHS (sim, é de antes do DVD) favoritos.
O formigueiro estava entupido de lixo reciclável que lá, embaixo da terra, demorará dezenas o centenas de anos para se decompor. E estes lixos largados - Shocker (pilha), Alumininja (anel da latinha), Tutti-Grudi (goma de mascar), Smokey (bituca de cigarro), Trash-Cola (garrafa pet) e Diaborracha (borracha) - se transformam em vilões na caçada de nosso herói para salvar sua casa. A nossa casa, pois o planeta é nosso, como sempre me lembram meus filhos.
Até os meninos reconheceram que a GM era marca de carro e Enzo achou legal ver que eles se preocupam com o meio ambiente. Estas ações, além de incutirem um conceito de sustenabilidade e de preservacionismo nas crianças, relacionam de forma indelével a marca com o que há de positivo e construtivo. Quando forem comprar carro, adivinhem se isso não voltará de forma inconsciente? Isso e o uso consciente da água, o descarte adequado de lixo tóxico, optar por carona sempre que possível (na hora eles reconheceram que o pai e alguns colegas fazem isso), usar combustíveis alternativos e cultivar plantas e árvores para melhorar a qualidade do ar que respiramos.
Da mesma forma funciona fazer a criança se sentir ouvida. Os meninos me viram jogar, gostaram muito, mas ficaram com medo dos vilões - especialmente Giorgio, pois a formiguinha quando come os vilões tem uns dentinhos de pitbull - e depois de um tempo eu achei bom deixar a vida geek. Foi desligar o computador para eles começarem a conversar e brincar sem parar inventando novos personagens, novos vilões, novos poderes. Giorgio imaginou poderes que seriam acionados por determinadas teclas (o espaço faria as mãos virarem furadeiras) e Enzo já planeja uma série de gibis com historinhas da formiga “Fórmi”, que ele diz que signica formiga sábia em formiguês. Enfim, já vi que aqui o jogo vai fazer sucesso por muito tempo e que as idéias ecológicas encontraram eco.
Se você tem crianças por perto - filho, sobrinho, amigo - entre lá e jogue, garanto que será bem divertido. Mas se prepare para as lições de cidadania que esta moleca nos dá.
Este post é publieditorial.
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