Hiroshima e Nagasaki: um agosto para nunca esquecer
Postado em Artes, tradição no dia 11/08/2010 |“A exposição será direcionada principalmente aos mais jovens, no sentido de promover uma ação educativa pela paz entre os povos”.
Ruy Tanigawa, secretário-geral da Associação Paulista de Medicina (e curador da mostra)
É para visitar e refletir: está em cartaz, até 30/09, na Associação Paulista de Medicina (APM), a mostra “Hiroshima e Nagasaki: um agosto para nunca esquecer!”, que tem como objetivo perturbar e provocar reflexões sobre esse trágico momento da história mundial, ocorrido há 65 anos no Japão. Vem de lá o material, que tem “curadoria” da Associação Médica de Hiroshima, 30 pôsteres com imagens e textos informativos e cinco DVDs que reúnem testemunhos dos sobreviventes, documentários e animações japonesas. Visitas podem ser feitas na sede da APM (Brigadeiro Luís Antônio, 278 – São Paulo – SP), das 12h às 21h, mediante inscrição no fone (11) 3188-4304 ou E-mail pinacoteca@apm.org.br.
A abertura da mostra, no dia 02/08, contou com vídeoconferência ao vivo, direto do Japão, com Steven Leeper, presidente da Hiroshima Peace Culture Foundation, data em que se reforçou que, ao falar de Hiroshima é importante, além de relembrar as consequências da tragédia, homenagear os sobreviventes que moram no Brasil, incentivar a abolição das armas nucleares e celebrar a paz.
Se você é muito jovem ou acha bom relembrar, o lançamento das bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki ocorreu no final da Segunda Guerra Mundial, em 6 e 9 de agosto de 1945, respectivamente. Estima-se que cerca de 220 mil pessoas foram mortas nos ataques, e outros milhares sofreram graves sequelas pela exposição à radiação. A tragédia guardou histórias simbólicas como a da menina Sadako Sasaki, que será retratada na exposição. Personagem da luta pela paz, ela tinha dois anos de idade na época do ataque. Devido à radiação teve leucemia, e após compreender que a doença fora causada pela guerra, passou a dobrar origamis de Tsuru (pássaro da paz) em manifestações públicas por sua saúde e pela paz. Um dos últimos Tsurus feitos por Sadako foi entregue na cerimônia de abertura à Associação Hibakusha Brasil pela Paz, instituição que reúne vítimas da bomba atômica.

Em 3 de agosto de 1955, Chizuko Hamamoto, amiga de Sadako, visitou-a no hospital e fez para ela um origami de um grou. Sua amiga lhe contou a lenda popular japonesa onde quem faz 1000 grous de origami tem direito a um desejo, desde então, todo dia Sadako passou a fazer seus Tsuru sempre com o mesmo pedido, se curar e voltar a viver normalmente. Sadako faleceu na manhã de 25 de outubro de 1955, e após sua morte, foi construída uma estátua em sua homenagem.
P.S. Meus agradecimentos à @cintiacosta por compartilhar a dica.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




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Meu bisavô morreu após sofrer diversas queimaduras no corpo e rosto em Nagasaki. Infelizmente não fui a Nagasaki quando fui ao Japão, mas visitei o Memorial de Hiroshima. Aproveitei para fazer um tsuru e deixei o meu aqui http://www.flickr.com/photos/claudia_midori/4745030494/
Sam Shiraishi Reply:
August 17th, 2010 at 3:15 pm
@Claudia, que passagem triste da história da sua família (tinha fixado mais a história do sobrenome). Obrigada de coração por compartilhar viu querida?
Adorei a foto do seu tsuru – falha imensa, eu não fui nem a Hiroshima, nem a Nagasaki quando estive no Japão. Preciso voltar!
#06081945 Hiroshima e Nagasaki: um agosto para nunca esquecer. http://t.co/1gTCiVP